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História Pela Honra Do Rei - Capítulo 92


Escrita por: anafelissimo

Capítulo 92 - Dia Feliz? Parte II


 Logo após Michael ligar toda a equipe do rancho foi colocada em alerta máximo, com todos os seguranças disponíveis sendo de pronto colocados atrás do menino. Sem demora seu alerta foi repassado para cada um dos setores de Neverland e em menos de cinco minutos não havia um funcionário que não estivesse procurando. Qualquer função que pudessem estar realizando foi logo posta de lado, encontrar Anthony era a única preocupação dos seguranças e funcionários. Todos ali sabiam que Anthony era a principal preocupação dos senhores Jackson e nunca antes haviam visto pais tão dedicados e protetores quando seus patrões. Além disso já desconfiavam que o menino tivesse algo de errado na cabeça, apesar de não saberem ao certo o que era pois nunca comentavam nada sobre. Michael pediu para não contarem o que houve para a Jennifer por enquanto, não queria preocupa-la caso Anthony estivesse se escondendo em algum canto. O fato era que aquela não era a primeira vez que ele sumia sem deixar rastro, mas não podiam deixar o Anthony soltou por aí sem ninguém tomando conta dele. Após conversar com o chefe de segurança subiu no carrinho de golfe, indo na direção do zoológico iriam começar as buscas a partir daquele ponto.

 Enquanto isso JohnVone passeava pelo jardim que cercavam a residência principal, caminhava distraidamente observando as estatuas e flores espalhadas pelo local. Devido ao horário quase não havia ninguém lá fora poucos funcionários, que tomavam cuidado para não atrapalhar seu passeio em meio a natureza. Havia escolhido ficar distante aquele dia para não incomodar seus parentes, sabia que era apenas tolerada pela maioria deles incluindo os seus irmãos. Ao menos eles eram gentis até simpáticos com ela quando estavam por perto, mas estava claro que a sua presença os incomodava bastante dava para ver. Se dava conta de que talvez nunca fosse fazer parte da verdadeira família Jackson, por mais que amasse seus irmãos não tinha como faze-los gostar dela. A verdade era que no fundo os entendia afinal não passava de uma bastarda, nada além de uma lembrança da traição de seu pai contra Katherine a mãe deles. Lembrou do que o Thoddy disse sobre esse tratamento não ter nada a ver com ela, mas sim com a forma com que seu pai tratava ela e os outros filhos.

 Interrompeu a sua reflexão quando viu um garoto sentado de costa no gramado, apesar de ter muitas crianças no rancho achou estranho ele ali sozinho. Sabia que as mais velhas estavam no parque se divertindo com Michael e as pequenas dentro de casa junto com suas mães e babás. Não o reconheceu de pronto diferente do escorpião perto de sua perna esquerda, seu coração quase parou de terror diante da tragédia prestes a se desenrolar. Notou que ele estava de fato sozinho e parecia não perceber o perigo próximo, pois sequer se mexia ou olhou para o animal junto a sua mão esquerda. Correu em sua direção tentando cobrir a distância entre eles o mais rápido possível, tinha que fazer algo antes que fosse tarde demais não podia deixar... Parou ao ver escorpião ser preso em um pote de plástico por sua ágil “vitima”, antes de este ser fechado cuidadosamente prendendo o animal peçonhento. Foi quando o garoto se virou e pode ver seu reconhecendo Anthony, que parecia fascinado olhando para o escorpião que tinha acabado de pegar. Surpresa com aquela cena JohnVone avançava a passos lentos pelo gramado, ainda sem acreditar no que tinha acabado de acontecer bem diante de seus olhos. Parou junto a Anthony vendo que estava completamente focado no escorpião, tanto que nem sequer lhe deu atenção a ignorando por completo.

 -Oi. –JohnVone disse após criar coragem aquele garoto era estranho. –Como vai?

 -Bem. –Disse pondo o frasco contra a luz para observar melhor o animal.

 -O que você está fazendo? –Tentou puxar assunto.

 -Caçando insetos. –Respondeu ainda sem olha-la.

 -Sabe que este animal é muito venenoso? –Perguntou entendendo o que seu pai quis dizer ao descreve-lo como maluco. –Não é?

 -Nem tanto os amarelos são bem mais tóxicos. –Respondeu guardando-o na sua mochila antes de enfim encara-la. –Os marrons são quase inofensivos para uma pessoa adulta.

 -Mas você não é um adulto então corre sim perigo mexendo nele.

 -É verdade. –Disse enfim ficando de pé.

