História Penumbra grega - Capítulo 63


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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Personagens Gabrielle, Xena
Tags Romance, Xena Gabrielle
Visualizações 63
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, LGBT, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como de costume, nosso capítulo de sexta está postado hehe
Espero que gostem ;)

Capítulo 63 - No aguardo


Fanfic / Fanfiction Penumbra grega - Capítulo 63 - No aguardo

Xena saiu do templo que ficava no jardim meio aborrecida. Ela não sabia porque insistia em pedir conselhos para Atena, sendo que a deusa sempre usava palavras ambíguas e no fim das contas não ajudava com nenhuma ideia sólida. A imperatriz bateu a porta do templo e suspirou. Ela colocou a mão na cintura e olhou para o céu marcado por penumbra.

-Você está bem?- Uma voz soou de algum lugar e Xena olhou para os lados tentando ver quem era. Ela então viu que a dona da voz era Lexa, que estava sentada no banco ao lado do templo. 

-Estou.- Xena disse tentando disfarçar sua preocupação. Ela balançou os braços de maneira constrangida e se aproximou um pouco de sua irmã. -E você? Está bem?- 

-Sim….estou…- Lexa abraçou seus joelhos e desviou do olhar de Xena.

A imperatriz notou que havia algo errado, então ela se aproximou mais e sentou ao lado da moça.

-Por que eu não estou convencida então?- Xena disse tentando descobrir qual era o problema.

-Não é nada de mais...sério! Eu só...estou pensando como devem estar as coisas em casa.- Ela enfim disse.

-Está com saudades de Anfípolis?- Xena perguntou. 

-Estou…-

Xena olhou para o rosto de Lexa e viu que o olhar da moça estava abatido. Que ela nunca ficara tanto tempo longe de casa, não era novidade. A questão era que a imperatriz não sabia como ajudar.

-Você não está?- Lexa olhou para Xena e perguntou.

A imperatriz abriu a boca, mas as palavras não saíram. Ela não queria parecer insensível, mas também não conseguia disfarçar sua indiferença. 

-Pensei que você iria sentir falta depois que se resolvesse com a mãe.- Lexa disse apoiando o queixo no joelho.

-Não é que eu não esteja, Lexa…- Xena olhou para sua mão e continuou. -É só que eu passei muito tempo longe e essa aqui é a minha casa...é estranho para mim sentir falta de um lugar que não é meu lar.- 

-Você não acha aqui muito grande?- Lexa perguntou.

A imperatriz nunca entendeu qual era o problema da maioria das pessoas que não se sentiam à vontade no palácio gigantesco. 

-Acho...por isso eu gosto.- Xena respondeu.

-Eu me coloquei no seu lugar várias vezes, sabe? Mas eu acho que nunca me acostumaria a solidão nesse palácio gigante.- Lexa falou de forma inocente, mas ela não percebeu o que causou em Xena. 

-Digamos que na época esse palácio cabia dentro do meu ego colossal.- A imperatriz respondeu tranquilamente. 

-Mas ainda sim era solitário, não?- Lexa perguntou.

-Me desculpe por estar fazendo você se sentir sozinha aqui, Lexa.- Xena falou encabulada.

-NÃO!- A garota tentou corrigir. -Eu não estou me sentindo sozinha...é obvio que não tem toda uma energia familiar porque tem muita gente desconhecida aqui, mas eu tenho apreciado a companhia das garotas...e de Delia...porque você sabe, ela não é uma garota...já foi, mas ela…- Lexa se embananou e Xena riu. 

Elas deram uma risada fraca e o silêncio deixou evidente o som dos grilos no jardim. Agora estava escuro e as estrelas brilhavam com força depois da chuva barulhenta que deu a umas marcas de vela atrás. 

Xena olhou para Lexa e o seu próximo movimento surpreendeu tanto ela quanto sua irmã. A imperatriz tocou o ombro de Lexa e a puxou para um abraço afetuoso. A jovem ficou em silêncio, mas depois de uns instantes ela relaxou no afago sincero. 

