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História Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 6


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Notas do Autor


O último, mas eu prometo que vai vir mais. Eu acho. Brincadeira vai sair sim.

Ps: Neste capítulo será sugerido a música "July" do Artista Noah Cyrus.

Capítulo 6 - Ventos preciosos do Pacífico


Fanfic / Fanfiction Pelas terras quentes da Califórnia - Capítulo 6 - Ventos preciosos do Pacífico

Sem muita demora, Eliah logo chegou, cabelos enrolados, Hipster, carregava embaixo dos braços galhos e mais galhos em sacolas ecológicas, vestia vestimentas floridas e largas, com símbolo da paz e tudo o que um clássico dos anos setenta poderia oferecer-lhe de melhor, falava de maneira desapegada assim como seu jeito.

Logo arrumou os galhos e madeiras que havia encontrado no centro do círculo de pedras feito na areia a alguns metros do mar, havia, todos deram oi, até ele notar o indivíduo novo.

—Ih a lá, gente nova parceiro, tudo na paz bro?

Alex sentiu uma energia boa vindo do mesmo, tal qual respondeu de forma agradável:

—Na boa, parceiro, Alex, prazer.

—Eliah irmão, vamo ver o pôr do sol com a gente.

—Claro.

O homem de cabelos encaracolados apenas sorriu e relaxou, deitando próximo a Noah apoiando sua cabeça no que parecia um monte de algas.

—Um minuto, vou pegar os marshmallows na minha caminhonete e a cerveja.

—Ok. –Alex respondeu o seguindo por segundos com os olhos, até que passado um minuto, Clarence o chamou para juntar-se a eles.

—E aí, Alex, de onde você é? –Questionou Clarence.

—Eu nasci em Denver, mas meus pais vieram pra San Diego por conta de uma filial.

—Seu pai é aquele cara que fica sentado ali na varanda da sua casa lendo a Times? –Questionou Noah.

—Times? A "gay Times?" –Clarence não pode conter o riso bobo, era de certa forma engraçado na realidade, até mesmo Alex riu um pouco, nunca entendeu muito seu avô.

—Não, aquele é meu avô, depois que ele se separou da minha vó após a morte do meu pai isso de certa forma influenciou na vida dele.

—Poxa… foi mal, não sabia. –Noah lamentou.

—Tudo bem, foi a muito tempo…

—Aliás, o que a revista tem haver com a separação de seus avós? –Questionou Clarence.

—Minha avó sempre foi lésbica, mas foi forçada a se casar com meu avô pelo pai, meu bisavô aparentemente não era nem um pouco amigável nesse quesito. Após anos eles tiveram a minha mãe e mais duas irmãs, porém como meu avô estava apenas apaixonado, também não durou muito. A uns dois anos, fazia dois meses que estávamos em San Diego quando meu pai morreu, aparentemente minha avó não soube lidar com as crises no casamento acompanhadas da tristeza fúnebre e se separou de meu avô, arrumou uma mulher nova e foi morar com ela. Meu avô ficou chateado mas quis se consolar, então passou a usufruir de material LGBT para não deixar as pessoas passarem pelo o que ele e ela passaram, não queria criar um ódio por essa minoria, seu coração era bom, logo passou a entender e conversar mais com sua ex-esposa, entendeu que sempre foi lésbica, hoje ele ajuda na luta dos direitos LGBT, mesmo sendo hetero. 

Era uma história interessante, ambos fizeram um cara de surpresa. Após alguns segundos de silêncio, Clementine não pode deixar de tocar no assunto:

—Qual seu lance com o Jaden? Peguetes? –Disse, rindo.

—Não! Não… só conhecidos… amigos eu acho.

—Ah, fala sério, não viu o jeito que ele conversa contigo? Tá sempre sorrindo e olhando pra sua boca, deixa disso.

Alex pode apenas expressar um riso, estava constrangido de fato, porém algo não parecia tão certo com Noah, estava bravo, logo se levantou carregando uma garrafa em mãos.

—Vou pegar água. –Disse.

—Noah! Espera! —Clementine disse, o chamando, porém foi ignorada ao ver o maior se afastando.

—O que deu nele? –Questionou Alex.

—Ele teve um envolvimento com o Jay, a umas duas semanas.

—Afinal, o que ele é?

—O Jay é gay, mas o Noah é Pan, e você? 

—Bi

Clementine pareceu apenas sinalizar com a cabeça, poderia apenas escutar um "hetero" e saber que não teria problemas com Noah.