 -E por que não entramos? –Sugeriu olhando para o chão com medo que houvesse mais algum escondido na grama. –Deve estar com fome depois de tanto tempo caçando. –Completou com medo de imaginar o que mais havia naquela mochila.

 -Está bem. –Anthony disse a acompanhando até a casa de hospedes sua estadia lá ia de mal a pior.

 Ao entrar na cozinha Anthony sentou colocando sua mochila sobre o balcão, para o desespero de JohnVone que não parava de pensar no escorpião. Aproximou-se dele sem jeito oferecendo uma caixinha de suco de maçã, antes de pegar o telefone ligando para avisar que estava com o Anthony. O alivio do funcionário do outro lado da linha não era nada comparada a sua, quando soube que já iriam busca-lo estava aliviada por não ter que ficar de babá. Por mais que amasse seu irmão não queria ficar tomando conta do filho dele, nunca foi boa crianças e aquele garoto era estranho para não dizer assustador. Olhou Anthony sentado junto ao balcão tomando suco despreocupadamente, como se não se preocupasse entendesse o perigo que ele havia corrido. Sabia que deveria se livrar do animal venenoso na mochila dele agora, mas não conseguia nem chegar perto tinha verdadeiro pavor desses bichos. Como ele estava bem preso dentro do pote e não representava nenhum perigo, resolveu deixar a tarefa de matar o bicho para quem fosse busca-lo. Pouco depois Michael chegou a casa com o capataz indo em direção a Anthony, após lhe dirigir algumas palavras de agradecimento antes de pegar o filho no colo. JohnVone tomou o cuidado de avisar sobre o escorpião na mochila do menino, enquanto os acompanhava até a porta despedindo-se deles fechando a porta.

 Como ainda faltava um tempinho para o almoço e muitos estavam passeando, haviam poucas pessoas na sede e o hall estava vazio quando entraram neste. Michael não podia acreditar que Anthony estava bem ali no jardim e nem entendia como ele percorreu a distância do zoológico até ali sozinho. Mas sua dúvida foi esclarecida pela ligação da equipe de manutenção, avisando que havia um carrinho muito mal estacionado nos fundos da casa. Era de enlouquecer Michael respirou tentando se acalmar depois do que ouviu, enquanto caminhavam não podia acreditar no que estava acontecendo. Se Anthony queria acabar com sua saúde mental estava se saindo muito bem, precisaria de férias dessas férias não dava conta de lidar com isso sozinho. Jennifer havia acabado de preparar os biscoitos e se despedido das demais, quando Michael pediu para ir encontra-lo na biblioteca com urgência. Ao entrar viu Anthony sentado no sofá com a cabeça baixa levando uma bronca, enquanto Michael segurava o pote com o escorpião olhando-o sem acreditar. Michael pediu para que ela fechasse a porta antes que pudessem conversar, Jennifer obedeceu e se aproximou sem entender o que estava acontecendo. Michael lhe explicou sobre o sumiço de Anthony e seu novo de estimação, já que ele havia decidido “adotar” o animal que podia facilmente mata-lo.

 -Isso tudo em apenas duas horas?  -Jennifer perguntou chocada.

 -Menos ele saiu do cinema depois que o filme começou. –Michael respondeu antes de pôr o escorpião sobre a mesa.

 -Por que você fez isso Anthony?

 -Eu não queria ver o filme.

 -Isso não é desculpa para fugir e roubar um carrinho. –Michael disse encarando-o de maneira séria. –Você poderia ter atropelado alguém ou se machucado.

 -Eu queria voltar para casa como ninguém queria ir comigo voltei sozinho.  –Michael passou a mão pelo rosto ao ouvir aquilo, aquele garoto não podia estar falando sério.

 -Como seu pai disse isso não é desculpa. –Jennifer disse percebendo que tinha que assumir o comando da situação. –Há mais de cem funcionários no rancho cinco no cinema qualquer um poderia ter te trazido.

 -Me desculpa. –Era a primeira vez que Anthony se desculpava desde que foi achado.

 -Enquanto a esse animal?

 -É o Thorn. –Respondeu animado.

 -Nem pensar você não vai ficar com esse bicho peçonhento. –Disse sem esconder a expressão de repulsa. –Essa coisa nem devia ter entrado na minha casa.

 -Mas...

 -Nem mais nem menos nada de animais desse tipo, eu não sei o que deu em você para mexer com isso.

 -Vocês disseram que eu não posso ter animais por causa dos pelos ele não tem pelo. –Afirmou apontado para o escorpião no frasco.

 -Existem muitos animais sem pelo e sem veneno você não vai ter escorpião de estimação.

