História Penumbra grega - Capítulo 55


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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Personagens Gabrielle, Xena
Tags Romance, Xena Gabrielle
Visualizações 57
Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, LGBT, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como de costume, um capitulosinho fofo só para dar seguimento na história. Os próximos serão os que eu já tenho planejado a tempo 🤭 huhu
Espero que gostem!!!

Capítulo 55 - Vai sentir falta?


Fanfic / Fanfiction Penumbra grega - Capítulo 55 - Vai sentir falta?

Os últimos três dias voaram. No casarão já não tinha mais nada que pertencia aos seus habitantes temporários, pois tudo havia sido levado para o navio. O sol tinha nascido a duas marcas de velas, mas alguns detalhes havia atrasado a partida.

Xena estava em seu gabinete resolvendo assuntos políticos. Ela e Lisandro estavam ajustando os últimos detalhes e fora decidido que o general ficaria em Anfípolis aguardando os sucessores que tomariam conta da cidade. Aquilo significava oficialmente que a imperatriz estava tomando Anfípolis e outras cinco cidades que giravam em torno daquela da liga de Delos. 

Enquanto Xena estava lá dentro, Gabrielle e os outros membros que iriam compor o navio se despediam do demais.

-Selene, eu realmente estava contando com você em Corinto.- Gabi disse triste.

-Eu sei, Gabi! Mas como eu disse, eu não vou me acostumar com cidade grande, mas vocês prometeram voltar e eu prometi ir até lá...Acho que nos veremos em breve então. - 

-Tomara…-Gabi sorriu e abraçou sua cunhada. -Vamos escrever para vocês...Agora que você consegue ler melhor vai ficar mais fácil.- Gabi disse.

-Vou escrever sim. Assim que o bebê nascer eu dou notícias.- A mulher tocou sua barriga e sorriu.

Do lado estava Lexa com o rosto vermelho, ela já havia chorado muito no colo de Cyrene e agora não queria soltar a mulher. Ela estava agarrada a sua mãe e não dizia uma única palavra. 

-Vamos, lá!!- Cyrene esfregou as costas de Lexa. -Você vai ficar bem. E agora que sabe escrever, eu tenho a sensação de que irá mandar cartas toda semana.-

-Ainda dá tempo da senhora ir comigo.- A moça olhou sua mãe.

-Não insista…- Cyrene desviou o olhar. 

Gabrielle colocou a mão no ombro de Lexa e sorriu. 

-Você vai ver, vai passar bem rápido os dias e quando menos esperar, estará de volta.- Gabi disse confortando Lexa. 

Selene se aproximou também e sorriu para sua irmã mais nova.

-Acho que em todos esses anos, nunca ficamos separadas como agora.- Selene falou tentando não ser tão emotiva.

-Eu vou sentir sua falta.- Lexa era mais sensível e abraçou sua irmã. A mulher ficou sem jeito e deu tapinhas nas costas da jovem. 

-Eu sei que vai...Não vou ter ninguém para brigar aqui.- Selene disse. 

-Por favor!!- Lexa olhou implorando para que sua irmã fosse. A única reação que Selene teve foi tocar o rosto de Lexa e segurar um choro.

Solan se aproximou, ele entrou pela porta e olhou para Cyrene.

-Oi…- Ele disse acanhado. -Quer dizer...Tchau!- 

Cyrene se aproximou e com receio tocou nas mãos do rapaz. 

-Eu vou sentir sua falta, Solan.- A senhora disse de forma surpreendente. 

-Eu também….-Disse ele. -Queria ter tempo para conhecer a senhora melhor.- 

-Eu também.- Eles se olharam e ficaram em silêncio. 

Certeza que não quer ir para Corinto?- Por mais que Solan sentisse falta de mais figuras masculinas, ele gostava de ser paparicado por sua avó e Selene. Em um momento ele não possuía nenhuma figura feminina em sua vida e de repente apareceram várias. Ele não estava disposto a abrir mão delas. -Delia mora no palácio, vocês iam se dar bem.- Ele complementou.

-Já me falaram muito bem dela.- Cyrene sorriu. -Mande meus cumprimentos a ela e eu conto com todos vocês para cuidar de Lexa e Xena…- A senhora ainda segurava a mão de Solan.

-O que mais tem é gente para ficar de olho nelas.- Gabi disse carinhosamente. 

-Todos prontos?- Xena entrou na sala e olhou os rostos molhados de lágrimas. -Pelos deuses, até parece que alguém morreu…- Ela disse. -Desculpe, não quis ofender.- Xena olhou para Selene sem graça.

