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História Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 3


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Notas do Autor


A beleza está nos olhos de quem vê, mas aparentemente ela não pode ser devidamente contemplada. E agora? Será que poderá?

Capítulo 3 - A onda que salga pés.


Fanfic / Fanfiction Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 3 - A onda que salga pés.

Alex não sabia quanto tempo havia dormido, o jeito que repousava, para os desavisados, parecia que estaria a passar mal, colocava o pulso em sua testa com as mãos fechadas, abriu os olhos lentamente, levando um susto.

—Ah! Hm... desculpa, eu não sabia que iria dormir tanto, já vou saindo.

—Você é muito assustado. –Disse o moreno com os cabelos semi molhados, pele morena e lábios carnudos, era alto, quase do mesmo tamanho de Alex, forte.

—Eu tenho motivos. –Enrolou a esteira, pegando a mesma, sua barriga roncava, qualquer coisa servia naquele momento, até mesmo os biscoitos amargos do seu avô com uvas passas e limão.

—Ah, então… quais são, garoto da esteira?

—Boa noite pra você também, moço.

—Jaden.

—Moço.

E saiu, dando passos pesados na areia, contatos diretos de mais com pessoas desconhecidas o fazia ser rude às vezes, não teve tempo de olhar para o garoto, foi rápido demais, e quando percebeu o que havia feito, olhar pra trás já não era uma opção.

Enquanto isso, Jaden o olhava com a parte de cima da roupa de surfe presa na parte da calça, com os braços cruzados, os olhos castanhos escuros com um rosto sério, esboçava um sorriso de admiração pequeno, misturado com uma análise de personalidade. Parecia ser apenas mais um na vizinhança, nada o mostrara o contrário até aquele momento.

No dia seguinte, a luz do sol que passava pelas cortinas do quarto chegavam diretamente ao rosto do maior, podia escutar pessoas conversando na praia e gritos de crianças, o travesseiro talvez nunca estivesse tão macio, a sensação de estar colado na cama por conta da maciez do lençol e a temperatura agradável em baixo das cobertas o prendia mais do que se fosse um passarinho numa gaiola, e isso seria péssimo, provavelmente iria odiar o gosto do alpiste com certeza.

Retirou suas pernas devagar e saiu da cama, cambaleou por alguns momentos até o guarda-roupa, onde coçou os olhos e procurou algo para vestir. Não demorou muito para encontrar o que seria um tipo de camisa bem larga cinza, colocou um short jeans e saiu de seu quarto, sua mãe o olhava com olhos de águia, chegou a pensar que poderia o cortar em dois, mas na realidade, não era nada de mais.

—Fez amigos rápido.

"Amigos?" Pensou ele "rapido? Como assim rápido?" 

—Como amigos? 

—Um menino chamado Jaden, veio aqui hoje de manhã, devolveu seu celular.

—Mas eu não… –Rapidamente ele parou seu raciocínio, realmente, não havia dado falta nenhuma de seu celular, provavelmente o deixou cair na areia quando saiu rápido no momento em que o garoto havia o acordado.

—Pois é, agradeça-o, se você perdesse esse negócio eu iria te fazer comprar outro com a língua.

O garoto apenas riu, o jeito sarcástico de Karen era de certa forma divertido.

—Tá bom. Acho que eu vou lá fora pensar um pouquinho, respirar um pouco.

—Coma algo pelo menos, antes que suma ou a brisa do mar te leve embora.

Após tomar um café rápido, saiu do chalé com os olhos serrados pelo sol da manhã, quatro carros se enfileiravam no Planalto, famílias que corriqueiramemte visitavam São Onofre. Algumas pessoas havia armado uma rede de vôlei na praia, alguns metros mais para o lado de seu chalé e na areia, ficou os observando jogar por algum tempo, não demorou muito para reconhecer o garoto que, no dia anterior, parecia estar o olhando do céu estrelado, apoiando sua mão no joelho enquanto o observava. Tinha um colar de concha, parecia um daqueles surfistas que viviam em praias e tiravam a renda de artesanato, ou tinha uma família rica, a qual não gostava de estar perto e resolveu dar o pé, mas o papai não parava de mandar uma grana. Não podia dizer ao certo em que padrão imaginário Jaden se encaixava, apoiou os braços na cerca de madeira na beira do penhasco e ficou o observando jogar. Até que, durante o jogo, um dos garotos deu uma manchete forte de mais (e pro lado errado) o que acabou jogando a bola para cima das rochas. Alex acompanhou o objeto cair e quicar metros a sua frente, poderia praticar sua provocação, mas o garoto logo olhou para ele, fazendo uma concha com as mãos em volta da boca para chamá-lo a atenção.

—Ei! Garoto da Esteira! 

Alex lentamente moveu seus olhos para ele, dando um sorrisinho muito sutil.

—Pega a bola! Por favor!

Alex continuou em silêncio, por alguns segundos, até mover sutilmente suas pernas e segurar a bola em mãos.

—É Alex.

—Prefiro Garoto da Esteira.

—Então tá bem, moço.

Jaden sorriu, segurando com as mãos na cintura, estava apenas de short, seu corpo moreno se destacava.

—É Jaden, prazer, Alex.

—Eu sei.

Então, o garoto apenas deu as costas e jogou a bola, falando alto:

—O prazer é meu.

E saiu andando, o mar estava azul de mais para ser ignorado.

Mais tarde naquele mesmo dia, Alex trocou de roupa, colocando um short mais curto, próprio de praia, segurou em baixo do braço uma toalha, sua esteira e uma coragem de molhar o corpo no meio de outras pessoas. Não era tão magro, corpo helenista não tao definido, Karen soltou um riso ao vê-lo.

—São Onofre te deu ares de coragem?

—Eu espero que dê algum dia.

—Hah, espera é?

—Sim, onde o vovô George está? 

—Lá fora, meu bem, decidiu ir tomar sol ao invés de mofar na poltrona enquanto lia artigos velhos da times.

—Times é?

—Nem me pergunte.

Sorriu e saiu, o sol agora, do meio dia, era forte, a praia estava levemente mais cheia, não deu muita importância para este quesito, arrumou-se numa distância boa da água e colocou suas coisas, guardando-as, passou protetor onde ao menos alcançou, esperou alguns minutos e deu passos leves até a água, não demorou muito até as pequenas ondas esparramada na areia, molhassem seus pés, toque gelado. Andou mais até a mesma bater em seu joelho, a maresia salgava seu rosto.

—De nada pelo celular, não se preocupe, não mexi em nada. –Disse a voz por de trás de Alex, reconheceu na hora.

—Ah é? Obrigada pela gentileza.

—Eu vi que tinha senha.

Alex virou-se lentamente, um sorriso sarcástico estava presente no rosto de Jaden, não era muito aparente.

—O que quer comigo?

—Eu tô vendo os mesmos rostos a um mês, você é novo aqui, uma amizade não custa muito.

Alex suspirou enquanto analisava o rosto simétrico e magro de Jaden.

—Você não é nem um pouco fácil não é? –insistiu Jaden.

—A questão não é eu.

—Chalé três, seu vizinho, se mudar de idéia.

—Provavelmente não vou.

Jaden riu, se afastando, dando as costas.

—Ah, vai.




Notas Finais


Vejam só, muitas coisas acontecendo, coisas até de mais. Nos vemos no próximo capítulo!


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