-Você deixou esse palácio com uma esfera mais familiar, Lexa. Então se eu puder te deixar mais à vontade me fale. É bom te ter aqui.- Xena disse timidamente, esfregou o braço da sua irmã e então se levantou.  -Bom...vamos jantar. Se nos atrasarmos vão reclamar.- Xena disse caminhando lentamente para fora do jardim. Lexa se levantou e veio logo atrás de Xena com um sorriso novo no rosto. -Por que não escreve para Anfípolis?- Xena deu a ideia. -Gabrielle disse que você tem ido muito bem nas aulas.- 

-Vou fazer isso.- Lexa sorriu e elas entraram novamente no palácio.

 

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Ísis soltou uma risada quando foi erguida por Xena. Depois que todos jantaram na sala do quarto andar, a imperatriz se sentou no tapete em frente a lareira e a criança se atirou para cima dela. Elas brincavam com algo parecido com lutinha e em determinado momento a morena ergueu Ísis no alto e fez cócegas na menina. 

Todos os outros se sentaram nos sofás e nas poltronas perto da lareira conversando tranquilamente. 

Ísis se soltou de Xena e sentou ao lado dela no tapete para brincar com seus brinquedos de madeira. Gabrielle olhava para as duas atentamente com um sorriso bobo no rosto. 

-Não acha que está relaxando demais?- Solan parecia tenso. Ele caminhou até a lareira e encarou sua mãe. Xena observou a linguagem corporal de seu filho e então falou. 

-Espera que eu faça o que?- Ela perguntou e um silêncio se fez na sala.

-Ele pode estar aprontando nesse exato momento enquanto estamos aqui nesse clima familiar.- O rapaz bebeu o vinho de sua taça e observou os olhares em sua direção. 

-Ele pediu para ficar sozinho essa noite, Solan.- Respondeu Xena que se referia ao general Péricles. -E tenho guardas em cada centímetro do andar em que ele está repousando. Não tem muito o que eu possa fazer.- Xena ainda estava sentada no chão com Ísis.

Solan se sentou impaciente na poltrona e encarou o fogo. Xena não sabia ao certo porque seu filho parecia tão nervoso e preocupado com aquela situação, mas seu olhar azul ainda pairava nele. 

-E o caso dos mineradores? A população não parecia feliz com eles e você ainda não fez nada.- 

-Phergus me disse que não havia marca de luta nos ossos e no resto da carne que foi encontrada na mina.- Disse a imperatriz se referindo ao quarto minerador que foi comido. Todos estavam olhando para mãe e filho e tentando entender também o por quê Solan estava tão afoito.

-Mas eles ainda fizeram algo horrível. Não se come outra pessoa.- Solan respondeu. 

-Você já passou fome e em uma situação de risco, Solan?- Xena perguntou. 

-Não, mas eu jamais comeria alguém….Não me diga que você sim.-  O rapaz pareceu assustado e todos os olhares foram na direção de Xena.

-Ninguém sabe até onde pode ir até que esteja em risco eminente. Para mim, aqueles homens já foram punidos até demais. Ficarem presos em uma mina por incontáveis dias e agora vão ter que conviver pelo resto da vida com a ideia de que comeram um companheiro. Sem falar que eles apanharam feio e estão trancados em uma cela suja e fria nesse momento.-  Xena respondeu e todos pareceram pensativos. 

-Mas você mesma me disse que um bom imperador satisfaz seu povo para continuar no poder.- Solan pareceu confuso.

-E eu vou satisfazê-los. Mas não precisa ser necessariamente da forma que eles querem.- Xena respondeu e antes que Solan abrisse sua boca para continuar, Mioll entrou pela porta e reverenciou a imperatriz. 

-Majestade, me desculpe incomodar, mas Péricles quer sua permissão para visitar os nobres traidores que vossa majestade mandou prender nas masmorras.- A general disse.

-Deixe que ele vá...Mas não saia do lado dele.- Xena disse e a general assentiu com a cabeça. -Mioll!- Xena chamou quando a mulher deu as costas para sair. -Ele só tem cara de idiota.- A imperatriz não precisou dizer mais nada para a general entender a mensagem.

-Sim, majestade.- A mulher se curvou novamente e saiu da sala. 

Solan colocou seu cálice na mesinha ao lado da poltrona e saiu da sala irritado.


