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História Pegada Made in roça!_ (Kim Namjoon - Bts) - Capítulo 18


Escrita por: GabyAUUR

Notas do Autor


Oiii, minha gente!
Tô eu aqui, postando o penúltimo capítulo e tô só o choro! Não queria me despedir... Mas enfim!
Boa leitura e peguem os seus lencinhos...
I Auur u!❤️🐯💜👉🏻👈🏻

Capítulo 18 - Eu te amo, Princesa!


Fanfic / Fanfiction Pegada Made in roça!_ (Kim Namjoon - Bts) - Capítulo 18 - Eu te amo, Princesa!

"Meu orgulho caiu quando subiu o álcool

Aí deu ruim pra mim

E pra piorar, tá tocando um modão de arrastar

O chifre no asfalto


Tô tentando te esquecer

Mas meu coração não entende

De novo, eu fechando esse bar


Afogando a saudade num querosene

Vou beijando esse copo, abraçando as garrafas

Solidão é companheira nesse risca faca

Enquanto cê não volta, eu tô largado às traças

Maldito sentimento que nunca se acaba


Vou beijando esse copo, abraçando as garrafas

Solidão é companheira nesse risca faca

Enquanto cê não volta, eu tô largado às traças

Maldito sentimento que nunca se acaba


Ô ô ô, ô ô ô

A falta de você, bebida não ameniza


Ô ô ô, ô ô ô

Tô tentando apagar fogo com gasolina."


Largado às traças 

— Zé Neto & Cristiano.


Era para mim estar chorando agora, mas bem, eu já havia chorado bastante ao ponto de nem conseguir mais deixar cair uma lágrima sequer por meus olhos. Eu posso estar parecendo egoísta, mas eu não estava sendo. Muito pelo contrário, eu estava agindo da melhor maneira possível. Chorar faz parte, eu não tinha como não fazer isso; Não cair no choro. Eu não sabia quando nos veríamos novamente, não sabia até quando conseguiríamos manter essa nossa relação a distância. Parece pessimista de minha parte, mas manter um relacionamento firme por um grande tempo sendo totalmente a distância não era algo fácil. Sei que poderemos sair ainda mais machucados do que já estamos, mas não saberíamos o resultado caso não arriscássemos. 


E se desse certo? E se o futuro estiver nos preservando algo bom, mas simplesmente resolvemos desistir agora, sem mais nem menos? Eu não queria arriscar, eu tinha convicção de que iríamos enfrentar tudo da melhor maneira possível. Eu sabia do tamanho do meu amor pelo o Caipira, sabia que o amava de certeza. Não existia mais dúvidas e nem questionamentos, meu coração dizia isso, minha mente dizia isso e eu sentia isso também. Não seriam dias, meses ou anos que fizessem esse amor decepar, e caso ocorra, saberei que o que senti não era amor. Nem nada parecido quanto ao sentimento que é amar alguém. 


Quando amamos, é eterno. 


Saí de meu quarto depois de longas horas chorando e perdida em meu pensamentos. Namjoon saiu para resolver algumas coisas junto de seus pais, sendo assim, tive que ficar sozinha e nem pude aproveitar junto dele as poucas horas em que tínhamos até amanhã cedo. Mas eu tinha uma coisa em mente, eu não poderia perder a oportunidade de passar mais tempo ao lado do Caipira antes que ele partisse para longe. Bati freneticamente na porta do quarto de Jimin, impaciente por sua demora desnecessária. Bufei ao revirar os meus olhos, não ouvindo nenhum barulho de movimentação vindo de dentro do cômodo. Sendo assim, abri a porta e me pus a entrar já cansada de não ser respondida do lado de fora. 


— Ei, aqui não é galinheiro para a galinha ir entrando desse jeito! — Assim que fechei a porta atrás de mim o meu irmão deu um salto da sua cama, olhando-me com aqueles olhos inchados. 


Cruzei os meus braços e sorri debochada, resolvendo ignorar as suas provocações infantis. Ele nem parecia ser o irmão mais velho, mas não é momento para discutirmos sobre esse assunto. 


— Preciso do seu carro essa noite. — Fui direta, parando aos pés de sua cama e o olhando seriamente. 


Um silêncio pairou no ar, o que estava me deixando ainda mais impaciente do que eu já estava. Arqueei as minhas sobrancelhas em direção ao loiro esperando por uma resposta sua, apenas tendo a sua expressão incrédula em minha direção. Bom, até que Jimin começou a gargalhar de modo falso, jogando-se para trás na cama e passando a mão por sua barriga, encorpando ainda mais a sua encenação de meia-tijela. 


— O que andou comendo hoje? Porque só pode estar louca. — Ele cessou o seu riso histérico aos poucos, olhando-me com a sua expressão de puro deboche — Nunca que eu irei deixar você tocar no meu bebê, cabelo de palha. Vai sonhando. — Ele voltou a rir, o que fez com que eu batesse com força o meu pé sobre o carpete de seu quarto. 


— Por favor, Ji! Eu preciso do carro e- 


— Sonhar, nunca desistir... Ter fé, pois fácil não é, e nem vai ser! Tentar até se esgotar suas forças... — Jimin cantarolava não deixando a sua pose de ironia de lado. 


