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História Pela primeira vez... - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Diga Adeus


Capítulo 14: Diga adeus.

Ter a semana livre fora bom e ruim em medidas diferentes para o jovem Harry. A priori, o garoto ficara bem feliz em poder relaxar durante todo o dia, sem muita agitação ao seu redor. Ele era um dos únicos do quinto ano que não estava na correria da segunda semana dos N.O.M.s e agradecia firmemente Dippet por ter considerado seu singelo pedido. Se com tanto tempo livre se enrolara completamente a ponto de esquecer seu avô, não queria imaginar como estaria caso atendesse mais duas disciplinas difíceis.

Porém, se ficar sozinho e sem muito trabalho era perfeito, a parte ruim era seu cérebro que o forçava a pensar mais do que o necessário. Era estranho ficar com dezenas de questões rondando sua cabeça o tempo todo.

Vez ou outra, lampejos da guerra iam tomando sua mente e acelerando seu coração sem pedir licença. Vira Fred morrer diante de seus olhos em um dia em particular e também tivera uma memória fortíssima de Dumbledore caindo e caindo direto para o chão lá embaixo da torre. 

Harry também sonhava com algumas imagens tremeluzentes de Voldemort, e, nesses dias, seu cérebro explodia quente e pulsante, não deixando que ele dormisse mais que algumas poucas horas. Ele não se lembrava do quanto ter uma cicatriz funcional na testa era incômodo. 

E aparentemente, sua falta de sono influenciara seu exterior porque, depois de um silêncio confortável porém não tão comum, Murta enfim falou:

—Você está bem, Harry?

—Sim, apenas sonhos conturbados. Minha mente anda muito cheia. 

—Bem… eu queria lhe dar algo de presente de natal, sabe? — cochichou ela. — Ia fazer uma surpresa, mas meninos são difíceis. 

—Somos? E ainda estamos em junho!

—Eu sou uma garota prevenida! — ralhou — E não entendo o que se passa na mente de vocês. Veja Tom, por exemplo. 

—O que tem ele? 

—Às vezes o olho e vejo um cretino, em outras vejo um ser humano perfeito demais para ser real… — Ela suspirou. — E você também, sabe? Às vezes o olho e vejo verdades e inocência, em outras, parece que você está estático demais. Como se estivesse completamente alheio ao mundo. Isso faz sentido? 

O moreno continuou fitando o céu azul, com as mãos entrelaçadas como travesseiro atrás da cabeça. Não sabia exatamente com responder, não era como se ele pudesse só contar tudo para a menina. Como seria a conversa?

"Ei Murta, vim do futuro, inclusive lá você está morta e irritando pessoas no banheiro do segundo andar." 

Não… não era uma opção viável.

Quando viu que não ia receber uma resposta, ela continuou:

—Mas enfim, por conta disso, o que acha que quer de presente de natal? 

—Murta, eu não quero nada. Eu nem posso te comprar um presente em troca. Definitivamente não quero nada. 

—Ora, Harry… mas vou comprar algo mesmo assim. Eu só tenho que pensar em algo decente. 

O garoto suspirou, conformado. Ele gostaria de poder oferecer presentes aos amigos, mas não era como se tivesse muito dinheiro naquela época. 

Fechou os olhos, tentando aproveitar do silêncio, quando foi interrompido mais uma vez:

—E tem Eileen. Estava pensando naquela questão, você sabia que a família dela estava passando por necessidades?

—Tom me contou algo assim. 

—Nossa, Harry. Isso é tão complicado! Imagina se eu dou algo caro para ela e a ofende? Imagina como está sendo viver às custas dos Malfoy?! Aquele garoto é horrível!

—Sim. Não consigo imaginar como está sendo para ela. 

—É…

Aquele encontro com Murta não durou assim tanto tempo. Logo, a amiga já havia se encaminhado de volta para a biblioteca com reclamações acerca de Harry ter atrapalhado o andamento de seus estudos.  Não era como se ele estivesse puxando assunto, de qualquer forma, mas apenas acenou positivamente.

Quando o céu já estava se tornando rosa, e suas costas já doíam pela grama desconfortável, ele voltou para o interior castelo, sentindo a letargia e o medo de cada aluno espiralando pesado naquelas paredes de pedra.