—Mas… Sabe, eu sei que você provavelmente não sente nada por ele, mas pensa bem… o Jay foi praticamente te buscar em casa.

—Olha, eu não tô afim de me iludir com mais isso, eu já meio que passei essa coisa de namoro e tal, eu tô longe disso agora entende?

—Ah… –Suspirou– Jay também, e Noah não vai ser muito amigável contigo, provavelmente ele ainda sente algo pelo Jaden, mas se você fizer Jaden feliz, provavelmente não vai fazer nada pra ti.

—Por que ele não consegue esquecer o Jaden de uma vez?

—Eu fazia a mesma pergunta para os meninos anteriores ao Noah que ele pegou.

Alex odiava aquilo, estava em frente a um homem cheio de jogos mentais? Controlador? Como pode? E saber que funcionou! Estava ali, junto com pessoas que não fazia a menor ideia de quem fossem. Odiava ser mais um numa lista, quantas vezes não havia se machucado por isso? Como ainda não havia entendido?

—Ah, bem, eu… não sei, não gosto de ser mais um entende?...

—O ponto aqui é que todas as vezes que ele foi atrás de alguém, conseguia o que queria, quando queria.

—E por que eu seria diferente?

—Veja por si só.

Clementine entregou-lhe seu celular, na conversa de Jaden com ela, haviam trocado aquelas mensagens minutos depois de terem saído da praia e terminado de jogar vôlei, as quais diziam nas últimas linhas: "Viu o jeito dele? Quer dizer… não parece fazer questão." "Todos fazem questão Jaden, por isso você reclama" "Talvez seja por isso que eu procuro tanto e não acho…" "o que quer dizer?" "Eu conquistava as pessoas pela aparência entende? E elas se interessavam por mim do mesmo jeito, eu nunca fui conquistado realmente" "você está surtando por um menino novo que nem sabe quem é, relaxa aí". Era mais fundo do que Alex pensava, talvez sentisse quase a mesma coisa que Jaden, mas no seu caso, correu muito atrás de pessoas que costumavam beber de mais de fontes e não tinham o cuidado de não deixá-las secar, parou de procurar, mas não conseguiu parar de fazer seu coração procurar por si só.

—Então ele?...

—Quem sabe.


Para maior imersão, ler escutando "July - Noah Cyrus"


O sol já havia começado a se pôr na linha do horizonte. Estranho seria não escutar as ondas de novo e de novo, parou na mesma posição em que estava, pensava novamente em muitas coisas, era estranho uma pessoa estar presente em sua mente depois de tanto tempo, ocupando um local vazio.

As nuvens estavam divertidamente coloridas, parecia inspirar-lhe um toque artístico, mas também tinha pinceladas românticas, não sabia ao certo o que era aquilo. Quando se deu conta Jaden estava ao seu lado, novamente, às vezes olhando para a silhueta de seu rosto. De repente, depois de Clementine, as coisas esclareceram-lhe ainda mais quando, na maresia que batia novamente a seus poros, sentiu um calor subir por de cima de seus dedos, calor tímido, pequeno, a mão de Jay cobria as pontas de seus dedos, poderia retirar-lhe dali, mas conseguiu apenas ajeitar ainda mais suas mãos na dele. Não corou ou algo do tipo, sentiu seu rosto queimar mas até isso sabia esconder. Jaden passou seus dedos nas costas das mãos de Alex por alguns instantes, não se segurou, interrompeu a visão do céu para olhar-lhe nos olhos, tinha um sorriso no rosto, Alex também, contraído é claro, do seu jeito, era óbvio demais às vezes. Percebeu, por um pequeno instante, que havia sempre alguém que veria mais do que você pode ver de si próprio em algum lugar. geralmente essas pessoas são chamadas de almas gêmeas, parecia bobagem para o mais novo, que nem se expressar sabia às vezes, mas percebeu que a distância de um metro entre os dois se reduziu para uma régua quando Jay aproximou-se devagar, havia se mostrado um gesto mais precioso do que muitas coisas de seu passado. Em segundos. cobria sua mão inteira enquanto sentiam os ventos do Pacífico soprarem a costa.


Sentia o valor dele.


(sinta a vibe da música)





Notas Finais


Essa música... espero que tenham gostado, caso sim, deixe a sua opinião aqui em baixo pra eu poder ler e continuar, obrigado anjos. 🌈🎟


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