Suspirei baixinho, e por incrível que pareça os meus ombros caíram e tratei de virar os meus calcanhares, pronta para sair do quarto sem mais esperanças. Comprimi os meus lábios seguindo até a porta do quarto, já sabendo que o meu irmão nunca cederia o seu carro para mim. Dessa forma todos os meus planos para essa noite foram para o ralo, o que fez com que eu sentisse os meus olhos lacrimejarem. Eu estava sensível demais, então qualquer coisinha que me dissessem eu iria chorar, isso eu já sabia. Quando toquei na maçaneta e estava pronta para deixar aquele cômodo, Jimin parou de cantar no mesmo instante. 


— Você não vai insistir... Mais? — O Loiro questionou baixo, aparentando estar incrédulo e  parecia não me reconhecer. 


Até porque, eu sempre fui muito insistente e não desistia até conseguir o que eu queria. 


— O carro é seu, está tudo bem, Ji. — Dei de ombros, abri a porta e virei-me para fechá-la, mas antes encontrei com os olhos de Jimin e sorri minimamente já podendo sentir uma lágrima escorrer por minha bochecha. 


— Espera! Você está chorando e-


Não fiquei para escutar o que o meu irmão tinha para dizer, fechei aquela porta e andei desanimada para o meu quarto mais uma vez. Suspirei e joguei-me em minha cama, me encolhendo ali e olhando para o relógio sobre a minha escrivaninha. Já estava anoitecendo e nada do Caipira aparecer. Resolvi tomar um banho para tentar relaxar os meus músculos, pois desde que recebi a notícia sobre a sua ida eu estava mais do que apenas tensa. Peguei um short junto de um moletom, roupas que sempre uso para ficar em casa. Dessa forma me dirigi até o meu banheiro e logo me pus embaixo do chuveiro de água morna.


Saí já vestida do banheiro, assim que retirei a toalha de meus cabelos molhadas eu passei em frente ao meu guarda-roupa no qual continha um espelho bem em frente, com isso parei de modo instantâneo. Fiquei encarando o meu reflexo por alguns segundos, até que os meus olhos automaticamente descerem por meu rosto e pararam em meu pescoço, esse que estava sendo moldado por meu novo colar. Sorri abertamente ao sentir o sentimento de euforia invadir o meu corpo, então toquei o pequeno pingente em formato de coroa completamente inebriada em minha própria nuvem. 


De repente eu dei um sobressalto quando a minha porta foi aberta de modo ligeiro, quando eu estava me virando para ver quem entrava em meu quarto, não deu tempo, pois fui envolvida em um abraço apertado. Minhas mãos ficaram no ar e eu fiquei petrificada, sem saber o que fazer. Olhei para quem me abraçava e identifiquei no mesmo instante àquela cabeleireira loira. Arregalei os meus olhos totalmente espantada com a atitude repentina de Jimin. Ele nunca foi tão carinhoso assim, nem mesmo eu. Até porque, éramos irmãos, e vocês sabem como irmãos são; Orgulhosos e implicantes um com o outro. 


— Que palhaçada é essa, Jimin? — O empurrei minimamente, apenas para mim tomar a distância para que eu pudesse analisar o seu rosto. 


— Você estava chorando há minutos atrás. — Ele afirmou aquilo como se fosse algo de outro mundo, o que me tirou uma careta — Por que ter o meu carro essa noite é tão importante para você? — Ele questionou aparentando estar realmente interessado. 


— Eu queria passar essa madrugada me divertindo com o Namjoon, só isso. — Minha voz saiu mais baixa que o esperado, e acabei olhando para o chão por me sentir mal com aquilo. 


Mais uma vez ficamos em silêncio, apenas escutando o barulho de nossas respirações. — A minha um pouco entrecortada e mais agitada do que o normal. Mesmo depois de tanto choro e lamento eu ainda me sentia melancólica e com vontade de cair em lágrimas. Escutei o suspiro alto que Jimin soltou, sentindo as suas mãos pararem em meus ombros e ele me olhar com ternura. 


— Tome. — Arregalei os meus olhos quando ele levantou a chave de seu carro em frente ao meu rosto, a balançando fracamente — Por favor, sem fazer coisas improprias dentro do meu bebê, muito obrigado. — E o Jimin zombeteiro estava de volta. 


Eu sorri toda animada, pegando a chave de sua mão e não pensando duas vezes antes de pular em si e rodear as minhas pernas em volta de sua cintura. Escutei o resmungo alto de meu irmão, mas eu não me importei nem um pouco com isso. Fui empurrada de seu corpo, o que me fez fazer uma careta, mas nem a sua rejeição poderia estragar a minha felicidade naquele instante.


— Fiquei comovido com o seu choro, até porque eu nem sabia que galinha chorava. — Jimin colocou as suas mãos dentro do bolso de sua calça moletom, falando aquilo como se não fosse nada. 


— Park Jimin! — Exclamei agora irritada, ameacei pegar o porta-retrato que havia em cima da minha escrivaninha e jogar nele. E com isso ele arregalou os seus olhos, correu para fora do meu quarto, e bateu a porta em seguida. 