Era estranho para Harry vivenciar algo assim novamente. No seu tempo, Voldemort também faria com que ninguém soubesse ao certo qual lugar era mais seguro: suas casas ou Hogwarts. Ver toda aquela ansiedade o deixava nervoso… ora, ele conhecia bem seu inimigo de infância, mas o que sabia de fato sobre Grindelwald? Apenas que Dumbledore o derrotaria e ganharia uma Ordem de Merlin por isso. Se xingou por não ter prestado atenção nas aulas de História da Magia. 

O caos das provas e das notícias aterradoras que adentravam o castelo por meio de corujas esvoaçantes perseguiu o moreno durante toda semana. Sexta, fizera seus exames de História da Magia, lembrando alguns marcos e esquecendo uma outra penca. Não se importava muito, de fato. Não era como se ele pretendesse tomar mais aulas com professor Binns nos anos seguintes. 

Estava no seu dormitório, sentado confortavelmente em sua cama enquanto lia sobre a guerra lá fora. Aparentemente, com o passar do tempo, o bruxo das trevas ia se fortalecendo mais e mais, atacando alguns bairros, conquistando aliados, fazendo exércitos de inferi, entre outras questões macabras o suficiente para fazer seus pelos se eriçarem.

No Profeta Diário, uma pergunta em letras garrafais destoava na capa do jornal: Onde está Dumbledore?

—Não sei por que acham que esse velho maluco seria capaz de matar Grindelwald. — Comentou o loiro, enquanto se despia para passar o corpo magro e pálido por dentro de um pijama sedoso. 

—Dumbledore pode parecer burro e louco, mas na verdade é muito forte. Não me surpreende toda essa expectativa em cima dele. 

—Pois eu aposto quinhentos galeões em Gellert. Alguém vai? — Perguntou, terminando de colocar suas vestes e tirando um aparelho da orelha antes de se enfiar por debaixo de suas cobertas. 

—Eu topo. 500 em Dumbledore. — respondeu Harry, se perguntando se estava trapaceando, mas logo depois assumindo que esse dinheiro não faria falta para família Malfoy. 

—E como pretende me pagar, Smith? — Os olhos cinzas fitaram seu rosto, uma sobrancelha pairando arqueada. 

—Com dinheiro, oras. Mas não precisarei me preocupar, você quem deveria começar a contar seus sicles. 

O garoto balançou a cabeça divertidamente, quase era possível ouvir nos seus pensamentos a acusação de loucura. Tom não parecia muito contente com aquilo também, no entanto, o moreno tinha certeza de que o outro ficaria animado quando ganhasse aquelas centenas de moedas reluzentes. 

A noite de sexta passou, assim como o final de semana, sem muitas expectativas. Somente na segunda feira foi possível notar uma agitação diferenciada na escola. 

Dumbledore não estava no café da manhã e Dippet tentava inutilmente conter os ânimos dos alunos.

—Eu gostaria de dizer a todos que essas notas pouco significam sobre seus caráteres. São apenas números que devem ser encarados com seriedade, mas não com pavor. Todos deram o melhor de si e, caso o resultado não agrade, podem sempre tentar novamente. — Ele deu uma pausa dramática. — Agora: Alunos que fizeram as provas do colégio, seus resultados estarão no mural do corredor e… — Antes que Dippet terminasse de falar, uma enxurrada de alunos se levantou, arrastando as cadeiras e seguindo desesperados para fora. Harry viu com a visão periférica Murta e Eileen (a segunda parecia se recusar a correr, apesar de andar apressada), seguindo com os outros. O diretor pareceu chateado. — … bem, os outros, graças ao trabalho árduo do Ministério em acelerar a correção, seus resultados, pela primeira vez na história de Hogwarts, serão dados... agora. 

—Não acredito que seu pai conseguiu isso, Abraxas! — comentou rindo um garoto forte, passou uma saca com moedas para o loiro, que apenas inflou-se como um pavão. 

O pai de Abraxas tinha conseguido acelerar a divulgação dos resultados? O moreno gemeu em frustração. Esperava ter que lidar com aquilo só no orfanato. 

Não fazia sentido, mas estava nervoso. Queria provar para aqueles sonserinos — principalmente para loira irritante — que conseguia, sim, ir bem nas provas sem colar. E, mesmo que uma vozinha insistente no seu cérebro insinuasse que, por já ter feito os exames antes, também colara, ele apenas ignorava firmemente. 

Harry observou tremendo quando uma carta surgiu ao lado de seu prato. Um envelope prateado, com seu nome e uma saudação do Ministério… ele jamais pensou que veria um daqueles novamente. 

Olhou ao redor, vendo seus colegas de casa se encarando em expectativa. Tom, que estava bem silenciosamente na sua frente, foi o primeiro a juntar coragem e abrir o belíssimo papel. 