A imperatriz estava com sua clássica farda de couro com tecido azul e uma capa fina de linho para se proteger do vento gelado que partia para dar lugar a primavera. Ela estava majestosa.

Todos se abraçaram em seguida e se despediram, então Xena se aproximou de Selene.

-Foi um prazer conhecer você.- A imperatriz disse acanhada. 

-O prazer é meu.- Selene também ficou acanhada. 

Xena então se aproximou do ouvido de sua irmã e cochichou algo. Todos da sala estavam olhando curiosos para ambas.

A imperatriz se afastou e ambas sorriram. 

-Bom…- Xena olhou para os demais e então Cyrene se aproximou. 

-Vamos esperar por você lá fora.- Gabi disse e todos saíram da sala deixando Cyrene e Xena sozinhas.

-Xena…-

-Eu…-

As duas disseram ao mesmo tempo.

-Pode falar.- Cyrene disse. 

-As coisas não saíram como eu planejei aqui…- A imperatriz disse. 

-Eu sei.- A senhora abaixou a cabeça.

-Eu não vim para Anfípolis com o intuito de te encontrar ou fazer algum tipo de contato. Acho que era por medo de sentir seu desprezo.- Xena às vezes não percebia a forma ríspida que seu tom saia.

A senhora fechou os olhos sentindo o peso da última palavra e Xena percebeu.

-De qualquer forma, eu gostei de ter você por perto.- Xena tentou corrigir, mas ela não achava as palavras certas.

-Me perdoe, Xena.- Cyrene pegou a imperatriz de surpresa. -Me perdoe por ter criado uma imagem sobre você que não era real…-A senhora começou a se emocionar. -Se eu tivesse ido atrás de você, talvez não tivesse sofrido tanto, Eu… eu….- Ela já não conseguia dizer mais nada por causa do solusos.

-Está tudo bem….- Xena abraçou sua mãe e como aquilo foi estranho em primeiro momento. No entanto, Cyrene agarrou a capa de Xena com força e apertou sua filha em meio ao choro. 

A senhora chorou e Xena subitamente se emocionou, mas conseguiu segurar as lágrimas ao máximo, ela não conseguiu evitar e encostou seu rosto na cabeça de sua mãe e sentiu cada segundo do abraço. Aquilo parecia fantasia, e com toda certeza transformou as duas.

-Eu queria conseguir me expressar melhor, te dizer mais coisas. Mas eu não consigo achar as palavras...eu…- Xena tentou falar. Cyrene olhou para cima e limpou uma lágrima que caiu dos olhos de Xena.

-Promete que vai cuidar de Lexa?- A senhora disse com uma mão no rosto de Xena.

-Prometo.- 

-Ela é uma menina ainda. Eu não deixei ela crescer da forma certa.- Cyrene admitiu. -Se ela der trabalho também, mande de volta, você não é obrigada a pagar por mais um erro meu e….-

-Eu gosto de Lexa…-Xena cortou sua mãe. -Ela faz eu me lembrar de uma pessoa.- As duas sorriram ao assimilar Lexa com Lyceus. -Mas eu ficaria melhor se….- Xena quase exitou. -Se a senhora você com a gente.- 

Por uma fração de segundos Cyrene quase aceitou. Mas ela infelizmente ainda estava presa naquele lugar. Muita gente que ela amou foi enterrado ali e sua estalagem foi algo que a deu forças por verões. 

-Se eu me arrepender eu prometo que vou…- 

-Sempre vai ser bem vinda.- 

Mãe e filha se abraçaram mais uma vez, dessa vez sem choro. Elas sentiram o abraço forte e ficaram daquela forma por uns minutos. 

-Eu vou sentir sua falta, Xena!-

-Eu também….mãe.- Aquela frase fez a imperatriz se lembrar da primeira vez que Solan a chamou daquele jeito e então sorriu. 

Cyrene olhou Xena de cima a baixo e então os olhos azuis tomaram sua forma majestosa mais uma vez. 

-Eu sinto orgulho de você dessa forma.-

-Mesmo sabendo de tudo que eu já fiz?- 

-Eu sinto orgulho da mulher que você se mostrou aqui. Existem pessoas que te amam muito, então eu me sinto mais tranquila em te deixar ir.-

Xena suspirou não sabendo ao certo como reagir, ela tocou o ombro de Cyrene e sorriu. Em seguida ambas saíram do casarão e se encontraram com os outros. 

