História Pedra d'água - Capítulo 41


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Taeyong, Winwin
Tags Jaeyong, Xiuminmebeija
Visualizações 317
Palavras 1.879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - Agulha no palheiro


41.

- Uma boate? – Taeyong fez careta ao ouvir tal sugestão, assim que saíram do restaurante e se puseram a andar pelas ruas movimentadas da cidade noturna. Segurava o braço de Jaehyun enlaçado no seu, pois o mais novo havia teimado em deixar a guia em casa – Eu nunca fui em uma.

- Nem eu – Jae riu após revelar sua súbita ideia – Por isso mesmo que eu tô sugerindo. Eu quero tentar coisas novas, a vida é só uma. Vamos?

Jaehyun fez biquinho, mesmo sem ter certeza de que Taeyong estava olhando para si. Por tal motivo não pode perceber como o Lee se derreteu por um momento, tentado a roubar um beijo do outro ali no meio da rua mesmo.

- E desde quando eu consigo resistir à você? – balbuciou, rolando os olhos.

Jae riu pelo nariz e deixou um selinho carinhoso em sua têmpora, fazendo Taeyong sorrir e sentir o coração disparar.

Depois de alguns segundos pesquisando furtivamente onde ficavam as melhores baladas gays da cidade, estas que eram mais difíceis de encontrar do que uma agulha no palheiro – não porque fossem poucas, e sim porque seria ruim se muitas pessoas soubessem – finalmente acharam uma não muito longe de onde estavam. Em poucos minutos já estavam no prédio cinzento e com pouco movimento, o último lugar que esperariam ser uma balada.

Subiram até o terceiro andar como dizia o endereço e conforme foram avançando pelo corredor, a música alta começava a fervilhar em seus ouvidos e a excitação de uma noite animada como nenhuma outra crescia. Jaehyun sorriu para si mesmo, feliz como uma criança ao ganhar um brinquedo novo. Mesmo que nunca tivesse gostado de festas e muitas pessoas juntas, estava começando a aproveitar aquela aventura.

Taeyong apertou a campainha do número 34 e aguardaram para que alguém viesse atender. Parecia um local pequeno ali de fora, nada propício para uma balada.

- Você parece animado – comentou, olhando de soslaio para o Jung que trocava o peso de um pé para o outro constantemente.

- Eu tô. Nunca pensei que entraria em um lugar assim.

Jae segurou mais forte o braço de Taeyong quando a porta se abriu, sentindo o corpo pulsar pela música alta que retumbava de lá, agora muito mais perceptível.

Um cara sorridente que segurava um copo transparente cheio até a boca os olhou dos pés a cabeça antes de fazer sinal para que entrassem. Será que possuíam algum tipo de radar gay embutido nos olhos para evitar penetras?

- Sejam bem-vindos! – falou animado antes de fechar a porta. Logo adentrou a multidão de rapazes que dançavam e conversavam, dispersando-se entre eles.

O lugar parecia muito maior estando ali dentro, diferente do que Taeyong pensou ser olhando de fora. Também tinha muito mais gente do que havia imaginado. Sendo uma balada gay praticamente secreta no centro de Hongdae, esperava que houvessem poucas pessoas e fosse bem menos animada. Mas as luzes coloridas, o bar ornamentado no fundo do lugar e alguns dançarinos profissionais em um palco improvisado diziam o contrário.

- Eu esperava que esse tipo de lugar fosse bem discreto, mas não esperava tanto – Taeyong comentou conforme adentravam a festa – Pelo menos é muito mais confortável que as baladas que a gente vê na TV. Olha! – Taeyong apontou para um conjunto de poltronas onde alguns casais e caras solitários estavam sentados, percebendo, assim que exclamou, o fato de que Jaehyun não enxergava – Sofazinhos...

Puxou o mais jovem até um dos estofados de cor vermelha, agradecido por poder finalmente descansar as pernas. Não estava acostumado a bater perna por tanto tempo e Jaehyun gostava bastante de andar.

Jae se sentia animado como uma criança descobrindo algo novo pela primeira vez, mas apesar da vontade de extravasar no meio da pista improvisada ao som de – aquillo era Lady Gaga? – sua timidez ainda era muito evidente.

