História Penumbra grega - Capítulo 44


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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Personagens Gabrielle, Xena
Tags Romance, Xena Gabrielle
Visualizações 86
Palavras 3.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, LGBT, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Divirtam-se, pessoal!!!!

Capítulo 44 - Mais um dia


Fanfic / Fanfiction Penumbra grega - Capítulo 44 - Mais um dia

Já havia se passado quase uma semana desde que Xena se excluiu do mundo na pequena cabana. Ela e Gabrielle estavam tendo um ótimo momento e tudo parecia ir ao favor de ambas. Nessa uma semana que se passou, Xena ensinou Gabi a fazer armadilhas simples e como fazer um arco. A morena também ajudou Gabi a fazer seu cajado e a mais ou menos dois dias elas vinham treinando.

As duas passaram a tarde em questão treinando golpes simples com a arma e Gabi estava animada. Ela estava gostando em ter 100% da atenção de Xena, coisa que não possuía devido às responsabilidades da imperatriz, por esse motivo, ela estava radiante nos últimos dias. 

Elas ficaram a tarde toda trocando golpes e a morena corrigia e explicava as técnicas para Gabi. A jovem tinha mais potencial que a imperatriz imaginou e começou a se concretizarem em sua cabeça que realmente seria ótimo se a jovem aprendesse a se defender. 

Depois da tarde animada, Xena esquentou água e encheu uma tina velha que tinha no fundo da cabana. Elas tomaram banho poucas vezes desde que estavam lá e Gabi finalmente se sentiu limpa. Logo em seguida, elas jantaram coelho que veio da caça de Xena e passaram marcas de velas transando. 

A cabana tinha cheiro de luxúria e sexo. O fogo da lareira ardia fortemente e fazia um barulho acolhedor. Muitas das habilidades de Xena a fez usar ceras de abelhas que colheu por perto para fazer velas  para iluminar a parte superior da cabana. 

As velas tremiam e criavam sombra, ajudando a destacar o suor que escorria das amantes. Elas estavam sentadas uma de frente para a outra, as pernas de Gabi passavam por de cima das de Xena e os sexos se tocavam. Elas nao sabiam mais em que altura a lua estava e a única coisa que queriam era tirar mais e mais gemidos uma da outra.

Gabi estava com seu corpo apoiado nos braços e ganhava apoio para movimentar seu quadril. Xena tinha a mão na cintura da loira e olhava fixamente para o rosto corado de Gabi. Os olhos estavam pequenos devido ao tesão e os lábios das mulheres estavam numa coloração avermelhada, graças aos beijos e chupões.

-Ahnw- Gabi gemeu e continuou mexendo seu quadril. Depois de vários orgásmos, suas pernas estavam perdendo a força e desistiu de se movimentar. 

A imperatriz beijou a loira com seu desejo insaciável. Em seguida ela manteve Gabi próxima com uma mão nas costas dela e outra foi em direção ao sexo molhado. A loira estava com o típico inchaço de horas de sexo e o vermelho do sangue acumulado no lugar deixava área erógena perfeita aos olhos de Xena.

A imperatriz tinha os lábios levemente abertos e sua língua tocava a ponta de seus dentes, ela estava concentrada no que estava fazendo. Gabi tinha exaustão e prazer misturado no rosto e seus olhos agora pequenos, olhavam fixamente para os de Xena. A morena circulava oclitóris pulsante e buscou a umidade que saia do centro de Gabi. O rosto de ambas estava bem perto e Xena sentia a respiração pesada que Gabi libertava enquanto era estimulada. 

-Vai gozar mais uma vez pra mim?- Xena perguntou baixo e Gabi assentiu com a cabeça. 

O rosto fadigado e sensual da loira fez a pele de Xena arrepiar. Quando Gabrielle abriu um pouco mais as penas, a imperatriz acelerou um pouco mais os movimentos e Gabi inclinou sutilmente a cabeça, mas de forma que não perdesse o contato visual. Sua respiração ficou mais ofegante e Xena podia sentir os movimentos que o sexo fazia. Gabi contraia e relaxava o músculo de sua vagina em conjunto com sua respiração. 

O clitorís chegou em seu ponto extremo de excitação e sentindo ele endurecer ao máximo em seu dedo, Xena balançou a cabeça como forma de dizer a Gabi para gozar. 

