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História Pela Honra Do Rei - Capítulo 90


Escrita por: anafelissimo

Capítulo 90 - Problemas Em Família


 -Está falando sério? –Perguntou encarando-a surpreso.

 -Claro. –Guiou a mão que estava sob seu quadril até sua nádega deixando-o encaixar os dedos nos vãos entre estas. –Não é o que você mais quer? –Perguntou enquanto ele apertava a carne macia quase que inconscientemente.

 -Sim. –Respondeu sentindo seu membro pulsar só de pensar em fazê-lo.

 -Então aproveita. –Disse gargalhando.

 Mais que de pressa Michael rasgou a sua calcinha partindo a peça em duas, antes de se erguer tirando as calças junto com a cueca que usava chutando-as. Se soubesse ele que bastava álcool para deixa-la com vontade de dar o... teria a embebedado há muito tempo mal podia acreditar que fariam aquilo. A virou de bruços de repente fazendo-a resmungar mandando ir com calma, deixando claro que apesar de estar bêbada não tinha virado nenhuma boneca inflável. Michael pediu desculpas por ter se empolgado e sido um pouco bruto com ela, não queria que Jennifer se chateasse e desistisse de sua “brincadeira” especial. Atrapalhado abriu uma gaveta na mesa de cabeceira procurando preservativos, após vasculhar conseguiu encontrar alguns esquecidos no fundo desta. Lubrificante, não podia fazer sem olhou em volta em busca de um pelo quarto, lembrou do frasco de vaselina que tinha para se divertir quando estivesse sozinho. Correu para o banheiro pegando-o no armário antes de voltar para a cama, aquela seria a melhor transa de todas pensou observando o corpo nu de Jennifer. Debruçou-se sobre ela beijando a sua nuca e o pescoço fazendo-a se arrepiar, enquanto se movia empinando o seu bumbum em um convite mudo. Michael estendeu o braço abrindo o frasco de vaselina na mesa de cabeceira, mas antes que fizesse qualquer coisa ouviu uma discussão vinda do corredor.

 -Droga. –Praguejou contendo a raiva.

 -O que tá acontecendo? –Jennifer perguntou erguendo o tronco.

 -Não sei, mas vou descobrir. –Respondeu se levando irritado. –Me espera aqui que já volto. –Completou vestindo um roupão atoalhado que disfarçava um pouco seu estado.

 Ao sair do quarto Michael se deparou com Josef irritado no meio do corredor, ele discutia com os dois seguranças que pediam silencio tentando acalma-lo. Disseram que já era tarde todos os moradores incluindo as crianças dormiam, que poderia conversar com o senhor Jackson depois que amanhece. Mas o homem estava irredutível e exigia falar com Michael naquele momento, deixando claro que não se importava se iria acordar alguém na casa ou ela toda. Os convidados nos quartos próximos acabaram acordando com todo o barulho, saíram no corredor formando uma pequena plateia sonolenta e assustada. A julgar pela raiva que Josef expressava com seus berros nada educados, alguém havia sido morto ou estava prestes a ser pelas mãos do próprio. O fato era que não entendiam o que estava acontecendo ou o por que daquilo, afinal não dava para compreender o que o deixou com tanta raiva. Michael disse que estava tudo sob controle mandando voltarem a dormir, assim que todos foram para os quartos aproximou-se deles sem paciência.

 -O que pensa que está fazendo? –Perguntou lutando para não gritar. –São duas da manhã.

 -Vou te dizer o que deu em mim. –Josef respondeu irritado. –O que deu em foi que tive um filho que não estar nem aí para a própria irmã.

 Pouco antes JohnVone estava vendo televisão quando ouviu um barulho na cozinha e se virou curiosa para ver quem era já que sua mãe tinha ido dormir. Não que estivesse com medo afinal Neverland era completamente segura, pelo menos era isso que seu pai disse antes de partirem aquela manhã. De qualquer forma Michael era o artista mais famoso de todo o mundo e os fãs sempre davam o seu jeito de entrar em qualquer lugar onde ele estivesse. Já tinha ouvido falar que havia muitos malucos perigosos entre eles e alguns já haviam conseguido entrar no rancho mesmo com toda segurança. Estava tão assustada que quase se levantou e saiu correndo porta a fora, quando viu o Toddy fechar a geladeira após pegar uma lata de cerveja. Respirou aliviada ao ver quem era estava assistindo filmes de terror demais, pensou ao se dar conta do mico que quase pagou de tão assustada. Tinha que parar de se deixar levar por sua imaginação fértil que tinha, ficar trancada dentro daquela casa estava começando a afetar sua cabeça.

