História Pedra d'água - Capítulo 36


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong, Winwin
Tags Jaeyong, Xiuminmebeija
Visualizações 195
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Agradecimento


36.

- Jung Jaehyun? O mesmo Jung Jaehyun que foi nosso vizinho há anos atrás?

- Sim - Taeyong balançou a cabeça, aceitando a xícara de chá que lhe foi oferecida - Ele mesmo.

Era de manhã cedo quando saiu para comprar algumas coisas e acabou por passar na casa da mãe para lhe contar as últimas novidades, entre elas que voltaria a trabalhar nos fins de semana no salão. Ela ficara imensamente feliz quando soube.

- Que mundo pequeno - Baeyoon franziu o cenho, impressionada - Não acredito que você tá namorando com Jaehyun, filho.

- Não, nós não estamos namorando - Taeyong quase engasgou com o chá, sentindo o rosto esquentar.

- Não? - ela sorriu capciosa - Estão até morando juntos.

- Bom, é complicado… - Taeyong pousou o chá no pratinho de chá - Ele não tinha outro lugar onde ficar.

- Entendo - ela sorriu pequeno, como se soubesse mais do que aparentava - Se ele quiser ficar alguns dias aqui, não há problema. Pelo menos tem cama - ela riu e Taeyong rolou os olhos - Falando nisso, onde seu hóspede está dormindo?

- A gente dorme no sofá - Taeyong falou baixo, evitando olhar para Baeyoon.

- Juntos? E não estão namorando?

- Mãe!

- Estou brincando, não precisa ficar nervosinho - ela riu daquele jeito estranho que assustava criancinhas. Taeyong lembrava vagamente de quando era pequeno e a mãe se vestia de bruxa no Halloween para afastar as crianças mais bagunceiras da casa.

- Eu não tô nervosinho - deu de ombros, soando na defensiva.

- Ok - ela pegou o pratinho com biscoitos de cima da mesa de vidro - Quer? Tia Soyi que fez, ela esteve aqui mais cedo.

- Não tô com fome, obrigado.

- Quando foi a última vez que comeu? - Baeyoon levantou uma sobrancelha e Taeyong se sentiu nervoso. Ela tinha esse poder de conseguir manipular qualquer um com as sobrancelhas, como se fosse um detector de mentiras.

- Ontem a tarde.

- Taeyong! Você tem de comer mais - ela disse com as sobrancelhas juntas - Vai ficar doente assim.

- Tá tudo bem, eu tô comendo direito.

- Já é um adulto, vou confiar em você - ela suspirou, como se não acreditasse nem um pouco naquilo - Falando nisso, acho que vou fazer uma janta no fim do mês para comemorar os dezesseis anos do salão.

- Janta? - Taeyong sorriu, já pensando na comida da mãe.

- É - ela balançou  a cabeça e bebericou o chá - Pode trazer Jaehyun, quero conhecer seu namorado.

Taeyong apenas rolou os olhos nas órbitas e suspirou enquanto a Lee mais velha ria de novo. Mas o sorriso, mesmo que discreto, continuou no rosto do pintor, porque bem queria que fosse verdade.

Taeyong chegou em casa cansado, os braços doendo de carregar as compras por tanto tempo. Não era tanta coisa, apenas alguns utensílios para pintura e comida, mas a caminhada era longa e o pneu da moto havia furado quando tentou arrancar.

Abriu a porta devagar caso Jaehyun ainda estivesse dormindo e adentrou a sala pé por pé, mas não havia sinal algum dele, nem mesmo as pantufas de jacaré que ele costumava usar. Ouviu barulho vir da cozinha e deixou as sacolas em cima da mesa de centro antes de rumar naquela direção, ansioso para ver o mais novo.

Ele estava perto da pia, de costas, e parecia concentrado em fazer algo com as mãos. Cantava uma música baixinho, mas mesmo assim preenchia a cozinha com a voz doce e suave. Taeyong sorriu, observando o corpo alto e as costas largas do Jung, que ainda usava seu pijama azul com aviões amarelos como estampa.

Jaehyun parecia relaxado e calmo, o que era ótimo levando em consideração o quanto se encontrava nervoso naquela semana, principalmente devido ao trabalho que estava cada vez mais próximo.

