História Pela Arte - KatsuDeku - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku)
Tags +18 Pelo Yaoi, Bakudeku, Bilo, Katsudeku, Oneshot
Visualizações 130
Palavras 1.691
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Lírica, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


+18 pelo Yaoi

Capítulo 1 - Desenhos clandestinos na parede do vizinho;


Fanfic / Fanfiction Pela Arte - KatsuDeku - Capítulo 1 - Desenhos clandestinos na parede do vizinho;

・cαρíτυισ únicσ・
Pela Arte

uma fanfic de bilo bilusco

Desenhos;

Clandestinos;

Que;

Transbordam;

Emoção;

Nós mínimos detalhes, o desenho no muro estava quase finalizado. Um chacalhar na latinha de spray para misturar a pinta e então o dedo prensa o botão, empurrando para baixo e fazendo o recipiente espirrar a pinta vermelha contra o muro.

Qualquer detalhe; grande ou pequeno, essencial ou descartável, visível ou invisível, colorido ou incolor; qualquer um desses detalhes, se errados, destruiriam tal obra prima.

Katsuki tinha consciência disso, mas não se importava. Sabia que não iria errar. Tinha a certeza, seu ego era inflado demais para aceitar que poderia, nem que seja pequena a chance, de errar alguma coisa.

— Tsk. — Estalou a língua no seu na boca assim que terminou o olho direito

Afastou-se do muro em uma distância considerável para admirar seu trabalho. Quase pronto.

As latinhas de pinta estavam espalhadas pelo chão. Embaixo da enorme ponte, Bakugou estava para terminar mais uns de seus trabalhos.

Sua missão? Embelezar aquela medíocre cidade. Trazer vida as construções vazias, fazer o coração da spessoas se acelerar ao contemplar tal estilo de arte.

Pintura era apenas um de seus ofícios.

— Kacchan? — Uma voz doce foi ouvida

Katsuki virou-se, observando o dono de tal voz. Não poderia ser ninguém mais, ninguém menos, que Midoriya Izuku.

— Deku. — Cumprimentou-o, rabugento como sempre era.

— Está terminado? — Perguntou o esverdeado. Lógico que se referia ao desenho, do que mais estaria falando?

— Quase. — Se relutou para não responder uma frase. Quando Midoriya estava perto, o rabugento do loiro se sentia mais dócil. Não queria demostrar para aquele ser de cachos esverdeados totalmente naturais que sua presença lhe afetava de tamanha forma.

Se aproximou relativamente de Katsuki, ficando ao seu lado. O esverdeado apoiou seu braço no ombro do loiro, que estalou a língua no céu na boca irritado, mas nada fez a respeito de tal aproximação.

Midoriya admirou a bela obra de arte do amigo, sorrindo gentil.

— Está linda. — Elogiou — Como sempre, aliais. — Afastou-se do loiro, sentando-se na grama fofinha debaixo da ponte — Posso te ver terminando esse desenho?

Mesmo que Izuku tenha perguntado, Bakugou sabia que o mesmo não sairia dali, independente se sua resposta fosse sim ou não. Então, limitou-se a dar de onbros, pegando uma lata de spray vermelha bordô para terminar logo o desenho antes que alguém os visse.

Não que Katsuki não quisesse que as pessoas não olhassem seu desenho e admirassem seu trabalho, porém ele não queria que ninguém o visse fazendo o desenho. Afinal, Bakugou não possuía nenhuma licença para pintar e desenhar naquela ponte. Era crime. Se fosse pego, iria direto para a delegacia por danificação de propriedade pública.

Midoriya apelidou a arte do amigo como desenhos clandestinos, um apelido carinhoso para um tipo de arte maravilhosa.

Se conheceram a alguns anos atrá, dois anos? Talvez sim, talvez não, mas isso é irrelevante para a história que irei lhes contar.

Tudo aconteceu em um dia qualquer de outono, no período de tarde. Midoriya, com seu sempre querido violão nas costas voltava de uma recém terminada aula sobre o instrumento. Passava calmamente pela calçada, sem pressa e sem medo de anoitecer.