 -Ah oi. –Ele disse enfim notando sua presença.

 -Boa noite. –Respondeu um pouco sem jeito afinal não tinham trocado uma palavra até então.

 -Foi mal por atrapalhar. –Falou apontando para a televisão. –Pensei que todo mundo estivesse dormindo.

 -Não atrapalhou, eu estava sem sono e como não tinha nada para fazer resolvi assistir alguma coisa. –Disse voltando a se enrolar no coberto.

 -Você sumiu depois do almoço, nem foi no parque com os outros. –Comentou se encostando no balcão. –Achei até que tivesse ido embora.

 -Eu não estava afim de ir além disso não queria incomodar ainda mais os meus irmãos. –Disse tentando não parecer muito abatida. –Eu sei que eles me receberam aqui a contragosto e que eu nem deveria ter vindo para princípio de conversa.

 -Hei não fala assim. –Disse se aproximando. –Eles são sua família não tem nada contra você.

 -Você por acaso viu como eles me tratam? –Perguntou fazendo uma careta. –Michael não me disse uma única palavra desde que eu cheguei.

 -Escuta eu conheço toda história é por isso que sei que seus irmãos não têm nada contra você, o problema deles é com o fato de você existir.

 -Isso melhora muito as coisas. –Revirou os olhos irritada fazendo menção de se levantar.

 -Escuta não foi isso que eu quis dizer. –Deu a volta no sofá sentando na ponta oposta à dela. –Olha só quando a galera cresce vivendo de um jeito zoado e não tem como escapar, começa a achar que isso é normal e que a vida é assim mesmo não tem jeito. Aí quando descobre que as coisas não são assim e que fomos sacaneados, isso deixa a gente muito pistolado com raiva de verdade. –Explicou gesticulando de um jeito um tanto exagerado. –Então não tem espaço para pensar com calma nem nada, a galera só quer ficar puta e brigar com todo mundo.

 -E o que isso tem a ver comigo?

 -O fato é que Michael e outros passaram a vida toda com Josef tratando todos igual e achando que este era o jeito dele, aí do nada você aparece e descobrem que ele é assim por que quer.

 -E por que eu tenho que sofrer com isso? –Perguntou sem entender onde ele queria chegar. –Afinal eu é que fui sacaneada nessa história tendo que viver escondida, enquanto eles eram o grupo de sucesso e uma família de verdade.

 -Acha mesmo que a vida dos seus irmãos é melhor do que a sua?

 -Bem esse lugar sem dúvida é muito melhor que a minha casa e sem falar que eles passavam muito mais tempo com o papai.

 -Como se isso fosse uma coisa boa.

 -O que quer dizer com isso?

 -Que você não tem noção de como seu pai é de verdade, mas talvez seja melhor assim. –Disse pegando sua cerveja antes de se levantar. –Boa noite.

 -Hei espera. –Empurrou o cobertor irritada ao ver que seria deixada no vácuo.

 Antes que pudesse se erguer bloqueando o caminho dele para conversarem, Thoddy enroscou os seus pés no coberto que havia derrubado no chão tropeçando. Thoddy perdeu o equilíbrio e caiu por cima dela fazendo-os tombarem no sofá, apesar de não ter machucado JohnVone não pode deixar de gritar por causa do susto. Foi nesse momento que Josef entrou vendo o Thoddy em cima de sua filha, a sua reação foi a pior indo para cima dele antes que pudesse se explicar. Só que Josef não esperava era que o Thoddy fosse reagir ao seu ataque revidando, logo os dois homens estavam lutando e destruindo tudo ao seu redor com isso. Enquanto JohnVone gritava apavorada para que eles parassem com aquilo, todo aquele barulho acordou Sharon e chamou atenção da segurança. Foram necessários três homens para separa-los e acalmar as mulheres, controlando minimamente a situação que por pouco não havia acabado mal. Mas Josef estava longe de se acalmar ao contrário o seu sangue fervia, então assim que se recompôs correu até a cede do rancho atrás de Michael. Sentado em uma poltrona Michael ouvia a história da boca de cada um dos envolvidos, enquanto se perguntava o que fez para a sua vida chegou naquele ponto.

 -Então foi isso que aconteceu? –Perguntou mantendo as mãos unidas na frente da boca.

 -Sim. –JohnVone respondeu envergonhada.

 -Ele quase quebrou meu nariz. –Josef disse tocando neste inchado.

 -Eu só estava me defendendo. –Thoddy argumentou, mas Michael ergueu a mão pedindo que se calasse.