Olhei mais uma vez para a chave em minhas mãos, dando alguns pulinhos idiotas sobre o chão e sorrindo feito uma idiota também. Não me importei, pois eu queria aproveitar aquela madrugada ao máximo possível junto do Caipira. Corri ajeitar algumas coisas e bolar um plano para sair discretamente de casa sem que ninguém visse, pois com toda certeza o meu pai ficaria louco caso eu e Namjoon saíssemos sozinhos pela madrugada. Definitivamente, ele não poderia nem sonhar com essa hipótese. Meu quarto não continha uma varanda, já a minha janela era gradeada por fora. Só tínhamos uma alternativa: O quarto de Jimin aonde o Caipira também estava passando as noites.


Troquei algumas mensagens com a SunHee pedindo por alguns concelhos, até porque eu nunca em toda a minha vida havia organizado um passeio de casal. Ela disse algumas coisas que me deixaram duvidosa, mas não ousei contestar sobre. Fui ajeitando as coisas, preparando o que tinha que preparar e também me ajeitei. Claro, deixei as minhas coisas separadas, pois como sempre o meu pai viria até o meu quarto para conferir se eu já estava ajeitada para dormir, e também para ver se eu estava sozinha no quarto. 


Quando deu dez horas da noite os meus tios e Namjoon chegaram em casa. Eles já haviam jantado fora e eu, Jimin e meus pais aqui por casa. Nos juntamos na sala e conversamos sobre assuntos banais, quando tocaram no assunto da viagem deles e de Namjoon eu não quis participar, e o Caipira percebeu, pois me seguiu quando eu caminhei até os fundos da casa e me sentei em um banco que continha ali fora. Ele sentou-se ao meu lado, mas não disse nada. Eu deslizei pelo banco parando colada ao seu lado, assim escorei a minha cabeça em seu ombro e suspirei baixinho. 


— Princesa. — Escutei o seu murmúrio baixo, então apenas resmunguei um: "Hum" — Partirei as sete e meia da manhã. — Engoli em seco, assentindo minimamente. 


Não falamos mais nada, era notável o clima melancólica em nossa volta. Estávamos machucados, de alguma forma, mas estávamos. Fechei os meus olhos e aproveitei do momento quando o maior segurou o meu rosto e o colocou escorado sobre o seu peito firme. Passei o meu nariz sobre o tecido de seu moletom escuro, fungando profundamente o local e sentindo aquela sua fragrância adocicada. Eu sentiria falta disso; Do seu cheiro único. 


— Caipira, vamos passar essa madrugada juntos por aí. — Eu não perguntei, apenas afirmei. 


Nesse momento eu retirei a chave do carro de Jimin de dentro do meu bolso traseiro do Short Jeans, a balançando em frente ao rosto incrédulo do Caipira. Ele arqueou uma de suas sobrancelhas e me olhou desconfiada, mas ao ver o meu sorriso sapeca ele juntou-se a mim. Fiquei de joelhos sobre o banco e me aproximei de seu rosto, tocando a sua bochecha com a minha mão. Namjoon fechou os seus olhos parecendo apreciar o meu toque cálido, o que me fez acariciar ainda mais a sua derme quente e macia. 


— Me espere pronto no quarto de Jimin a meia-noite em ponto, Ok? — Lhe olhei seriamente, notando que um sorriso começou a alastrar-se por seu rosto — Por que está sorrindo desse jeito, Caipira? — Franzi o meu cenho e lhe olhei confusa. 


— Porque eu adoro quando você fica toda mandona desse jeito, Princesinha. — Ele sorriu de canto todo cafajeste, piscando de forma maliciosa para mim. 


— Caipira metido à besta! 


...


Coloquei a minha orelha contra a porta de meu quarto, tentando escutar algum mínimo barulho que fosse, mas nada era ouvido. Mordi o meu lábio por puro nervosismo, então assim vesti as minhas devidas roupas deixando o meu pijama de lado. Peguei a mochila que estava repleta das coisinhas em que separei para nós. Abri a porta do quarto em apenas uma pequena fresta, olhando para a escuridão daquele corredor incontáveis vezes. Agradeci mentalmente por tudo estar em silêncio, mostrando que todos já haviam ido para seus devidos quartos. Fechei a porta do meu e tranquei a porta, prevenindo caso o meu pai desse a louca de querer averiguar se tudo estava nos conformes. 


Em passos pequenos e fracos, andei calmamente até o quarto da frente. — O quarto de Jimin. Dei duas leves e quase inaudíveis batidas, pois eu já havia combinado tudo com o Namjoon, então não tinha como ter erro. Não demorou nem um segundo para que a porta fosse aberta e eu fosse puxada com tudo para dentro do cômodo. A porta foi fechada atrás de mim e as minhas costas foram de encontro com ela, fazendo com que eu fosse cercada pelo o acastanhado a minha frente. Soltei um ofego surpreso e sorri quando um beijo foi deixado em minha bochecha. 


— Ei, podem parar com essa nojeira aqui dentro do meu próprio quarto! — Nosso momento foi interrompido pelo o meu irmão, que estava de pé em cima de sua cama com uma expressão de nojo. 


