História Pela Revolução - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Xiumin
Tags Chanbaek, História, Little!supresa, Revolução Francesa, Side!jikook, Side!xiuchen
Visualizações 12
Palavras 2.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá SS, a quanto tempo! Meu deus, faz tempo pra kct mesmo.
Eu não imaginava que eu ia voltar tão cedo, mas cá estou com uma mistura das coisas que eu mais amo; História e Chanbaek.
Quero que vocês saibam que essa história não foi nem um pouco planejada, não tava na minha lista de "vou postar", ela simplesmente surgiu do nada enquanto eu estava estudando pra FUVEST. Mas eu fiz ela com bastante carinho, espero que vocês gostem de verdade.
Eu tô amando escrever desse jeito, nessa época, nesse cenário então tem muita dedicação envolvida ai também :')
AH leiam com amor e carinho e se quiserem me contem o que acharam dessa mistureba, blz? Até ~~


E AH SIM, Obrigada a Hyeonbin da VenusType pela capa linda, eu adorei mesmo.

Agora sim, o capítulo.

Capítulo 1 - Capítulo I - 1787, fevereiro.


Pela Revolução 

2YOUTH

22 De Fevereiro, 1787 

Hoje, criamos uma data especial para o calendário francês. Vários nobres, membros do clero e a própria família real estavam reunidos no palácio de Versalhes para aquilo, que com sucesso, honraria a bandeira da França como á muito tempo não se fazia.

A Assembleia dos notáveis, o futuro de uma nação.

Meus pais, como grandes amigos do rei desde nossa chegada á França antes mesmo de eu nascer, foram convidados junto dos outros membros do segundo estado para participarem da Assembléia onde seriam tomadas decisões políticas importantes para todos os estados. Contanto eles decidiram me levar também para me apresentar a outros nobres e me preparar para seguir com os assuntos da família.

Nunca vou me acostumar á estar rodeado de pessoas cobertas de jóias caras e roupas chamativas, que nem mesmo se importam em esbanjar suas riquezas para todos os olhos. Não me sinto parte da nobreza – talvez porque sejamos a única família de estrangeiros com um título alto na sociedade francesa, mas não somente por isso.

Bom, digamos que não consigo me sentir completo com um título de nobreza uma família aparentemente feliz e um futuro promissor pela frente. Embora esse seja o sonho de qualquer pessoa do terceiro estado, não me parece ser o tipo de destino incrivelmente perfeito, falta algo. Não consigo dizer exatamente do que é, mas consigo sentir que falta.

É como uma peça perdida de um quebra-cabeça.

—Baekhyun, meu querido – chamou minha mãe não muito longe de mim, mais uma das mulheres ansiosas para me conhecer estava ao seu lado – Essa é a Duquesa Adeline Blanche, herdeira da família Blanche, um dos nossos grandes amigos.

—É um prazer conhecê-la, Duquesa – faço um cumprimento formal para a moça assim que me aproximo – Me chamo ¹Baekhyun Laurent da França, sou o filho mais novo da família Laurent.

—Tem um nome e aparência incomum, cavalheiro – ela comentou deixando transparecer seu interesse – Não é da França.

—Minha mãe me deu o nome Byun Baekhyun, duquesa – tentei me manter o mais respeitoso o possível, mamãe estava ao lado nos observando – mas meu pai quis um nome francês já que não nasci no país dela.

—Nobres estrangeiros? Deram muita sorte, Marquesa Laurent – eu podia perceber a pontada de escárnio na sua fala, normal, ninguém se mantinha o mesmo depois dessa parte – De onde vieram?

—²Dinastia Joseon, um pequeno país próximo á Rússia – respondi sem mágoas – Não deve conhecer. 

—Soube de alguns conflitos com a China, nada de muito interesse – a mulher voltou para o tom de interesse que tinha no começo da conversa, não entendi o porquê e fiquei confuso, deixando a conversa morrer por longos segundos.

—Baekhyun acaba de completar dezoito primaveras, assim como a Duquesa – minha mãe voltava a conduzir a conversa depois de algum tempo de silêncio ensurdecedor – Talvez nossas famílias possam se juntar num futuro próximo.

—Quem sabe – completou puxando seu leque para cobrir a risada elegantemente – Espero encontrá-lo novamente, Marquês Laurent.

—O mesmo, Duquesa – retribui seu cortejo tentando agradar um pouco os desejos de minha mãe, desde que completei deizoito primaveras, ela sempre esteve caçando casamentos.

