História Pelo Woozi - Imagine Mina - Capítulo 2


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags Dubchaeng, Jeongmo, Michaeng, Satzu, Sohyo
Visualizações 119
Palavras 2.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chapter Two


Mina On

 

– Casar? – Repeti baixo – Mas eu namoro. Tenho a Chaeyoung, Otou-san*! – Reclamei e ele suspirou.

 

– Entenda que é para aumentar nossa fortuna e manter suas compras caras e caprichos das suas irmãs e também seus.

 

– E o senhor não consegue pagar tudo?! – Questionei.

 

– Quanto mais dinheiro melhor, Mina. – Respondeu.

 

– E por que eu?! Sana e Momo são duas desocupadas! E estão solteiras. – Cruzei os braços.

 

– Por um acaso, Sana e Momo vivem gastando com carros e tecnologia? Sana e Momo vivem comprando e comprando peças para projetos inúteis para robôs? Huh?

 

– Não, mas...

 

Bateu na mesa.

 

– Entre as três, você é a que mais gasta. Tudo bem que a Chaeyoung é bastante rica e herdeira de uma empresa, mas não tanto quando a filha do Lee. – Revirei os olhos – Ela é dois anos mais nova que você e já tomou conta das empresas do pai que é um fracassado. Ela reergueu um império onde suas irmãs e você, vivem entrando e saindo. Sabe a Ascoeur? Ela é a dona.

 

– Mas... – Novamente me interrompeu.

 

– Ela já está reerguendo a Le Q-feuille. Ascoeur e Le Q-feuille serão empresas grandiosas e minhas concorrentes. Se tivermos um contato maior com a Lee, poderemos aprender sua fórmula do sucesso e crescer! – Sentou na cadeira – Mas a Momo não seria capaz disso. Sana é tapada demais e só me resta você. Sinto muito se ofendi as suas irmãs, sei que as ama muito, mas pense comigo: Momo ou Sana iriam conseguir manter a empresa?

 

Ele está certo. Infelizmente. Momo e Sana são pessoas incríveis, mas não possuem vocação para o empreendedorismo e possuem controle sobre os próprios cartões de crédito. Momo é a mais velha com vinte e cinco anos e possui especialização em engenharia, mas não exerce tal função. Sana é formada em psicologia e possui vinte e quatro anos, mas também não exerce. Ambas possuem uma conta onde otou-san deposita duzentos mil dólares por mês, no final do mesmo mês, essas contas estão, praticamente, zeradas.

 

Eu admito que gasto bastante com os meus projetos, mas tenho o controle sobre os meus gastos. Sou formada em engenharia mecatrônica, e eletrônica, e recentemente fiz meus vinte e dois anos. Eu sou uma pessoa calma que analisa as coisas cautelosamente e, se necessário, friamente. Nunca fui de mandar, mas também não sou de obedecer. Essa empresa definitivamente tem que vir para as minhas mãos. Mas ultimamente nosso capital não está muito alto, Sana e Momo descontroladas e Okaa-san** gasta uma fortuna com vasos e itens raros. Um casamento por negócios seria bastante benéfico para nós, mas eu não muito indicada para isso. Não mesmo.

 

– Sua análise é precisa. – Comentou otou-san – Sei que percebeu o quão benéfico esse casamento será para nós. Temos o mesmo gênio, Mina.

 

– Mas e a Chaeyoung? Eu a amo. – Ele riu.

 

– Mina você não pensou que esse casamento é apenas uma fachada? – Abri levemente os olhos – Vocês apenas irão à alguns eventos, tirar umas fotos, casar e depois de mais ou menos um ano, vocês se separam. É simples e fácil. E durante esse ano, você e Chaeyoung podem se ver quando quiserem, tenho certeza que a Lee não irá se importar com isso.

 

Respirei fundo e voltei a analisar tudo.

 

– Chaeyoung irá me matar, mas... Se é pelo bem da nossa família. Eu aceito.

 

– Perfeito.

 

(...)

 

– Como assim casar com outra pessoa? – Perguntou Chaeyoung, incrédula. – Mina, nós já planejávamos casar. – Suspirei.