Eu e Namjoon reviramos os nossos olhos no mesmo instante, rindo minimamente do escândalo de Jimin. Por sorte ele foi consciente de falar isso quase em um sussurro para não acordar ninguém. Segurei no pulso do Caipira e o puxei comigo para perto da varanda de Jimin. Sorri quando a encontrei aberta e paramos ali no meio dela, olhei para baixo e agradeci por ser bem baixa, até mais do que eu imaginei. Olhei para trás e sorri cúmplice para os dois garotos, esses que sorriam e negavam minimamente em um aceno. Soltei-me do Namjoon e retirei a mochila de minhas costas, a entregando para ele. Tomei cuidado para passar as minhas pernas pela proteção da varanda, e não tardei em pular o mais levemente possível. Sorri quando meus pés tocaram a grama, essa que estava meia alta e amenizou o barulho junto da queda. 


— Joga a mochila para mim. — Sussurrei estendendo os meus braços para cima. 


Namjoon não tardou em fazer isso, assim agarrei a mochila e a coloquei sobre as minhas costas. Em seguida o mais alto pulou com uma facilidade imensa, o que me deixou um pouco surpreendida, mas não disse nada. Acenamos para o meu irmão, ele apontou para mim e silabou um: "Juízo, cabelo de palha." Eu apenas sorri de canto e concordei, lhe dando um tchauzinho e puxando o Caipira comigo. O Jimin havia deixado o carro fora da garagem sem que nossa família percebesse, o que foi de extrema ajuda. Entramos no veículo e eu joguei a mochila para os bancos traseiros, pegando o GPS e o digitando ali. 


— Apenas siga, Caipira. — Falei animada, retirando um sorriso dele. 


— Não conheço muito da capital, então não tenho outra escolha. — O maior deu de ombros, tirando um risinho meu. 


Eu estava nervosa, com receio do que o Namjoon acharia do local escolhido por mim. Ele poderia ser considerado meloso demais, ou até mesmo ele achasse que eu poderia estar acelerando as coisas. Mas nós dois estávamos namorando, não estávamos? Então isso deveria parecer certo, mas eu continuava com um pé atrás. Nunca fui a garota mais romântica do mundo, muito menos a que planejava encontros com o namorado. Me contive em roer as minhas unhas, mesmo que o meu nervosismo estivesse me levando a esse ponto extremo. Mexi no rádio do carro e de repente uma música começou a tocar, e notei que, Namjoon remexeu-se no banco e sorriu minimamente com o som. 


— Caipira, canta para mim. — Eu falei de repente, com isso notei o maior arregalar os olhos e negar de imediato. 


— Eu não canto bem, olha. — Ele começou a cantar de um modo extremamente desafinado, o que me faria rir se eu não tivesse cerrado os meus olhos em sua direção — Viu? Minha voz é péssima e- 


— Mentiroso! Eu já ouvi você cantando uma vez enquanto cortava a lenha! — Exclamei lhe apontando o dedo de modo acusador, e o vi engolir em seco — Aliás, aquela música era muito linda, mas eu não conheço. Qual o nome? — Questionei realmente curiosa.


Notei que o Caipira havia ficado inquieto, o que me fez estranhar e o olhar desconfiada. Esperei que ele dissesse algo, o dando um tempo para digerir a minha pergunta. Ele virou-se rapidamente e me lançou um sorrisinho adorável, me dando a bela visão de suas duas covinhas fundas. 


— No momento certo, quem sabe, eu lhe conto. — Fiz uma careta por sua reposta, tirando um risinho seu. 


Não demorou para que chegássemos em nosso destino, quer dizer, na entrada dele, pois uma parte do caminho teríamos que seguir caminhando. Desci do carro junto de minha mochila, Namjoon trancou o automóvel e fez a volta nele parando em minha frente, desta forma ele entrelaçou os nossos dedos e começamos a subir o que precisávamos para chegar no local. Foram alguns longos lances de escada e algumas rampas, mas nada que nos atrapalhasse. O acastanhado olhava tudo de forma curiosa, era notável que ele nunca tinha vindo aqui. — O que me deixou ainda mais alegre. 


Até que, quando menos esperávamos, chegamos no topo da torre Namsan. Era tipo um terraço ao ar livre, que continha algumas cafeterias e restaurantes, mas naquele horário da madrugada estavam todos fechados. Ali no local estava apenas nós, o que me deixou ainda mais nervosa. Namjoon olhou tudo maravilhado, e até mesmo escutei um suspiro escapar por seus lábios. O puxei para a beira, essa que era cercada por uma grade de proteção, mas a característica dessa torre eram os cadeados que contornavam toda a grade de proteção. Ali continha promessas, juras e declarações. O caipira tocou os cadeados parecendo surpreso, mas ao mesmo tempo encantado. Um pouco envergonhada, retirei de um bolsinho da minha mochila um cadeado e uma caneta permanente, os entregando para o Caipira.


Ele pegou os dois objetos e pareceu surpreso, o maior ficou intercalando o seu olhar entre mim e as coisas em suas mãos. Mordi o meu lábio um pouco desconfortável, me sentindo tosca por ter pensado que o Namjoon gostaria de fazer isso. Talvez realmente para ele estivesse cedo demais para fazermos esse tipo de coisa, então me senti precipitada. Avancei nele para pegar os objetos de volta, mas ele não deixou, o que me fez o olhar incrédula. 


— Eu quero fazer isso. — Sua voz rouca afirmou seguida por um sorriso largo seu. 


