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História Pela primeira vez... - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi, gente. Tudo bem?
Esse cap ficou mt grande então dividi em duas partes (mais informações embaixo).

Capítulo 11 - Câmara Secreta (parte 1)


Capítulo 10: A Câmara Secreta (parte 1)

Harry odiava aquele lugar! 

A luz esverdeada provinha da pouca iluminação que a Câmara possuía, e era tão parca que mesmo alguém sem problemas de visão demoraria a se acostumar. O moreno estava dividido entre achar que havia cometido um grandessíssimo erro seguindo Tom Riddle naquela jornada, ou considerar-se corajoso pela ação. Achava incrível o quanto seu sangue grifinório aflorava nos piores momentos. 

Forçou os olhos para que se habituassem à pouca luz, enquanto parecia que um enorme buraco negro havia nascido na sua barriga, revirando suas entranhas e o deixando enjoado. 

Não sabia o que era pior: ter que, mesmo sendo míope, andar naquela escuridão com terreno irregular ou o cheiro fétido que invadia seu nariz, fazendo seus olhos lacrimejarem — o que, automaticamente, piorava sua visão.

Não lembrava da Câmara ser tão indigesta assim.

Por sorte, quando caiu naquele mar de ossos totalmente destrambelhado, Tom não estava mais lá para encarar metade do seu corpo de fora do manto de invisibilidade. Não seria divertido ver o garoto espantado com meio corpo visível, ou zombando da sua falta de equilíbrio. Ele gostaria de ter a mesma coordenação no chão e no ar, mas em cima de uma vassoura era claro que se comportava bem melhor. 

Harry respirou fundo, se esforçando para não tossir, e seguiu se esgueirando. A cada pisada sentia seus pés esmagando os ossos que forravam o chão, resultado de animais desavisados andando por onde não deviam. Ainda assim, nenhum barulho quebrava o silêncio sepulcral daquela antessala. 

Alguns passos a frente, como ele bem lembrava, estava uma porta circular e limada, cravejada com o rosto de Salazar Sonserina. Para sua sorte estava entreaberta e ele conseguiu esgueirar-se pela pequena fenda sem produzir qualquer ruído, agradecendo a cada momento pelo feitiço Abaffiato que Severus Snape tinha o deixado como herança.

O hall principal da Câmara Secreta era o mesmo: grandes pilastras sustentavam a construção, cada qual com uma enorme cobra de pedra se enrolando por ela e exibindo suas presas afiadas para quem quisesse ver. Ao fundo, Salazar Sonserina tinha seu rosto mais uma vez esculpido e o garoto sabia que o basilisco aguardava dentro da boca da estátua, pronto para sair a qualquer sinal do herdeiro. 

Mas Harry não teve tanto tempo assim para meditar sobre as mudanças do lugar, porque ali, parado no meio da Câmara, a uns bons cinco ou seis metros do garoto, Tom Riddle encarava a tudo embasbacado. E mesmo que o menino-que-sobreviveu só pudesse ver as costas do outro, sua felicidade era quase palpável no ar.

"Tudo bem", pensou, removendo a capa da invisibilidade do corpo com cuidado, "nós estamos mais próximos. Eu posso convencer ele, é isso… ele vai me escutar. Como eu vou explicar isso?" 

—To… 

Venha, monstro de Salazar. — O chamar empolgado do garoto abafou sua tentativa falha de dizer algo. 

—Não! — gritou, atraindo a atenção do outro para si, mas já era tarde. 

—Harry! — Tom, olhou para o garoto, seu rosto demonstrando um espanto ímpar — Como você veio parar aqui?

Ignorou a pergunta, vidrado no fundo da Câmara. A boca de pedra de Salazar se moveu, produzindo um som de atrito rochoso que naquele instante soava como um grasnar irritado nos ouvidos do órfão.

Tudo parecia ter ficado em câmera lenta, a partir do momento que o corpo escamoso começou a se esgueirar para fora. Tom estava indeciso entre olhar curioso para a abertura na estátua ou incrédulo para a presença de Harry. O segundo, por sua vez, estava tão paralisado de surpresa que não sabia bem como agir, focando os olhos no buraco que se alargava a cada segundo.