—E aí? — A menina loira perguntou. 

—Ótimo em Transfiguração, Feitiços, Poções, História da Magia, Defesa Contra as Artes das Trevas. Excede Expectativa em Astronomia, Herbologia, Aritmância e Estudo das Runas Antigas.

O moreno viu quando todos da mesa relaxaram visivelmente. Alguns sorriam e se cumprimentavam, dando tapinhas nas costas. 

—Vocês não vão abrir os resultados? 

—Não precisamos. — respondeu Goyle pai, que, apesar de aparentar bastante o filho burro que atazanou os anos escolares de Harry, era bem menos idiota. — Se Tom foi bem, todos fomos.

—Ah, sim, o sistema de…

—Shiu! Cala a boca idiota! — reclamou Rosier, saindo da postura de durão por um ínfimo momento. 

Harry trocou olhares com Tom, que parecia bem convencido e debochado. Ele gostaria de poder ler a mente do garoto naquele momento, apesar de que não foi necessário: a garota, empoleirada no ombro do colega, perguntou com uma voz falsamente doce: 

—E você, Smith? Como foi? 

Harry sustentou o olhar de desafio, mesmo que, naquele momento, todos o observassem curiosos. Respirou fundo… mesmo que falhasse, que mal tinha? Não ia ficar muito mais tempo lá, não era? "O plano é consertar Tom e ir embora", tentava se convencer mentalmente. 

Com as pontas dos dedos gelados e uma ruguinha na testa, ele deslizou a carta para fora do envelope. 

"Caro senhor Smith, 

O Ministério da Magia, por meio da Divisão de Educação Mágica e da Autoridade de Exames bruxos, tem o prazer de lhe informar os resultados dos seus Níveis Ordinários de Magia: 

Defesa contra as artes das trevas: Ótimo.

Feitiços: Ótimo.

Herbologia: Excede Expectativas.

Poções: Excede Expectativas.

Transfiguração: Excede Expectativas.

História da Magia: Aceitável.

O Departamento informa que está ciente de sua condição em relação às matérias optativas — sendo o senhor isento das mesmas por questão de adaptação. 

Informamos também que a continuidade das matérias será estabelecida em caráter decisório pelo professor responsável da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, em cada disciplina que o tange. 

Assim sendo, o Ministério deseja ao senhor uma boa e tranquila continuidade nos estudos. 

Atenciosamente, 

Vossa Senhoria Griselda Marchbanks, chefe do Departamento de Educação em Magia."

Não conseguiu impedir um sorriso triunfante de rasgar seus lábios, rápido demais e tão involuntário, que confirmou suas notas positivas antes que ele sequer falasse algo.

A garota loira, arrebitando o nariz, levantou e se retirou da mesa, parecendo mais contrariada do que deveria. 

Tom falou:

—Tudo bem, garotos e garota — Se referiu a Walburga — podem passar seus galeões. Sempre bom fazer negócio com os senhores.

O moreno encarou perplexo quando um a um retirava uma quantia expressiva dos bolsos e depositava na frente de Riddle, fazendo um pequeno montinho de ouro. 

—Não, não, Abraxas. Você vai ter que pagar o de Medusa também. Ela apostou o dobro.

—Ora, por que eu teria que lidar com as contas dela? — questionou o loiro, parecendo mais emburrado que nunca. 

—Porque vocês vão casar daqui a pouco. Vamos, considere um presente para sua futura esposa. 

"Essa é a avó de Draco? Mas ela parece tão interessada em Tom. Não parecem um casal, ela e Abraxas", analisou, enquanto o garoto dos olhos nublados adicionava mais uma volumosa quantidade de galeoõs na mesa. 

—Obrigado, Smith! — reclamou ele, antes de se levantar e seguir para fora. Harry viu quando os sonserinos foram se retirando, Rosier parecendo bem encabulado, sem abrir seu envelope dourado. 

—O que foi tudo isso? — perguntou, ainda eufórico demais com suas notas para deixar os comentários maldosos dos outros o afetarem. 

—Uma aposta. — Tom estava contando cada moeda dourada que recebera.

—Uma aposta? 

—Pois é… aparentemente nenhum sonserino achou que você conseguiria continuar na turma de Poções. 

—Pera… — Harry meditou, a boca abrindo num perfeito "O" — Isso significa que você apostou em mim! 

—Mas é claro, Harry. Por que eu não faria isso? 