 

– Eu sei, eu sei. Tá? – Beijei sua cabeça – É só um casamento bobo de negócios. É tudo fachada, relaxa.

 

Olhou bem nos meus olhos.

 

– Não tá tirando uma com a minha cara, não né?

 

– Claro que não. Chichi*** deixou isso bem claro.

 

Son Chaeyoung é um amor de pessoa. Tive sorte de conhecê-la. Estávamos em uma feira de ciências, eu estava apresentando o meu protótipo de robô acompanhante e ela estava passeando por lá. Pediu-me uma explicação sobre o robô e assim que eu a vi, foi um sentimento tão forte que eu tive que me segurar na cadeira. Nunca sorri tanto para uma pessoa na vida.

 

E conquistá-la foi uma missão difícil. Ela é muito desconfiada, achava que todos iriam lhe trair de alguma maneira e estava praticamente impossível começar um diálogo com ela. Mas eu consegui falar com a irmã mais velha dela, Wendy, ela me deu uma sugestão de assunto para começar um diálogo com Chaeyoung. E assim fiz. Depois de alguns meses, aconteceu nosso primeiro beijo, ela ficou tão vermelha e eu ri tanto quando isso aconteceu. Alguns meses depois, eu finalmente a pedi em namoro e graças a Deus, ela não negou o pedido.

 

– Minari! – Gritou Sana ao ver-me.

 

Correu até mim e me abraçou forte. Retribui seu abraço e ri ao sentir o cheiro de seus cabelos. Eles cheiram à xampu que usávamos quando crianças. Sana nunca mudou de xampu até hoje.

 

– Que saudades onee-san! Não sabe como foi entediante! Momo é uma idiota, só pra constar. – Resmungou. – Olá Chaeyoung-san!

 

– Olá Sana-ah. – Cumprimentou a mesma com um sorriso fechado.

 

– O que houve? Parecem tão desanimadas... – Observou.

 

Eu e Chaeyoung nos entre olhamos.

 

– Mina irá casar. – Disse Chaeyoung.

 

– Oh! – Disse Momo, que acabou de entrar – Casar? Tão nova?

 

Sana revirou os olhos.

 

– Ela não é uma vagabunda, feito você Momo. – Respondeu Sana.

 

– Eh?! Eu não sou vagabunda! Só não estou trabalhando. – Deu de ombros – E por que você tá falando disso? Você também não trabalha!

 

– Cala a boca! – Sana apontou o dedo na cara de Momo – Eu vou começar a trabalhar!... Em breve.

 

– Sei... – Murmurou Momo.

 

Deram-se as costas e cruzaram os braços. Exatamente por isso que nenhuma das duas pode comandar a empresa.

 

– Já marcaram a data do casamento? – Perguntou Momo com a sobrancelha arqueada.

 

– Então... – Cocei a nuca.

 

– Ela não vai casar comigo. – Chaeyoung disse simples.

 

Sana ficou alerta.

 

– É um casamento de negócios? – Assenti – E você concordou com isso?!

 

– É o melhor a se fazer!

 

– Mina! – Reclamou Sana – Por que não eu ou a Momo?! Otou-san sabe muito bem que nós estamos livres.

 

Momo lhe acertou um tapa na cabeça.

 

– YAH! – Gritou Sana – Eu vou te matar Hirai Momo!

 

– Não vê que se ele tivesse escolhido a mim ou a você, nós iríamos ficar casadas e virar donas de casa?! – Falou e tanto eu quanto Sana arregalamos os olhos.

 

Isso é verdade. Eu não havia pensado nisso! Que droga!

 

– Mas veja pelo lado positivo Mina – Começou Momo – Vai ser que nem as fanfics CamRen e ChanBaek e também como “With feelings, It’s better”****. Claro que você não é como a Jessica, mas você vai acabar se apaixonando pela pessoa. – Disse e eu franzi o cenho sem entender nada.

 

– Você é louca, Momo?! – Perguntou Sana e lhe acertou um tapa na testa – Ela já tem a Chaeyoung.

 

Momo se virou pra Chaeyoung e lhe apertou o ombro levemente.

 

– Sinto muito em dizer, mas você, Son Chaeyoung, acabou de perder sua namorada.