 -Deixe-me entender o que aconteceu. –Disse se dirigindo para Josef. –Você chegou tarde em casa, encontrou Thoddy e JohnVone numa situação aparentemente intima. Presumiu que era uma tentativa de estupro, apesar dela ter em momento algum ter pedido ajuda ou o acusado. O agrediu sem motivo algum, destruiu minha propriedade e não satisfeito invadiu minha casa de madrugada interrompendo... –Suspirou se acalmando quanto antes resolvesse aquilo mais cedo voltaria para o quarto. –Não quero ouvir mais nada. –E se dirigindo a Thoddy perguntou. –Está machucado?

 -Nada demais. –Respondeu dando de ombros já havia apanhado bem mais. –Não vai ser um velho que vai me derrubar. –Completou fazendo Josef encara-lo com ódio.

 -Vá descansar está muito tarde, amanhã vamos providenciar um quarto para você, por favor me desculpe por tudo. –Thoddy apenas acenou com cabeça antes de sair.

 -E vai ficar por isso mesmo? –Josef perguntou irritado em como aquilo acabou.

 -Isso vai depender do Thoddy se ele vai ou não te processar por agressão, boa noite. –Disse se dirigindo para escadas.

 -Mas... –Ele ainda tentou argumentar.

 -Boa noite. –Completou sem olhar para ele enquanto subia.

 Michael não podia acreditar que tinha interrompido uma transa por causa daquilo, ainda mais justamente na noite em que Jennifer concordou em fazer sexo anal. Depois de todo o trabalho que teve para melhorar as coisas depois do almoço, parecia que o universo estava conspirando para que não conseguisse faze-lo. Havia perdido quase uma hora resolvendo um problema que Josef criou, ao invés de estar no quarto com sua esposa aproveitando um momento agradável. Respirou fundo se acalmando estava tudo bem já havia resolvido a questão e ninguém havia se machucado seriamente além do orgulho de Josef. Pelo menos agora estava livre poderia voltar ao quarto e continuar de onde parou, nem aquela confusão tirou a sua disposição afinal estava louco para fazer. Ao entrar viu Jennifer deitada de bruços com as mãos sob o travesseiro, tirou o roupão antes de subir na cama afastou o cabelo beijando o seu ombro e pescoço. Foi quando percebeu que ela estava literalmente apagada em sono profundo, chateado deitou-se levando as mãos ao rosto não podia acreditar naquilo.

 Jennifer acordou na manhã seguinte pela luz do sol atravessando a janela, esta incomodava os seus olhos mesmo através das suas pálpebras fechadas. A sua cabeça estava quase explodindo de dor e seu estomago estava embrulhado, aquela era uma das piores ressacas que já teve em toda a sua vida. Por que bebeu tanto assim? Perguntou cobrindo sua cabeça com o travesseiro para se proteger da luz, nunca mais iria beber o seu corpo não aguentava mais tanto álcool era demais. Ao abrir os olhos viu um copo com agua ao lado do comprimido efervescente, em uma pequena bandeja com um bilhete sobre a mesa de cabeceira. Colocou o medicamento na agua antes de pegar o bilhete lendo-o: “Bom dia amor levei as crianças para zoológico, junto com os nossos parentes. Descanse nos vemos mais tarde. Com amor Michael.” Jennifer olhou em volta vendo taças e garrafas vazias jogadas sobre o tapete, além das roupas espalhadas pelo chão do quarto outros vestígios da noite anterior. Logo fleches do que fizeram na noite anterior vieram a sua mente, apesar de não se lembrar direito o que aconteceu depois que foram para a cama. Deu de ombros os dois deveriam ter acabado caindo no sono por causa da bebida, por isso não lembrava do que aconteceu depois afinal estavam muito bêbados.

 Tomou o remédio antes de ir se banhar e trocar de roupas para tomar café, estava se sentindo bem melhor o remédio havia diminuído a dor de cabeça. Após tomar um banho rápido colocou um vestido rosa na altura dos joelhos, vestiu também um casaco de veludo branco já que fazia frio aquela manhã. Depois de se arrumar foi para a cozinha encontrando duas de suas primas e os filhos destas que não quiseram ir ao zoológico preferindo ficar na casa. Haviam oito pessoas fora os funcionários que trabalhavam na cozinha, enquanto as mulheres e crianças ao redor da mesa conversavam. Jennifer cumprimento antes de sentar sendo servida por uma empregada, chamando a atenção de algumas das suas parentes não acostumadas com isso. Algumas delas não entendiam como as coisas funcionavam naquele mundo, esta era a razão para se servirem na cozinha ao invés de pedir café da manhã. Conversavam sobre o barraco que um velho tinha armado de madrugada e em como ele e sua família voltaram para o chalé com o rabo entre as pernas. Jennifer não prestou muita atenção no que diziam entretida com o seu café, ela quase não tinha comido nada no jantar e acordou completamente faminta. Ainda estava mastigando quando avisaram que o seu tio Charles havia chegado, Jennifer perdeu o apetite quando soube que Nancy tinha vindo também.