O herdeiro de Salazar pensou ainda em correr até o colega de casa, queria entender por que ele estava naquele lugar que, até então, era exclusividade de suas habilidades. Todavia, a curiosidade que tinha em finalmente conhecer aquele por quem procurara durante tanto tempo, abafava toda sua vontade de gritar e agredir Harry. 

E o basilisco acordou, seu sibilar irritado e faminto terminando de compor a cena que seria perfeita para um filme de terror, um filme em que Harry seria a primeira vítima a morrer por conta de sua inerente estupidez. 

—Fecha os olhos!

Tudo ficou escuro quando manteve as pálpebras firmemente pressionadas. 

O coração ecoava nos ouvidos, formando uma marcha fúnebre ao se juntar com o sibilar da serpente.

A respiração estava ofegante e descompassada, quase uma hiperventilação, sentia como se houvesse corrido uma maratona, mesmo que estivesse há minutos com os pés firmemente plantados no chão.

Não imaginou que fosse ficar tão nervoso, mas a mão suada denunciava que se enganara. Não era assim que esperava enfrentar aquela situação.

Sua boca estava tremendo? 

Definitivamente nunca havia se sentido assim antes.

Uma gotícula de suor escorreu pela espinha, causando um arrepiar por todo o corpo.

"Será que ele conseguiu fechar os olhos a tempo?"

Ouviu algo se arrastando, e logo após um baque surdo. Parecia que um corpo extremamente pesado havia enfim se chocado com o solo cimentado. 

Mordeu a lateral da boca. 

O corpo da cobra pareceu percorrer toda a extensão do lugar, era como se comemorasse por estar livre novamente depois de tanto tempo. 

Um herdeiro e uma oferenda!

Ouviu o rastejar da serpente. Sua pele em contato com o chão produzia ruídos únicos que mexiam diretamente na imaginação dos presentes. Era realmente um grande monstro. 

Eu sou o herdeiro. Mas ele não é oferenda.

Harry ouviu Tom sibilando. Fazia um tempo que ele não tinha contato com a ofidioglossia, mas agradeceu por ter sua horcrux de volta no lugar ou estaria ainda mais enrascado. 

Só um! Aquele com o melhor sangue...

Era alucinação ou dava mesmo para ouvir a língua da serpente estalando no ar? 

Não! Você terá outros para atacar, Harry não.

O basilisco chiou, e seus assobios aumentaram de volume potencialmente.

Não é assim!

Eu sou seu mestre, agora. Poupe Harry e lhe darei quantos nascidos trouxa quiser. 

Não! Isso não vai acontecer. Não vai matar ninguém! 

—Ha...rry? — A voz dele falhou, revelando a completa surpresa que sentiu ao ouvir a voz sibilante. E, mesmo com os olhos fechados, o moreno imaginou o outro olhando perplexo para si.

O coração vacilou um compasso.

Dois falantes. Eu avisei aos Gaunt, avisei ao Corvinus. 

O que significa isso? 

Percebeu um movimento muito próximo de suas pernas e engoliu em seco. Ela não daria um bote, daria? Sentiu os joelhos fraquejarem e forçou seu corpo a se manter firme, mesmo que a única vontade que tivesse fosse desabar diante do espanto e raiva.

Só respondo a um mestre. Corvinus veio com seu irmão, dois falantes, não posso... a cada geração somente uma pessoa me controla. Os Gaunt, os Gaunt não vieram mais depois, não me alimentaram… sacrifício por fome. Corvinus foi escolhido, mas me traiu...

Você não pode matar ele! Tem que me obedecer, eu sou herdeiro de Salazar. Você tem que acatar minhas ordens! 

A cobra assobiou, parecia uma reprimenda? 

Mas aqui há somente um herdeiro de Salazar… não são irmãos... o herdeiro será aquele que mantiver o sangue, expurgar os sujos, cumprir o que pediu Salazar Sonserina. Matar aqueles que não deviam estar aqui. Escolher… o verdadeiro herdeiro… o melhor sangue… me olhará e não encontrará a morte se for por mim aceito...

"Nesse momento ele percebe que sou falso e eu morro." 