- Descreve pra mim – pediu no ouvido de Taeyong, após alguns segundos apenas sentindo o som forte retumbar dentro de si. Se havia uma coisa da qual gostava era quando a voz charmosa do pintor fazia aquela coisa de desenhar dentro de sua cabeça quando descrevia qualquer coisa que fosse. Ele tinha esse dom.

- Hm... é sufocante e excitante – Taeyong olhou em volta, buscando palavras para expressar todo o movimento que via – É uma bagunça de cores quando se olha pela primeira vez. Nada faz muito sentido. É como levar um soco no estômago enquanto assiste um filme do Xavier Dolan...Ok, essa não foi a melhor explicação. Bem, tem umas pessoas fantasiadas e uns caras dançando sem camisa lá perto do bar.

- São gostosos? – Jae perguntou brincalhão.

- Deveras – Taeyong desviou os olhos para o rosto de Jaehyun, não achando os dançarinos lá tão atraentes assim.

- Entendi.

- Mas você é mais – balbuciou, mordendo o lábio logo em seguida. Era difícil segurar a língua quando imaginava o Jung vestido de executivo dos anos 50 dançando sensualmente naquele mini palco. Ok, aquele foi um pensamento esquisito.

- Não consigo te ouvir – Jaehyun aproximou o ouvido, rindo divertido.

- Eu não vou repetir – distanciou-se um pouco, sentindo a vergonha enrubescer o rosto.

Jae riu de novo e depositou um selinho no canto da boca de Taeyong, fazendo seu coração chacoalhar enquanto brincava com a calça rasgada do mesmo.

- Hm, você disse que tem um bar aqui... – Jaehyun falou, ainda dedilhando pelo tecido da calça - Se importa de pegar uma bebida pra mim?

- Sem problema, qual você quer?

- E você acha que eu sei o nome de algum drink?

- Pra quem tava tão animado pra vir aqui, eu esperava pelo menos isso – Taeyong murmurou.

- Sei lá, nos filmes eles pedem algo como sangue do capiroto, sexo na cabana, capivara de frutas... coisas assim.

- É caipivodka de frutas – Taeyong riu – E esse foi o menos absurdo que você citou.

- Ah, eu não lembro muito bem – deu de ombros. Realmente não sabia muito sobre drinks.

- Vou ver o que eu consigo pra você – Taeyong riu de novo e se levantou, sumindo entre as luzes fortes ao andar em direção ao bar.

Jae arrumou as costas contra o estofado macio, cantarolando a música que tocava enquanto esperava Taeyong voltar. Não era coisa de outro mundo, mas era interessante estar ali, o sentimento que o envolvia quando a música retumbava dentro de seu corpo e o ar abafado esquentava sua pele. Era ainda melhor realizar o quão bom era ter a companhia do pintor, tudo nele o interessava, sorria como um bobo só de perceber isso.

- Ei! – ouviu alguém chamar ao seu lado, o arrancando abruptamente de seus pensamentos – Jaejae, quanto tempo!

Sentiu braços ao seu redor, mas mal teve tempo de se situar e o cara que havia aparecido do nada o soltou, se pondo sentado ao seu lado.

-Desculpa, eu te conheço? – perguntou receoso, não conseguindo reconhecer a voz em meio aos sons confusos do lugar.

- Sou eu! Sua alma gêmea, Chengcheng! – ele exclamou e uma lâmpada acendeu na cabeça de Jaehyun.

- Sicheng! – repetiu, dessa vez abraçando-o apropriadamente – Quanto tempo!

Dong Sicheng. O chinês tagarela. Seu melhor e único amigo durante o ensino médio. Na verdade o único amigo que tivera durante sua vida toda, tirando Taeyong.

- Pois é, você foi pra faculdade de música, eu pra jornalismo... Uma pena não termos nos esbarrado antes.

- E agora você me encontra aqui! – Jaehyun riu, ainda mais animado ao reencontrar o amigo – Veio arrumar um date? Nem sabia que você gostava de homem, cara.

- Tá brincando? Eu sempre fui apaixonado por você – Sicheng falou divertido, dando um soquinho no ombro de Jae logo em seguida – Na verdade eu já arrumei um pra essa noite. Moon alguma coisa, bonito e rico.

- Uau, você é de sorte.

- E você? Como anda sua vida amorosa?

- Eu tive uma sorte de outro mundo, acredite. Ele foi a melhor pessoa que poderia ter aparecido na minha vida, Cheng.

