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História Pela Última Vez - Capítulo 1


Escrita por: itzcadolffo

Notas do Autor


back by unpopular opinion: me

sim tô aqui mais uma vez com mais uma fic

lembrando: é apenas uma obra de ficção e a intenção não é ofender nenhum dos envolvidos (caio afiune não me processa por favor)

Capítulo 1 - Capítulo Único


-Rodolffo, isso é loucura.


Rodolffo percorreu lentamente com a língua o pescoço de Caio, sorrindo ao ver o menor morder o lábio inferior tentando reprimir um gemido. -Uai, até parece que é a primeira vez.


As mãos de Caio estavam apoiadas no peito do maior, porque ele iria o afastar, com certeza. Claro que ele vinha repetindo isso pra si mesmo desde o momento que foi puxado pelo cantor pra dentro daquele banheiro, mas desse vez era sério.


-Isso não...


Antes que pudesse terminar a frase, Rodolffo o interrompeu com um beijo, não tardando em pedir passagem com a língua e, apesar de ter protestado segundos antes, o fazendeiro logo correspondeu ao beijo, suas mãos saindo do peito e indo pra nuca do moreno, o puxando ainda mais para perto.


-Isso não melhora a situação. -Caio quebrou o beijo e continuou a falar como se não tivesse sido interrompido, ainda que estivesse ofegante.- E a gente tem que estar lá fora em meia hora.


-Vai ser rapidinho.


Caio grunhiu e finalmente empurrou o maior -'Ocê tem noção de que dia é hoje?


-Sábado, uai. -Respondeu rindo.


Caio inspirou com força, o que fez Rodolffo rir mais uma vez. Seu coração estava acelerado, conseguia sentir o sangue fluindo com força na sua têmpora e suas mãos estavam mais suadas do que gostaria de admitir. Não podia perder o controle agora, não mesmo.


-Hoje é o dia do meu casamento, Rodolffo, a gente não pode-


Caio foi interrompido por Rodolffo, que segurou seu rosto com as duas mãos. -Por favor, juro que não te peço mais nada depois disso.


- Cê num tá sendo justo comigo.


O tom quase desesperado com que Caio disse isso fez com que Rodolffo risse mais uma vez, antes de aproximar seus lábios da orelha do outro e sussurrar: -Só dessa vez, Caio.


-Só que não vai ser só dessa vez, né? Essa já é a segunda vez e isso vai continuar acontecendo e nós não podemos-


-Não vai. Essa vai ser a última vez.


Caio sentiu como se estivesse tendo um déjà vu e pensou em retrucar algo, mas ele não tinha como raciocinar direito com Rodolffo ali tão perto o encarando fixamente com aqueles olhos escuros, as mãos dele ainda segurando seu rosto.


-'Ocê lembra?- Rodolffo perguntou sussurrando, acariciando devagar com o polegar os lábios do menor. -Lembra de como foi aquela outra vez? 


-A gente tava bêbado. -Caio disse em protesto. 


-Foi bom pra carai. -Ele respondeu sorrindo.


O fazendeiro deu uma risada fraca, sem ter como negar. -Foi mesmo.


Rodolffo levantou o menor e o colocou sentado em cima da pia, antes de voltar a beijá-lo, mais avidamente do que da outra vez, descendo distribuindo beijos pelo seu maxilar e pescoço, recebendo gemidos manhosos como resposta. 


Caio deslizou suas mãos por debaixo do paletó e puxou o maior ainda mais pra perto, entrelaçou suas pernas ao redor da cintura dele, esfregando suas ereções ainda cobertas, o que fez os dois gemerem, enquanto Rodolffo tentava, sem sucesso, abrir os botões da camisa social do outro.


-Tá amassando a roupa. -Caio falou, um tanto sem fôlego, antes de se afastar para que pudessem se despir com cuidado. 


Enquanto tirava sua roupa, Caio só conseguia pensar no quanto que aquilo era errado e em como aparecer na cerimônia com o terno amassado não seria apenas suspeito como inapropriado. 


E falando em inapropriado.


Rodolffo assim que terminou de se despir puxou Caio pela cintura, o beijando novamente, e sentir aquela língua na sua boca e o calor da pele do maior contra a sua realmente atrapalhava Caio de raciocinar qualquer coisa. Ele agarrou o cabelo de Rodolffo, talvez um pouco forte demais, mas o moreno não reclamou, só o puxou ainda mais pra perto. 


Caio subitamente se lembrou de um detalhe e quebrou o beijo mais uma vez. -A gente precisa de camisinha. Tem uma no bolso do meu paletó.


-Devo perguntar por que 'ocê tá andando com camisinha mesmo estando praticamente casado? -Rodolffo levantou uma sombrancelha. -Já tava planejando passar um tempo a sós comigo, né?


-Só pega logo aquela merda. -Caio disse envergonhado e o moreno riu da face corada do menor.


Rodolffo pegou a camisinha no bolso da roupa do fazendeiro, e quando se virou novamente ele parou, quase em choque pela imagem praticamente divina que era Caio debruçado na pia, apoiado em seus cotovelos, as costas arqueadas e a bunda empinada em sua direção.


Caio olhou por cima do ombro, encarando o maior, e o jeito completamente rendido com que Rodolffo o olhava fez o fazendeiro querer dar soco na cara do outro por fazer isso com ele, por fazer ele abrir mão de sua moral, porque onde antes na sua mente tinha uma voz gritando "erradoerradoerrado", agora só conseguia pensar em como queria aquilo, em como queria, como praticamente precisava de Rodolffo. 