Pisquei incontáveis vezes; Desacreditada. Namjoon abriu a caneta e começou a escrever algo sobre uma parte do cadeado. De repente um relâmpago iluminou o céu, o que me fez levar um susto. Nos entreolhamos dando leves risadas, mas logo o Caipira aproximou-se mais de mim e me estendeu o cadeado. O peguei um pouco nervosa, nem sabendo bem o porquê. Respirei fundo e ofeguei baixinho quando li o que ele escrevera. Era simples, a letra P ao lado da letra C. 


Princesa e Caipira. 


— Eu irei prender ele, mas com uma condição. — Saí de meu transe prestando a minha total atenção em Namjoon, esse que segurou o meu rosto me olhando firmemente — Ao fechá-lo na grade, independente da situação, prometeremos que jamais esqueceremos um do outro. Entendeu? — Ele dizia tudo de maneira seria, e aquilo de alguma forma fez com que eu sentisse certeza. Certeza de que nunca poderíamos nos separar totalmente.


— Eu prometo. — Minha voz saiu em um sussurro, e mais um relâmpago iluminou o céu repleto por nuvens escuras — Prometo que nunca lhe esquecerei, Caipira. — Completei ao estar sorrindo, já podendo sentir os meus olhos marejarem, mas eu não iria chorar. Não agora. 


Sem mais delongas, Namjoon andou até a grade e fechou aquele cadeado em um espaço livre. Em seguida eu retirei a pequena chave dele que ainda estava no pequeno bolso de minha mochila, assim o joguei para longe findando aquele momento especial. Respirei fundo e olhei para o Namjoon, tendo o seu olhar sobre mim junto de um belo sorriso. Andei até mais próximo dele envolvendo os meus braços na volta de seu pescoço. A minha mochila eu havia largado embaixo de um local coberto que tinha ali, pois eu já podia sentir algumas pequenas gotículas de água caindo sobre nós. 


— Sabe que depois dessa promessa você nunca mais vai se livrar de mim, não sabe? — Questionei divertida, podendo sentir as suas mãos envolverem a minha cintura. 


— Dependendo de mim, nunca lhe deixarei ir embora. — Seus dedos faziam um carinho singelo e calmo em minha cintura, uma hora ou outra passando por minhas costas. 


De repente as gotículas de água engrossaram, o que me fez encolher os ombros e encostar o meu rosto no peito largo do maior. Sua destra subiu por minhas costas e parou em meus cabelos, acariciando o local em um cafuné gostoso. Ficamos um tempo daquela forma em meio a chuva, essa que nos molhou por inteiros. O dia não estava frio, então tudo deixou o clima agradável e aconchegante. Apoiei o meu queixo no seu peito, encontrando com os seus olhos caramelos, retirando um sorriso de minha boca. 


Me pus a ficar na ponta de meus pés e afundei os meus dedos nos fios ralos de cabelo da nuca de Namjoon. Nisso ele colou a sua testa na minha fazendo com que as nossas respirações mesclassem, mostrando que estávamos levemente ofegantes por tamanha proximidade. Ele lubrificou os seus lábios, então involuntariamente os meus olhos pousaram em sua boca carnuda e bem desenhada, já ansiosa para colá-la com a minha. 


— Sabe que beijar na chuva é um clichê, não é? — Namjoon perguntou debochado — Bem romântico também. A princesinha vai se render a esse romance? — Seu tom irônico tirou um sorriso de canto de minha parte. 


— Talvez eu tenha passado a gostar de romances quando estou com você, Caipira. — Respondi também irônica. 


Após ele obter a minha resposta, o mais alto não esperou mais nenhum segundo para colar a sua boca macia na minha. Um suspiro escapou dele quando aprofundei aquele nosso contato, já podendo sentir as minhas pernas tremelicarem com o nosso beijo. Eu não diria que sempre parecia ser a primeira vez, até porque toda a vez em que nos beijávamos era diferente; Sempre única. Cada momento, cada beijo, cada toque... Tudo estava memorizado em minha mente e gravado em meu coração. 


Suas mãos desceram de minha cintura e pararam em minhas coxas, com esse simples ato eu entendi o real recado. Impulsionem o meu corpo para cima e rodeei as minhas pernas em volta da sua cintura. A chuva não nos atrapalhava, muito pelo contrário, era mais emocionante e tentador. De repente o maior passou a deixar selinhos por meus lábios e os desceram por meu queixo, seguindo caminho até a minha clavícula. Suspirei em deleite, puxando minimamente os seus cabelos por conta da minha tensão. 


— Talvez esse seja um bom momento para eu lhe falar o nome daquela música na qual você queria saber há um tempo atrás. — Ele disse enquanto colocava um mecha de meu cabelo atrás de minha orelha. 


— Canta para mim, por favor. — Pedi quase que em uma súplica, pois eu já sabia o quão incrível ele era cantando. 


Ele pareceu relutante, mas respirou fundo e assentiu em uma manear leve de cabeça. O olhei empolgada ainda com ele me segurando. Esse detalhe não parecia interferir em nada, pois ele era realmente forte. Namjoon mirou-me com aquele seus olhos puxadinhos, sorrindo de canto.


— O nome da música é Fools, e meio que fui eu quem compôs. — Ele pareceu ficar meio sem graça, mas isso só me fez arregalar os olhos surpresa. 