Observamos em silêncio a garota jovem se afastar e desaparecer na multidão de pessoas. Eu nunca tive uma opinião clara sobre a ideia de me casar com alguém de título alto somente por status social, casamentos por conveniência aconteciam a todo momento, mas nunca vi a real vantagem e desvantagem nesses acordos. Se acabasse num acordo matrimonial, simplesmente aceitaria.

Afinal, não é como se houvessem inúmeras opções.

—Muito bem, querido – voltei o olhar para a matriarca da família, esquecendo completamente do que pensava antes – Continue sendo cortês deste modo e estará casado com um bom partido até o fim do ano.

—Não acho certo cortejar muitas mulheres, mamãe – digo sincero – Seria um desrespeito as damas.

—Se não tiver uma grande lista não poderá escolher, meu amor – falava a mulher enquanto entrelaçava nossos braços me conduzindo para onde as pessoas começavam a se aglomerar – Agora vamos, vossa majestade irá iniciar a assembléia, devemos nos juntar ao seu pai.


Haviam diversos assentos luxuosos no grande salão do palácio onde os nobres começavam a se sentar por estado e título de nobreza. Até mesmo em eventos sem a participação do terceiro estado eles queriam deixar claro a divisão da sociedade. O orgulho francês me espanta por muita das vezes.

Mesmo assim, não foi difícil encontrar meu pai dentre os outros, nossa família pode não ter o título mais alto, mas ainda estamos éramos amigos do rei, ou seja, aqueles á sua direita nas reuniões e festanças. E ele estava lá, nos lugares reservados para nós como sempre – Papai tinha cabelos claros e feições sérias, um legítimo francês com certeza, ele conheceu minha mãe em uma viagem de lazer que fez á Dinastia. Foi paixão instantânea, por isso não demorou para minha vinda.

Acabei ganhando traços de ambos conforme fui crescendo, embora meus olhos sejam puxados como os da minha mãe, a cor deles é tão clara como os do meu pai. Meu cabelo ameaçou ficar loiro quando era criança, mas na adolescência adquiri um tom castanho claro, algumas partes permaneciam loiras, só que mais escuras. 

Desde minha primeira primavera, podia sentir o quanto essa mistura de nacionalidades incomodava os outros nobres, entretanto, os ignoro na maioria do tempo. A miscigenação não me incomodava.

—O rei demora – ele comentava para nós – deve estar tendo problemas com Maria Antonieta.

—Por que a rainha causaria problemas, papai?

—Oras, a rainha déficit não causa outra coisa, meu filho. – nos sentamos nos lugares livres que haviam por perto para esperar a chegada do rei – A assembléia será explendorosa hoje, ³vive la France.

—Vive la France – repliquei com menos entusiasmo, eu me orgulho da França, mas não chego a ser tão nacionalista quanto meu pai.

Em meus documentos de identificação, sou nobre francês e a França é minha real terra natal. Porém, muitas vezes sinto curiosidade em saber como as coisas funcionam na Dinastia Joseon, onde minha mãe nasceu e foi criada. Herdei muito dos traços dela e nem mesmo sei como são as pessoas desse país, então acabo perdendo um pouco do interesse na onde estou.

Ainda assim espero bons resultados para a assembleia de hoje. Poucas vezes pude ver como vivem as pessoas do terceiro estado e posso dizer que é deprimente observar um país tão rico como o nosso deixar o povo viver em tais condições precárias – juro que vi até mesmo mortos pela fome abandonados nas ruas, o cenário não era dos melhores.

Quem sabe nesta noite, o rei nos traga oportunidades para tornar da França um país próspero novamente. Não só para os nobres, como para todos os franceses.

—Agradeço a presença dos senhores na Assembléia de hoje – pude ouvir a potente voz do rei se fazer presente na frente a todos – Iremos tratar de assuntos extremamente importantes para a França, conto com a colaboração de todos.

—Se não colaborarmos nossos pescoços iriam para a forca – meu pai falava baixo ao meu lado, ele nunca havia concordado com a maioria das decisões do rei.

Posso dizer que se o rei não fosse o rei, não seríamos nobres e muito menos bem recebidos no país, mas mesmo assim papai não mantinha uma relação muito boa com aquele homem. Éramos vistos como os amigos do monarca, porém poucas pessoas sabiam realmente das relações do segundo estado com a monarquia.