Não que ele pudesse fazer muita coisa, afinal, como a alma de Tom presente no diário dissera, ele não podia controlar o basilisco. Não importava o quanto ele falasse ou entendesse, ele não era o herdeiro de Sonserina.

Contudo, incrivelmente, o arrastar da cobra parecia não se aproximar de si.

"Mas como…?"

Mal a pergunta viera em sua mente e tudo se tornou claro como a água. Não sabia como não tinha percebido aquilo antes, mas ali, com a adrenalina impulsionando seu raciocínio, parecia a conclusão mais óbvia do mundo. 

Harry não pôde se impedir de abrir os olhos. E nem por um momento precisou temer, porque sua cabeça formara uma imagem muito nítida para si. E quando viu as costas da cobra se erguendo do chão, pronta para dar um bote em Tom, ele somente confirmou sua teoria. 

Tempos atrás, quando Harry quase morreu na Câmara ao tentar salvar Ginevra, Tom havia dito que ele nunca poderia controlar o basilisco. E ele acreditou sem nem ao menos tentar convencer a enorme cobra do contrário. Ele só ouviu aquele espectro e confiou na sua palavra.

E esse fora um erro, porque se o garoto se impusesse, se tentasse conversar com o monstro, talvez todo o desfecho daquele dia fosse alterado. Entretanto, é claro, não podia ser injusto e julgar seu eu de doze anos, uma criança sem qualquer informação, com os mesmo parâmetros do Harry atual. 

Era muito evidente: Harry sempre pôde controlar o basilisco! 

E isso porque, como Minerva dissera, só aquele que fosse descendente de Salazar conseguiria mandar no criatura. E o menino dividia a alma com quem? Com Tom Riddle, a última pessoa da linhagem dos Gaunt, o último a possuir o dom de conversar com as serpentes. Harry e Tom eram faces de uma mesma alma, guardada plenamente no corpo magricela do menino-que-sobreviveu. 

E se Harry possuía linhagem dos Potter e o fragmento dentro de si possuía linhagem dos Gaunt, então não era mistério nenhum que entre ele e Tom, o basilisco preferiria escolher ele. Para a ideologia purista, ter duas nobres famílias jamais seria inferior a ser um simples mestiço. Era cômico pensar que Voldemort ao tentar matá-lo, dera a Harry tudo aquilo que ele mais queria conquistar: nome e poder. 

Para além daquela louca explicação, Harry estava alinhado com Tom, e o basilisco, gigantesco, estava em posição de ataque, com o enorme corpo alto e os olhos amarelos focados no menino abaixo de si. 

—Desculpe por isso, Tom. — Harry sussurrou, com a varinha apontada para o garoto. Se concentrou ao máximo que pode, sentindo o fluxo de magia sendo canalizado ao longo de seu braço. — Imperio! Corra!

Aconteceu em um segundo. A cobra avançou, suas presas pingando um veneno espesso em quantidade suficiente para matar aquele jovem de forma rápida. Mas quando sua mandíbula se fechou, não sentiu a carne nem o sangue preenchendo sua boca e aplacando sua fome, havia, na verdade, apenas vento e um vazio onde o corpo estava posicionado anteriormente.

Assim que as costas de Riddle se chocaram contra seu corpo, Harry, por segurança, tampou seus olhos com a mão esquerda, prendendo o garoto catatônico em algo parecido com um abraço estranho. Girou a varinha entre os dedos, e, antes que a serpente raciocinasse e dirigisse seu olhar mortal para si, pronunciou:

Depulso!

A força do feitiço fora tal que conseguiu empurrar a carcaça do monstro até a rocha que guardava seu leito, mas o efeito rebote viera estrondoso. Ambos foram arremessados para trás, caindo dolorosamente num amontoado de braços e pernas sem sentido.

Harry se recompôs primeiro, tomado pela emoção do momento e com seu corpo ainda acostumado com as reações rápidas da guerra. Levantou-se, mesmo estando dolorido, puxando Tom pelo braço. 

—Vamos, Tom, vamos! 

O corpo do outro estava pesado, e ele parecia em completo choque. Olhava para Harry mudo, deixando escapar alguns balbucios completamente ininteligíveis. 