Os raios de sol que adentravam pela janela semiaberta refletiam sobre seus fios negros como a noite, transmitindo o melhor contraste que poderia ver. Com o cabelo recém aparado, podia ter uma boa visão de seu pescoço longo e pálido, marcado por algumas poucas pintinhas cor de café.

Mesmo de costas, Jaehyun brilhava diante os olhos de artista de Taeyong. Ele parecia vívido, por algum motivo. Em um suspiro, desejou que o tempo parasse para poder captar em uma tela aquele momento tão simples e sereno.

Ele parou de cantar de repente, mas seguiu de costas, e Taeyong soube que sua presença já havia sido notada. Avançou silenciosamente, rodeando a cintura de Jaehyun com os braços quando chegou perto o suficiente. Ele se deixou ser abraçado por um momento, e então virou de frente devagar, agraciando os olhos do pintor com seu par covinhas.

- Você me abandonou - falou, subindo as mãos pelos ombros magros de Taeyong até chegar em sua cabeça, onde se ocupou com os fios rosados - Onde foi?

- Ao mercado. E visitar minha mãe. Ela ficou surpresa quando contei de você.

- Lee Baeyoon - Jaehyun sorriu - Ela ainda tem o cabelo na altura do ombro?

- Sim - Jaehyun tinha as mãos mornas ao redor de seu pescoço e Taeyong sentiu-se aquecido, longe do frio barulhento das ruas - Ela te convidou pra jantar lá no fim do mês, você pode?

Jaehyun ficou em silêncio por alguns segundos, apenas brincando com os dedos pelos fios de sua nuca, lhe causando leves arrepios, antes de responder:

- Claro.

- Legal - Taeyong se afastou um pouco, saindo do abraço confortável de Jaehyun - O que você tava fazendo?

- Ah, é uma coisa pra você - ele virou de costas brevemente e quando voltou, segurava um vaso de tamanho médio com uma planta verdinha ainda bebê no centro - Erva-doce, pra fazer chá quando crescer mais. É um agradecimento por ter me deixado ficar aqui, já que eu ainda não tenho dinheiro suficiente pra pagar.

- É linda - Taeyong disse, os olhos brilhando quando pegou o vaso nas mãos - Muito obrigado, Jae - agradeceu com um sorriso grandioso, admirando a plantinha pequenina - E não precisa me pagar por nada, eu já falei que pode ficar aqui quanto tempo precisar.

- Obrigado mesmo, eu não sei pra onde eu iria se você não tivesse aparecido.

- Você pode contar comigo, ok? - Taeyong apertou sua mão levemente para enfatizar - Sempre.

- Obrigado - Jaehyun devolveu o aperto e o puxou para perto com certo impulso.

- A planta! - Taeyong apoiou a mão no peitoral de Jaehyun, impedindo que acabassem por esmagar o coitado do vaso.

- Desculpa - Jae riu, pegando o vaso com cuidado das mãos de Taeyong apenas para devolvê-lo a mesa antes de trazer o corpo do pintor junto ao seu, sem planta nenhuma entre os dois para atrapalhar.

Com uma mão apoiada em seu quadril, beijou o mais velho gentilmente enquanto a outra mão acariciava sua bochecha com o polegar. Taeyong gostava particularmente quando Jaehyun tocava seu rosto desse jeito carinhoso, se sentia importante.

Seu peito cresceu de euforia e devolveu o beijo com gosto, os lábios se encaixando com os de Jae feito duas metades inseparáveis. Era sabido que já havia experimentado daqueles lábios por vezes nos últimos dias, mas nunca deixaria de se sentir daquele jeito quando acontecia.

Se seu coração fosse uma pessoa, estaria correndo a quilômetros por hora toda vez que Jaehyun o beijava.


Notas Finais


eu n tenho uma desculpa exata por ter ficado tres dias sem postar maaaas espero q tenham gostado da att
ja viram o melhor comeback do mes de agosto? https://youtu.be/pok5yDw77uM
(e mil desculpas por n ter respondido tds os comentários ainda to atrasada aaa)


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