E embora eu não tenha muitos contatos dentro da nobreza, percebo que além dos nobres, o ⁴clero também não mantinha bons laços com o rei. Talvez a assembleia de hoje cause uma revolta de estados contra o regime monárquico, afinal, todos dentro do salão tinham intrigas e desejo por poder. 

Esse é o lado negro da nobreza francesa.

Bom, não importa o que aconteça nas discussões feitas hoje, ainda torço pelo bem daqueles que realmente sofrem nas ruas de Versalhes. A França vai precisar de umas mudanças drásticas para voltar á ser um país grande.

Assim, passei prestar atenção atentamente á assembléia após começar, torcendo mentalmente pelo sucesso.

Viva a França!

(...)

Trinta minutos haviam se passado desde o início das discussões intermináveis que não andavam para lugar algum. 

Nobres e membros do clero atentavam contra a autoridade do rei á todo momento buscando manter seus privilégios sem alterações. Isso mesmo, eles queriam a qualquer custo continuar sem ter que trabalhar ou pagar impostos enquanto usavam o dinheiro do estado para cobrir seus altos gastos.E

Do meu lugar, eu só conseguia ficar cada vez mais assustado com as declarações que escutava da boca deles. Nunca nas minhas dezoito primaveras pude presenciar tanto egoísmo e hipocrisia acumulada no mesmo salão por tanto tempo. Chegava a ser repugnante a pose das pessoas nesta assembléia.

Portanto não podia continuar nem mais um minuto no meio de toda confusão, ou melhor, deste ninho de hipócritas.

—Mamãe, preciso ir tomar um ar – ajustei minhas vestes enquanto levantava para não causar suspeitas do meu desconforto – Não vou demorar.

—Não desapareça, Baekhyun – me alertou antes que saísse.

—Não vou, não tenho para onde fugir.

Buscando ser o mais silencioso o possível, me retirei do salão cheio de pessoas ricas e egoístas – já estava começando á sufocar com o ego dos outros, era impossível passar tanto tempo perto desse tipo de gente, só alguém com o ego tão grande quanto conseguiria. Estar fora daquilo, foi um enorme alívio.



Vazios, os corredores do palácio gigantesco somente eram ocupados com poucos guardas para a proteção do rei e da nobreza – camponeses vinham mostrando agressividade nos últimos dias, todos queriam estar protegidos. Eles pareciam meras estátuas enquanto passava, não se mexiam e pareciam não piscar. Me pergunto se vale a pena viver assim.

Penso nisso porque meu pai mencionou inúmeras vezes a escola militar francesa para mim, talvez ele queira muito que eu vá para lá e me torne um oficial do exército pelo bem da nossa família e talvez eu estivesse apavorado com essa ideia. Não tenho porte militar, não sei empunhar uma espada, além de que não sou capaz de matar um inseto.

Então, por que papai insistia tanto numa ideia sem fundos? Não vejo vantagem nenhuma nos militares quando os observo, não passa de suicídio.

Pensando bem, é melhor não me preocupar com porquês agora, afinal, sai da reunião para aliviar meus pensamentos e não fazer um estrago maior.

Continuo minha caminhada para o jardim real, o único lugar onde encontrava um pouco de paz durante reuniões como esta. A paisagem sempre foi explendorosa – gramados com o verde do verão, diversas flores com cheiros e cores maravilhosas, junto ao céu azul daquela tarde refletindo no pequeno lago, uma incrível maravilha da natureza – aposto que pode acalmar o coração de qualquer um na França.

Mas notei algo de diferente por perto depois de alguns passos. Uma silhueta não muito longe de mim parecendo confusa e perdida – melhor dizendo – confuso, pois ao que me parece é um homem, um homem confuso no meio do palácio de Versalhes. Incomum demais para esta tarde de reunião.

Me aproximei um pouco mais notando que se tratava de alguém alto de cabelos exóticos – ainda não sei quem é já que estava virado na direção oposta a minha, mas sua aparência era suspeita. Além de não usar jóias, as vestes eram comuns como as minhas – de costura luxuosa, porém comuns.

Estranho.



Queria poder ter chegado um pouco mais perto daquele homem. Entretanto, ao dar um único passo ele se virou na minha direção e com uma movimentação rápida, puxou meu braço para trás o prendendo nas minhas costas. Eu não conseguia me mover pela força dele, estava apavorado também.

Ser morto na assembléia dos notáveis não estava nos meus planos para hoje.

