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História Penumbra - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Névoa


Julian Hopp

Era o começo da noite, o céu já começava a dar os primeiros vislumbres de brilhantes estrelas no céu que a noite faria o favor de expor o esplendor. Era possível notar as primeiras luzes dos prédios começarem a ser ligadas, o pisca-pisca de dois boings passando de um lado para o outro, um azulado que começava a emanar com a despedida do sol e as boas-vindas da lua. Liberty mantinha seu charme de grande metrópole e, com o passar dos anos veio a ficar cada vez mais charmosa, mas, além disso, Liberty crescera de forma exemplar em paralelo a cidades similares. Os prédios que já desafiavam a lógica mundana com a imensidão que tinham, grandes letreiros dispostos nos prédios iluminavam a noite como se ela fosse aguardada por todos. Atravessando por esse êxtase de luzes cada vez o turbilhão de cores diminuía, até o ponto que a normalidade de postes com luzes amareladas era o monopólio de iluminação das ruas. Logo à esquerda existia um prédio, seu exterior possuía um cinza mais escuro, lembrando granito. A frente do prédio possuía uma entrada singela e em cada um de seus andares era possível ver quatro janelas, possivelmente duas janelas para cada apartamento. No interior do prédio tudo possuía texturas emadeiradas, distinguindo-se apenas em tonalidade e em seus decorativos no chão ou nas paredes, por mais que o exterior passe uma impressão de frieza o interior era aconchegante e quente como um abraço de mãe. No décimo andar desse prédio, ao fim do corredor, existia o quarto 1004, logo à direita. Dentro era possível notar o quanto o quarto exclamava por uma boa limpeza. Roupas pelo chão, mesa com copos e pratos e, o sofá em formato de boomerang colado à parede exalava pedidos de limpeza. Em um canto escuro do quarto era possível ver uma silhueta, com os raios da lua que adentravam pela janela ao fundo era possível ver algo reluzir, era dourado, brilhante como o nascer do sol. Julian estava sentada ao canto do sofá mexendo no celular.

- “Não adianta o quanto eu procure na internet e em todos os meios. Nunca encontro nada que tenha relação com o que vi aquela noite. Eu tenho certeza que “aquilo” era uma criança... mas como... como é possível, o homem que me segurou era adulto e claramente mais forte do que aquela criança...” – Pensou Julian

Julian, depois do acontecido mudou-se às pressas para Liberty. Hoje, trabalha em uma editora cobrindo as matérias relacionadas ao JV2000. Além do seu trabalho na editora, Julian atualmente tem produzido sua dissertação para o mestrado e, o assunto, nada mais é do que seu material de trabalho: JV2000.

Era sexta-feira, por volta de 21h da noite e ela tinha passado por uma semana extremamente desgastante, não tivera nem tempo de arrumar seu apartamento durante a semana, decidiu que esse dia ela teria que se “desligar”. Seu tempo ultimamente se divide entre sua persona para a sociedade e a pessoa que ela realmente é. Realmente é um mistério para ela o que aconteceu, diferente do que as histórias contam ela consegue andar sobre o sol, dorme normalmente e consegue ver seu reflexo no espelho, Vampira? Nunca conseguiu chegar a uma resposta. A única e evidente diferença é seu paladar, agora, não consegue mais sentir o gosto de nada que come, assim, tornando o hábito de comer cada vez mais raro. Seu corpo não pede por comida e nem manda sinais em forma de dor ordenando que Julian coloque algo no seu estômago. Existem muitas dúvidas e poucas respostas...

- “Já fazem quase 10 anos que aquilo aconteceu, nada desde então... Parece até que minhas memórias não foram reais, que inventei algo na minha mente para substituir um talvez trauma que tenha acontecido esse dia, algo tão fantasioso... infelizmente... nem pensar dessa maneira eu tenho o luxo. Lembro de como senti dor, sofrimento e como aqueles dois buracos em meu pescoço queimavam e doíam de uma forma que nunca esquecerei na minha vida...” – Pensou Julian

Enquanto estava sentada mexendo em seu celular Julian tomou um susto com uma buzina tão alta que parecia que o carro estava dentro de seu quarto, no mesmo instante, com tamanho susto seu celular voou de sua mão e por sorte acabou no outro lado do sofá. Cada vez mais buzinas tocavam e com as mãos na cabeça Julian caiu no chão. A altura era angustiante, nunca havia sentido tamanho desespero em sua vida. Julian passou cerca de 30 minutos gritando de forma desordenada completamente descontrolada enquanto rolava no chão. O desespero estampado em sua face era imensurável, porém, logo após, seus movimentos começaram a parar, as buzinas permaneciam extremamente altas em seu ouvido, mas agora parecia que algum “click” havia ocorrido na mente dela.

-“Essas buzinas são os carros na rua... como é possível... como estou ouvindo algo a tantos metros de distância... meu corpo está mudando? Seria as histórias contatas nos livros reais? Não acredito...” Pensou Julian

Ela estava eufórica com aquela sensação, parecia uma viagem sonora psicodélica, mas nesse caso, totalmente sóbria. Julian sentou no chão e deu um sorriso, assim que terminou o sorriso seus olhos reviraram. O som da cabeça batendo no chão foi amenizado por seus cabelos dourados, mas ainda sim um barulho pode ser escutado, Julian estava desmaiada.



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