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História Pepsi Cola - Capítulo 3


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Notas do Autor


E aeee
saudades?
a quarentena tá rendendo amigos
rendendo muito kkkk

Capítulo 3 - Cinnamon Girl


Pepsi Cola

Cap. 03: Cinnamon Girl

A M A R O

 

 

“Todas as pílulas que você tomou
Violeta, azul, verde, vermelho para me manter longe, não funcionam”

 

 

Jihoon sempre anotava muitas dúvidas, o máximo que pudesse, tudo para ter mais tempo da atenção de seu professor favorito. Talvez suas dúvidas não estivessem sendo totalmente sanadas, perdia tempo demais observando os lábios que aparentavam ser tão macios do Kim. Se sentia um depravado, precisava admitir, mas também admitia que não iria se importar de ser, desde que essa depravação fosse em contato com a pele de Kim Mingyu. Aquele homem parecia não querer sair de sua cabeça, como um pecado ao qual nem toda a reza do mundo afastaria.

— Estou sem tempo hoje, Jihoon, tenho um compromisso em vinte minutos. — o professor dizia enquanto escrevia algo em um pequeno papel — Este é o meu telefone, estarei em casa pelas 16h, pode me ligar e eu tiro suas dúvidas pelo telefone.

Estava um pouco em choque, nunca imaginou que teria algo tão íntimo de seu professor.

— Obrigado, Sr. Kim.

O Lee deixou a sala antes do professor, ainda o olhando pela janelinha de vidro na porta. A expressão no rosto de Mingyu dizia que ele estava pensando em alguma coisa. Jihoon queria saber das coisas que se passavam pela cabeça de seu professor, mas esse era um mistério que parecia que jamais seria revelado, pelo menos, não sóbrio, mas Mingyu não tinha cara de alguém que chegava a se embriagar.

Ainda estava na metade do corredor quando subitamente uma garota o parara, surgira na frente de sua visão como se houvesse saído de dentro de algum dos armários.

— Oi, Lee Jihoon, não é? — a garota de cabelos pretos parecia muito animada — Sou Park Sooyoung, mas você pode me chamar de Joy!

— Ah, oi, você é a garota nova.

— Eu e minha família acabamos de nos mudar, meu pai foi transferido. — enquanto falava, a garota parecia não saber o que era parar de sorrir — Ele é delegado, sabe, está sempre sendo transferido, especialmente nos últimos anos, uh, as coisas estão fogo!

Não era preciso passar tanto tempo assim perto da Park para notar que a garota gostava de falar. Park Sooyoung chegara ao colégio há poucos dias e já era uma garota muito popular, ela, de fato, era uma moça muito bonita, era bem fácil a encontrar rodeada de pessoas, especialmente garotos, que estavam sempre querendo lhe passar uma cantada.

De fato, Sooyoung era um pitel.

— Eu imagino. — mas Jihoon não era do tipo que entrava em uma conversa facilmente, ele mal sabia como reagir, especialmente por se tratar de uma garota tão popular, bem ali, conversando com ele.

Ninguém conversava com ele.

— Estamos na mesma turma e eu andei te olhando. — a garota remexia os ombros como a maioria das garotas fazia quando estavam sendo fofas — Confesso que te achei um pão!

— Ah... — era fácil fazer com que o Lee ficasse vermelho, ninguém além de sua mãe costumava o elogiar.

— Mas hoje, quando eu estava te olhando, notei o jeitinho que você olha pro Sr. Kim. — ao ouvir aquilo, Jihoon arregalara os olhos pelo susto, ele não esperava que alguém notasse seus olhos nem tão discretos para o professor de história — E fiquei tão ‘aaaaaaa ele gosta do professor!

O loiro automaticamente olhara para os lados, se sentindo aliviado por não haver mais ninguém naquele corredor, Sooyoung não era nada discreta e seu tom não era nada baixo. Mas o que mais o deixava em estado de alerta, era que a Park havia notado seus olhares, o que significava que outras pessoas também poderiam ter notado.

Poderiam? Quem perderia tempo o olhando ao invés de prestar atenção nos lábios bonitos de Kim Mingyu? Park Sooyoung só era alguém muito peculiar, a começar por seu gosto por garotos. Lee Jihoon não era alto e forte como os garotos do time e nem tão inteligente quanto os nerds altões, não tinha nada de especial para que Park Sooyoung ficasse interessada.

— Você está enganada... Eu... Eu não gosto do professor Kim.