—Quem é você? – a voz grave me perguntou e eu só consegui ficar com mais medo pelo tom dele.

—Sou nobre, Marquês Baekhyun Laurent, filho de Jean Laurent – mesmo trêmulo consegui manter minha voz quase firme, não queria deixá-lo irritado.

Senti o aperto no meu braço de afrouxar aos poucos segundos depois, embora meu coração estivesse batendo como um louco, não demorei para me virar assim que pude e, não vou enganar a ninguém, fiquem tremendamente impressionado.

—Minhas desculpas, Marquês Laurent – disse ele – Os camponeses tem ficado cada vez mais agressivos, me mantenho alerta á todo tempo.

Não sei por onde começar á descrever o rapaz na minha frente, se pelos olhos puxados num verde tão claro como o meu azul ou pelo cabelo estranhamente ruivo, quase castanho. Podia perceber que não é um francês puro, seus traços pareciam muito com os que herdei da mamãe – se não fossem os mesmos – e tinha um sotaque muito perceptível, nunca soube da presença de mais estrangeiros na nobreza.

Nunca achei que podia ser tão bonito também.

—Ah sim, camponeses – pigarreei voltando a ser formal – São realmente um perigo, admiro seu cuidado.

—Devia fazer o mesmo, Marquês, nunca se sabe quando a violência irá aumentar – ele sorriu e eu não queria acreditar que admirei tal ato.

—Sem querer incomodar, mas poderia me dizer seu nome? – perguntei temeroso – Nunca te vi entre os nobres, imaginei que fôssemos os únicos estrangeiros.

—Me chamo Conde Chanyeol Bonnet – me cumprimentou adequadamente desta vez, demorando um pouco para soltar minha mão – O palácio de Versalhes é gigantesco, talvez nunca tivemos a oportunidade de nos conhecer, Marquês.

—Certamente, Conde – ele tem um título de nobreza menor, eu posso muito bem abandonar formalidades, mas estava me sinto extremamente envergonhado – Desculpe a intromissão, mas, o que fazia fora da reunião?

—Será um prazer responder se o senhor também me disser seu motivo – o jeito que me devolveu a pergunta foi deveras encantador, Chanyeol devia um cavalheiro com as damas.

—O clima não estava muito bom no salão, todos estão brigando por suas causas.

—Franceses são destemidos de certo – o homem continuava a sorrir gentilmente, seu sorriso não parecia forçado – Também quis escapar daquela atmosfera, não sirvo para a nobreza.

—Oras, sinto o mesmo, senhor Bonnet – falei impressionado – Não sou tão ambicioso, imagino que o senhor também.

—Não me chame de senhor, Marquês – seu tom galanteador ainda estava ali, de alguma forma isto prendia meus olhos nele – Deve ter no máximo dezessete primaveras, perto das minhas vinte, vamos dispensar as formalidades.

—Tenho dezoito, senh... – corrigi – Chanyeol.

—Passei perto, Baekhyun.

Por um momento deixamos o silêncio tomar conta como se quiséssemos nos lembrar da sinfonia de nossos nomes – pelo menos era o que eu fazia naqueles segundos seguintes, em toda minha vida nunca havia achado meu nome tão bonito na voz de outra pessoa. 

Ao encontrar dos nossos olhares senti toda a minha essência ser preenchida pelo verde claro do homem a minha frente. Claro, não achava normal toda esta situação – somos simples homens que acabaram de se conhecer e... É isto! Como pude não perceber antes.

Somos homens, não há nada de errado e minha cabeça apenas está confundindo tudo.

Somos homens.

—Volta para a reunião comigo, Baekhyun? – ele quebrou o silêncio primeiro, parecia estar provando do meu nome ainda – Quero saber qual será a conclusão, por mais cruel que seja.

—Vamos, também quero saber o final – respondi atropelando um pouco as palavras, temia ter sido pego admirando seu rosto, embora Chanyeol tenha feito o mesmo.

Seguimos o caminho de volta para o salão em completo silêncio – o que estava me sufocando a cada passo dado, mas eu não seria capaz de quebra-lo agora – Queria olhar para o lado todo instante para saber se o homem do meu lado conseguia sentir o ar pesado também, entretanto me faltava muita coragem para este feito.

Então tudo que fiz foi me conformar, sem coragem para mudar não adiantava muito me lamentar. 

