História Pelo Mundo - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Visualizações 4
Palavras 5.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse foi um dos capítulos que eu mais gostei de fazer, pude colocar em prática algumas idéias e abrir furos para outras futuras..

Também testei novas idéias de formatação enquanto escrevia pelo Word, espero que fique legal por aqui e que vocês curtam a ideia.

Capítulo 4 - Season 1: Reviravoltas


- Só espero que os bandidos não nos tenham seguido até aqui.  –Falava Milles ajeitando sua mochila nas costas e andando com a sua espingarda em posição de ataque. O estacionamento do supermercado era protegido por uma cerca que o cobria a sua volta, onde o único lugar de entrada e saída era por onde eles vieram. – Afinal das contas, alguém sabe quem são eles?

- Sam e um dos membros mais antigos por aqui, mais até mesmo que o Thomas. Sabe de alguma coisa? –Perguntava Gabriel.

- Eles eram os moradores destas bandas, quando tudo começou e aquele grande pânico inicial tomou conta. Algumas dessas pessoas se ajuntaram e foram para as montanhas, outros tentaram fugir pela ponte ou se trancarem dentro de suas casas. –Revelava Sam sobre o ocorrido, ele fechou seus olhos por alguns segundos demoradamente com um certo pesar. Thomas os esperava para seguir em frente, enquanto Milles e Gabriel prestava atenção em suas palavras, poderiam perceber que uma das mãos de Sam estavam fechadas, com bastante força. – Mas nada adiantou, correr para as montanhas fez apenas as pessoas ficarem cansadas, e os caminhantes as seguiam, diferentes de nós, eles não se cansam. Fugir para as pontes? Todas travadas e congestionadas pelos carros, os que foram atacados pela frente não conseguiam recuar, os do meio tentavam voltar e os mais atrás bloqueavam o caminho, no fim o destino foi o mesmo para todos... Os que conseguiram sobreviver, formaram um grupo. Que seria regido por regras invioláveis e sua punição era a morte. Em pouco tempo começaram a ser chamados de ‘Os Habitantes da Vila Nova’ ou ‘Villeneuve’. –Sam tinha uma coleção de cinco facas pequenas extremamente afiadas em seu bolso, que poderiam ser usadas para arremesso facilmente. Ele ofereceu algumas delas para o grupo, nenhum deles pegou pois já tinham seus próprios materiais, mas Milles resolver pegar uma delas caso precisasse, como um seguro, já que nunca se sabe quando fosse precisar.

- É o que mais você sabe sobre eles Sam? – Dizia o ruivo guardando a faca em seu bolso na parte da frente.

- O suficiente. Sei que eles não aceitam velhos, nem pessoas doentes ou impossibilitadas. Nada que fosse atrapalhar ou atrasar o grupo.. E até mesmo crianças não são bem-vindas...  –Fazia uma pequena pausa. – Com o tempo eles ganharam bastante poder e adeptos, tendo uma força paramilitar. Então tiveram que marcar em seus membros um símbolo em alguma parte do corpo que apenas um integrante reconheceria o outro.

- Como você sabe de todos esses detalhes?. –Olhou Gabriel para seu companheiro.

- Esta e a cidade onde eu nasci e cresci. Eu estava aqui quando tudo aconteceu.

Enquanto isso Thomas olhava para a grade por onde entraram aberta e achou melhor fechar por enquanto. – Já volto. Milles e Gabriel concordaram com a cabeça sem olhar para ele, já que estavam mais preocupados com a história que Sam lhes contava.

 - É o que você fez para se safar quando tudo isso começou? –Perguntava Milles de maneira curiosa.

- A única coisa que consegui. Que foi me esconder dentro de casa com minha família por uns dias e esperar pelo pior passar. Olhem eu não quero mais falar sobre isso.. Vamos prestar atenção no presente.

Gabriel e Milles assentiram com a cabeça sobre aquilo e resolveram não fazer mais perguntas. Minutos depois Thomas aparecia indo de encontro a eles. – Fechei as portas com correntes, e creio que essas grades vão segurar um pouco caso algumas dessas criaturas apareçam. Esta cidade e bem grande, podemos sair por ela pela porta da frente do mercado, e então poderemos vasculhar a área. Podemos nos separar ou nos dividir em duplas o que acham? –Thomas cruzava seus braços e olhava para o grupo esperando que tomassem uma decisão.

- Acho melhor irmos em duplas. –Respondeu Milles prontamente. - Eu e Thomas iremos olhar a cidade, lhe daremos cobertura e avisaremos caso algo aconteça. Gabriel e Sam irão olhar o mercado e pegar tudo o que puderem carregar.