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O príncipe saiu da sala de estar e foi em direção a seu aposento. Ele estava irritado com sua mãe. Não sabia ao certo o por quê, mas sabia que ela não estava lhe contando algo. Ele abriu a porta de sua sacada e deixou o vento gelado entrar no lugar. Ele saiu para fora e se apoiou no parapeito. 

Uma batida veio da porta e ele olhou para trás, Xena então abriu a porta cuidadosamente e olhou para dentro. Solan suspirou quando viu sua mãe e voltou a encarar as nuvens no céu iluminado pela lua.

-Quer me dizer qual o problema?- A imperatriz foi até o rapaz e se apoiou de costas para o parapeito. 

-Tem um estranho na nossa casa, indo em direção a supostos “traidores” e você não parece nenhum pouco preocupada com isso. Sem falar que a qualquer momento a população pode derrubar o portão para estrangular aqueles mineradores e você só está afim de ficar brincando com aquela menina.- O rapaz bravejou.

Xena achou graça e sorriu. 

-Eu não estou com ciúmes daquela criança...é só que…- Ele disse.

-Eu não ri porque achei que você está com ciúmes.- Xena virou de frente e observou as nuvens também. 

-Por que riu então?- 

-Você notou o que acabou de fazer?- A imperatriz perguntou.

-Não...o que?-  Solan relaxou os ombros e encarou sua mãe.

-Seus instintos estão te dizendo que aqueles homens atenienses na masmorra são mais do que traidores e que Péricles está tramando alguma coisa.- 

-Você já desconfiava de algo assim?- Solan perguntou.

-Claro que sim. Se eu tivesse certeza absoluta que aqueles homens eram meramente traidores eu já teria matado eles.- 

-Não tinha que ser o contrário?- Solan pareceu confuso.

-Solan. Eu estou de fato perdida, sua intuição a respeito a isso não falhou também. Mas veja bem…- Xena chegou quase perto do ouvido de seu filho. -Os atenienses estão a verões tramando esse plano, juntando dinheiro, fazendo aliados e blá blá blá. Você realmente acha que eles vão aceitar um acordo e tudo volta a ser como antes?- Xena conseguiu dar algo maior para Solan pensar. -Aqueles homens presos nas masmorras, vieram até mim com máscaras de traidores, me oferecendo favores e querendo ser parte do meu time…-

-Isso é estranho, eu sei, mas por que não os mata logo?- Solan pareceu intrigado e ansioso.

-Pensa comigo, Solan. Primeiro, Atenas tem vários aliados, e muito dinheiro. Por que três farrapados iriam vir correndo para a imperatriz pedir refúgio, sendo que eles poderiam muito bem ter saído do país em vez de correrem o risco de serem decapitados por mim?- 

Solan começou a pensar e uns milésimos depois seu rosto se iluminou com um sorriso.

-Para fazer a liga de Delos parecer desestruturada e desorganizada.- O rapaz disse.

-PERFEITO.- Xena exclamou.  - E me diga, o que se passa em sua cabeça quando vê seu inimigo desestruturado e desorganizado?- 

-Que eles são uma presa fácil e propensos a fazerem qualquer coisa para salvarem suas vidas.- O príncipe ainda tinha seu sorriso no rosto. 

Xena sorriu empolgada e pegou na nuca de seu filho e falou mais baixo ainda.

-Agora se coloque no lugar do seu inimigo desesperado. Qual o jeito mais favorável de poupar sangue e não perder bens?- Xena fez um gesto com a mão referente a dinheiro.

-Fazendo um acordo.- Solan sussurrou.

-Então me diga, filho. Se Atenas não está desorganizada e muito menos desesperada, por que eles iriam vir até Corinto com a intenção de fazer um acordo?- Xena perguntou com sua expressão maquiavélica.

-Para ganhar acesso rápido e fácil na toca do seu inimigo.- Solan falou e começou a rir. 

-Entendeu agora? Péricles vai nos enrolar ao máximo que puder enquanto discutimos sobre um acordo favorável para ambas as ligas. Nesse meio tempo ele vai estudar nosso comportamento, nossos pontos fracos e quando menos esperarmos, ele vai atacar e tomar Corinto. Afinal, toda guerra se resume em atacar o inimigo e derramar o sangue dele. Foi assim que eu me tornei imperatriz, matando e reivindicando o trono do último imperador.-

-Então temos que matá-lo antes dele ganhar vantagem.- Solan falou baixo e Xena assentiu com a cabeça. -Você não parece tão perdida assim.- Solan constatou.