 Nancy circulava pela residência principal observando os objetos de decoração, se perguntando como Jennifer podia ser tão cafona mesmo tendo dinheiro. Como já esperava nem a sua prima ela e nem Michael foram recebe-la, o que até que era bom pelo menos daquela vez não queria companhia. Precisava ficar sozinha naquela casa para conseguir fazer o que estava planejando, bastava ela ser cuidadosa para não ser vista por nenhum dos funcionários dali. Por sorte todos os funcionários estavam ocupados atendendo os convidados e Jennifer deveria estar em algum local do rancho grudada igual a chiclete no marido. Subiu direto para o segundo andar indo em direção a suíte principal, sabia que não havia ninguém lá e os alarmes eram desligados durante o dia. Entrou no quarto tomando o cuidado de ter certeza de que estava vazio, antes de entrar fechando a porta por trás de si respirando aliviada ao conseguir. Precisava ser rápida e sair dali antes que aparecesse alguma empregada, então foi logo até a penteadeira revistando todas as gavetas e portas desta. Como não encontrou nada foi até o closet ela não deixaria algo assim a mostra, deveria estar escondido em algum lugar longe dos olhos de Michael e curiosos. Achou uma valise branca escondida por trás de algumas roupas no fundo dele, tinha que estar ali não havia outra razão para ela estar tão bem guardada.

 Colocou a valise sobre um banquinho próximo analisando melhor seu conteúdo, a abriu vendo frascos com rótulos escritos à mão além de três livros de bolso. Pegou os livros vendo que dois tinham títulos bem sugestivos como esperava, mas o terceiro era um caderno um pouco antigo a julgar pela cor das páginas. Abriu vendo que havia várias receitas de chás, banhos e até doces neste, aquilo não fazia o menor sentido para ela afinal não era nada do que esperava. Iria olhar que tinha nos frascos quando ouviu a porta do quarto abrindo-se, fechou a valise rapidamente guardando-a de volta no lugar onde estava. Ela engatinhou para de trás de vestidos longos e se escolheu segurando o caderno, se escondendo em um canto antes que aquela pessoa entrasse no closet. Observou os pés da empregada enquanto esta guardava toalhas na prateleira, antes de sair do closet carregando o cesto de roupa suja fechando a porta atrás de si. Nancy respirou aliviada engatinhando sem jeito para fora de seu esconderijo, se levantou mantendo o caderno junto ao peito como se fosse um tesouro. Esperou alguns instantes para ter certeza de que não havia mais ninguém por perto, sorriu escondendo o caderno debaixo da sua blusa antes de sair do quarto.

 Na casa dos repteis Michael acompanhava as crianças numa exposição destes, aquela era uma das atrações mais populares dali especialmente estre os meninos. Todos ouviram com atenção enquanto o tratador explicava sobre diferentes cobras, mostrando uma píton albina na qual os mais corajosos faziam carinho. Por sorte não havia cruzado com Josef nem a família dele desde que acordou, esperava que continuasse assim pelo resto do dia precisava de um pouco de paz. Como uma de suas primas havia concordado em trocar de quarto com Thoddy, provavelmente Josef não voltaria a causar problemas pelo menos não com isso. Sabia que ter um momento de paz tendo-o por perto era praticamente impossível, mas precisava pelo ele menos tentar evitar que as coisas saíssem do controle. Como se não fosse suficiente precisava lidar com a prima de Jennifer, esperava que ela não causasse ainda mais problemas não aguentava mais confusões. Foi tirado de seus pensamentos quando viu Jennifer entrando no galpão, Michael pediu licença aos seus amigos e caminhou indo em sua direção. Ela estava parada em um canto afastado das crianças que ali se divertiam, Michael se aproximou lhe dando um beijo no rosto antes de ficar ao seu lado.

 -Bom dia. –Jennifer disse em voz baixa para não atrapalhar a apresentação.

 -Não tão bom quando nossa noite. –Afirmou junto ao seu ouvido fazendo-a rir. –Eu mal posso esperar para continuarmos de onde paramos mais tarde.

 



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