 - E quem te deixou no comando aqui??!. –Gabriel deu um passo para frente encarando Milles.

- Vê se cresce Gabriel. Implicar comigo não trará teu tio de volta.

Neste momento a face de Gabriel se encheram de raiva e fúria, apertou seu punho e rapidamente desferiu um soco em direção a face do Milles. Mas antes que pudesse atingi-la, o ruivo fora mais rápido o acertando no rosto, o impacto foi forte que fez os pés de Gabriel darem uns passos para trás como se tivesse sido empurrado. O garoto colocou a mão no rosto e neste momento Thomas se interpôs para parar a briga, mas seu corpo na frente tirou a visão de Milles que acabou sendo acertado por um soco na barriga.

- Eu vou acabar com você! –Entrava em posição de luta para ataca-lo.

- Pode vir, vou adorar quebrar todos os seus dentes. Moleque mimado. –Disse Milles sorrindo e provocando-o.

- Parem com isso ou vou acabar com os dois agora. – Falava Sam que era o mais alto e forte dali, de maneira séria com uma pistola em cada mão apontando para ambos.

Thomas era uma pessoa carismática, tinha um jeito calmo e tranquilo, de forma que as pessoas lhe davam ouvidos quando ele falava. Se aproximou de Gabriel e colocou uma das mãos em seu ombro. - Eu já estive aqui uma vez com o Sam, eu conheço o lugar. E como eu sei que esses dois não andariam juntos de maneira alguma, eu vou com o Gabriel olhar a cidade, enquanto Sam e Milles olham o mercado. –Disse tocando os ombros de Gabriel como se falasse para eles irem na frente. – deixa que eu acalmo a fera. –Falava colocando a palma da mão esticada ao lado da boca como se dissesse um segredo, sussurrando para o ruivo.

- Está bem. Então Thomas e Gabriel vão nos dar cobertura, vamos Milles.. Já perdemos tempo demais aqui. –Sam abaixava as armas percebendo que a situação já estava melhor, a guardando em sua cintura. – Eu já cheguei a trabalhar aqui, conheço bem cada canto e sala desse lugar.
 

Depois que tudo já estava decidido, eles saiam do estacionamento entrando no mercado pela porta dos fundos. Ainda estava de dia e tudo estava clareado pela luz do sol. Notaram que todo o lugar estava uma bagunça, havia sangue para todo lado, estantes onde ficavam os produtos caídas, vidros quebrados, e mercadorias no chão. Tinham uns corpos mortos em cada seção, sinal de que houve algum tipo de confronto por ali. Além disso, o lugar parecia que já havia sido saqueado por outras pessoas, embora ainda houvessem muitos produtos. – Seja lá quem for, pegou as coisas rápido e pareceu sair com bastante pressa. –O ruivo andava pelo lugar, olhando toda a bagunça. – Este foi um dos primeiros lugares que foram saqueados na cidade, eu sei por que também vim até aqui. E na briga na disputa por recursos e pela própria sobrevivência as pessoas mostram quem realmente são. Houve muitas mortes por aqui. Milles ouvia atentamente as palavras de Sam, depois ouviu Thomas. – Então, vamos vasculhar a área lá fora, qualquer coisa gritem ou sei lá, que voltaremos correndo. Vocês entenderam!

O ruivo e sua dupla assentiram, vendo os dois saírem pela porta da frente. Depois ele se voltou para seu passeio pelo mercado, Milles pegava um dos carrinhos de compras a solta e pegou várias embalagens de alimentos e mais tudo o que podia pela frente até enchê-lo. Continuando suas compras, havia uma mulher morta na parte onde ficavam as bebidas, havia uma garrafa quebrada enfiada em seu peito, coisa que o fez virar a face como se a dor dela pudesse ser ‘sentida’ nele. – Agora que me lembrei, Jhon havia me pedido umas coisas, já que estou aqui.. No cadáver tinha um rastro de sangue e continuando nesta sessão até o final, tinha uma garotinha morta sentada, agarrada com um ursinho de pelúcia. Ele se aproximou dela, notou suas madeixas loiras presas em um prendedor de cabelo, havia também uma poça de sangue ao seu redor, aquilo mexeu com ele, impactando-o com a crueldade, o fazendo abaixar um pouco seu corpo como se mostrasse solidariedade e mostrando uma expressão triste.

– Que tipo de monstro poderia ter feito tal coisa?? Não foi um dos mortos.. Não vejo nenhuma mordida ...