Ninguém estava ao seu redor, absolutamente sozinho Midoriya voltava assobiando sua canção predileta do momento, Say Amen do Panic! At The Disco. Enquanto caminhava, percebia que cada vez mais se aproximava de sua querida casa. Porém, algo lhe chamou a atenção.

Lá na frente, observou sua amada casa. Mas algo estava diferente. Na frente do seu muro havia alguém, não sabia quem. De longe observou as madeixas rebeldes loiras dessa pessoa. Um pano vermelho encobria sua boca. Regata cinza, suja de algo vermelho, calças jeans pretas com rasgos nos joelhos - nada muito exagerado - e um all star preto de cano alto, o qual Midoriya não sabia indentificar se era de tecido ou de couro.

Se aproximou silenciosanente do sujeito, o qual percebeu que pixava o muro de sua casa. Gritaria para o mesmo parar, mas se chamasse a atenção desse de uma grande distância com certeza o pixador teria tempo suficiente para fugir.

Em passos calmos, percebeu cada vez mais os detalhes daquele sujeito. Olhos escarlate, veluzentes e brilhantes, perfeita curvatura do nariz, pele clara e sobrancelhas franzidas. Bíceps invejáveis, nada exagerado. O rapaz que seu muro pixava chamava a atenção apenas pelo seu corpo chamativo.

Em passos calmos, observou o rapaz pegar uma latinha de spray e pressionar o botão, espirrando a pinta. Quando se aproximou mais do sujeito, Midoriya percebeu o que esse desenhava.

Não era uma pixação, era um violão.

Arregalou os olhos observando o desenho feito em seu muro. Grandioso, colorido e realista. Sombreamento perfeito, mínimos detalhes extravagantes e realismo invejável. Era belo.

— Uou. — Deixou escapar

O pixador virou-se assuto, percebendo a nova presença. Não estava mais sozinho. 

— A-ah, desculpa! E-eu não queria t-te assuntar e... — Foi cortado em sua falha tentativa de se desculpar por atrapalhar, mesmo que fosse o muro de sua casa

— Quem é você? — Ponderou em perguntar, mas o pixador deixou tal dúvida escapar

— E-eu sou Midoriya Izuku. — Engolindo em seco, Midoriya respondeu — O d-dono dessa casa. — Apontou com o indicador a casa atrás do muro

Nesse mesmo instante o sujeito arregalou os olhos. Pegou Midoriya pelo colarinho da camisa social azul e lhe prensou compra o muro. O estrondo foi forte, e a movimentação acelerou o coração de Izuku pela adrenalina. Estava com medo.

— P-por favor, n-não me bate! — Implorou tentando encostar os pés no chão

— Você não vai contar pra ninguém sobre o que viu aqui! — Cuspiu as palavras — Você não se atreve a me denunciar, senão...

— Por que eu te denunciaria? — Onde Midoriya havia conseguido achar tamanha coragem, ninguém sabia, mas esse interrompeu a fala do loiro que pixava seu muro — É lindo. — Sussurou

Suspresa, o sujeito foi afrouxando a força que segurava a camisa do esverdeado, logo soltando-o.

— Acha mesmo belo? — Não estava acreditando

— E por que mentiria? — Midoriya sorriu doce, com o coração ainda acelerado pelo grande choque — É maravilhoso. — Admirou o belo violão desenhado em seu muro

O pixador não deixou de notar o violão nas costas de Midoriya, percebendo a grande coincidência que havia cometido. Desenhar um violão no muro de uma pessoa que toca violão? Realmente, o Universo sabe o que faz.

— Bakugou Katsuki. — Resmungou

— Hãm? — O esverdeado virou-se para o pixador, percebendo que esse havia tirado a máscara que escondia seu rosto

E sem o pano vermelho a encobrir o rosto, Midoriya achou o pixador de seu muro muito mais bonito.

— Meu nome. — Grunhiu, virando o rosto para o lado resmungando — Bakugou Katsuki.

O de violão nas costas piscou os olhos duas, três, quatro vezes. Estava suspreso, mas quando aquela informação finalmente foi processada pelo seu cérebro, não deixou de sorrir.

— Prazer Bakugou. — Abriu mais ainda seu sorriso — Midoriya Izuku.