A criatura que estava até então desmaiada pelo impacto nos fundos da Câmara, grunhiu, parecendo se esforçar para acordar.

—Tom, por favor. — Harry implorou, com os olhos ainda lacrimejando pelo odor fétido e o medo. — Nós vamos morrer aqui, Tom. 

—Ele escolheu…

—Tom, levanta! — Seu corpo protestava a cada vez que tentava apenas com a força levantar o outro.

—...você. Escolheu você. E… e...

Estava claro que o sonserino permanecia em choque. Harry cogitara utilizar a maldição imperius nele novamente, mas só de pensar no cansaço físico e mental que uma única vez tinha o causado, ele desistiu. Seu corpo não se adaptava muito bem àquele tipo de magia, exigia muito, mesmo que fosse por uma atitude acertada.

—Tom… — sussurrou, extremamente cansado, as lágrimas já rolavam por seus olhos embaçando a vista e deixando um gosto salgado na boca. Sacudiu o outro, que ainda parecia preso no seu próprio mundo.

—Sonserina... me deixou traidores… — murmurou fracamente.

—Tom! — gritou, dando um tapa no rosto do garoto. O estalar ecoou na Câmara, vibrando em alta frequência pelas paredes e produzindo um eco desagradável.

O moreno levou a mão ao rosto ardido, parecendo finalmente enxergar o mundo a sua volta novamente. A mão do menino-que-sobreviveu estava desenhada perfeitamente em sua bochecha.

—Harry…

—A gente precisa sair, vem! 

Num impulso de força que nem ele sabia ainda possuir, conseguiu apoiar o outro, ajudando-o a levantar. Foram correndo cambaleantes em direção à porta redonda e ambos desembarcaram ofegantes na pequena antessala. Fecharam a porta atrás de si, ainda meio trêmulos.

—Como nós fazemos para sair daqui? 

—Não sei, como espera que eu saiba? 

—Você sabia onde estava a Câmara, oras! Eu achei por um golpe de sorte… literalmente. 

—E eu só vim atrás de você! — mentiu. 

—Pera, você tava me seguindo?

Um enorme baque ocorreu na porta recém-fechada. Não era possível distinguir as palavras da serpente, já que estavam abafadas pelas paredes grossas, mas eles desconfiavam seriamente que ela não desejava mais obedecer a nenhum dos dois.

—A gente veio daquele. — Analisou Tom, agora muito mais composto do que Harry, que ainda se tremia dos pés a cabeça a cada vez que o corpo escamoso encontrava com raiva a porta de metal. Apontou para uma pequena passagem. — É muito íngrime para subir, mas tem aquele túnel ali. 

Desesperado para se livrar daquela situação, o menino-que-sobreviveu agarrou no braço do parceiro, enfurnando-se o mais rapidamente que pôde no túnel. Não raciocinou muito bem, apenas seguiu sua intuição.

Era uma descida bem mais apertada do que a outra. Seguiram naquele caminho com musgo e escorregadio por alguns minutos, cada um preso nos seus próprios pensamentos e com a companhia sonora apenas das respirações pesadas. 

—Nós estamos indo mais para baixo. Não deveríamos estar subindo? 

Harry ignorou, porque se pensasse muito ia cometer um assassinato naquela tubulação do qual não iria se orgulhar. Apesar de uma vozinha no seu âmago dizer que a culpa também era dele, era bem mais fácil jogá-la toda em cima de Tom. E às vezes ele se permitia ser egoísta.

Continuou descendo e pedindo ajuda de Merlin naquele momento. Ele não saiu do futuro para morrer na Câmara Secreta, sendo comida de basilisco. Não era daquele jeito que esperava terminar aquela louca missão. 

Tom descia ao seu lado e — ainda que andar com os braços atados atrapalhasse um pouco — parecia que ambos necessitavam daquele contato. Era como se um estivesse passando forças e coragem ao outro. Se perguntou porque se sentiu mais corajoso aos onze do que naquele momento, mas provavelmente ele só não se lembrava mais do desespero que sentiu na época. E, além do mais, ele tinha Fawkes que cegara o basilisco permitindo que ele lutasse decentemente. Naquele momento, enfrentar o bicho em sua casa com um Tom Riddle assustado demais para proferir sequer um feitiço, era assinar seu atestado de burrice. Ele tinha que agir mais como um sonserino.