Uma mão o tocava nas costas o fazendo se virar rapidamente, um dos caminhantes estava ali, movendo a boca para morde-lo a altura do pescoço, reparou que era a mesma mulher que viu morta momentos atrás com a garrafa, moveu suas mãos em disputa de força para empurrá-la para trás e mantê-la longe. O susto e a força para impedir, acabou o fazendo derrubar sua arma no chão. Tal barulho, fez com que a menina morta atrás dele abrisse seus olhos e se arrastasse puxando sua perna. – Mas o quê?? - Olhava para trás inclinando levemente sua face de canto de rosto, estava em perigo. Na sua frente empurrava aquela que queria mordê-lo, e atrás tinha os pés sendo segurados prestes a ser mordidos. O ruivo rapidamente jogou a adulta contra a estante e jogou a força de seu corpo contra ela, a fazendo ser derrubada para trás na outra seção levando a morta junto. Além do grande objeto cair, várias garrafas de vinho iam ao chão e quebravam derramando o líquido. Se virou para as costas e dava um chute na garota morta a lançando para trás. Neste meio tempo se abaixou para pegar sua arma, e a mulher mais velha já se levantava de cima da estante caída e segurava seu braço, ele não teve escolha senão larga-la novamente (sua arma precisa das duas mãos para disparar, devido ao peso e recuo), agilmente sacou sua faca que receberá antes e enfiou na cabeça da criatura, encravando nela e a fazendo cessar seus movimentos. Suspirou forte, que foi quando a garotinha mais nova avançava por cima sobre ele, tentando morder seu peito. – Ah NÃO. Gritou, sua faca ainda estava presa e uma das mãos empurrava a testa da menor, sua outra vasculhava tocando o chão procurando por alguma coisa, até achar uma garrafa de vidro intacta, a pegou de qualquer jeito da forma como podia e bateu com ela com bastante força na nuca da caminhante, o impacto era forte que a garrafa quebrava, e o corpo da criança já repousava sem ‘vida’. 

- Mas o que aconteceu aqui Milles? –Chegava com seu carrinho de mercado olhando toda a bagunça.

- EU REALMENTE PRECISO DIZER?? –Se levantava do chão, pegando sua faca que estava encravada e limpando na roupa da zumbi. Depois viu o estrago que havia feito e a criança morta. Por algum motivo deixou de sentir pena dela, tentou não olhar mais para aquela cena.

- Já entendi. Olhe vamos para lá, aquela escada vai para o segundo andar, lá possui várias salas inclusive a da gerência, talvez tenha algum rádio funcionando. –Sam apontava e ia em direção a elas. – Te espero lá!

- Está bem, já estou indo.. –Se recompunha ajeitando suas coisas e levando seu carrinho. – Ele nem falou ‘’Milles me desculpe por chegar tarde’’ nem um misero foi mal, humf.. Ah e antes que eu me esqueça. –Olhou nas prateleiras por alguma garrafa de vinho que ainda estivesse inteira, achava duas e guardava em sua mochila. Logo depois se aproximou das escadas, deixando seu carrinho ali em baixo e entrando em uma das salas, olhando Sam ali.

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Enquanto isso, no acampamento Selene estava dentro de uma das salas que haviam no posto de gasolina, ela estava acompanhada de Carol, Steve e Michelly, esta última que era a médica improvisada do lugar.

- Como está sua perna Steve? –Perguntava a líder dali preocupada.

- Ele só teve alguns ferimentos leves, por sorte não pegou em nenhuma parte importante. Tirei o caco de vidro que havia se quebrado e entrado na coxa, agora ele só precisa descansar. –Michelly estava com seus braços cruzados, olhando-o sentado na cama com a perna enfaixada. Ela era uma garota nova, tinha por volta de seus vinte anos enquanto Selene dezoito. Tinha feições asiáticas e um cabelo negro preso por um rabo de cavalo.

- Eu estou bem, se não fosse por ela e seu irmão. Só Deus sabe o que poderia ter acontecido.

- Ah que isso, não foi nada.. Se fosse o contrário sei que teria feito o mesmo por mim.

- É.. Eu acho que sim.. –Falava um tanto cabisbaixo respondendo sua salvadora, se lembrando do terror que sofreu naquela noite. Selene e Carol poderiam perceber que ele sentia a falta de seu amigo, um sentimento de remorso pela morte do mesmo.

Mas para Selene era como se ainda faltasse alguma coisa, como se aquilo ainda não fosse suficiente, imaginou que era devido ao fracasso de sua missão em conseguir suprimentos. – Não se preocupe Steve, hoje meu irmão e os outros foram até a cidade.. Eles vão arranjar alguma coisa.. –Falava aquilo como se achasse que poderia ajuda-lo um pouco a melhorar sua autoestima. Mas que ao mesmo tempo, lhe fazia pensar na segurança de seu irmão ‘’eu espero que esteja tudo bem..’’

