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História Pela Honra Do Rei - Capítulo 67


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Capítulo 67 - Planos


 Eles ainda conversaram por algum tempo sobre como as gravações estavam, assim Michael se inteirou sobre o progresso de Lisa como cantora. Para sua surpresa apesar insatisfeito por não estar sendo ouvido de fato, Phillip não parecia estar irritado com Lisa apenas com sua postura. A admiração dele por Presley apesar de discreta era óbvia em seus comentários, assim como o fato de que estava feliz em tê-la por perto. Conhecia bem o seu filho e sabia que não era de se desmanchar em elogios, Lisa deveria ter feito alguma coisa para encantar seu espirito rebelde. Sorriu ao se lembrar de fraco dele por mulheres bonitas e seu gosto pelas conquistas, devia ser essa a razão de estar sendo tão tolerante com seu gênio. Provavelmente ele estava planejando corteja-la, afinal já tinha sua pequena lista de conquistas em seus poucos anos de vida. Decidiu não levar a sério aquela pequena queda de Phillip por ela, afinal Lisa era casada e ele não seria inconveniente depois de rejeitado. Depois de se despedir desligou discando outro número logo em seguida, afinal estava tudo em ordem com eles poderia cuidar dos seus assuntos. Reclinou-se na cadeira imaginando o que faria aquele fim de semana, mesmo ocupado com o seu álbum ainda tinha um pouco tempo para de diversão.

 -Alo. –Disse animado ao atenderem. –Já cuidou de tudo? ... Enquanto as reservas? –Perguntou um pouco preocupado. –Ótimo, deixe tudo pronto para essa sexta à noite... envie as flores e as joias para meu apartamento perto da gravadora. –Explicou ao se levantar andando pela sala. –Minha casa? –Sua expressão mudou ao ser questionado quanto a isso. –Não mande nada para lá nem fale com os empregados, muito menos para minha a esposa ela não pode saber... isso é tudo, muito obrigado. –Desligou sorrindo tinha um fim de semana e tanto pela frente.

 Na cabine de gravação Lisa cantava a música para qual Phillip tinha feito a melodia, era quente e intenso diferente do que estava acostumada a cantar. Tentou equilibrar seu tom de voz para combinar melhor com o arranjo, enquanto ele a acompanhava fazendo alguns ajustes na mesa de mixagem. Apesar de ele estar sendo bem menos incisivo ao falar sobre suas falhas técnicas, era desconfortável ficar ali parada recebendo ordens de alguém. E o fato dele estar sendo mais dócil ao falar sobre o trabalho dela, deixava-a incapaz de rebater as suas repreendas educadas e gentis. Diante de sua nova postura não restava outra opção a não ser colaborar, afinal ela era a maior interessada no sucesso do seu álbum. Era uma mulher adulta e tinha que agir de forma profissional, aqueceu a garganta antes de recomeçar imprimindo mais energia na sua voz. Pela primeira vez pôs uma emoção diferente de melancolia na música e sentiu que aquilo podia ser bom de verdade. Apesar de não gostar de ser comandada nem de ouvir as críticas de ninguém, tinha que admitir que Phillip era bom e precisava melhorar para progredir. Corou ao notar seu sorriso charmoso ao observa-la com brilho no olhar, parecia que tinha feito a coisa certa ou ele achava graça nela.

 -Muito bem pessoal por hoje é só. –Phillip disse para os dois técnicos que saíram.

 -Por que estamos encerrando? –Lisa perguntou estranhando ele tê-los dispensado. –Ainda é cedo. –Observou seu relógio enquanto saía da cabine.

 -Sim, mas você já está ensaiando a muito tempo e precisa descansar. –Levantou-se lhe dando uma garrafa d’agua.

 -Não precisa pegar leve eu dou conta. –Afirmou com a voz arranhando ao tomar um gole.

 -Eu sei disso só não acho prudente forçar além de seu limite e danificar a voz. –Disse sentando ao lado dela. –Fora que o canto é apenas uma pequena parte de ser cantora.

 -Isso não faz o menor sentido. –Afirmou sem disfarçar a careta ao sentar no sofá.

 -O mundo não faz sentido. –Disse de maneira calma sentando ao lado dela. –Vivemos em um mundo repleto de talentos e artistas incríveis. Por mais que esse fato o torne um lugar belo e rico em termos culturais, também significa que é preciso ser mais que incrível para se destacar. O público está acostumado ao melhor há vozes lindas em cada estação do metrô, sempre que eles vão a um show esperam ter uma experiência única. E cabe a você fornece-la.

 -E como pretende que eu faça isso? –Aquilo só poderia ser brincadeira.

 -Fora a excelência vocal precisa investir em sua imagem e criar uma identidade própria que te distinguia dos demais. –Explicou ignorando a sua expressão de descrença total. –Construa uma boa relação com seu público a fim de criar uma base de fãs fiéis. Invista em seu show cuidando de todos os detalhes incluindo luz, música, capriche na coreografia.

 -Essa história de falar com o público e fazer apresentações grandiosas não é para mim. –Disse se levantando. –Detesto falar em público, dar entrevistas ser centro das atenções, nem dançar eu danço. –Recuou alguns passos gesticulando com as mãos.

 -Não acredito nisso. –Falou se levantando. –Vem comigo. –Completou pegando-a pela mão.

 -Para onde vamos? –Pegou a sua bolsa confusa.

 -Ensaiar.

 -Você disse que eu preciso descansar a voz. –Lembrou seguindo-o.