-A princípio não, mas o que eu não sei, é como fazer para matar Péricles antes dele aprender tudo sobre nós. Para descobrir como vou fazer isso eu vou usar nossos amiguinhos nobres que estão presos na masmorra.- Xena sorriu e Solan também.

-Qual a vantagem de não matá-lo logo?- Solan perguntou. 

-Se eu matar ele, eu vou gerar mais intriga e deixar os aliados dele furiosos. O que vai dar mais pano para manga nessa guerra. Agora, se eu matar ele de um jeito espetacular, enquanto me defendo, eu vou mostrar para todo mundo que sou imbatível e todos os aliados de Atenas vão ficar desmotivados em continuar essa guerra.-

-Eles simplesmente vão cair fora por livre e espontânea vontade.- Solan complementou finalmente entendendo o raciocínio.

-Esses aliados são sanguessugas, eles vão para o lado em que vão ganhar mais dinheiro, o único interessado em atingir o poder é Péricles, se ele morrer lindamente, os nobres vão fugir porque eles só querem saber de ouro.- Xena disse.

-Por que não me contou tudo isso antes?- Solan perguntou. 

-Porque eu só cheguei nessa conclusão antes do jantar.- Xena disse calmamente.

Mãe e filho sorriram e ficaram mais um tempo conversando. Solan começou a se sentir melhor, pois ele viu que sua intuição não estava errada e aquilo significava que eles estava no caminho certo para pensar como um imperador. Xena deu mais algumas lições para seu filho e Solan finalmente começou a se sentir motivado novamente. 

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-Monarcas tiram férias?- Lexa que ainda estava na sala de estar com o restante da família, perguntou. Ela estava entediada, enquanto estava largada no sofá.

Délia ao ouvir aquela pergunta deu uma risada tão debochada que fez Lexa se sentir estúpida.

-Só depois de mortos.- Disse Délia.

-Mas que saco... Me diga, Gabrielle, depois que você se casar com Xena, vão ter um tempo livre para comemorarem?- Lexa perguntou com um sorriso safado. 

-Eu não sei…. Mas não é uma má ideia tirar um tempo só para eu e ela.- Gabi fez um biquinho.

-Por que vocês não vão para Tessália? Tem águas termais lá. É um lugar incrível.- Rita disse calmamente.

Ísis ainda estava sentada no chão, ela pegou seu cavalo de madeira e atirou na lareira.

-Não, filha. Não faz isso!- Gabrielle se abaixou e puxou o brinquedo com o ferro de mexer na lenha. Ela tirou o cavalo da lareira que milagrosamente não caiu dentro da chama. -É para você brincar direitinho.- Gabrielle pegou o brinquedo que tinha somente um chamuscado e deu para Ísis de novo. A menina olhou para Gabrielle com um olhar confuso, porém a loira não percebeu. Ela ficou ali ajoelhada no tapete ao lado de Ísis.

-Eu já ouvi falar de Tessália, mas se fosse para eu ir em algum lugar com Xena, teria que ser bem remoto. Ninguém deixa ela em paz.- Gabrielle falou.

-Xena conhece cada buraco da Grécia, eu tenho certeza que ela sabe perfeitamente onde te levar.- Délia disse confiante. 

-Ela deve conhecer mesmo…- Gabrielle estava falando, mas Ísis esticou a mão para ela pegar o cavalinho de madeira. - O que foi, meu amor? Pra mim?- Ísis balançou a cabeça e Gabi pegou o brinquedo e começou a brincar com Ísis, porém se distraiu com a conversava.

-A questão é se ela lembra, Xena parece ter 25 verões agora, mas passou maior parte do tempo presa aqui.- Disse Rita. 

-Claro que ela lembra. Ela é brilhante.- Disse Lexa.

-Ela lembra de cada canto como a palma da mão dela.- Délia falou olhando para Rita.

Ísis estava incomodada que sua mãe estava distraída e não brincava direito com ela. A menina cutucou ela e Gabi olhou para a loirinha.

