História Pedra d'água - Capítulo 22


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong, Winwin
Tags Jaeyong, Xiuminmebeija
Visualizações 282
Palavras 888
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Memórias quebradiças


22.

- Taeyong – Jaehyun sussurrou, tendo aquelas lembranças finalmente soltas em sua mente – Lee Taeyong. Como eu não percebi antes...

Jaehyun levou as mãos ao rosto, tentando assimilar tudo aquilo. Lembrava de Taeyong, mas não muito. Era tão novo naquela época em que estudavam juntos e passavam a tarde toda brincando no parque perto de casa, correndo por todos os cantos do lugar e subindo nas árvores de jabuticaba. Tinha apenas alguns poucos fragmentos de reminiscências que constituíam memórias quebradiças. Sequer lembrava, até então, o nome completo do garoto que havia o salvado.

A parte mais dolorosa era a de que melhor se recordava. Após o acidente muita coisa mudou. Não fora apenas aquele fator que acarretou as mudanças seguintes, mas com certeza foi um dos principais. Depois de muita discussão entre seus pais e sua mãe insistir para que se mudassem, Jaehyun foi praticamente obrigado a se afastar de Taeyong, o seu único amigo, o único que parecia se importar de verdade consigo.

Ainda em choque, Jaehyun levantou o rosto, sentindo os olhos marejados e a garganta começar a doer pelo esforço de não chorar.

- Por que? – perguntou com a voz afetada – Por que não contou antes?

- E-eu não sei, eu... queria que nos conhecêssemos de novo? - Taeyong respondeu em tom de pergunta, sentindo um nó doloroso se formar na garganta ao ver os olhos avermelhados de Jae - Eu queria deixar essas coisas do passado no passado. Machuca lembrar, mas ao mesmo tempo é bom porque tem a ver com você, é a mesma coisa com esse corte no meu rosto, e... – Taeyong riu, sentindo-se um pouco tímido de falar daquele jeito – Eu só queria que tudo fosse diferente. Desculpa, Jae. Desculpa se eu fui egoísta, se eu pensei só em mim.

- Eu também – Jaehyun sorriu, relaxando o rosto e sentindo as lágrimas finas começarem a cair – Como eu gostaria que as coisas fossem diferentes. Mas sabe? Em todos esses anos vivendo tão solitário, tão alheio, eu aprendi que querer não basta. Nós temos o presente e é só. O passado não conta. Eu só quero viver e aproveitar o agora e só descobri isso quando conheci você. De novo. Se nós queremos mesmo que as coisas sejam diferentes, devíamos tentar.

Jaehyun foi interrompido por um abraço apertado, repleto de carinho e calor. Sorriu e recebeu Taeyong de braços abertos, literalmente.

- Era por isso que você sabia tanto sobre mim antes de eu sequer abrir a boca – Jaehyun falou quando separaram os corpos – É bom finalmente saber um pouco sobre você Ty... Taeyong.

- Você não tá bravo?

- Não, porque eu estaria?

- Eu devia ter contado antes. Desculpa por isso. Desculpa também por ter sumido, eu sou um idiota covarde mesmo – Taeyong baixou a cabeça. Tinha noção de seu comportamento imaturo, mas não podia evitar.

- Será que eu esqueci de escovar meus dentes naquele dia? - Jae brincou - Você sumiu por trinta e seis horas por causa de um beijo. Isso me deixa preocupado.

- Não é isso! – Taeyong riu alto, sentindo o rosto queimar – Você entendeu mal...

- Não é? – Jaehyun mordeu o lábio inferior, segurando o sorriso – Então posso beijar você?

Taeyong sentiu a respiração acelerar e o coração também. Estava sonhando ou ele havia mesmo perguntado aquilo? Abriu a boca para responder, mas era incapaz de transmitir qualquer som. Jung Jaehyun só podia estar querendo que tivesse um ataque cardíaco ali mesmo na sua frente.

- Eu vou considerar isso um sim. Caso não for, você pode sumir por quanto tempo quiser – Jaehyun falou antes de se aproximar do pintor, quase encostando o nariz no dele.

Era estranha e nova aquela vontade louca dentro de si de beijar Taeyong, o que só realizou quando o encontrou de novo, por mais que durante aqueles três dias não houvesse parado de pensar nele. Mas já que sua filosofia de pensar apenas no presente momento estava dando tão certo, se sentiu especialmente corajoso.

Taeyong congelou. Só foi realizar o que estava acontecendo quando a ponta do nariz de Jaehyun tocou sua pele. Seu corpo todo se arrepiou ao ter nos lábios uma sensação molhada e gostosa, feito o primeiro gole de água gelada quando se está sedento. Sentiu os lábios do Jung se movimentarem lentamente por entre os seus, como se fossem duas peças de um quebra cabeça que se encaixava perfeitamente.

Jaehyun o trouxe para mais perto ainda, segurando seu queixo com as duas mãos e tornando o beijo mais firme, sentindo com os lábios sensíveis a cicatriz macia. Era uma sensação tão boa... Talvez porque não fosse um cara de sair muito, mas nunca havia beijado daquela forma, daquele jeito tão intenso e tocante.

Ambos tinham a respiração correndo desenfreada quando separaram os lábios. Continuaram perto um do outro, aproveitando aquele contato, os joelhos se tocando, as mãos de Jae ainda no rosto de Taeyong e os dedos do último agarrando com força o material macio do moletom cinza que o Jung usava.

O pintor sorriu largo, se sentia tão feliz que poderia explodir a qualquer momento.

- Ei, Taeyong - Jaehyun chamou após alguns segundos, a voz doce como mel ao dizer seu nome - Obrigado por ter cuidado de mim.

- Não precisa agradecer - o Lee abaixou a cabeça, brincando com os dedos para evitar fitar demais os lábios vermelhos do mais jovem. 

Eu vou continuar cuidando de você, pensou, mas não disse.


Notas Finais


um leitor perguntou sobre a cegueira do jae e eu expliquei um pouco no capítulo 6. se mais alguém tiver dúvida sobre isso
só pra n deixar em aberto, ele teve cegueira degenerativa e começou a perder a visão aos poucos com uns treze anos, até n enxergar mais nada


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