—Porque você "é meu professor" e sabe que eu "sou péssimo nisso"? — Devolveu, fazendo aspas com as mãos em referência ao que o outro havia dito no dia da prova. 

—Você não funciona com elogios. Funciona melhor sob pressão… se você falhasse, todo o dinheiro que a gente vai conseguir com o veneno de você-sabe-o-que, seria para pagar essa aposta. Acredita, eu confiei bastante em você. Parabéns! Agora pode se tornar um auror. —  Deu um sorriso — Ou meu segurança particular… vamos ver como se sai. 

—Não haja como se fosse muito melhor do que eu, Riddle. — Harry brincou, ainda muito bobo pelo voto de confiança. Quando imaginou que Riddle confiaria dinheiro em si? 

—Não haja como se eu não fosse. — Ele guardou todos as moedas redondas e bem polidas no bolso das vestes, levantando-se em seguida. — Vamos. Algo me diz que Murta e Eileen vão querer saber de você assim que a felicidade própria passar. E essa corvina perdeu totalmente a noção a ponto de ficar indo direto para nosso Salão Comunal. Você deveria fazer algo sobre isso. 

—Eu? — reclamou, seguindo o mais alto e vendo como o Salão Principal estava abarrotado de reações adversas. Alguns choravam, outros comemoravam, outros ainda pulavam animadamente. — Por que eu? — Localizou uma cabeça morena parada do outro lado do Salão. — Já volto.

Fleamont estava muito contido, apesar de seu olhar trair sua linguagem corporal. Por fora, aparentava estar chateado, mas aquele brilho e aquele sorriso tímido que teimavam em sair estragavam sua tentativa de solidariedade. 

—Olá, Harry! — falou ele animadamente, para logo após se policiar. — Desculpe, alguns amigos não conseguiram as notas que queriam nos exames, sabe? Vem comigo… 

O moreno foi arrastado para longe da mesa vermelha e dourada. Fleamont explicou:

—Eles não parecem gostar muito de você. 

—Eu sou sonserino, óbvio que eles não iam gostar de mim. 

—Não tem problema ser sonserino. — A voz de Tom soou atrás de si, arrepiando os cabelos de sua nuca. Ele estava… zangado? Óbvio! Harry o deixara sozinho no meio do caos, numa completa falta de consideração.

"Sou um idiota".

—É claro que não. — Reparou que seu avô parecia ter retesado. E foi impossível não notar a mão se fechando em punho, firmemente colada ao lado do corpo. 

—Bem, você ia me contar sobre seus exames, lembra? — Chamou a atenção do outro, tentando controlar aquela atmosfera hostil. 

—Ah, sim, Harry. — Respondeu, ainda desconfiado com a presença imponente de Tom. — Eu consegui o necessário para tentar me tornar um pocionista no futuro… quer dizer, ainda faltam os N.I.E.M.s, mas já é um avanço.

—Que maravilha! Um pocionista, então... — O moreno respondeu, não acreditando que de fato seu avô tinha destreza para cozimento. Como ele não herdara aquilo?

—Não que precise, não é? — A voz afiada de Tom surgiu, tirando o moreno mais baixo de seu mundo de queixas e lamúrias. — Até onde me foi informado, seu pai é um bruxo da Suprema Corte, estou errado? Sua família é rica. Provavelmente seu maior emprego vai ser administrar as fortunas e não necessariamente ter que trabalhar. 

Os olhos de avelã brilharam perigosamente, e o moreno se lembrou de seu padrinho Sirius contando como seu avô era briguento na escola. 

O que faria? Se um duelo começasse naquele momento, certeza que Tom venceria Fleamont… se ele se machucasse gravemente, como Harry iria nascer?

—Sim, eu tenho um nome e uma família importante. E quem é você mesmo? 

A varinha de Tom estava apontada para o rosto de seu avô em um milésimo de segundo e, quando o outro percebeu, ergueu a sua própria, dando leves passos para trás.

Harry estava boquiaberto. Aparentemente falar besteiras e ser esnobe era realmente de família. 

—Peça desculpas. — falou, recebendo olhares curiosos dos dois meninos ao seu lado. 

—Não precisa, eu já espero essas atitudes de son…

—De sonserinos? Era isso que ia dizer? Eu sou um sonserino, Potter. Estava falando com você, se desculpe! Quem pensa que é? Só porque tem alguns galeões a mais do que nós, se acha realmente em posição de esnobar a gente? É assim que você é, Fleamont? Um grifinório estúpido e metido que se esconde atrás do sobrenome? É assim que grifinórios são? Pois então prefiro ficar na Sonserina! 