Lexa correu na direção de Cyrene e abraçou sua mãe mais uma vez aos prantos e Xena deu risada.

-Eu deixei uma coisa para você em seu aposento.- Xena disse para Cyrene. 

-O que é?- A senhora disse enquanto era esmagada pelo abraço de Lexa.

-Assim que partirmos a senhora verá.- A imperatriz piscou.

-Vem logo, glutão.- Xena puxou Lexa pelo colarinho. -Você vai ficar bem, vai conhecer o maravilhoso mundo de Corinto, vai nem sentir falta.- Xena colocou o braço envolta do ombro de Lexa e caminharam na frente de todos. 


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Xena se despediu de Cyrene e Selene mais uma vez e enfim entrou no navio. O porto estava cheio, todos queriam ver a imperatriz mais uma vez. Ela momento algum desceu de seu pedestal, a não ser para dizer tchau a sua mãe. Ela subiu no navio e logo atrás veio o restante. 

O pérola estava abastecido e pronto para seguir viagem mais uma vez. Dessa vez ia ser mais rápido, se paradas e enrolação, direto para Corinto. 

O capitão sabia que a rota original seria mantida e a qualquer sinal de perigo era para fazer os movimentos de fuga. Xena tinha quase certeza que os atenienses não estariam em seu caminho, até mesmo porque ela estrategicamente adiantou sua viagem para pegá-los de surpresa. 

A imperatriz entrou no navio e foi para perto do mastro com o capitão Gustav e Solan. Gabrielle e Lexa se juntaram a Rita e Luna na proa para acenar para as pessoas do porto e quando menos perceberam o navio começou a partir. 

Xena não deixou de sentir aquele aperto no peito por estar deixando sua mãe para trás. Agora que as coisas tinham ficado bem, ela simplesmente estava indo embora. Pelo menos a morena estava aliviada de ter dito poucas coisas para Cyrene e como uma boa estrategista ela daria um jeito de arrastar não só a senhora, mas Selene para Corinto um dia. 

As pessoas do porto não deram muita bola para a imperatriz em si. A nova atração era Gabrielle. Todos queriam ter a simpatia da futura rainha e Gabi não economizou no sorriso e apertos de mão. A jovem não sabia o quão perto da luz estava e os seus gestos davam ao povo um sentimento novo. 

Gabi acenou do navio e muitos corresponderam como se a rainha estivesse olhando para cada um, como se ela os conhecesse. Xena observou aquilo tudo e sentiu que pela primeira vez estava no caminho certo.



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Já era tarde da noite, Xena estava na sua cabine escrevendo uma carta. Ao seu lado havia um carimbo e vela derretida, quando ela terminasse, sua chancela vermelha estaria presa no papel e alguém receberia aquilo. 

Pela expressão da imperatriz a carta era de teor político e não muito agradável. A pessoa que recebesse aquilo certamente teria problemas para dormir de noite.

Gabrielle estava ao lado no aposento compacto, não demorou muito para sentir o enjoo e Xena correu preparar o chá e aplicar o ponto de pressão para aliviar. No jantar a loira tomou uma sopa leve e se deitou. Xena aproveitou que sua noiva dormia profundamente e começou a escrever a carta, pelo menos ela achava que Gabi estava com Morfeu. 

-Xena!- Gabi saiu de camisola do aposento e veio na direção de Xena.

A morena desfez sua cara de concentração quando viu sua noiva. 

-Está tudo bem?- A imperatriz perguntou. 

Gabi sentou no colo de Xena de modo que sua cabeça ficou no ombro da morena. 

-Não consigo dormir.- Gabi disse manhosa.

-Por causa do enjoo?- Xena envolveu Gabi como se fosse um bebê grande e acariciou as pernas nuas. 

-Não, eu estou bem do enjoo.-

-O que é então?- 

-Não consigo parar de pensar na menina.- Gabi se referiu a sua filha. 

-E está pensando o quê exatamente?- 

-Nessa tal peculiaridade que seu mercenário mencionou na carca.- 

-Bom, você sabe que eu desconfio de qualquer coisa física.- Xena estava tentando acalmar Gabi com relação a esse assunto. A loira estava pilhada e sua ansiedade não a deixava em paz.

-E se ela me rejeitar, Xena?- 

-Querida, é só uma criança…-

-E se ela não for minha filha?- Gabi se afastou e olhou o rosto de Xena. 

