História Pedaços Transformados - Capítulo 216


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Caluke, Família, Personagem Trans, Romance
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Palavras 654
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 216 - Fraca


fraca

setembro, um dia depois

Kora queria estar em casa – queria um lugar para chamar de casa, queria ter força e coragem por uma vez, apenas uma vez, fazer o que queria, o que precisava, o que era certo, o que...

Ela queria ter forças de entrar naquele quarto.

Ela queria ter coragem para não fugir.

Por uma vez.

Apenas uma vez.

Mas ela era fraca.

-Kora - chamou Liz.

Kora parou por uma batida, respirou e virou-se para ela, como se não fosse fraca e estivesse fugindo, tivesse sido pega fugindo. Ela apertou os lábios e esperou o veredito e as acusações, mas o que encontrou foram olhos tristes, de pena - pena dela.

Kora fechou os olhos, sentindo as lágrimas e a visão borrada, o coração quebrado e nunca mais inteiro. E a vergonha de ser tão fraca.

-Você não vai entrar? - questionou Liz.

Uma pergunta, não uma acusação, mas ainda sim a fez querer se encolher.

-Não sei se eu deveria - confessou Kora num sussurro antes que pudesse pensar não. Qual era o problema? Ela era fraca e Liz já sabia, isso não seria uma surpresa; ela era fraca, fraca, e fraca, e fraca e tão malditamente fraca.

-Você deve – afirmou Liz. - Você devia. Calum é seu filho, ele...

Kora balançou a cabeça, descartando as palavras antes que elas criassem raízes, antes que a sufocasse, antes que a matasse mais ainda.

-Você é mais a mãe dele do que eu sou.

-Você deveria estar lá – Liz tentou mais uma vez, não negando as palavras que ela disse, e Kora agradeceu-a por isso, porque era isso, essa era sua desculpa para ser fraca e ficaria sem chão se Liz a negasse.

Liz era uma mãe para Calum e Kora a agradecia por isso, por estar lá quando ela não podia, quando ela não conseguia, quando ela era fraca demais para olhar nos olhos do seu filho e confessar isso.

Sua fraqueza.

Seus medos.

Seu amor.

-Você também. – Kora sorriu, sentindo a dor por tentar. – Você devia voltar.

-Eu vou.

-Okay. – Quando Liz não saiu da sua frente, Kora continuou: - Você não ia?

-Sim.

-Então por que ainda está na minha frente? – perguntou, frustrada. Ela já sabia de quem Julie havia herdado a personalidade irritante. Andrew? Andrew era um anjo. Liz? Andrew havia caído por ela, Kora tinha certeza.

-Por experiência própria – começou Liz – isso não vai dar certo.

-O que? – balbuciou Kora. – Do que voce está falando?

Julie definitivamente havia puxado Liz e Luke Andrew – Luke devia ser outro santo para aguentar aquelas duas. E seu filho deveria receber um prêmio.

-Você deixando Calum fazer o que quer. Eu deixei Julie fazer isso. Eu fiz o papel de mãe tradicional, nada disso, nada daquilo, mas quando sua filha faz algo que só sua filha faria? Eu deixava-a fazer, por que quem era eu para dizer não? Eu me afastei. Por mais que eu dissesse que não estava fazendo isso, que não quisesse fazer isso, por mais que eu tivesse tentado ficar ao lado deles, eu não pude ficar. Luke é um garoto sensato, mas ainda é um garoto, ainda tem coisas aprender. Ele pode ser responsável com Julie, sempre tenta fazer o melhor para ela, mas ele não é o pai dela. Eu que sou a mãe dela. E Julie é inteligente, mas também é uma idiota e precisa da mãe, mesmo que essa mãe não saiba de nada. Você aprende todo dia a ser mãe e você erra a todo instante. Eu não vou negar que Calum é meu filho, eu sinto-o como meu tanto quanto fosse do meu sangue, mas ele também é seu. E você precisa tentar a descobrir o que é isso. Eu sei que você está tentando, Kora, eu sei que não é fácil, mas você só descobre como ser uma mãe, como ser a mãe que seu filho precisa, tentando. Então tente.

 



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