Alguns anos de passaram desde que se conheceram naquela tarde de outono. Logo se aproximaram respectivamente. Estavam tão próximos, tão amigos, que até mesmo apelidos lhes foram dados - Kacchan e Deku.

E agora estava ali, embaixo daquela ponte, com o esverdeado sentando no gramado com seu sempre violão ao seu lado e Katsuki a terminar mais um desenho clandestino.

— Ei, Kacchan. — Chamou-o, vendo o amigo resmungar como resposta.

Suspirou, jogando o corpo magro para trás. Sentiu a grama fofa contra suas costas. Olhou para cima, para o céu que a ponte não conseguia encobrir daquele ângulo.

Eu seria louco se dissesse que estou começando a me apaixonar por você?

E por pouco Katsuki não erra o traço do desenho e estraga todo seu trabalho. Ouviu direito? Isso forá uma declaração?

— Oi? — Suspresa e felicidade. Era isso que sentia, mas queria confirmar que ouviu certo

— Seria estranho ou não? — Voltou a perguntar, dobrando os braços e os usando como apoio para a cabeça

Sem palavras, Katsuki só soube largar a latinha de pinta e deitar-se ao lado do amigo, encarando junto ao esverdeado a magnitude do céu.

— Sinceramente? — Perguntou calmo, tendo um resmungo positivo como resposta — Não seria tão estranho como o fato de eu já estar apaixonado por você.

Midoriya riu docemente, encarando o amigo que desenhava em muros e paredes - ou melhor, em qualquer lugar que ele achasse adequado desenhar.

— Eu acho te amo. — Sorriu

— Eu também acho te amo. — Katsuki - por mais raro que pareça - sorriu de volta

E então os dois voltaram a encarar o azulado do céu, felizes em saber que ambos sentiam o mesmo.

— Não vai terminar seu desenho? — Perguntou Midoriya algum tempo depois das duas declarações, sentando-se na grama

— Só depois de você me beijar. — Katsuki sorriu de canto, sentando-se ao lado de Midoriya e agarrando-lhe pela cintura

— Ui, garanhão. — Izuku zombou. As mãos apoiadas no peito do outro, alisando-o sobre a regata preta — Lhe amo. — E com mais uma declaração de amor, Midoriya selou os lábios em um beijo sem malícia, apenas amor

Sem língua, sem luxúria. Apenas lábios a mover lentamente em um ato romântico. Um sorriso bobo foi solto por ambos os garotos, que usufruíam do momento.

A sensação que o mundo iria explodir a qualquer momento, que o fim de tudo havia chegado se mesclou com a nítida sensação que o mundo tinha acabado de ganhar cor.

Alguém havia jogado um balde de cor no Universo, tudo estava tão claro; tão colorido. Tão perfeito.

Mas tudo que é bom dura pouco, assim como aquele beijo.

Os lábios vermelhos, inchados, chamativos. Ambos sorriam, felizes. Se amavam, o sentimento era correspondido.

— Também te amo Deku. — Beijou a testa desse, se levantando para terminar o desenho no muro que sustentava a ponte

Midoriya se limitou a sorrir. Alcançou com seu braço o seu querido violão, começando a tocar uma doce melodia enquanto observava seu mais novo namorado terminar seu desenho clandestino.

E sempre era assim. Midoriya detalhando as linhas de seu violão, apertando os dedos sobre a madeira para proferir belas notas e iniciar uma música enquanto Katsuki, com suas latinhas de spray, coloria o mundo com sua arte nas construções vazias. A única diferença era que agora, eles estavam juntos e unidos, apaixonados e decaídos, para todo o sempre e infinito.


Notas Finais


Duas one!shot's KatsuDeku seguidas, em dois dias!
Eu tô almoçando, tenho escola e estou aqui, postando. Isso são sacrifícios que faço por vocês!! :')

[revisado]

One!shot KatsuDeku: https://www.spiritfanfiction.com/historia/retratos-floridos--katsudeku-13908488

Short!fic TodoDekuBaku: https://www.spiritfanfiction.com/historia/t-w-o-13746037

[plágio é crime]

One!shot feira para @LuaFicsOriginal

Ass: uma autora qualquer


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...