Steve foi pego de surpresa pelas palavras dela, ficou a olhando pensativo, e depois mudou um pouco suas feições. – Ah claro, mas é isso mesmo.. Sem dúvidas eles vão conseguir. Expressava um leve sorriso.

- Agora devo voltar para os meus afazeres... Selene venha comigo. –Carol saia da sala indo para atrás do posto de gasolina, ali tinha umas garrafas de vidro vazias acumuladas. – Eu queria me desculpar por hoje mais cedo, minha mente diz que eu deveria suspeitar de você por ainda não conhecê-la.. Mas, a minha intuição diz que eu posso confiar em você e no seu irmão. Acho que era por que eu não queria suspeitar dos outros, queria não acreditar nisso. Mas se realmente não for você, então eu devo realmente me preocupar. –Carol falava de maneira séria olhando nos olhos dela, depois ajeitava seus óculos na face e mudava de assunto. – Lhe darei o benefício da dúvida. É sabe, eu estava pensando, temos bastante gasolina sobrando, podemos fazer umas granadas de fabricação caseiras (molotov) contra essas coisas. Seria bem útil se tivesse um grupo grande deles..

Selene se animou com o voto de confiança, e quando ouviu aquelas palavras, seus olhos e seu corpo se encheram de alegria, a abraçou bem apertado, embora quase um minuto depois Carol tivesse a afastado. - Pode confiar em nós Carol, por mim seremos grandes amigas e ajudaremos uma a outra. Selene ficava surpresa com as palavras da moça, mas não podia deixar de pensar que era uma boa ideia, ela gostava de aprender e testar coisas novas. - Bem eu nunca fiz coisa parecida... Então.. -Fazia uma pequena pausa como se estivesse pensando.  - Vamos tentar!

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No mercado na parte que Sam e Milles se encontravam, era no segundo andar. Ao abrir a porta davam de frente para as cortinas que tapavam duas grandes janelonas abertas e sem grades que uma delas dava para se ver a cidade e a outra ao lado de fora dela. Naquela sala tinha uma escrivaninha, e vários papéis em cima dela e no chão, atrás da mesma tinha um cofre de um metro de altura, e do lado um frigobar. Na outra extremidade tinha uma porta que estava fechada.

- Milles achei esses dois rádios, eles estão ruins. Mas peguei a pilha deles. Eu trouxe meu rádio que precisava, talvez funcione nele. –Colocou os rádios achados sobre a mesa vazios. - Vou tentar fazê-lo funcionar. Aproveitarei e vou no banheiro na sala ao lado, qualquer coisa chame.. E aproveite e olhe esta sala, talvez encontre alguma coisa para você.

- Está bem, pode ir, vou olhar as coisas aqui. – O observava sair e olhava a gaveta da mesa, tinha um chaveiro com cinco chaves, uma delas provavelmente do cofre, mas como ele tinha uma numeração, não ia valer a perda do tempo, além e claro que dinheiro ou seja lá o que tivesse ali no mundo atual não valeria de nada. Ao lado das chaves tinha umas canetas e um abajur, achou relevante pegar umas, guardando em seu bolso. Depois foi até o frigobar e viu umas latinhas de refrigerantes, pegou uma delas e foi até as janelas, abrindo um pouco as cortinas. – MAS QUE MERDA! –Olhou, via um carro se aproximar, soltou a bebida, não mais do que isso era um dos jipes que encontraram pelo caminho antes, vindo de longe fora da cidade. Milles saiu daquela sala e foi para o lado, o banheiro para chamar Sam para irem embora, mas acabava por ouvir algo de trás da porta sem querer, era um som de rádio:


‘’- EU SEI, EU SEI, VOU ENTREGAR TUDO PARA VOCÊS. TIVE UNS PROBLEMAS COM O RÁDIO. EU NÃO SEI COMO AQUELES IDIOTAS NÃO FIZERAM A ENTREGA CORRETAMENTE, DEVE TER FICADO TUDO NAS MALAS DO CARRO. 

Neste curto espaço de tempo saíram algumas palavras do outro lado da linha, mas não era possível entender..

- NÃO, NÃO FAÇA NADA.. PEGAMOS MAIS COISAS, MAS LEVANTOU MUITAS SUSPEITAS.. ESTOU AQUI COMO COMBINAMOS NO MERCADO. O QUÊ? COMO ASSIM JÁ MANDOU SEU PESSOAL?.. ‘’

Milles estava surpreso, era difícil de acreditar que Sam era um traidor, logo ele que era o homem mais sério e focado no trabalho - Mas não pode ser, Sam e um traidor.. Mas quem seria o outro? Seria o Gabriel? E que carro eles estão falando. -Se lembrava da noite anterior quando ajudou alguém no meio da floresta.- STEVE MALDITO!! EU SABIA, NÃO ÉRA PARA TER AJUDADO ELE.. Eu ouvi malas, não cheguei a olhar as malas do carro, então isso quer dizer que ainda deve estar lá.. O maldito me enganou, deve ter alterado toda a história do acontecido. –Pensava, depois se deu realmente conta da situação. – Meu Deus, Selene, ela ficou lá, preciso voltar imediatamente!!  E Thomas.. Espero que esteja bem.