Eu não disse mais nada para não o deixar ainda mais nervoso do que já aparentava estar. Esperei com a maior paciência e calma, lhe dando o tempo necessário para isso. Namjoon largou-me no chão e abrigou o meu rosto entre as suas mãos, limpando algumas gotículas de chuva que escorriam pela a minha derme. 


— Oh, our lives don't collide, I'm aware of this

We've got differences and impulses and your obsession with The little things. I don't give a fuck, I'm not giving up, I still want it all Only fools fall for you, only fools. Only fools do what I do, only fools fall. Only fools fall for you, only fools. Only fools do what I do, only fools fall... 


(Oh, nossas vidas não colidem, estou ciente disso

Temos diferenças e impulsos e sua obsessão por

as pequenas coisas. Eu não dou a mínima, não estou dessistindo, ainda quero tudo. Apenas tolos se apaixonam por você, apenas tolos. Apenas tolos fazem o que eu faço, apenas tolos se apaixonam.

Apenas tolos se apaixonam por você, apenas tolos. Apenas tolos fazem o que eu faço, apenas tolos se apaixonam.)


Eu paralisei e meus olhos ficaram focados nele. Eu sequer conseguia piscar. Namjoon fechou os seus olhos e parecia concentrado na música, a sua voz rouca e serena fazia-me ficar arrepiada, pois eu duvidava que poderia existir uma voz mais bela que a dele. Meu interior revirou-se e quando menos notei, uma lágrima escorria por meu rosto; Emocionada demais para poder raciocinar. Aquela letra era linda, a sua voz era linda... Namjoon era belo demais em todos os sentidos possíveis. 


— E eu ainda quero tudo. — O Caipira disse por fim, abrindo os seus olhos e selando a minha testa lentamente e demoradamente. 


Ficamos abraçados por muito tempo, apenas sentindo a quentura de nossos corpos juntos e apreciando a companhia um do outro. Eu queria eternizar aquele momento, e o faria em minha mente e em meu coração. Depois de muito tempo daquela forma a chuva parou, e Namjoon soltou-se de mim por alguns segundos, foi o pequeno tempo dele correr até a minha mochila e pegar o seu celular no qual havia guardado ali antes de sairmos do quarto de Jimin. Franzi o meu cenho confusa, mas ele logo andou até mim sorridente. Ele abriu um aplicativo e quando menos notei ele estava apontando o celular em minha direção, foi aí que escutei o barulho da câmera. 


— Ei, eu estou toda molhada e descabelada! — Exclamei contestando, tentando me cobrir com as minhas mãos. 


— Está sexy. — Ele disse simples, o que me fez rir alto, e foi aí que Namjoon aproveitou para tirar mais fotos minhas. 


Até que ele parou ao meu lado, colocando o seu braço sobre os meus ombros e grudando a lateral de seu rosto com o meu. Ele estava tirando uma selfie nossa, então eu revirei os meus olhos e dei-me por vencida. Sorri para câmera direitinho, mas na segunda foto eu fiz uma careta e Namjoon também. 


— Agora assim. — O olhei quando ele disse isso, mas meus olhos arregalaram-se quando a sua boca colou na minha e ele tirou mais uma foto. 


Ele afastou-se como se nada tivesse acontecido, e me mostrou a foto sorrindo largamente. Cruzei os meus braços indignada, pois naquela foto eu estava com os olhos bem abertos olhando para a câmera enquanto o maior tinha os seus fechados e dava-me um selinho. Mas no fim a minha marra foi por água abaixo, pois eu sorri feito uma idiota. Namjoon mexeu rapidamente em seu celular, logo o desligando e indo guarda-lo novamente em minha mochila. 


Por fim, nós dois comemos a besteiras que eu trouxera e rimos de assuntos e lembranças de nós dois nas quais estávamos relembrando. 


— Mas falando sério, princesa... — Namjoon raspou a garganta e bateu uma mão na outra, limpando os pequenos farelos que grudaram em suas palmas — Eu fiquei com muito medo de lhe perder. — Ele olhou-me pensativo, o que me fez o mirar confusa. 


— Perder? — Perguntei retoricamente, mas o Caipira respondeu me surpreendendo. 


— Que você gostasse do Taehyung. — Arregalei minimamente os meus olhos, mas o Namjoon empurrava a sua língua contra a sua bochecha. 


Não me contive, soltei um riso cobrindo a minha boca com minha destra. O acastanhado olhou-me com uma de as suas sobrancelhas desenhadas arqueadas, mostrando o quão incrédulo ele estava. Respirei fundo e tentei me recompor, mas pensar na possibilidade de ver um Namjoon todo ciumento era cômico. 


— O Tae era realmente bonito e gentil. — Comentei em um tom zombeteiro, eu realmente não perderia a oportunidade de lhe provocar pelo menos um pouquinho que seja. 


— Você... Acha? — Ele questionou fingindo descaradamente não se importar, até mesmo desviou o seu olhar para o céu nublado. 


Conti a minha risada e assenti na maior cara de pau, mas notei que ele estava mais desconfortável do que eu queria, pois ele apertava as suas mãos em punho de forma frenética, até mesmo abaixou a sua cabeça parecendo abalado. Me senti mal no mesmo instante, então não tardei em engatinhar até a sua direção, sentando-me bem próxima de si. Nossas pernas estavam coladas, enquanto eu levava as minhas mãos até o seu rosto. Levantei sua face por seu queixo, assim abri um sorriso para ele e acariciei a sua bochecha. Levantei o meu quadril e não tardei em me sentar de lado sobre as suas coxas, sentindo que seu olhar surpreso estava sobre mim. 