Harry se virou, puxando Tom pelo braço no caminho. Incomodado e ferido demais para raciocinar sobre o sorriso de deleite nos lábios finos. 

—Eu… Harry, espera… você também, Riddle. Não queria ser grosso, eu só… sabe… a fama dele… enfim. Só queria compartilhar a notícia com você, me desculpe por ser um idiota. Eu… eu vou enviar o resultado para minha noiva. Me dêem licença. 

—Noiva? — Tom perguntou, antes que o moreno se retirasse. 

—Sim. A futura lady Potter, Euphemia. Vocês devem conhecê-la em breve. Enfim, me desculpem o transtorno. Eu não queria ser um idiota, eu não sou assim, me desculpe, Harry… você também Riddle. 

—Tudo bem.

Num girar de calcanhar, ainda aparentando estar encabulado, ele se retirou, ziguezagueando multidão a dentro.

Harry suspirou fundo. 

Desde quando estava tão mandão igual a Hermione? 

Ver seu parente agir como um cretino somente o lembrou de Sirius e seu pai fazendo Bullying com Severus… ele teve tempo em demasiado para medir quais palavras diria para ambos caso os visse na sua frente. 

Esperava apenas não ter destruído o relacionamento com Fleamont. Ele ainda ansiava por abraços e histórias do avô paterno. 

—Eu disse para não se envolver com leões. — Comentou Tom, enquanto seguiam para fora do abarrotado espaço.

—Não finja que não provocou ele, eu não sou idiota. 

Permaneceram em silêncio, a felicidade de Harry pelas notas esvaindo-se aos poucos. De fato, encontraram Eileen e Murta no salão comunal da Sonserina, sentadas despojadamente no sofá macio do canto. 

—Se outro sonserino for resolver, ela vai sair daqui cruciada. — Tom sussurrou, seguindo direto para o quarto após acenar para as meninas. 

—E aí, Harry? — Murta o interceptou, com os olhos arregalados por trás das lentes. Seus olhos recaíram rapidamente no envelope entre os dedos do garoto.

—Primeiro vocês. 

—Eileen passou sem dificuldades, eu recebi uma observação em Defesa e Feitiços. — Ela soltou um muxoxo. — Você disse que ia me ajudar, lembra? 

—No próximo ano eu prometo que vamos treinar toda semana, Murta. — Assegurou, reconhecendo que falhara com a amiga. — Mas além disso nenhum problema? 

—Não, não. Agora conte… você passou em Poções?

—Eu não acredito ainda que Malfoy conseguiu fazer o resultado dos N.O.M.s serem acelerados em meses! — Murta guinchou. — É um absurdo o que poder e influência podem fazer, não é?

Harry concordou, fazendo um suspense antes de contar todas as suas notas. 

Foi abraçado e levantado.

Eileen lhe deu um cupcake de cenoura, comida que ela havia surrupiado da cozinha de presente caso Harry fosse bem nas provas. 

A última semana em Hogwarts representava o que Harry gostaria que fosse um prelúdio. Foi tudo tão calmo e tranquilo. Conversava com os amigos, deitavam-se na grama, jogavam snap explosivo, riam… Tom sumia às vezes, mas o sol estava gostoso de mais na sua pele para o moreno se preocupar de fato. 

A última reunião dos Cavaleiros de Walpurgis veio, trazendo consigo apenas bons votos e despedidas acaloradas. Harry não imaginava que fossem ser tão calmas e pacíficas. 

E quando ingressaram no trem de volta para Londres, ouvindo os sonserinos reclamando que a Taça das Casas havia ido para Corvinal, somente aquele sentimento de calmaria e de que tudo daria certo permeava seu coração. 

—Diga adeus, Tom. — falou, já acomodado em uma das cabines. 

—Hm? 

—Para Hogwarts. 

—Não seja idiota, daqui a pouco nós estaremos aqui novamente. 

—É verdade. — sorriu. 

Não imaginava que sentiria tanta saudade do castelo. 


Notas Finais


O atraso é por um motivo bem simples: voltei a trabalhar kkk n sei como me sinto sobre isso, só sei que tenho pilhas e pilhas de documentos atrasados, então me desejem sorte.
Beijinhos. Darei meu máximo pra voltar no máximo até domingo.
Muito obrigada pelos favoritos que aumentaram bastante essa semana, e pelos comentários tbm!! Vcs são o máximo!


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