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História Pele de Cordeiro - Capítulo 23


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Notas do Autor


Olá pessoal! Alterei a idade das personagens para evitar problemas, rs. Estou editando os capítulos anteriores aos poucos.

Capítulo 23 - Sasuke


Eu podia considerar que havia ganhado a aposta? O fato era que meu prazo havia expirado há uma semana e que eu não havia levado as coisas aos finalmente, mas isso se resolveria dentro de algumas horas. Se não tivesse me perdido nas armadilhas da teia sombria do meu passado, eu teria Sakura em meus braços bem antes. Enfim, o que importava era que eu aproveitaria o prêmio do mesmo jeito.

Com menor probabilidade de me foder, agora que Sakura era maior de idade. Seria apenas moralmente reprovável e não um crime se fôssemos descobertos. Porque eu pretendia manter essa brincadeira pelo tempo que levaria até alcançar meus objetivos. Eu sempre os alcançava, mais cedo ou mais tarde. A garota de cabelo rosa era o ingrediente perfeito para eu manter minha sanidade enquanto lidava com minhas pendências.

Falando nisso, Deidara também havia agido exatamente como o previsto, eu o conhecia muito melhor que ele mesmo. Eu tinha conseguido pôr as mãos até em seus laudos médicos, assim, tinha certeza de que ele não estava ativamente lutando contra seu vício, era tudo parte da encenação. Ele viria atrás de mim quando os quadradinhos de ácido que havia surrupiado acabassem, e então eu ofereceria algo muito melhor.

Embora eu só tivesse motivos para estar feliz naquela noite, eu me encontrava nervoso. Claro que tinha me acalmado um pouco depois da brincadeirinha com Sakura ao telefone, ouvi-la se masturbando foi mais erótico do que imaginei, já que geralmente eu não tinha muita paciência para esse tipo de coisa. Com os olhos fechados, eu podia quase vê-la se tocando e arfando. De toda forma, havia conseguido me livrar um pouco da tensão acumulada depois da foda interrompida de mais cedo.

Porém meu pé continuava em movimento constante, apoiado sobre o joelho enquanto eu me afundava no sofá. Era a pior parte daquele plano, esperar a maldita bala perder o efeito. Em pensar que algum tempo atrás eu teria dado qualquer coisa por aquela sensação, toparia qualquer coisa que me fizesse esquecer, não pensar, que desviasse minha atenção do fato de que a minha vida havia sido destruída. Shisui me puxou daquele poço antes que fosse tarde, focou minha atenção em outro ponto. Eu seria a flecha que atingiria o alvo com precisão, eu era a arma. Me levantei, seguindo até minha estante de livros no quarto e procurei por um volume.

Puxei de seu lugar a um canto Recordação da casa dos mortos, folheando as páginas, olhando o texto grifado, a lombada gasta. Eu havia prometido um presente à Sakura, se desse a ela esse livro ela me entenderia, me leria facilmente, sua intuição era boa demais para que eu duvidasse disso. Me sentia tentado, alguma reação provavelmente explicada por psicanalistas, um desejo suicida de ser descoberto.

Eu era como aquele preso, Dostoiévski sabia tão bem como eu o que era perder toda a esperança, viver na sarjeta do mundo, embora no meu caso não fosse literal. Fechei o livro, na capa, um homem de costas em um quarto escuro olhava por uma pequena janela e esperava. Esperávamos os dois, olhos fixos em um horizonte que um dia se aproximaria.

Resolvi não brincar com a sorte e guardei o livro surrado no lugar. Procuraria alguma outra coisa mais inofensiva para presenteá-la. Minha cabeça rodava às voltas com listas de coisas para fazer, meus músculos tremiam reclamando da inatividade. Passei o resto da madrugada andando ao redor da mesa no centro da sala, reavaliando meus passos até ali, pontuando o que faria a seguir. Até que apaguei em algum momento deitado no sofá.

Acordei tarde, o sol invadia a sala pela janela, derramando-se sobre mim em um calor agradável. Levantei-me faminto, o brunch do clube sempre era uma possibilidade, mas naquele dia eu queria paz. Desci a rua em que morava até a esquina onde havia um café, sentei-me em uma pequena mesa na calçada, um salgueiro fazia sombra enquanto seus galhos fluidos eram empurrados tranquilamente pelo vento.

Havia me perdido no meu próprio mundo, após devorar com vontade um sanduíche, bebericando o café em uma xícara grande enquanto relia o livro que havia escolhido para Sakura. Naquele eu não poderia ser reconhecido de pronto, embora, sempre fosse possível. Marcava a lápis algumas novas passagens, tentando recordar por que haveria de ter grifado algumas outras.

Sentado ali, rodeado de tranquilidade na manhã ensolarada de domingo, eu quase sentia falta de uma vida autêntica, onde poderia fazer apenas o que gosto. Mas eu era quem era, e os pequenos dedos da melancolia sempre estavam agarrados às minhas entranhas, mesmo que eu me esforçasse para ignorá-los. Larguei o livro de lado, puxando meu celular que estava sobre a mesa, eram pouco mais de onze horas.

Bom dia, linda! Estava pensando em você. Que horas você vem me ver?

Senti que um sorriso preguiçoso se formava, antecipando o encontro que eu já estava ansiando. Eu tinha frustrações para me livrar, queria me perder na Sakura, parar de pensar demais em coisas sobre as quais não tinha nenhum controle.

Bom dia, Sasuke! Teve uma boa noite? Rs. Estou trabalhando hoje, estarei livre no fim da tarde. Posso ir umas 18h, tudo bem? - Sua resposta chegou em menos de um minuto.

Suspirei um tanto desanimado. Queria ela já, um arrepio na espinha acompanhava a lembrança que eu tinha do cheiro dela, da pele dela, do gosto dela. Aquela antecipação estava apenas me deixando irritado.

Queria você agora, tive uma noite infernal, se quer saber. Alguém não saía da minha cabeça. Mas sou um homem paciente como você sabe. Vou te mandar a localização da minha casa.

À minha frente a atendente pousou uma caixinha transparente que deixava visível um bolinho com cobertura de glacê cor-de-rosa. Se era para bancar o bom moço apaixonado, eu faria isso direito. Porque eu estava fazendo aquilo, nem eu sabia, a garota já tinha cedido, eu não precisava conquistá-la. Ainda assim sentia aquela vontade de vê-la com um sorriso bobo nos lábios, queria que aqueles grandes olhos verdes me olhassem felizes.

Só porque eu podia. Nem eu mesmo gostava de mim, ela também não deveria. 


Notas Finais


Ai gente, ele comprou bolo pro aniversario da Sakura.


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