— Tae é bonito e gentil. Você é tudo isso também, Caipira, mas tem algo mais. — Comentei ao brincar com a gola de sua camisa molhada — Algo mais que mexe com o meu coração, ação que só você consegue fazer. — Enlacei os meus braços na volta de seu pescoço. 


Nesse instante o Namjoon abriu um sorriso largo, mostrando todos os seus dentes branquinhos e covinhas adoráveis. Ele de modo repentino segurou com firmeza a minha cintura e me puxou para um beijo afoito, esse que me fez soltar um gritinho por pura surpresa. Quando menos notamos eu já estava deitada sobre a toalha de piquenique que eu havia trazido para sentarmos e comermos em cima. Mas tivemos que parar, pois mesmo o local estando deserto, continuava sendo público. Levantamos e ajeitamos tudo na velocidade da luz, assim corremos até o carro de Jimin. E foi nesse momento que descumpri a promessa que eu havia feito com o meu irmão. 


Eu e Namjoon fizemos coisas improprias dentro do carro de Jimin. 


...


Chegamos já era quatro da manhã em casa, nós teríamos que acordar às seis, pois seu voo era logo depois. Tínhamos poucas horas para dormir, mas eu nem ao menos consegui pregar no sono, estava inerte demais. Eu sequer estava cansada, bom, pelo menos era o que eu sentia. Meu corpo até mesmo tremelicava por tão agitado em que encontrava-se. Tomei o meu banho e passei o resto da madrugada fazendo novos desenhos, todos inspirados no maldito Caipira metido à besta. Quando menos notei já estava de manhã, Jimin batia que nem um doido em minha porta e mamãe gritava chamando-nos para o café da manhã. 


Eu me vesti na velocidade da luz, me arrumei com uma angústia enorme apossando-se dentro de mim, mas eu estava tentando ignorar. — O que era praticamente impossível. Assim que coloquei os meus pés para fora do quarto, eu corri para a cozinha, encontrando com todos já por lá. Nos desejamos bom dia e seguimos comer o que era servido. Uma hora ou outra eu e Namjoon trocávamos olhares cúmplices, até mesmo algumas risadinhas quando olhávamos para Jimin lembrando do que ele havia dito antes de sairmos ontem a noite. Espero seriamente que ele nunca descubra, ou serei uma garota morta. 


— Pegou todas as suas coisas, Filho? — Helena questionou assim que terminamos de comer. 


Nos juntamos na sala esperando o meu tio e Namjoon, esse que desciam com as malas deles e de tia Helena. 


— Peguei, mãe. — Respondeu simples ao sorrir para ela sem mostrar os seus dentes. 


— Venham passar mais dias por aqui, é tão bom quando nos juntamos. — Foi a minha mãe quem dissera, arrancando sorrisos de meus tios. 


— Com certeza viremos. — Meu tio respondeu de forma sincera e feliz. 


Seguimos para fora da casa até os carros. Meus tios foram no carro de meus pais junto com eles, já eu e Namjoon fomos com o Jimin em seu carro. Entramos, colocamos o cinto e meu irmão tratou de acelerar. Engoli em seco quando no meio do caminho o loiro olhou-me pelo retrovisor com os seus olhos cerrados, o que me fez sorrir toda errada para ele. Um sorrisinho de canto surgiu nos seus lábios carnudos, o que me fez desviar o olhar na mesma hora. Talvez fosse um pouco difícil esconder sobre o ocorrido tendo um irmão tão esperto. — E eu odeio admitir isso. 


— Acordou sem resmungar hoje, nem me xingou pela manhã... Sabe o que isso significa? — Jimin resolveu abrir o bico, o que me tirou um suspiro inquieto. 


— Significa que estou nem aí para você. — Respondi tentando soar o mais natural possível, tirando um risinho dele. 


— Significa que você deu, isso sim. — Quase engasguei com o ar, mas quem fez isso foi o Caipira — Calma, cara. Está tudo tranquilo, portanto que não tenha sido no meu carro, mas não foi, não é? — Ele deu alguns tapinhas com a sua mão livre do volante no ombro de Namjoon. 


Um silêncio reinou dentro do carro, o que fez com que os olhos puxadinhos de Jimin fossem arregalando-se cada vez mais. Me encolhi naquele banco traseiro e fechei os meus olhos com força, esperando por seu escândalo e até mesmo xingamentos, mas eu não ouvi simplesmente nada. Abri um olho de cada vez, temendo ser atingida por algo. Por incrível que pareça o loiro seguia dirigindo de maneira plena, simplesmente assim. 


— Quando chegarmos em casa nós conversamos. — E assim toda a minha aflição voltou à tona, sabendo que essa frase nunca era boa coisa. 


Agradeci mentalmente quando o carro foi estacionada no estacionamento do aeroporto. Descemos em silêncio e andamos até a nossa família, essa que já estava com as malas. Depois da partida de Namjoon os seus pais já iriam pegar a estrada em direção a casa deles. Respirei fundo e me senti surpresa quando o Caipira entrelaçou as nossas mãos, já na outra levava a sua mala. O sentimento de melancolia atingiu-se quando pisamos naquele local imenso e movimentado, e controlei-me para não começar a chorar antecipadamente. O Caipira disse que já havia feito o Check-in em casa mesmo de maneira on-line, então não teríamos muito tempo ali no aeroporto, pois não viemos com muita antecendência. 