 -E você não ter nenhum bichinho tão cedo depois do que fez. –Michael completou encarando-o de maneira séria. –Melhor você ir para o seu quarto.

 -Mãe... –Anthony tentou apelar.

 -Você ouviu seu pai. –Jennifer o cortou antes que dissesse alguma coisa. –Já para o quarto. –O observou fechando a porta ao sair. –Não acredito nisso.

 -Até que não foi tão ruim assim dessa vez. –Michael disse olhando o escorpião. –O impedimos antes dele não teve chance de usá-lo.

 -Não acha que está exagerando?

 -Jennifer você sabe onde este bicho iria parar se Anthony tivesse ficado com ele? –Perguntou imaginando na cama de quem ele iria coloca-lo.

 -Michael, por favor. –Pediu sem ânimo para discutir sobre esse assunto.

 -Está bem. –Não adiantava discutir sobre aquilo com ela.

 -Eu tenho cuidar de algumas coisas. –Disse dando alguns passos pela biblioteca. –Pode dar um jeito no Thorn? –Perguntou se aproximando dele.

 -Ok vou cuidar do “amiguinho” do Anthony. –A segurou pela cintura lhe dando um selinho. –Nos vemos mais tarde.

 -Está bem. –Disse antes de sair.

 Depois que Jennifer saiu Michael ligou chamando um dos zeladores do rancho, pediu para que ele soltasse o escorpião na floresta bem longe das construções. Disse para que não matasse ou ferisse o animal apenas o afastasse das pessoas, apesar de ser venenoso aquilo não era motivo para acabar com a sua existência. No fundo estava feliz por alguém ter visto quando Anthony o pegou, não poderia imaginar as consequências se ele tivesse conseguido esconde-lo. Não sabia mais o que fazer com aquele garoto cada vez era uma coisa diferente, precisava procurar ajuda profissional mesmo contra vontade de Jennifer. Esperava que o terapeuta ajudasse a lidar com Anthony e seu comportamento, pois estava claro que ele não era uma criança normal há muito tempo. Anthony era o único com qual não sabia lidar talvez nunca soubesse de fato, desde que nasceu sempre foi uma incógnita o mistério que temia desvendar. Pensou sobre isso enquanto observava os livros que comprou quando ele nasceu, queria entender o que acontecia Anthony ajuda-lo se desenvolver corretamente. Havia estudado mais sobre psicologia do que terapeuta especializado, mas nada o ajudou a entender o que se passava na cabeça de seu filho. Suspirou pesadamente guardando o livro que havia pego de volta no lugar, cuidaria daquilo depois tinha que lidar com um problema por vez.

 O restante do dia transcorreu tranquilamente repleto de diversão no rancho, como começou a esfriar à tarde todos foram para dentro de casa para se abrigarem. Depois do almoço começou a cair a chuva fina e gelada comum no inverno, encerrando com a atividade ao ar livre daquele dia devido ao clima. Na sala de estar algumas pessoas conversavam sobre assuntos leves rindo, enquanto tomavam café e chocolate quente com biscoitos servidos previamente. Josef por sua vez estava animado narrando o “ato heroico” de sua JohnVone, contando que ela havia “salvo” a vida de Anthony no jardim naquela manhã. Apesar de a própria ter dito mais de uma vez que não fez nada para ajuda-lo, afinal o menino não estava em perigo o próprio já havia prendido o escorpião. Ninguém prestou muita atenção no que Josef falava sobre sua garotinha, afinal com a casa cheia era mais fácil deixar sua mente dispersa entre diferentes conversas. Michael como sempre preferiu passar seu tempo brincando com as crianças, aproveitou seu momento de paz para descansar do estresse que passou. Queria que o restante das férias fosse assim nada além de alegria e diversão, sem ter que ficar olhando por cima do ombro à esperar de alguma cilada. Olhou para Thomas que sentado no tapete desenhava ao lado de uma prima, era incrível como seu menino havia crescido rápido e estava parecido com ele.

 -Tudo bem por aqui? –Jennifer perguntou ao se aproximar.

 -Tudo sob controle. –Michael respondeu sorrindo ao pegar Ashley no colo.

 -O jantar já vai ser servido.

 -Hora de lavar as mãos. –Disse fazendo as crianças levantarem indo em direção ao banheiro. –Como eu disse tudo sob controle. –Completou ficando de pé.

 -Se você me ajudar a pôr essa turminha para dormir podemos ter um tempinho a sós depois. –Disse junto ao seu ouvido. –Podemos até continuar nossa brincadeira de onde paramos.

 -Garanto que todos estarão na cama antes das dez sem falta. –Afirmou com uma convicção que a fez rir com seu entusiasmo.

 



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