- Mas que barulho e esse aí fora, Milles e você aí?? –Era possível ouvir um barulho de rádio desligando, segundos depois a maçaneta da porta girava bem devagar, sinal de que antes estava trancada.

- Droga.. –Milles saia dali rápido, para se esconder, seu coração estava acelerado, e suas mãos tremiam um pouco. Entrou na sala da gerência e dali fechou a porta a batendo com força. Pensou em trancá-la, já que uma das chaves que viu antes seria dali, mas não daria tempo para descobrir qual era, e também isso fecharia sua única passagem caso quisesse sair depois. – Estou frito.

- Milles está aí? Venha aqui fora por um instante, quero falar com você..

Sam expressava uma voz fria e serena, era calma. Até demais. Seus passos eram ouvidos atrás da porta, um depois do outro bem devagar. Cada som agia em conjunto com os batimentos do coração do ruivo, que a essas horas estava descompassado, nunca havia passado por uma situação semelhante. – EU ESTOU ENTRANDO .. Ele falou dando ênfase no último ‘o’ com toda a calmaria do mundo, até seu tom de voz mudava. Milles tinha suas mãos trêmulas e tentava segurar firme sua arma, tentou respirar devagar para manter o controle. Suspirou e engoliu a seco sua saliva. Ainda mais quando a maçaneta começava a girar lentamente, ele então se afastou de trás da porta.

Quando a porta se abriu, Sam rapidamente a empurrou para trás quase a encostando na parede. Deu três passos e então olhou o lugar a sua frente parecia estar vazio, na outra porta que havia na sala o ruivo não poderia ter entrado, já que estavam trancadas, ele próprio tentou abri-la antes. Pensou que Milles estivesse embaixo da mesa da gerência. – Milles Milles. Confesso que esperava mais de você.. –Se abaixou sacando suas duas pistolas tendo uma em cada mão e apontou para em baixo da mesa rapidamente com o dedo no gatilho. – Hum parece que estão vazias.. MILLES!! Se você não tivesse me descoberto, eu teria matado vocês bem rápido e nem teriam percebido.. Agora a sua cabeça e a minha estão a prêmio. Pelo menos se eu te matar, talvez eu receba um perdão! – Sam olhou e se levantou, não havia lugar para onde o ruivo pudesse ter se escondido. E então, algo lhe passou pela cabeça, olhou para as cortinas, estavam todas fechadas tapando as janelas, olhou para baixo até o chão, e reparou que em uma delas tinhas pés, ou melhor, tênis. Neste instante Sam riu como se tivesse achado a galinha dos ovos de ouro. – HAHAHA.. Onde será que você se meteu.. – Falava sendo irônico. Sam guardou uma das armas na cintura e puxou rápido a cortina. – TE ACHEI SEU IDIOTA!!

E então em um momento rápido como em um piscar de olhos, com a cortina aberta, o homem poderia ver que atrás dela estava vazia, apenas o tênis descalço estava por lá. – NÃO! EU TE ACHEI..  –Falou Milles atrás dele, saindo atrás da porta. Ele deu um disparo, fazendo um grande barulho ali, sua mão tremeu no último momento de nervoso, o fazendo acertar o tiro de raspão, devido as balas serem dispersivas. - Mas oras seu.. –Sam foi jogado contra a janela, o tiro atingiu seu abdômen na lateral de raspão, ele caia no chão, era possível ver o sangue espirrar e a carne viva atrás da pele.  – SEU DESGRAÇADO.. –Levou uma as mãos ao ferimento, enquanto da sua boca vomitava sangue, um pouco mais escuro e espesso.