— Já vamos indo, logo terá a primeira chamada. — Meu pai disse enquanto nos guiava. 


Assentimos sem dizer nada, apenas seguimos pela escada e também fomos até o local aonde o acastanhado descartou a sua mala. Eu batia o meu pé de forma inquieta no piso branco, comprimia os meus lábios por conta do nervosismo, sabendo que a qualquer instante teríamos que nos despedir. — Pensar nisso me deixava ainda mais para baixo. Aproveitamos muito bem o nosso tempo, eu não tinha nenhum arrependimento quanto a isso, mas eu não podia negar que a saudade seria dolorosa, pois eu até já sentia ela mesmo quando o Namjoon sequer havia saído do meu lado ainda. 


Bom, até que a voz de uma mulher soou pelo local avisando sobre a primeira chamada do voo do Caipira. Senti as minhas mãos gelarem, mas não passou despercebido por mim o aperto em que o acastanhado desferiu enquanto segurava a minha canhota. Sua mão também estava gelada e seu corpo rijo. Eu me afastei dele, deixando que o maior se despedisse de todos primeiro, pois eu ainda estava paralisada. Meu olhar estava focado em meus pés, mas longe demais daquilo tudo ao nosso redor. Inerte era a palavra correta? Eu não sabia. 


— Princesa... — Sua voz rouca soou próxima de mim, e senti o seu toque em ambos os lados do meu rosto. 


Nossos olhos encontraram-se, e eu senti os meus lacrimejarem quando vi que o Caipira já tinha os seus molhados. Apesar de todo o seu tamanho e marra, ele não passava de um Caipira chorão. Fechei os meus olhos quando a sua boca tocou a minha testa em um beijo demorado, em seguida me abraçando apertado. O apertei contra mim como se precisasse daquele contato para viver, mas pensando por outro lado, talvez eu precisasse. Precisasse que sempre nos mantivéssemos próximos um do outro, mesmo que longe. Confuso, eu sei, mas nós dois entendíamos. 


— Não olhe para trás quando ir, não vou aguentar se o fizer. — Murmurei contra o seu peito, ouvindo o seu riso rouco e meio fanho por culpa das lágrimas. 


— Estarei lhe esperando, Princesa. — Ele separou-se do abraço, afagando os meus cabelos. 


Antes que eu pudesse dizer algo, a voz daquela mulher soou mais uma vez, mas agora ele tinha mesmo que ir. Meu coração apertou-se ainda mais, se é que era possível. 


Namjoon afastou-se de mim e segurou com firmeza em sua mala de mão, a levando consigo enquanto caminhava até uma das escadas rolantes dali. Eu não ousei olhar para ele, nem um segundo que fosse, eu não conseguiria. Senti os braços de alguém me envolvendo, olhei de relance e notei ser o Jimin. O loiro tentava me passar firmeza, mas eu me sentia triste demais para levantar o meu olhar. Mas de repente eu levantei o meu olhar de súbito, pois o que eu acabei ouvindo quase me fez cair para trás. Senti o meu ar faltar por milésimos de segundos, minhas pernas bambearem e ofeguei já com os olhos bem abertos. 


— Eu te amo, princesa! — O Caipira exclamou alto enquanto estava no meio da escada, sorrindo com todos os seus dentes em minha direção. 


Eu queria responder, queria dizer que lhe amava também, mas minha voz saiu em um pequeno fio; Inaudível. E quando eu disse, já era tarde demais. 


— Eu te amo, seu caipira metido à besta. — Murmurei falha, mas ela já havia andado para longe e meu olhos nem podiam o alcançar mais. 


O caipira tinha ido embora. 



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Aiiii meus Deus do céu!!! Tigresas da minha vida, como estão depois desse nosso penúltimo capítulo??? Eu tô mortinha... Chorando que nem doida. 


Eles aproveitaram bem as últimas horas, todos fofos colocando até cadeadinho... Gaby chora porque não tem um romance assim na vida dela, entenda o caso. 


Teve rola enrola no carro do Jimin, não podia faltar... Hehehe! 

Pulei os detalhes, não me matem, porque se fizerem não terá o último capítulo, hehehehe. 


Despedida doeu demais, chorei enquanto escrevia porque tô carente demais. 


NAMJOON DISSE QUE AMA ELA, QUE COISA MAIS LINDA. 


Wendy também disse que ama ele, mas já era tarde demais...


Enfim, batemos 400 favoritos e eu tô só o berro, os vizinhos que passaram mal com os meus gritos de louca. Sou mesmo, eles que lutem. Vocês são incríveis, repito mesmo. Obrigada por tudo, pela oportunidade e por continuarem comigo até aqui. Estou vencendo medos e vocês estão comigo, só agradeço por tudo. Vocês me fazem feliz demais, adoro responder os comentários e rir com todos! 


Te amo, Auur 🐯


I Auur u🐯💜


Com amor, Gaby💞


Notas Finais


Para mais: @GabyAUUR 🐯
Espero que estejam gostando, obrigada por tudo!


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