-Quase impossível não ser.- 

-Você tem certeza que seguiu as pistas certas?- 

-Sim. Meridan não é um tolo, eu confio nele.-

-Mas ainda sim, amor, se for minha filha ela pode querer não ficar comigo.- 

-Se for sua filha ela não tem que querer nada, Gabrielle.- Xena não tinha traquejo com crianças. 

-Não tem com obrigar as pessoas a ficarem perto de você, Xena. Ainda mais uma criança…- Gabi voltou a se encostar. -Deuses... - A loira tocou sua testa.

-Querida, é melhor nos preocuparmos com isso quando ela chegar.-

-Eu estou com medo, Xena.- 

-Dela ser rebelde?- 

-De tudo, mas principalmente…- Gabi fez uma pausa.

-Diga, querida.- 

-Principalmente dela se parecer com o….- Gabi não conseguia dizer.

-Com o persa?- 

-Sim…- 

-Na aparência ou no jeito?- 

-Em tudo...Aquele homem me enjoava, Xena. As vezes eu tenho pesadelos com ele…- 

-Você sonha com ele?- Xena se sentiu estranha com aquela revelação.

-Sonhos são bons. O que eu tenho são pesadelos, na verdade eu acho que são mais memórias do que pesadelos.- 

-E o que você faz quando acorda?- Xena quis saber. 

Ela sabia que aquilo se tratava de um trauma, mas a imperatriz se frustrava as vezes por não ser capaz de curar todas as feridas ou afastar todas as lembranças ruim de Gabi.

-Eu olho pra você e percebo que só foi mais um sonho.- Gabi disse de forma natural e Xena suspirou.

-Amor, eu não sei por que, mas tenho a sensação de que vamos encontrar uma criança doce em Corinto. Não tem outro motivo para Meridan ter dito que teve certeza absoluta de que era sua.- Xena falou séria e Gabi olhou para ela de novo.

-Você está dizendo que eu sou doce?- Gabi sorriu.

-Estou.- Xena sorriu também.

Gabi deu um beijo na imperatriz e ficou olhando para ela.

-O que mais acha de mim?-. Gabi tinha um sorriso bobo no rosto.

-Te acho linda.-

-E o que mais?- O sorriso ainda estava ali.

-A pessoa mais doce que eu já conheci e a mais forte também.- Xena tocou o rosto de Gabi. 

-Não tão forte como você, Xena!- Gabi riu desdenhando de si.

-Você é muito mais forte que eu. Depois de tudo o que passo ainda sobrou lugar para o amor aqui.- Xena terminou a frase tocando onde seria o coração de Gabi. 

-Bom…- Gabi ficou sem palavras.

-Não se preocupe, querida. Vai dar tudo certo.- Xena disse fazendo carinho em Gabi.

-Vou tentar.-

Elas ficaram um pouco em silêncio e nesse meio tempo Xena acariciava Gabi e dava beijos na testa dela.

-Você acha que consigo ser uma boa mãe?- O coração de Gabi ainda estava apertado.

-A melhor de todas.-

-Você é minha fã, Xena. É suspeita para falar.- Gabi riu e beijou Xena. 

-Tem razão...Eu sou sua maior admiradora.- A imperatriz apertou Gabi em seus braços e beijou a cabeça loira. 

Gabi bocejou e seus olhos ficaram pesados.

-Por que não deita e tenta descansar agora?- 

-Você sabe que eu demoro pra dormir se você não está na cama.- Gabi fez manha. -O que está fazendo aqui afinal?- Gabi olhou a carta na mesa e pegou ela.

-Uma carta para o general ateniense, eles já se lascaram muito nessa guerra e eu não tenho nenhum interesse em continuar. No fim o prejuízo vai ser meu mesmo com pessoas famintas e cidades destruídas.-

-Vai propor um acordo?- Gabi ficou curiosa.

-Sim...Eu acredito que vão aceitar.-

-E se não aceitarem, Xena?-

-Então eu boto fogo naquela merda…- Xena disse por impulso e só depois notou a expressão de Gabi. -Não literalmente...quero dizer….- 

-Eu sei que vai pensar em algo melhor!- 

-Ta bem! Vamos lá.- Xena pegou Gabi no colo e foi em direção a cama. A imperatriz colocou a loira na cama e foi se trocar.

Xena tirou suas botas e chutou elas para longe, depois tirou a roupa colocou seu Hobby e se ajeitou perto de Gabi que se aninhou na morena e fechou os olhos na esperança de dormir.