-Anw….Anw….Ãnhwww- Gabi segurou o ar até onde conseguiu e explodiu o orgasmo em um gemido sensual. Ela fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Suas pernas começaram a tremer e Xena admirava sua noiva naquele momento. Sem perder tempo a imperatriz se tocou em conjunto com Gabi e gozou simplesmente por ver sua noiva tendo um orgásmo. 

Elas se olharam e Gabi deixou suas costas encostar na pele quente e macia. Xena com dificuldades por ter ficado com a perna aberta por muito tempo, foi devagar até a jovem e se deitou ao lado dela apoiada no cotovelo.

Gabrielle conseguiu controlar sua respiração e abriu os olhos. Xena estava ali, apoiada com a cabeça no cotovelo e olhando docemente para a loira. Gabi ergueu a mão e começou a contornar os lábios de Xena com a ponta do dedo. Ela estava pensando em como a morena era linda e como foi que aquele conto de fada havia acontecido. As duas se olhavam com carinho e admiração.

-Eu queria que por um dia você se visse com os olhos que eu te vejo.- Gabrielle disse para Xena.

A imperatriz sorriu e desceu para dar um beijo nos lábios de Gabi. 

-Eu digo o mesmo para você, querida.- Mais um beijo foi dado e elas se ajeitaram nos braços uma da outra até adormecerem.


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Em Anfípolis:


Solan estava se dando bem com a ausência de sua mãe. Ele aprendeu várias coisas na prática, como ter que inspecionar o quartel e criar vínculo com os soldados. Em tese a imperatriz não fazia isso, mas depois que Octavios manipulou a todos, a mulher achou melhor se fazer mais presente. Ele também aprendeu a fazer coisas chatas, como ler as inúmeras cartas que chegaram de Corinto e dos nobres ao longo da Grécia. 

No tempo livre que o rapaz conseguia achar, ele treinava com Lexa e ensinava sobre os diversos assuntos para ela. Os dois estavam se dando bem, Solan podia jurar que finalmente estava se realizando no quesito família. 

Na noite em questão, Solan saiu da câmara de banho. Já era tarde, todos tinham jantado e já repousavam. Pelo menos foi o que o jovem pensou. Assim que ia para seu aposento, Solan ouviu vozes baixas vindas da sala de estar. Ele caminhou lentamente até lá e encontrou Lisandro e o duque de Loyola conversando. 

Solan notou que a expressão de ambos era de preocupação e a linguagem corporal também. 

-Boa noite, senhores.- Solan disse se aproximando. 

-Boa noite, alteza! - O duque disse gentilmente. 

-Alteza! - Lisandro se curvou e manteve a postura aflita. 

-Aconteceu algo? - Solan estava tentando mostrar autoridade. 

Os homens se olharam e o duque prosseguiu. 

-Na realidade sim, alteza.- 

Solan encarou os dois e mexeu a mão para que prosseguissem rápido. 

-Um dos centuriões que estavam tomando conta da entrada norte da cidade, avistou dois indivíduos com as fardas de Antenas. Assim que observaram os nossos homens, saíram correndo e não conseguiram ver os rastros.-

-Mas já estávamos esperando por isso, não? - 

-Estávamos, mas um pescador avistou um navio seguindo para o porto e desviaram a rota ao notar as bandeiras da imperatriz. - Lisandro disse. 

-Então tem mais Atenienses aqui- Solan disse sentindo um calafrio na espinha. Com aquilo ele não contávamos. 

-Nós precisamos de um plano, alteza. - O duque disse. 

Solan ficou olhando o chão por um tempo e não sabia como reagir. Ler pergaminhos e cumprimentar soldados era fácil, defender uma cidade do tamanho de Anfípolis era difícil. 

-Se me permite, alteza! Eu sugiro que comuniquemos a imperatriz imediatamente. - Lisandro disse e Solan se sentiu incompetente. 

-Se é somente um navio, quantos soldados julga ter lá dentro, General?- Finalmente o jovem disse. 

-Até 100, alteza.-

-Nós ainda estamos em maior número, eles não vão realizar um ataque direto.-  Solan falou. 

-Eu concordo com o príncipe, General! - O duque falou. 

-Mas ainda sim precisamos de um plano.- Lisandro reforçou. 