Quando estava sem esperança de conseguir sair, o túnel terminou, dando espaço a um cubículo. Mal dava para que Harry e Tom ficassem lado a lado, mas o mais importante eram os degraus que iam se erguendo imponentes na sua frente, subindo para além do campo de visão.

Assim que seus pés encostaram no primeiro, um mecanismo muito semelhante ao do escritório do diretor se ativou, levando os dois para cima velozmente. O moreno de óculos, extremamente cansado por toda aquela agitação, se sentou, apoiando a cabeça nos joelhos. Tom acabou fazendo o mesmo no degrau de baixo, pois a escada era estreita de forma a caber apenas uma pessoa. Acabou também acendendo um lumus, já que a escuridão ali ia se intensificando, parecendo incrivelmente densa.

Ele não sabia o quão abaixo no castelo estavam, mas imaginava que aquela subida era eterna, porque por longos momentos não conseguia enxergar nada além do vazio negror.

E foi uma surpresa quando finalmente as escadas pararam e uma porta apareceu acima de suas cabeças. Harry forçou-a como pôde, com seus braços ainda cansados. Rangendo, a abertura se revelou, e o menino saiu, respirando um ar gelado o suficiente para machucar um pouco as narinas daqueles que estavam acostumados com o ambiente abafado da Câmara.

Estavam numa sala desconhecida, era bem pequena e lembrava um singelo depósito. Havia algumas carteiras e mesas jogadas pelos cantos e, no piso, um alçapão. Quando Riddle enfim saiu pela portinhola e Harry fechou a passagem, era como se nada estivesse ali. Havia se camuflado perfeitamente no chão de pedra.

Os dois se encaram no breu. E, num consentimento mútuo, andaram até a porta de madeira que parecia proteger o cômodo.

Alohomora. — Proferiu Tom, e foi impossível não notar que sua voz estava bastante rouca e abalada. 

Eles seguiram para fora, finalmente saindo num lugar conhecido. Estavam nas masmorras, mais especificamente nas últimas câmaras, localizadas no final do corredor, o que explicava o ar frio. 

—Que horas devem ser? — sussurrou, preocupado com a movimentação dos alunos com um feroz animal a solta.

—Não faço ideia. 

E realmente, ali, nas camadas inferiores do castelo, era impossível ter noção das horas já que não havia qualquer janela ou iluminação natural. 

Tom completou:

—Mas agora não importa muito, a gente já saiu. O mais importante é: como você foi parar lá?

O outro ignorou as feições consternadas e irritadiças.

—Não é bem assim! A gente, saiu mas com certeza o basilisco já derrubou aquela porta de metal. Ele pode estar andando por Hogwarts agora mesmo!

—Não, ele vai demorar longos minutos. Aquela passagem além de forte, foi enfeitiçada. Mas mesmo assim, não é problema nosso. 

—É problema nosso sim! É problema seu principalmente! — Irritou-se.

—O que quer dizer?

—Nós que o liberamos, nós temos que matar o bicho!

—O que? Você quer voltar pra lá? Está louco…

—Não vou deixar ele a solta na escola assassinando nascidos trouxa. A Murta é nascida trouxa, sabia? Eu e você somos mestiços! 

O moreno de óculos estava completamente impaciente. Não bastasse todo o nervosismo que o outro o fizera passar acordando o basilisco, ainda queria contestar a óbvia necessidade de matá-lo. 

Todo o seu medo de transformou em raiva num piscar de olhos. 

—Mas ele não mataria a gente, Harry.

—Se você quiser livrar seu nariz, vá embora! Eu vou dar um jeito nele antes que ele assassine alguém que não tem absolutamente nada a ver com o seu desejo purista idiota. Seu… seu...

Observou quando o outro dirigiu um profundo olhar para o corredor que levava até o salão comunal da Sonserina...

 

 

Continua...

 


Notas Finais


Então, a parte dois eu vou postar amanhã antes de 12 hrs, ok?
Beijinhos.


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