 -Não tem problema pode ficar em silencio. –Afirmou levando-a para fora da sala.

 No ateliê Jennifer terminava de analisar os desenhos que havia feito para a coleção, enquanto comparava as amostras de tecido recém enviadas. Pegou uma renda negra francesa pensando na peça que faria com ele, aquele seria um vestido de gala e a peça de destaque do seu desfile. Observou alguns desenhos de modelos em cores claras colocando com os demais, estes seriam perfeitos como modelos exclusivos nas butiques de alta costura. Os demais seriam produzidos em série limitada e enviados para as demais, apesar de mais simples as peças tinham a mesma qualidade que as outras. Essa linha de roupas mais popular era a maior fonte de receita da sua grife, na verdade ela equivalia a quase 70% de toda a receita de sua empresa. Desde que tinha lançado sua primeira coleção a quase dez anos atrás, vinha tendo problemas para se lançar em um mercado mais sofisticado. Tentava entrar neste e unir-se aos grandes nomes do mundo da moda, mas este parecia fechado segregando suas peças a lojas de departamento. Terminou de decidir os últimos detalhes de seu desfile em dezembro, era importante afinal seria um evento especial transmitido em rede nacional. Confiava no sucesso dele para conquistar o mercado na alta costura, não importava o que acontecesse jamais se conformaria com pouca coisa.

 -Senhora Jackson. –Lucy sua assistente chamou ao entrar.

 -Pois não Lucy. –Tirou os olhos dos papeis ao encara-la.

 -A senhora pretende sair para almoçar ou prefere que eu peça para entregarem? –Perguntou ao se aproximar pegando os papeis que Jennifer havia separado.

 -Peça para o restaurante da rua ao lado entregar, vou almoçar no escritório com as crianças. –Respondeu ao se levantar arrumando a roupa. –Ah peça o almoço para a babá também.

 -Sim senhora. –Disse antes de sair.

 Michael estava no estúdio da gravadora fazendo alguns ajustes na música Money, junto com a equipe de sonoplastia cuidando da parte técnica. Havia um grupo de três homens trabalhando na mesa de mixagem, enquanto Michael cantava parando apenas para dar alguma instrução. A música estava ficando quase do jeito que queria só faltava uns ajustes, então poderia trabalhar no seu próximo single e o lançamento deste. Tinha muito que fazer e pouco tempo para deixar tudo pronto, precisava se esforçar para lança-lo na data da estreia deste em junho. Queria que aquele fosse o maior álbum de toda história da música, History era sua obra mais pessoal onde falava sobre tudo o que passou. Estava extravasando toda a raiva das injustiças e perseguições que passou, além de deixar claro que não foi derrotado ao contrário isso o tornou forte. Nunca havia colocado tanto de si em um único trabalho como aquele, apesar de um pouco assustador era uma experiência nova e libertadora. Estava entusiasmado em transmitir sua mensagem de maneira direta e firme, sem cuidado para manter a sua antiga imagem inocente quase infantil. Na verdade, não sentia mais a vontade de parecer tolo e vulnerável diante dos outros, além de não ser honesto soava imprudente mostra-se assim. Não era mais o pequeno Michael líder dos Jackson Five, mas sim o mais artista influente no mercado e famoso do mundo todo.

 -Pronto Michael. –O diretor disse ao pausar a gravação. –Ficou perfeito.

 -Ok. –Falou tirando os fones antes de sair. –Quero ver como ela fica com outros ritmos antes de escolher a versão definitiva.

 -Quer ouvir agora ou prefere levar uma fita? –O técnico de som perguntou.

 -Por favor, envie a fita para o meu escritório.

 -Vai para casa? –O diretor perguntou.

 -Não, tenho uma reunião com Bush essa tarde. –Disse olhando em seu relógio de pulso. –Até amanhã pessoal. –Completou se levantando.

 -Até amanhã. –Despediram-se antes dele sair.

 Phillip abriu a porta do estúdio lhe deu passagem a fazendo suspirar impaciente, ela detestava todos esses seus rapapés e bons modos exagerados. Lisa entrou na sala com piso de madeira e paredes forradas de espelhos, percebeu a que tipo de ensaio ele havia se referido pouco antes. Deu alguns passos fazendo os saltos de suas botas ecoarem por todo o local, antes vê-lo tirar o paletó colocando-o em um cabide próximo. Sorriu de lado com certo ar de deboche antevendo a discussão que teriam, enquanto ele ligava o rádio colocando uma música em ritmo de tango. Sem tirar os olhos dele cruzou os seus braços se recostando na barra de exercícios, talvez fosse divertido vê-lo tentar convence-la a participar dessa brincadeira. Observou-o dobrar as mangas expondo seus antebraços fortes, apesar deles serem bonitos precisaria de mais que isso faze-la cair nestes. Ele deveria estar delirando para achar que a convenceria a pagar aquele mico, nem mesmo em um milhão de anos a faria passar por aquela vergonha. Phillip observou seu sorriso adivinhando o que estava pensando, certamente Lisa achava que escaparia da lição que iria lhe ensinar. Precisava que aprender mais sobre música inclusive a ter presença de palco e daquela vez a princesinha do rock teria que colaborar.

 -Aproxime-se. –Disse andando até o meio da sala. –Vamos começar com o básico.

 -Só pode estar de brincadeira. –Riu ao descruzar os braços dando uns passos em sua direção, nesse momento ele a puxou pela mão colando seus corpos na posição de baile.

 -Eu pareço estar brincando? –Perguntou com a voz profunda apoiando mão em sua cintura.



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