Milles vendo esta cena, ficou um tanto abalado, nunca havia atirado em um humano antes, muito menos matado alguém. Sam ainda estava vivo, Milles tentou colocar mais uma bala em sua arma para recarrega-la, estava tão nervoso e trêmulo que a deixou cair no chão, ele se abaixou para pegar a bala de volta. Neste instante, Sam, mandava tiros para cima dele para tentar atingi-lo. O ruivo se abaixou e se jogou contra a mesinha lhe servindo de escudo. EU VOU MATÁ-LO RUIVO! – Sam se levantava com todo cuidado, apoiando as mãos atrás da parede atrás de si como um apoio, sem largar a pistola. De pé teve uma visão melhor da situação podendo ver o corpo de Milles um pouco mais exposto. – Você virá comigo! –Quando atingiu o dedo no gatilho, antes de pressioná-lo, Milles se lançou contra ele, o fazendo bater as costas na parede largando a pistola e quase cair com o corpo pelo lado de fora da janela. – VOCÊ ESTRAGOU TUDO.. Se não tivessem chegado. –O ruivo por estar próximo o agarrando, sujava também suas roupas de sangue, media forças com ele, não sabia exatamente o que fazer, ainda tinha algo dentro de si que lhe bloqueava de mata-lo. – Você não sabe o que fazer não é?! –Sam se aproveitando disso, empurrava com força a cabeça de Milles no vidro da janela, fazendo um barulho e trocando de lugar com ele, agora indo para trás.

 O traidor era mais forte fisicamente, tinha o corpo um pouco malhado e era mais velho, aparentando ter por volta dos trinta e dois anos, seus cabelos eram curtos do tipo corte militar.  – Está aproveitando bem a vista?? Pois eu vou te lançar daqui de cima. EU ESPERO QUE APROVEITE GAROTO.. –Sam empurrava Milles para fora da janela, este em seus últimos momentos não podia pensar em nenhuma outra coisa naquele momento a não ser em sua irmã. O homem era forte e o pressionava, o ruivo tinha seus braços esticados se segurando na parede, fazendo uma contra força para não ser jogado. Sam vendo isso esmurrava um soco na face de Milles, o fazendo soltar as mãos dali. Depois o homem o segurou pela barriga, Milles estava a mil, e então pegou da sua cintura sua faca dada por ele, e o enfiou nas suas coxas, fazendo o cara urrar de dor. Depois Milles devido a proximidade do corpo de ambos, lhe dava uma cabeçada no nariz com força, quebrando-o, fazendo Sam ir para trás. O ruivo já sem perigo de cair pela janela, retirava a faca presa e tentou esfaqueá-lo no pescoço, mas Sam agilmente o bloqueou fazendo o objeto cair longe, e depois segurando-o pelo braço e o jogando ao chão, e depois indo para cima dele sobre seu peito, pressionando suas mãos sobre o pescoço de Milles. – JÁ CHEGA DESSES SEUS JOGUINHOS, VAI MORRER AGORA E NÃO TEM NADA QUE VOCÊ POSSA FAZER. –Com a garganta pressionada, Milles tentava tirar as mãos dele de cima de si, neste meio tempo reparou que o homem tinha uma tatuagem, mas tudo ocorria tão rápido que não dava tempo de tentar discernir seu significado. Sem conseguir impedir, depois tentou tatear o chão a sua volta para tentar achar alguma coisa. Já estava sem ar, e sua cara branca, pensou em desistir de tudo.. – n-ã-o. –Era só o que conseguiu falar, e então cuspiu nos olhos de Sam, o fazendo levantar a face de surpreso.

- SEU DESGRAÇADO, AHH..

Neste instante Milles sentiu o ar voltar para dentro de seus pulmões, reparou na arma da cintura do homem, sacou a pistola atirando rápido e sem jeito, fazendo a bala acertar a barriga e o braço de Sam. O mais velho caia pro lado, quase sem vida, enquanto o ruiva se recuperava, respirando com dificuldade. Sam estava quase morto, mas estava determinado, tentou se lançar contra Milles mais uma vez, até que o barulho da porta sendo aberta foi ouvido. Ambos naquela sala olharem para ver quem era, chegava Gabriel armado, ele olhou para ambos. Por um segundo Milles viu o revólver da arma dele ser apontado para sua direção, e todo o universo pareceu parar para contemplar aquela cena, e então veio os disparos...
.

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O  corpo de Milles caia no chão, sentiu seu corpo fraco e leve, não tinha mais forças. Todo o som do lugar havia parado. Depois de uns cinco segundos ouvia um grande zumbido no ouvido, Gabriel se aproximou dele e lhe esticou as mãos dizendo. – MILLES, VAMOS MERDA. ESTAMOS SEM TEMPO..

O ruivo se levantou, estava bem, com exceção de alguns ferimentos. Olhou para sua frente e estava o corpo de Sam caído, ao lado de uma outra faca. – Eu vi que ele ia te atacar com uma faca, e não sei o motivo.. Mas meu impulso foi te ajudar.. AGORA LEVANTA!  -Milles segurou a mão dele, ainda desnorteado e se levantou. Colocou a mão na cabeça, pegava sua arma de volta, depois foi revistar o corpo de Sam, pegando seu mapa no bolso da calça, bem como as facas e as pistolas gêmeas. – Os bandidos não sei como mas chegaram até aqui, Thomas está lá em baixo trocando tiros com eles. Ele me pediu para te ajudar. Ele está nos dando cobertura agora, PRECISAMOS IR AJUDÁ-LO..

