História Pedra lascada - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Celular, Drama, E-mail, Escola, Ficção Adolescente, Foto, Lascada, Nudes, Pedra, Span, Vazamento
Visualizações 12
Palavras 810
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Único


O menino tremia cada centímetro do corpo. Mesmo seus cílios estavam a se mover como nunca. Não era algo estranho, sabendo da condição dele.

De repente a professora derruba o lápis. Ele, por estar tão próximo e pelo fato de ser uma grosseria não apanhá-lo, o fez. Quando voltava lenta e nervosamente ao seu lugar, viu-a sentada num banco fora da sala, sob a sombra de uma árvore. Pobre menina, tão bela e tão triste e ainda tão nova.

Ela olhava constantemente o celular, esperando que a notícia fosse dada atentamente. Porém também concentrava a visão no menino de quando em quando, mais precisamente agora.

Seu olhar penoso o engoliu e por meio dele eles trocaram informações. Ela disse que ainda não haviam novidades, mas que caso houvesse ele seria um dos primeiros a tomar conhecimento, não antes de seus pais, é claro.

Ai, ai, ai, pensou o garoto ainda aflito, ainda tem caroço com força nesse angu.

E que angu! Apetitoso e amarguento, consistente e instável, paradoxalmente falando, caso me seja ofertado o prazer de poder me deleitar na utilização de tais termos pra descrever a situação.

O sino tocou alto alertando um momento de descontração e alívio para muitos, porém de apenas mais angústia e pesar para ele e para ela.

Achou mais conveniente sentar-se isolado de todos, e bem distante da menina, pois caso os dois fossem vistos juntos logo maiores problemas haveriam de brotar de todas as partes e se ramificariam ainda mais sobre ambos.

Gabriel, seu melhor amigo - na verdade o único -, veio até ele e perguntou o que havia de errado. Disse que o menino parecia coisado demais.

- Coisado? Por que cê me acha coisado?

- Tá estampado na tua cara, e em.... em todo o resto, bem dizer.

- Sério mermo?

- Tô te dizendo. O que cê tem?

Diante disso ele só poderia agir de duas formas humanamente esperadas: ou ele disparava contra o amigo uma torrente de insultos e violência, correndo o risco de perder a única amizade real; ou se comovia por ele ter notado e perguntado sobre a condição emocional dele. Não é difícil de deduzir como que ele optou por agir.

- Tudo bem, teve um negócio ai.

- Que negócio?

- Tá vendo aquela menina ali sentada sozinha?

- Aquela com cara de taxo?

- Essa mesmo. O nome dela é Pedra e ela...

- Pera aí, o nome dela é Pedra? Isso é nome de gente?

- É um nome feminino pra Pedro.

- Ahh, que doidiça.

- Ela recebeu um e-mail no celular e respondeu, aí cê nem imagina o que teve. Deixa eu te mostrar o e-mail.

Ele tirou do bolso do shorts o celular e em pouco tempo mostrou a mensagem para o amigo.

 

Oi, entendo gentilmente que você não sabe quem eu sou, nem mesmo o meu atraso cliente, mas porque você tem a mesma cidadania com meu cliente atrasado, então, eu precisava de sua cooperação urgente para reivindicar a enorme quantia de dinheiro de US $ 12,5 milhões de dólares que meu cliente atrasado depositou no banco aqui no meu país. Por favor, responda o mais rapidamente possível para mais detalhes. obrigado.

 

Cumprimentos,

Advogado Wright Roger.

 

Após ler a mensagem o amigo ficou atônito, tão pálido quanto um corpo morto em putrefação.

- Isso é verdade?

Ele deu um soco no ombro do amigo, suficientemente forte para que uma lágrima salta-se de sua órbita.

- O que que cê acha, cara? Ela respondeu e eles pegaram tudo do celular dela. Foto, vídeo, os contatos...

- E dá pra fazer isso, dá?

- Se fizeram é por que deve dar, né.

- Tá, mas cê tá assim por isso, é?

Agora Gabriel havia enfiado e torcido uma faca numa ferida profunda do amigo.

- É que ela tinha nudes.

- Eita, molesta, e agora em?

- Agora é só esperar mesmo. Os pais dela entraram com um processo na justiça.

Ao ouvir tudo isso, Gabriel inesperadamente começou a usar seus neurônios e uma dúvida que em outro momento da vida ele não notaria pairou sobre seus pensamentos.

- Ainda não entendi por que cê tá assim. Ela é o quê tua?

- Nada...

- Nada coisa nenhuma, diz logo.

Ele suspirou profundamente e como uma cusparada de catarro as palavras "minha paquera" saíram.

- E eu mandei foto pra ela nu. Agora eu também tô na mão deles, mas o pior é que mais ninguém sabe das minhas fotos, e não precisam saber, não tem pra quê. Enquanto eles não vazarem tá tudo beleza.

- Eles pediram dinheiro?

- Foi, e os pais da Pedra pediram um prazo, só pra dar tempo do processo correr.

- Xii, cê tá ferrado, viu.

- Eu sei, cara.

- Mas pior ainda é a menina. Ai, ai, essa Pedra tá lascada, visse.


Notas Finais


Quebra de expectativa?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...