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História Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 1


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Notas do Autor


Depois de um certo tempo, aqui estou eu, com mais uma história. Espero que gostem pessoal.

Capítulo 1 - À uma hora de San Diego


Fanfic / Fanfiction Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 1 - À uma hora de San Diego

O garoto com peles levemente morenas e com cabelo escuro se arrumava, olhando-se no espelho, vestia roupas de lã macias de cores pastéis, o clima cinzento, solitário e vago do quarto já era costumeiro para o garoto. A cama com o lençol de seda estava perfeitamente arrumado, um pouco abarrotado nas bordas do objeto que repousava em cima do mesmo: uma mochila. "Mais um dia", deu passos vagos até o calendário e, com uma caneta vermelha, riscou o primeiro dia daquele verão que acabara de começar.

Entraria em férias, não estava tão ansioso, apenas pegou pela alça macia da mochila, e saiu do quarto.

—Alex! Vem tomar café! –Gritava sua mãe, do andar de baixo da casa. O cheiro do café era perceptível.

—Já tô indo mãe… –Respondeu o garoto, coçava os olhos, ainda pouco vermelhos por conta do sono, olhava novamente pelo relógio de pulso, as manhosas seis da manhã carregavam passivamente consigo um cheiro doce. Em sua mochila, uma parte das coisas que no outro dia já havia colocado em outras duas malas, quando chegará no andar de baixo, na televisão um programa antigo iluminava a tela, temática anos sessenta, brega, aos olhos dos garoto alto, magro e com olhos castanhos escuros.

—"Retrospectiva das boas décadas" a essa hora mãe?

—Ah, seu avô estava assistindo ontem, as vezes nem parece que ele lutou contra movimentos conservadores se quer saber. –Respondeu Karen, mulher de olhos também escuros, dessa vez, alta como o filho, vestia um vestido florido e continha cabelos castanhos ondulados tambem parecidos com seu filho, corpo jovem e pele macia.

—Fiquei sabendo que ele perdeu a chave de fenda quando foi arrumar carro ontem.

—Ah querido, seu avô perde os óculos no próprio rosto.

Alex já havia procurado o próprio celular com a lanterna do mesmo no escuro, não se surpreenderia se isso fosse de família, sua mãe uma vez lhe contara que comeu uma folha de árvore quando pequena pensando ser alface, foi hospitalizada alguns dias depois.

Alex soltou um riso bobo, se debruçando no balcão, sentado no banquinho que continha um leve declive, saboreava suas tortas meladas enquanto sentia um brisa gelada vir da janela parcialmente aberta.

Mais tarde naquele dia, ajudava sua mãe com as malas no carro enquanto George, seu avô, entrava no carro. O sol da manhã (o melhor para o garoto) estava em seu ápice às oito.

Entrou em casa apenas para fechar a porta, porém, na parede do corredor, em cima de uma mesinha de madeira decorada, um porta retrato de seu pai descansava com alguns terços sobre o mesmo. O garoto fitou o objeto por alguns segundos, beijando seu dedo indicador e o do meio, juntos, levando até o rosto do pai, fechando a porta em seguida. De repente, a única luz no ambiente já vazio, foi a que transpassava a janelinha da porta, agora trancada.

Olhou por alguns breves momentos a casa, robusta, enquanto seu avô, já corcunda com olhos castanhos mel e cabelo grisalho, o observava da janela, iriam ser três meses longe do lugar que ele mais se sentia seguro, mas confiava o suficiente em seu avô para que não errasse a entrada é acabassem os levando para dentro do país, e consequentemente fazendo-os chegar à costa leste.

Poderia sentir a placa "Volte sempre" de San Diego ficar para trás cada vez mais. Apenas sentou-se no banco do Duster, o clima ensolarado do lado de fora dava ao local uma sensação praiana bela. Teria a mesma mais tarde.


(Para maior imersão, ler escutando "Ride-Lana del rey)


As rodas do carro percorriam os quarteirões da cidade, via a vizinhança arrumar as malas rumo a Los Angeles ou apenas Las Vegas. Não conhecia alguém com planos de ficar em San Diego. Colocou seus fones enquanto a luz amarelada do astro batia em seu rosto juntamente a brisa. Talvez a melhor sensação de estar na estrada é a ansiedade chegar ao destino misturada com o espanto da beleza do caminho. O caminho que pagariam até a praia de São Onofre beirava o mar, o céu azul refletia nas ondas que batiam nos rochedos medianos a qual a estrada passava, pequenos penhascos.

O carro andava sozinho, a estrada longa num caminho de certa forma curto. Pode ver casais de aves migrarem e passaram pela água, jurou ver uma borboleta azul-turquesa saborear o néctar de uma flor que sobrevivia pendurada entre as pedras. Sua mente estava se ocupando apenas de pensamentos bons naquele momento, pode deixar por alguns segundos a brisa limpar o que um dia chamou de passado. Era bom, revigorante, de repente a placa pareceu surgir.


"Praia de São onofre"



Notas Finais


Espero que tenham gostado, e aí? Próximo?


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