 

– Cala a boca Hirai! – Sana lhe acertou um chute na poupança.

 

– O que você fez?! – Momo se virou pra ela.

 

Eu mereço, viu?

 

– Parem as duas! – Falei e elas me olharam, estavam prestes a começar a se bater – Momo você tem vinte e cinco anos, toma vergonha nessa cara! Sana também! Vinte e quatro anos de vida não te fez amadurecer? E Hirai – Apontei o dedo pra ela – Chaeyoung nunca vai me perder. E se isso acontecer, você pode tatuar “Momo rainha e Mina nadinha” na minha bunda.

 

Momo sorriu, macabra.

 

– Tem certeza? – Perguntou com uma voz macabra.

 

– Absoluta! – Respondi entre dentes.

 

– Então tá! – Soltou Sana e ainda lhe deu um selinho – Vou preparar minha agulha para tatuar.

 

Saiu quase saltitando. Acho que fiz merda ein. Sana tocou os próprios lábios e fez careta.

 

– Ela me beijou mesmo? – Perguntou a Chaeyoung que assentiu – Que nojo!

 

Esfregou a boca contra o casaco e acabou deixando a tatuagem que Momo fez nela (várias na verdade) aparecer. Momo e Sana vivem apostando e quem perder, ganha uma tatuagem constrangedora, Sana possui mais ou menos umas seis e Momo apenas cinco. Eu nunca me envolvi nisso, porque eu sabia que essa brincadeira era bem pesada, ou seja, eu acabei de meter numa furada, mas eu tenho certeza que não vou me apaixonar por essa tal Lee. Até porque a tinta da tatuagem não é permanente, logo, logo desaparece. E eu amo a Chaeyoung e pronto.

 

– Oh! É uma nova? – Perguntou Chaeyoung ao ver o outro braço de Sana.

 

– Sim. Infelizmente perdi uma aposta, mas Momo perdeu duas! – Disse contente.

 

Li a frase de longe e arregalei os olhos. “Já quis comer minha irmã mais nova”. Se fosse na Momo, tudo bem, tem a Sana que é mais nova que ela, mas na Sana... CARALHO! Ela já quis me comer?!

 

– Já quis comer a Mina? – Perguntou Chaeyoung, incrédula.

 

Sorriu como a perfeita pervertida que é, e deu de ombros.

 

– A vida é feita de segredos e esse é um deles. – Apanhou as próprias malas – Mina, mais tarde pode passar no meu quarto? Quero conversar com você.

 

Assenti engolindo em seco.

 

– Perfeito. – Beijou o canto da minha boca bem devagar – Até mais tarde.

 

Antes dela ir, eu perguntei sussurrando:

 

– Como pode ter nojo de beijar a Momo e quase beija a mim?

 

– Você é você. Momo é a Momo. – Deu de ombros – Se não aparecer no meu quarto, eu apareço no seu. Bye, bye onee-chan.

 

Deus me livre, ela aparecer no meu quarto! Essa pervertida! Aish! Se eu pedir pra Momo ir comigo é capaz dela ficar me zoando dizendo que sou “uma bebê com medo de pervertidos”, mas é lógico! Quem não teria medo de pervertidos?! Ah! É. Momo não tem. Essas duas são tão idiotas que me fizeram perder o foco.

 

Preciso arrumar um jeito de não ser uma dona de casa. Mesmo que seja só por um ano, eu não conheço essa Lee e nem o seu comportamento em relação a companheiros ou companheiras. Parece que vai ser muito mais complicado do que eu previ.

 

 

(S/N) On

 

 

– Bom dia patroinha! – Me cumprimentou Joohyun.

 

Lhe retribui com um sorriso fechado.

 

– Bom dia Joohyun. – Coloquei minha pasta sobre a mesa – Sabe se a Jeongyeon já chegou? Eu preciso falar com ela.

 

– Ela já chegou sim, mas estava bem agitada, parecia bem estressada. – Comentou e eu assenti.

 

– Obrigada Joohyun. Trabalhe bem.

 

– Pode deixar senhorita! – Bateu continência e eu ri internamente.