Rodolffo se aproximou de Caio, beijou seu ombro e desceu distribuindo beijos por suas costas, sorrindo ao ver o menor se arrepiar. Ele se ajoelhou atrás dele, apertou com força um dos lados de sua bunda antes de separar as bandas e deslizar sua língua no local. 


Os gemidos de satisfação do fazendeiro faziam Rodolffo saber muito bem cada ponto que devia explorar com sua língua, arrancando ainda mais gemidos do menor, que se segurava pra não gozar.


-Rodolffo, vai logo. -Sua voz saiu entrecortada mas impaciente. 


-'Cê tem certeza que não quer...- Rodolffo começou enquanto se levantava.


-Não. -Caio respondeu com firmeza, esticando a mão para trás e puxando Rodolffo contra seu corpo. -Já tá quase na hora do casamento, só me fode logo.


Rodolffo pegou a camisinha em cima da pia e abriu a embalagem com a boca (suas mãos estavam muito suadas pra ele conseguir abrir), colocou-a no seu membro, se ajustou na entrada do outro e então, mordendo os lábios, penetrou com cuidado.


Caio era tão quente e tão apertado que Rodolffo pensou que iria gozar ali mesmo. Ele foi devagar por medo de machuca-lo, principalmente pela pouca lubrificação, mas o menor empurrou o próprio corpo até que o pau do outro estivesse completamente dentro. 


Rodolffo mordeu o ombro de Caio pra abafar seu gemido. Caio soltou um palavrão baixinho, respirando pesadamente, e o cantor estava prestes a perguntar se estava estava tudo bem quando o menor rebolou no seu pau e a frase se perdeu em um gemido. Suas mãos apertaram com força o quadril de Caio, o segurando no lugar, e o gemido que recebeu em reposta chegou a lhe dar um frio na barriga. 


"Isso é errado". O peso da culpa finalmente atingiu Rodolffo e agora esse pensamento não saia da sua cabeça, e pra piorar, ele não se sentia culpado pelo que estava fazendo e sim porque essa supostamente deveria ser a última vez e ele não tinha ideia se iria conseguir viver sem isso.


Caio apertou com força o seu antebraço. -Rodolffo, eu juro por Deus que se 'ocê não parar de pensar agora e se mexer, eu vou te matar, seu desgraçado.


Rodolffo, achando graça da impaciência de Caio deslizou sua mão esquerda pelas suas costas, até alcançar seu cabelo e puxar com força pra trás, arrancando um gemido do menor e então começando com os movimentos de vai e vem. Não demorou pra que encontrassem um ritmo que agradasse os dois, embora fosse mais frenético do que coordenado. 


Rodolffo se recusou a pensar em como sua mão encaixava perfeitamente na cintura de Caio, em como Caio reagia tão bem a cada toque, cada mordida, cada chupão e cada estocada, como se eles fossem literalmente feitos um para o outro. Como se devessem ficar juntos para sempre. 


Era maluquice pensar isso, principalmente porque Caio iria se casar em poucos minutos e essa era a última vez deles, então Rodolffo se concentrou no momento, se concentrou em sentir como Caio se apertava cada vez que ele atingia sua próstata, nos gemidos que enchiam o banheiro, e parou de pensar no quanto amava aquele homem.


Caio empinava a bunda o máximo que podia, gemendo alto sem medo de alguém ouvir. -Mais forte, Dolffo, por favor!


-Desse jeito cê vai chegar mancando no altar. -Rodolffo provocou.


-Não ligo, só me fode com força, por favor.


Caio apertou novamente o antebraço do maior, fincando as unhas ali, ele estava praticamente implorando e Rodolffo não tinha como negar nada vendo ele daquele jeito, então ele parou de puxar o cabelo do menor apenas para mover a mão para seu pescoço, antes de começar a meter sem nenhum dó. 


Seus orgasmos vieram praticamente ao mesmo tempo, Caio gozou depois de o cantor levar a mão ao seu pau e masturba-lo na mesma velocidade com que o fodia, e Rodolffo gozou ao sentir o interior do outro se contraindo ao redor do seu pau. 


Quando os espasmos acabaram e os dois tinham recuperado a respiração, Rodolffo deslizou pra fora do menor e descartou a camisinha. 


Eles se vestiram de costas um pro outro e em total silêncio. O clima estava tão pesado que Rodolffo não conseguia nem respirar direito então decidiu que tinha que falar alguma coisa. -Escuta, eu...


- Sua gravata tá torta. -Caio o interrompeu, se aproximando dele e endireitando sua gravata, antes de se virar e sair do banheiro, deixando Rodolffo sozinho.


~~~~~


Rodolffo tinha que admitir, a cerimônia foi realmente bonita. Ele até mesmo se divertiu um pouco, aproveitou para beber bastante e dançar com a sua irmã na pista de dança. 


Quando ao longo da noite seus caminhos inevitavelmente se cruzaram, Caio com o braço ao redor dos ombros de Waléria, a aliança brilhando no seu dedo, Rodolffo nem conseguia o encarar direito. Porque foi só ele olhar naqueles olhos castanhos que todas as lembranças invadiram sua mente, deixando ele com um princípio de ereção bem desconfortável para o momento.


"Mais forte, Dolffo, por favor!"


Rodolffo respirou fundo e forçou um sorriso pro casal.


Notas Finais


quem quiser me xingar meu tt é @cadolffodetails


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