-É para por aqui, filha?- Gabi perguntou e Ísis assentiu. A loira levou o cavalo de brinquedo para perto da ovelha e voltou a se distrair.

-Xena me contou uma vez que tinha uma vale entre umas montanhas ao oeste. Ela disse que quase ninguém ia lá porque a entrada pareceria com uma caverna.- Gabrielle falou.

-Mais do que perfeito para vocês duas. Solidão e privacidade.- Falou Lexa. 

-Eu adoraria, mas da ultima vez que ela se ausentou de sua obrigação, Anfípolis pegou fogo.- Gabi respondeu meio aborrecida.

-Com Mioll aqui, te garanto que nada vai pegar fogo, querida.- Délia disse tranquilizando a loira.

Ísis se irritou de vez com o fato de Gabrielle estar distraída e jogou a ovelha longe e cruzou os braços com cara de choro. Gabrielle não percebeu, ela estava realmente imersa na conversa com as outras mulheres. Ísis então percebeu que sua manha não funcionou e se levantou e tocou as bochechas de Gabi.

-Cadê seu brinquedo, amor? Pega ali.- Gabi disse para a garotinha e Ísis não se mexeu. 

-Mioll nunca teve interesse em ser imperatriz?- Lexa perguntou com um pé atrás. 

-Não, ela fica choramingando quando Xena sai de Corinto e ela tem que ficar no lugar. Ela fala que gosta de dormir de noite.- Delia disse dando risada. 

-É por isso que Xena confia tanto nela. Mioll é a última pessoa nesse palácio que trairia a imperatriz.- Rita falou olhando para Lexa.

-Mamãe?- 

-Oi, amor?- Gabi respondeu Ísis distraída. -Mioll é dos países nórdicos, isso eu sei. Mas Xena nunca me contou como elas se conheceram.- Gabi disse para geral.

-A única coisa que eu sei é que Mioll salvou a vida de Xena, de resto, elas nunca comentaram.- Délia disse. 

-Eu nunca me perguntei como elas se conheceram, mas agora que vocês mencionaram, é realmente estranho elas nunca comentarem sobre isso.- Rita disse desconfiada.

-Mamãae!- Ísis pegou o cavalinho e deu para Gabrielle. A loira pegou o brinquedo e começou a fingir que ele andava enquanto fez uma cara de apreensão para Rita.

-Será que as duas já tiveram um caso?-  Gabi foi tomada pelo ciúmes.

-Não, claro que não!- Delia disse. -Mioll era casada até uns verões atrás, mas ficou viúva. Desde então ela sai de vez em nunca com alguns homens.- A senhora falou tranquilizado Gabi.

-Mamãe.- Ísis chamou com voz de choro e sentou emburrada no chão de novo. 

-To aqui, amor.- Gabi olhou para a menina e fez o cavalinho andar de novo. De repente Gabrielle percebeu que sua filha tinha acabado de falar. Ela arregalou os olhos e pegou a menina no colo enquanto se levantou. -VOCÊ FALOU?- Gabi falou alto e todas as outras também levantaram exceto Délia.

-Já faz duas horas que ela está falando “mamãe” - A senhora disse.

-Você falou “mamãe”, querida?- Gabi perguntou e Ísis sem entender balançou a cabeça que sim e fez um movimento de quem queria descer. Gabi colocou ela no chão e ficou olhando atentamente para  a menina.

-Aqui, mamãe.- Ísis pegou o cavalo e estendeu ele para Gabi.

Os olhos da loira encheram de lágrimas. A voz de Ísis saiu aguda e a criança não entendeu o porquê todos pareciam em choque.

-Ela falou, não é? Eu não estou louca.- Gabi disse assustada.

-Com certeza falou.- Rita respondeu assustada também.

-Você falou, meu amor.- Gabi agarrou sua filha num abraço e segurou as lágrimas para não apavorar a criança ela apertou Ísis em um abraço e cobriu a menina de beijos. A menininha riu e colocou as mãos no rosto de Gabi. 

A loira estava radiante e nenhuma palavra pode expressar o que ela sentiu naquele momento. 

 


Notas Finais


⚠️ Aviso: Todos os capítulos estão sujeitos a correção ortográfica depois de postados.


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