-Vamos reforçar a segurança nas entradas e no porto. Vamos deixar soldados espalhados na redondezas da cidade para assustar pelo menos. - Solan falou se sentindo confiante. 

-É uma boa alternativa, alteza. Mas eu ainda acho melhor chamarmos a imperatriz. - Lisandro falou. 

-Eu não acho que seja necessário, general. Minha mãe estava segura com relação à proteção da cidade. Eu tenho quase certeza que ela não teria saído daqui se não tivesse certeza absoluta da efetividade de seus planos.- Solan se posicionou. 

-Ela conhece os Atenienses melhor que nós, alteza. Ela saberá se posicionar muito melhor que todos nós nesse momento.-  Lisandro estava ficando irritado. 

Solan também ficou irritado, ele estava no comando e queria mostrar serviço. 

-Eu irei mandar um mensageiro para ela se isso faz você se sentir melhor, general! - Solan falou arrogante. 

-Como preferir, Alteza! Com sua licença. -  Lisandro saiu da casa pisando firme. 

-Não era ele que queria um herdeiro legítimo do trono? - Solan perguntou irritado para o duque. 

-Lisandro é o extremo no quesito precaução, alteza. Eu concordo com ele em comunicar a imperatriz, mas uma carta é uma boa ideia.- O duque disse. 

-Também está duvidando de mim, duque? - Solan falou estufando o peito. 

-De forma alguma, alteza. Mas se me permite… - o duque disse. 

-Fale. -

-Não deixa a juventude te dizer que erros não existem. A experiência é muito mais válido ao currículo do que outra coisa. Eu te aconselho a escrever a carta já e mandar o mensageiro logo que o sol aparecer, alteza.- O duque disse com cautela. 

-Tá bem, duque. Vou fazer desta forma. Boa noite.- Solan virou as costas e saiu. 

Ele não ia escrever carta alguma, ia mostrar para as pessoas que era tão visionário quando Xena. 


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Na Estalagem:

O sol chegou na Grécia e Cyrene levantou cedo. A senhora sentia a idade em suas costas e desceu as escadas com dificuldades. Assim que chegou na cozinha, ela viu o fogão a lenha apagado e as panelas sem água. Ela então tocou sua testa e se lembrou que Lexa já não estava mais lá para fazer aquele trabalho. 

Ela sentiu um vazio, agora era somente ela e Selena. 

A senhora foi até o poço, pegou água com dificuldade e ao voltar para a cozinha, se lembrou de uma dia do passado. 

Se lembrou do dia em que Xena ainda com 4 verões apareceu por detrás do poço e mostrou uma flor a sua mãe. Cyrene pegou a flor e colocou no cabelo da menina que já era um furacão hiperativo. Ela pegou na mão da criança e voltou para dentro da estalagem, o mais engraçado da lembrança foi que Xena pegou a flor do cabelo, mostrou para seu pai e o homem comeu a florzinha. A pequena Xena achou graça e saiu correndo para colher mais flores no quintal. Talvez a imperatriz nem sempre tenha sido impetuosa. 

Cyrene colocou o balde de água na mesa e encarou seu reflexo por um tempo. Ela tinha errado muito na sua vida, mas nunca aceitou que seu maior erro havia sido com Xena. Ela tinha seus motivos e aquilo latejou em seu peito. A mulher resolveu então esquecer. 

Ela colocou água na panela e viu um vulto na cozinha. 

-Que susto menina! - Cyrene disse para Selebe que entrou. - Que cara é essa? - 

Selene estava cabisbaixa e encarava suas mãos depois de sentar na mesa. 

-Acenda o fogo para mim. - A senhora disse. 

-Eu estou grávida.- A moça disse. 

Cyrene sentiu seu coração palpitar e deu um sorriso. Ela caminhou até sua filha e abraçou ela. 

-Finalmente uma notícia boa nesse lugar…. - Cyrene disse contente demais. Ela apertou a moça no abraço e notou que Selene não se mexia. - O que foi? Pensei que tivesse feliz. - A senhora estranhou. 

-Torvi quer ir para a casa dos pais dele para que a criança nasça lá. - Selene disse. O marido dela era Persa e ele queria ir embora para que seu filho tivesse uma educação persa. 

Cyrene se sentou na mesa e encarou o vazio. 

-Você também vai me deixar?- Ela disse. 