- CERTO.. –Milles olhou para baixo. – GABRIEL, OBRIGADO! Você salvou a minha vida.. E me desculpe por antes eu fui um idiota..

Gabriel o encarou, mordeu os lábios por um momento, fechou seus olhos brevemente e lhe respondeu. – NÃO... –Fazia uma pequena pausa. –EU e que lhe peço desculpas Milles. Eu lhe tratei mal desde o início. Mesmo sabendo que você não tinha nada a ver com isso tudo.. Você me disse a verdade.. Sei que nada irá trazer meu tio de volta.. –Ele colocava a mão na cabeça, tapando os olhos, enquanto seus ombros se mexiam. – Você e Thomas me fizeram ver isso.. E naquele dia, eu disse para meu tio que o odiava.. –Saiam lágrimas de sua face que eram tampadas por sua mão. – Ele havia saído em missão com Sam, mas parece que as coisas deram errado.

- Gabriel, olhe isso..  –Pegava o braço de Sam subindo as mangas e revelando uma tatuagem estranha. –Algo me diz que ele fazia parte daquela gangue.. E eu o peguei conversando com alguém no rádio, dizendo que ele e mais alguém tinham roubado nossas coisas e iriam entregar para eles. –Ia para direção da porta. – Não acho que as coisas deram errado, e sim que eram para dar errado.

- Então isso significa que o meu tio foi eliminado. OH não! todos no acampamento correm grande perigo.

- Sim, conversaremos mais pelo caminho.. Ah, e pegarei estes rádios, pode ser útil.. –Milles guardava tudo o que havia pego na mochila.

Saindo da sala, a maioria das estantes do supermercado estavam caídas, haviam barulhos de tiros para todo lado. Quatro dos bandidos estavam abaixados na porta da frente do lugar. Enquanto isso, poderia ser visto Thomas abaixado atrás de um balcão onde ficava os alimentos congelados. Dali de cima Milles e Thomas tinham uma boa visão do lugar, mas assim que apareceram, os bandidos lhe mandavam tiros que quase os atingiram. - Gabriel eu vou descer até lá, me dê cobertura.  –Desceu as escadas correndo, Gabriel de cima disparava contra os bandidos repetidamente, e estes retrucavam de volta vários outros, que pegavam na parede atrás dele e no corrimão, e alguns nos degraus quase pegando no ruivo. Perto do chão Milles pulava, ficando atrás de uma divisória caída. – THOMAS!!

- MILLES, PELO AMOR DE DEUS, ONDE VOCÊ SE METEU??..

- SAM ERA UM MALDITO TRAIDOR, ELE PERTENCIA AOS HOMENS DA CIDADE (ou vila) NOVA. TODOS NO ACAMPAMENTO CORREM GRANDE PERIGO..

- EU NÃO CONSIGO ACREDITAR NISSO.. –Respondia incrédulo, já que Sam era um dos membros mais antigos do acampamento.

- É VERDADE, PERGUNTE AO GABRIEL, ELE VIU O SÍMBOLO NO PULSO DELE. E EU TAMBÉM O OUVI NO RÁDIO FALANDO COM OS BANDIDOS, FOI ELE E MAIS ALGUÉM QUE NOS ROUBOU! – Guardava sua espingarda na mochila ao lado de sua própria pistola, Milles resolveu usar as armas que havia pego de Sam, tinham poucas balas e teria que fazer valer a pena.

- É A MAIS PURA VERDADE. –Respondia Gabriel lá do alto, e depois se abaixando por causa dos tiros.
- MEU DEUS, O QUE FOI QUE EU PERDI.. VOCÊ E GABRIEL CONCORDANDO EM ALGUMA COISA.. ENTÃO DEVE SER VERDADE.. OUÇA VOU AVANÇAR UM POUCO E TENTAR CERCÁ-LOS, E VOCÊ ME AJUDA.

- PODE DEIXAR. –Milles tentou dar uma leve olhada por cima da estante que lhe servia de barreira para olhá-los, teve que abaixar a cabeça rápido, antes que uma das balas o atravessasse. Observou seu lado e viu que Thomas já se movimentava, não teve escolha a não ser agir, colocou sua pistola pro alto e mandava tiros na direção dos bandidos. Notou que dessa vez não atiravam de volta, pensou que talvez estivessem recarregando. Resolveu aproveitar a oportunidade e se mexer indo para o próximo ponto a sua frente que lhe pudesse servir de barricada, e dali se abaixou. Tinha uma seção inteira reta que era aparte dos produtos de limpeza, Milles se movia furtivamente abaixado para tentar pegar os bandidos pelas costas de surpresa.