 

Segui meu caminho e fui direto pra sala da Jeongyeon, minha vice, precisava discutir algumas coisas com ela, sobre a empresa, claro. Somos amigas, mas a Ascoeur e, agora, Le Q-feuille, são prioridades para mim. Preciso reerguer a Le Q-feuille e manter a Ascoeur estável e sem perigo de caimento. Isso não é muito difícil para mim, mas é bom manter o cuidado. Esse foi o erro do meu pai, não ter cuidado.

 

Respirei fundo e entrei no elevador junto a outras pessoas. Entre elas estavam Park Sooyoung, Son SeungWan e Kim Seokjin. Eu conheço praticamente todos do prédio. Todos se curvaram e me desejaram bom dia, fiz o mesmo lhe desejei bom dia igualmente. Quando finalmente cheguei no penúltimo andar, parei e me virei para eles.

 

– Dahyun já chegou? – Negaram.

 

– Ela disse que iria se atrasar. Estava com problemas familiares. – Respondeu Seokjin.

 

– Obrigada por responder.

 

Kim Dahyun era o meu braço direito, apesar de Jeongyeon ser a vice, Dahyun é diretora da parte financeira e tem uma grande influência com os funcionários daqui. Eu sei que ela dá dicas para eles subirem de cargo, mas faço vista grossa, afinal, eles só estavam trabalhando. Ajeitei minha gravata mais uma vez e respirei fundo. Eu admito que já senti uma atração por Jeongyeon, mas ela logo passou. Mesmo assim que continuo a ficar nervosa, perto dela.

 

Bati na porta de sua sala e ela olhou rapidamente e abriu em seguida. Ofereceu um sorriso tímido. Ajeitou rapidamente as mangas do blazer.

 

– Precisa de algo presidente? – Perguntou ainda tímida.

 

– Posso falar a sós com você? – Assentiu.

 

– Claro, entre. – Me deu espaço para passar.

 

Passei sem pressa por ela e sentei-me no sofá, respirando fundo. Fechou a porta e sentou ao meu lado, não muito próxima.

 

– Pode sentar mais perto. Eu não mordo. – Falei e ela corou levemente, mas se aproximou de mim – Você é a primeira pessoa pra quem eu conto isso, então vou ser direta. – Me olhou atenta – Eu vou me casar.

 

Abriu levemente a boca.

 

– Meus parabéns então.

 

– É um casamento de negócios. – Continuei – Irei casar com Myoui Mina.

 

Franziu o cenho.

 

– Eu não quero parecer indelicada, mas eu não sei o que eu tenho a ver com isso.

 

– Quero me acompanhe no jantar, quando eu for conhecê-la. – Abriu a boca surpresa – Minha família irá e eu sei que a tal Mina namora e irá levar sua namorada. Não estou pedindo que finja ser minha namorada, por que a Dahyun também irá, mas eu estou pedindo.

 

Pensou por alguns segundos e depois segurou minha mão e olhou em meus olhos.

 

– Não precisava de toda essa explicação, é claro que eu vou. – Sorriu levemente – Mas prometa que irá controlar a Dahyun.

 

Ri e assenti. Dahyun era tão elétrica, era quase impossível mantê-la quieta por muito tempo.

 

– Obrigada Jeong.

 

– De nada.

 

Lembrei que Joohyun havia falado que ela parecia estressada.

 

– Joohyun me disse que você estava agitada quando chegou – Apertei sua mão – Está com algum problema? – Suspirou pesado.

 

– É que alguém do passado, que me machucou muito, ligou dizendo que queria voltar. Eu neguei várias vezes, mas tal pessoa não parou. Eu desliguei e bloqueei o número. – Comprimi os lábios.

 

– Foi a Nayeon? – Negou.

 

– O que Nayeon fez é fichinha perto do que essa pessoa fez. Não preocupe, eu vou ficar bem.  


Notas Finais


* É como os japoneses chamam o pai.

** É como os japoneses chamam a mãe.

*** Os japoneses quando estão falando de seu pai para outra pessoa, que não o tem como pai também.

**** Uma fic muito boa que eu recomendo.
Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/with-feelings-its-better-12812593


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