Cumprimentei minha mãe ao voltar para o assento de antes e me assustei ao perceber Chanyeol se sentando do nosso lado – primeiro porque pensei que ele não queria continuar nossa aproximação, segundo por causa da ordem de títulos de nobreza, condes não ficam nem um pouco perto de nós. E por mais impressionado que estivesse, tentei manter a compostura voltando a prestar atenção na assembléia.

(...)


Passei inúmeros minutos daquele circo de teimosia perdido nos meus pensamentos – não vou mentir que havia um certo homem neles – foi bom para fazer o tempo passar mais rápido, mas fiquei muito distraído, tão distraído que nem mesmo reparei ao meu redor. E somente quando voltei á lucidez, pude sentir falta de alguém.

Chanyeol não estava mais do meu lado e tinha ido embora sem se despedir.

Tudo bem, ficar afetado por uma coisa tão tola seria a minha última ação. Porém confesso, pensei que finalmente teria um amigo íntimo depois de tantos anos sozinho e fiquei animado com esta ideia, não contava com um sumiço depois de uma situação consideravelmente duvidosa.

Chanyeol sempre superando as minhas expectativas, desde trinta minutos atrás.

—Baekhyun, quem era o rapaz com você? – mamãe falava comigo – Saiu do salão sozinho e voltou acompanhado por aquele homem.

—Me disse ser o Conde Chanyeol Bonnet – respondi de imediato – O encontrei no jardim respirando ar puro, assim como eu.

—Ele não deveria ter sentado do nosso lado como conde – percebeu curiosa – Achei que todos soubessem da ordem dos assentos.

—Chanyeol deveria estar querendo fazer amizade, mãe – falei suspirando – Somos ambos estrangeiros.

—De certo, mas deveria tomar cuidado, Baekhyun – ela me alertava – Não deve confiar em estranhos.

—Estamos dentro do palácio mais bem protegido da França, mamãe – mais um suspiro – Não devo temer dentro dessas muralhas.

—Mesmo ass... – antes que terminasse, ela foi interrompida pela voz do meu pai.

—Com quem estava, Baekhyun? Pensei que não tivesse amigos – disse com interesse e eu somente suspirei deixando que minha mãe respondesse.

—Ele disse ser o Conde Chanyeol Bonnet – ela falou entrelaçando seu braço ao do homem – Um estrangeiro.

—Está equivocado, meu filho – voltei a prestar atenção na conversa. Papai sempre teve grandes influências dentro da nobreza, ou seja, deve conhecer todos aqueles que fazem parte desta. E parando para pensar, ele estava me perguntando pela primeira vez o nome de alguém. Nossa conversa estava tomando um rumo que finalmente me interessava.

O Conde me interessava, bastante por sinal.

—Como assim? – perguntei confuso – Ele mesmo se apresentou para mim, pai.

—Somos os únicos estrangeiros, Baekhyun, conheço toda a nobreza presente nas reuniões e definitivamente – fez uma pausa – Somos os únicos.

—Camponeses! – exclamou minha mãe assustada.






E foi neste exato momento que percebi. Eu, pela primeira vez, havia sido completamente enganado pelo maldito esperto Conde Chanyeol Bonnet.









Continua...


Notas Finais


Aaaaah e ai, o que acharam? Hmmmm, estou curiosa.
Vocês perceberam que durante o capítulo tiveram algumas notas como esta "¹" ? Pois é, como ninguém é obrigado a ser um profissional da França nesta época, eu vou sempre fazer uma nota no fim dos capítulos explicando esses tópicos pra vocês, blz
E aqui vai o deste capítulo, que ainda não é uma aula de história.

¹ – estrangeiros nessa época adquiriam o "sobrenome" Da França no fim de seus nomes de batismo. Um exemplo é quando Maria Antonieta foi mal interpretada quando assinou uma compra somente com Maria Antonieta (já que ela era austríaca).

² – Dinastia Joseon era o modo como a Coreia (como um todo) era chamada no século XVIII

³ – vocês já devem ter visto algum francês dizendo "vive la France". Isso é como um ato de nacionalismo já que os franceses são bastante apegados ao país.

⁴ – Clero é a igreja, para quem não se lembra.


E foi isso por hoje, pessoal.
***Para os meus leitores das minhas outras fanfics, eu não estou abandonando minhas outras histórias, esta é apenas um teste da minha criatividade, se eu não conseguir terminar esta, talvez eu não consiga terminar as outras. Por favor, me entendam, amo vocês ♥️

BJÃO e até a próxima.


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