-Eu tentei de todas as formas convencê-lo a ficarmos aqui, mas a senhora conhece bem Torvi.- Selene tinha os olhos marejados. 

Cyrene não conseguiu dizer nada, ela se levantou com a dor nas costas e foi acender o fogo. 

-Mãe. Por favor! Tem outra opção, a senhora pode ir comigo.-

-Eu não vou sair daqui. - Cyrene disse colocando a lenha cortada no fogão. 

-Eu não vou te deixar sozinha aqui.- Selene falou se levantando. 

-A minha vida toda está aqui, eu não saio desse lugar.- 

-Por favor, não torne as coisas mais difíceis. A senhora vai precisar que alguém cuide de ti. - 

-Eu não preciso que ninguém cuide de mim, eu me virei a vida toda sozinha.- Cyrene estava ofegante. 

-É por isso que uma hora vai precisar de ajuda de verdade. Por favor, mãe.- Selene insistiu. 

-NÃO- Cyrene gritou e olhou para sua filha. 

A moça suspirou e saiu da cozinha. Cyrene tocou sua testa e suspirou bem fundo para espantar o choro. Ela não iria se render. 


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Na Cabana:

Xena acordou relativamente tarde, ela estava enrolada nas peles ao lado de Gabi. A jovem tinha as pernas emaranhados nas suas e ainda dormia. 

A morena encarava uma aranha enorme que estava no teto. Ela via o movimento sorrateiro que o animal fazia para agarrar um inseto logo a frente. A aranha preparou sua emboscada com as teias nas patas e milésimos antes do inseto voar, ela o enrolou na teia e grudou no teto. Uma emboscada fria, mas necessária para a sobrevivência. 

Gabi se moveu ao lado e abriu os olhos, ela encarou Xena com sonolência e a morena virou a cabeça. 

-Oi. - A garota disse com a voz fraca. 

-Oi. - Xena espondeu. 

-Você está apertando meu braço.- Gabi disse. 

Xena olhou para o braço de Gabi que estava em sua barriga, ela estava fazendo carinho nele, mas em determinado momento ela pressionou o braço da loira sem notar. A imperatriz aliviou e viu que estava vermelho onde tinha segurado. 

-O que foi?- Gabi ainda com a voz fraca perguntou.-

-Nada, querida. Eu só estava te segurando para não fugir.- Xena disse se virando e dando um beijo na testa de Gabi. A loira sorriu e se aninhou em Xena. 

A verdade é que a Imperatriz estava com um mal presságio, mas a noite anterior foi tão maravilhosa que não ia pilhar Gabi. 

-Eu estou dolorida.- A loira disse. 

-Onde?- Xena sorriu já imaginando onde. 

-Todos os lugares. Até onde eu não sabia que tinha músculo.- Gabi falou fazendo manha. 

-Coitadinha de você. Quer uma massagem?- Xena tocou a nuca de Gabi e pressionou. 

-Não. 

-NÃO??? - Xena disse surpresa. Gabrielle adorava massagens.

-Não. Eu estou com fome.- 

A imperatriz deu risada.  E virou Gabrielle para cobri-la de beijos.

-E o que vossa alteza quer comer? - Xena disse olhando Gabi. 

-Temos quais opções?-

-Tem o resto do coelho, peixe, chá e eu.- Xena sorriu com safadeza e Gabi gargalhou. 

-Posso comer o coelho e ter você de sobremesa? - Gabi disse tocando o pescoço de Xena. 

-Pode! Ou pode me ter como prato principal e como sobremesa.- A morena tirou mais risos da loira. 

-Você não vai me seduzir. Eu preciso me alimentar.- Gabi empurrou Xena e se levantou. 

A imperatriz ficou deitada olhando a bunda de Gabi que engatinhava para fora da cama. Ela estava vidrada ali quando Gabi berrou. 

-O QUE? - Xena se sentou no susto. 

-Olha o tamanho dessa aranha.- Gabrielle se sentou e trouxe o corpo mais para perto de Xena. 

-Ela não é venenosa.- A imperatriz disse rindo. 

-Como você sabe?- 

-Por aqui não tem aranhas venenosas….. A não ser eu.- Xena deu seu olhar pervertido e Gabi riu mais um pouco. 

-Você está impossível hoje.- A loira confiou em Xena, saiu da cama e foi até a panela. 

Aquele dia prometia bom humor. 