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Na manhã seguinte, Xena saiu de sua cabine antes de Gabi acordar. Ela foi até o capitão e se informou se algum navio ateniense fora visto. O homem disse que não e que por enquanto o caminho estava livre. 

Xena sorriu e confirmou que realmente escapou da emboscada que os malditos tinham preparado. Uma hora dessa eles estavam furiosos e vindo a toda velocidade atrás deles para escapar do prejuízo. A imperatriz deu ordem de que o navio não fosse ancorado por causa do risco iminente. 

Enquanto conversava com o capitão, Xena viu de longe Lexa debruçada na borda do navio. Ela estranhou porque até então o convés estava vazio e a jovem não parecia muito bem.

-Isso é enjoo?- Xena se aproximou de sua irmã.

A jovem olhou para Xena com uma cara péssima.

-Você esqueceu de mencionar que essa porcaria balançava tanto.- Ela disse.

-Sinto muito.- Xena riu.

-Falta muito para chegarmos?- Lexa se debruçou mais uma vez.

-Mais dois ou três dias.-

-Eu vou morrer….- Lexa vomitou ao terminar a frase e Xena riu de novo. A morena deu um tapinha leve nas costas de sua irmã e esperou ela terminar.

-Mais algumas viagens e você fica curada disso.- 

-Eu prefiro ficar com meu pé no chão.-

-Vou falar para Phergus fazer um chá para você.- 

-Eu odeio ch….- A jovem vomitou de novo.

-Isso pode ser gravidez também, melhor ficar esperta.- Xena tirou sarro.

-Não fala isso nem de brincadeira…-Lexa fechou a cara e rendeu mais uma risada de Xena.

-Não se jogue no mar, eu vou pegar o chá para você.- 

-É normal a imperatriz pegar chá para as pessoas?- Lexa também quis zoar.

-Não, mas seu vômito vai corroer o casco do meu navio, então eu já volto.- Xena piscou e foi sair.

-HA HA! Engraçada você.- Lexa apoiou sua cabeça na mão e olhou Xena se afastar, ela então sentiu um aperto no peito e chamou pela morena sem perceber. -Xena!- 

Xena olhou para trás e percebeu o rosto constrangido de Lexa.

-Sim?- 

-Nada não!- Lexa estava com vergonha de sua irmã.

-Diga.- Xena se aproximou mais uma vez.

-Como….como você se sentiu quando percebeu que estava livre para sair de Anfípolis e procurar por aventuras?-

Xena suspirou e se encostou na borda do navio.

-Não foi do jeito que eu planejei, mas depois de umas luas eu me sentia mais madura.- 

-Sentiu saudades de casa?- Lexa sem sombra de dúvidas era mais sensível.

-Em momento algum.- Xena olhou sua mão e fugiu do olhar de Lexa. 

-Você estava brava, não é?-

-Eu estava…-

-Acha que vai sentir falta dessa vez?- 

-Talvez.- Xena não sabia ao certo o que estava sentindo. -Você já está com saudades?- 

-Não exatamente.- 

-O que é então.-

-Estou me sentindo deslocada...Como se não pertencesse aqui.- 

-De fato você não pertence. Até se acostumar e fazer amigos, vai se sentir estranha.- 

-Você se sentiu assim.- 

-Sim…-

-E você fez amigos e começou a se sentir bem?- 

-Eu conheci Gabrielle e comecei a me sentir bem. Depois Solan e por fim você...Acho que vai ser mais fácil para você se adaptar.- Xena piscou para Lexa. 

A jovem sorriu. Ela gostava de Xena, mas achava que estava sendo um peso para ela, uma intrusa que estava se aproveitando da irmã. Ouvir ela dizendo que se sentiu bem por estar por perto foi reconfortante.

-Obrigada!- Lexa disse. 

-Não tem de que.- A imperatriz deu um sorriso tímido e saiu.  

Lexa ficou olhando até a figura de Xena se afastar. Era engraçado estar do lado de Xena, ter uma conversa simples e mais afetuosa e depois ver a mulher fechar a cara e ter milhares de soldados tremendo de medo e batendo continência. Era intrigante estar com ela sabendo que seus devaneios e “loucura” eram reais e ao mesmo tempo confiar que ela jamais machucaria alguém da família. 

Lexa se perguntava constantemente quem era Xena e até onde ela ainda continuava sendo a destruidora. 


Notas Finais


⚠️ Aviso: Todos os capítulos estão sujeitos a correção ortográfica depois de postados.


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