Até que um aparecia bem a sua frente, ambos se entre olharam por um segundo, até que das pistolas sairam duas rajadas, acertando em cheio o bandido, o jogando ao chão morto, e logo uma poça de sangue ao redor se formou. Comemorou mentalmente, foi o reflexo que o havia salvado. Os bandidos vendo um de seus companheiros mortos se dirigiam para aquela direção. Milles pegou um dos produtos dali e tacava para frente no alto, não para acertá-los e sim para distraí-los para saber se ele estava sendo mirado, suas suspeitas se mostraram verdadeiras quando o produto foi baleado em pleno ar derramando seu líquido. – Droga, não posso continuar daqui. Resolveu esperar mais um pouco antes de avançar.

Enquanto isso Thomas avançava pelo lado oposto, viu que um dos inimigos ia para onde o ruivo se encontrava e acabava ficando exposto. Thomas não poderia perder a oportunidade e rapidamente disparou com seu revólver no peito do homem, foram dois tiros seguidos e a bala o atravessava, e o corpo caia no chão sem vida. Neste momento pela porta da frente, alguns mortos apareciam invadindo o local, dois dos bandidos estavam de costas e quando se viravam eram surpreendidos. – Mas que merda.. Cuidado! –Eles tiveram que se virar para lidar com eles, recarregavam suas armas e atiravam com medo no corpo das criaturas e não fazia efeito algum, e tiveram que se locomover para não serem pegos. Neste instante Gabriel lá do alto viu uma chance e atirou, acertando a cabeça do homem o matando na hora. O outro bandido era cercado e depois só se pode ouvir o barulho de seus gritos..

- E A NOSSA CHANCE, VAMOS EMBORA, MILLES, GABRIEL!! – Disse Thomas chamando eles pela porta de trás.

Milles pegou um dos carrinhos de mercado cheio de compras antes para leva-lo embora, pediu para que Gabriel quando desceu as escadas o ajudasse a levar o outro. Já do lado de fora, eles despejavam tudo rápido e de qualquer jeito na mala da picape. – Olha, eu vou tirar as correntes do portão, e vocês deem partida com o carro.

Ambos consentiram com a cabeça. Nas grades do mercado mais e mais zumbis apareciam, o ruivo tirou as correntes rápido enquanto o carro vinha correndo. Abriu as portas empurrando-as contra seus lados, dois dos mortos já apareciam para tentar pegá-lo. – VEM MILLES RÁPIDO!! –Falava Thomas que dirigia diminuindo a velocidade do carro e esperando seu amigo subir, e depois todos saiam dali, pelo caminho tinha uma perna de um dos cadáveres circulando junto da roda.

- Depois de hoje, vou precisar de uma bebida.. Melhor.. Todas elas.. –Disse o ruivo deitado atrás da picape ao lado dos produtos com uma das mãos sobre testa, olhando para o céu.

- É, eu acho que eu também.. –Concordou Gabriel, olhando-o pelo vidro de trás.

Thomas ouvia aquilo e respondia. – Eu não sabia que você bebia..

- Agora eu bebo.. –Respondeu Gabriel de imediato.

Todos riram enquanto pegavam a estrada. Conversaram e papearam sobre vários assuntos. Sobre o mercado, o que acharam vasculhando a cidade, os zumbis. E por último Milles contava todos os detalhes sobre o que acontecera com Sam. Tudo ainda era muito recente e estavam surpresos, Thomas estava um pouco receoso com aquilo tudo, afinal conhecia ou achava que conhecia bastante Sam e foi ele que o salvou e o levou para o acampamento.

- O que foi Thomas? –Perguntava Gabriel preocupado.

- Não, não e nada.. - O respondia virando um pouco a face para o lado, em direção as janelas já que o caminho na estrada estava livre.

Gabriel observava em seu lado do vidro a paisagem lá fora tentando se distrair. Enquanto Milles deitado na picape no bagageiro, olhava pelo espelho de trás seus dois companheiros a sua frente. Ele reparou algo, que era muito importante. Thomas quando olhava a janela, pode ver seu braço, e neste por baixo da manga uma tatuagem parecida com a de Sam...


Notas Finais


O próximo capítulo será mais focado na Selene.

Não percam os episódios seguintes, a história promete.
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Fala pessoal tudo bem? Quem puder diz aí o que achou nos comentários..


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