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As duas aproveitaram o dia conversando e treinando. Gabi queria aprender o máximo possível de movimentos com Xena, pois sabia que quando retornassem, a imperatriz estaria atarefada.

Xena estava parada e bloqueava os golpes de Gabi com a mão. Ela observava e comentava se estava certo ou errado.

Gabi estava ficando irritada, não importava o que fizesse, Xena sempre se protegia.

-Eu desisto. Não tem graça lutar com você.- Gabi disse se aproximando e Xena baixou a guarda.

-Você está aprendendo, querida. Não tem que me usar de parâmetro, eu sempre vo…- Xena ia terminar a frase quando Gabi moveu o cajado rápido e tentou acertar sua cabeça. A morena segurou a arma e ergueu uma sobrancelha.

-Saco.- Gabrielle distanciou e Xena riu. 

-Você está cruzando as pernas na hora de dar o golpe.- Xena pontuou.

-É o jeito natural do meu corpo ter equilíbrio.- Gabi disse teimosa.

-Mas está errado.- 

-Como pode estar errado se é o jeito que eu fico equilibrada?- 

Xena suspirou e se aproximou.

-De o golpe de novo.- A morena disse.

Gabi deixou seu pé direito na frente e girou parcialmente o corpo e mirou na cabeça de Xena. Nesse movimento o pé esquerdo da jovem cruzou com o direito e a imperatriz parou o golpe. 

Xena segurou o cajado e com um movimento rápido ela empurrou a arma, fazendo Gabrielle cair no chão sentada. 

-Você só acha que está equilibrada, mas na verdade não.-

-Tá Tá…- Gabi disse se levantando. -Agora eu me cansei de verdade.- Ela largou o cajado e foi em direção a Xena. 

As duas se abraçaram e Xena ganhou um beijo na bochecha. O vento gelado aumentou com o fim da tarde, mas ainda sim elas não quiseram entrar na cabana. Ficaram ali abraçadas olhando para o lago calmo.

-Você disse que íamos para Potedia.- Gabi quebrou o silêncio.

-Nós vamos…-

-Quando?- Gabi quis saber.

-Enjoou daqui?- Xena brincou.

-Não.- Gabrielle deu risada e beliscou a bunda de Xena. -Eu só pensei que você tivesse se esquecido.

-Não me esqueci, querida. Assim que encontrarmos um bom momento eu prometo que vamos.-

-Agora não seria um bom momento?- Ela olhou para Xena. -Todos acham que estamos aqui, assim não vão nos seguir.- 

-Seria perfeito, mas Solan está sozinho no comando, se algo acontecer ele não vai me achar.- A imperatriz disse beijando a ponta do nariz de Gabi. -Afinal, o que planeja em fazer quando chegarmos lá?- 

-Vou ir até a fazenda, ver se tem pessoas vivas e dizer “hey sou sua filha perdida”- Gabrielle falou.

-E como espera que eles acreditem?- Xena perguntou.

-Porque eu me lembro de coisas que possivelmente as outras não.- A loira disse esperançosa.

-O que por exemplo?-

-Me lembro do nome dos meus pais, do nome de Lila e de quando minha mãe mandou tirar um dedo do meu pé.- 

-O que?- Xena afastou o corpo de Gabi  para encará-la e deu uma risada alta. 

-Eu tinha seis dedos em um pé.- Gabi disse séria e Xena gargalhou mais alto ainda. -É sério...Pensando bem hoje eu até achava interessante, mas minha mãe disse que iriam caçoar de mim e chamou um curandeiro.- Gabi falou séria e ao notar Xena rindo também deu risada.

-Se tivesse mais um dedo ainda, talvez teria mais equilíbrio.- Xena tirou sarro. 

-Você me amaria se eu ainda tivesse seis dedos?- Gabi chantageou. 

-Não..- A imperatriz fez cara de nojo e a loira ficou séria. -Eu gosto de gente com sete dedos, não seis.- Xena deu risada e Gabrielle empurrou ela. 

-Eles lembraram de mim se eu contar essa história.- Gabi falou entrando na cabana.

A imperatriz sabia bem que não seria tão fácil daquela maneira, mas fosse lá o que acontecesse em Potedia, ela estaria lá para Gabrielle. 


Notas Finais


⚠️ Aviso: Todos os capítulos estão sujeitos a correção ortográfica depois de postados.


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