- É quem seria o príncipe encantado?

- Hm... - Jaehyun buscou por palavras, ainda impressionado por ter encontrado o chinês - O nome dele é Taeyong. Ele é bonito e inteligente, um verdadeiro artista, tem cabelo de algodão doce e lábios incríveis.

- Acho que você acabou de descrever um cara que tá olhando feio pra mim enquanto se aproxima –  Sicheng falou baixo assim que Taeyong parou de pé em frente aos dois.

- Tae? – Jaehyun perguntou, levantando a cabeça.

- Tô aqui – falou sério, ainda encarando o desconhecido que estava sentado quase grudado com Jaehyun naquele sofazinho – Quem é você?

- Dong Sicheng, alma gêmea de Jaehyun – Sicheng sorriu e o cumprimentou com a cabeça – Prazer.

- É um velho amigo da escola – o Jung explicou – Fazem uns... três anos que não nos vemos, eu acho.

- Por aí – Sicheng concordou, levantando-se assim que viu o cara que estava beijando poucos minutos atrás acenar para si de longe – Bom, agora eu tenho que ir... Me passa seu número novo, Jaejae, podemos combinar de sair um dia desses.

- Claro .

Depois de ditar o número, Jaehyun o abraçou apertado uma última vez, tendo algumas recordações nostálgicas de quando eram adolescentes passando em flashes pela cabeça.

Taeyong voltou a sentar ao seu lado e lhe entregou o drink cujo nem lembrava mais o nome. O sorriso refrescante que antes trazia no rosto havia morrido fatalmente, e por mais que odiasse o fato de ter aquele sentimento tenebroso de ciúmes o tomando naquele momento, não pôde evitar. Não havia gostado nada de ver Jaehyun todo contente, abraçando aquele cara bonito e fofo e sorridente.

Jae bebericou o drink devagar, apenas provando para ver se gostava. A bebida doce e enérgica desceu queimando satisfatoriamente pela garganta. O segundo gole foi muito mais prazeroso e quando viu estava na metade do copo, já sentindo as bochechas quentes.

- Quer um gole? – ofereceu o copo a Taeyong antes que acabasse por beber tudo rápido demais.

- Não, obrigado.

– O que foi? – Jae perguntou após alguns segundos de silêncio - Você tá… silencioso.

– Nada – Taeyong respirou fundo e encarou Jaehyun, este que sugava o canudinho sem uma pausa para respirar - Por que aquele cara falou que vocês são almas gêmeas?

– Hm... – Jaehyun sugou até o final e pegou a cereja no fundo do copo, mandando-a para dentro – Ele morava com a vó dele e ela era meio... diferente? Não sei a palavra certa, mas ela dizia uns negócios estranhos às vezes, fazia umas poções mágicas no quintal e sempre sabia quando ia chover. Um dia ela falou um provérbio chinês que significava que nossas almas eram gêmeas, porque temos muita coisa em comum. A gente achou legal e até hoje o Cheng lembra disso.

– Entendi – Taeyong baixou a cabeça, ainda não conseguindo se livrar totalmente daquele sentimento.

– Você ficou com ciúmes – Jaehyun riu, deixou o copo vazio de lado e apoiou a cabeça no ombro de Taeyong, rodeando seu pescoço com o braço.

– Não… Ok, um pouco – confessou baixo, se sentindo meio idiota.

– Não fique – Jaehyun riu de novo, levantando a cabeça o mínimo para encostar os lábios contra o pescoço do mais velho ao sussurrar - Ele não faz meu tipo.

– E qual o seu tipo? – Taeyong sentiu o corpo todo arrepiar quando a boca macia do Jung roçou levemente contra sua pele, percorrendo a extensão de seu pescoço até encaixar perto da orelha novamente.

– Aqueles que cheiram a tinta fresca.

Jaehyun puxou o ar, fazendo com que o Lee se encolhesse um pouco ao sentir os arrepios voltarem a toda. Era incrível como ele tinha a capacidade de fazer seu coração acelerar com tão pouco.


Notas Finais


eu sinto q minha criatividade toda foi sugada nesses dois ultimos dias e isso foi td q consegui fazer, tomara que tenha ficado razoavel hdshhdjf
obg por tds os comentarios maravilhosos q vcs deixam, eu fico uwuando quando leio cada um deles


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