— Ah, não precisa ficar vermelho e nem negar! — Sooyoung também falava cutucando — Acho adorável.

O loiro se encolhera, se sentia acuado pela Park.

— Vamos, pegamos o mesmo ônibus! — ela o puxara pela mão — Sabia que moramos na mesma rua? A minha casa fica do outro lado da rua, eu sempre o vejo entrando ou saindo, na verdade eu ficava te olhando pela janela, tem dias que você não sai e eu ficava bem desapontada.

A garota falava muito, ela não parara nem mesmo quando entraram no ônibus, falava coisas sobre a rua em que moravam e sobre como estava sendo a chegada na cidade nova, ela dizia vir de uma cidade grande, movimentada e cheia de luzes, dizia ter muitos amigos legais nessa cidade e que achava as pessoas da cidade nova muito chatas, menos Jihoon, que ao seus olhos era uma gracinha.

Os dois desceram no ponto e caminharam um pouco pela calçada que ficava do lado da rua em que Jihoon morava, a calçada estreita tinha um meio fio, ao qual Sooyoung andava por cima tentando se equilibrar.

— Venho te visitar mais tarde, minha mãe está preparando tortas para os vizinhos, ela gosta de ser uma vizinha legal, minha mãe é xuxu beleza, você vai adorá-la, tenho certeza!

Depois disto Sooyoung saiu correndo para o outro lado da rua, na direção de sua casa. Era uma das melhores casas do quarteirão, grande e com um jardim incrível na frente, ela nunca ficava desocupada por muito tempo, mesmo com um preço salgado no aluguel, Jihoon logo presumiu que o salário do pai da mais nova amiga — e única — era bem gordo.

Tá aí, deveria tentar ser delegado quando se formasse, isto é, se não fosse um amarelo medroso.

Depois do almoço o garoto subiu para o seu quarto, perdendo seu tempo entre fazer nada e não fazer nada também, se sentia entediado, e devido a isso decidiu mexer nas coisas velhas largadas mais para o canto, que deveriam conter coisas antigas de seus pais, além de coisinhas de quando eram crianças.

Achou um pote com o primeiro dente de leite que caiu de cada filho, era um gesto fofo de sua mãe, ao mesmo tempo que também era meio nojento, também encontrou roupas dos anos 60 e um arco de cabelo muito fofo, o qual separou para guardar em suas coisas. No fundo da caixa haviam livros, o qual um deles lhe chamou atenção pelo título “Fogo e Paixão”, o qual logo notou ser um romance mais quente, parecia bem interessante.

Não demorou muito para notar que se tratava de algo baseado em fatos reais, contava um pouco sobre a vida e os relacionamentos de um político que ficara muito popular nos anos 30, não apenas por seus pensamentos revolucionários, mas também por seu exemplar casamento com sua esposa americana. Todavia, o livro revelava que o político teve uma amante, e se aprofundava nesse romance secreto.

Se perdera no livro pela tarde quase toda, quando percebera que havia passado das 16h e que poderia finalmente ligar para o professor. Desceu as escadas com o número de telefone na mão, agradecendo a todos os santos que sua mãe adorava por não haver ninguém ali, nem mesmo sua irmã, que praticamente estava sempre pendurada no telefone.

Discou o número lentamente, para não errar nenhum número, em vista de que não era a pessoa mais próxima ao telefone, Jihoon o usava apenas para ligar para sua rádio favorita e pedir alguma música de alguma banda do momento. Esperou alguns instantes até ouvir um barulhinho do outro lado da linha, e a voz grossa e simplesmente maravilhosa do Sr. Kim.

Alô.

— Alô, Sr. Kim, sou eu, o Jihoon, seu aluno. — o Lee não queria parecer muito nervoso, mas de certa forma ele estava, nunca se imaginou falando com seu professor favorito pelo telefone — O senhor disse que eu poderia ligar para tirar as minhas dúvidas da aula de hoje.

Mordeu os lábios nervoso, não sabia se havia ligado em uma boa hora, sabia que o professor estaria em casa pelas 16h, mas não era como se ele fosse ficar esperando por sua ligação sem fazer nada, certamente que Mingyu estava fazendo alguma coisa de seu dia a dia.

Ah, sim, claro. — a voz era muito lenta, podia ouvir um sugado, ele provavelmente estava fumando — Pode fazer suas perguntas.

— Bem... — Jihoon mordia os lábios novamente — Hoje eu não tenho nenhuma dúvida.

Fico feliz, está aprendendo.

— Sua aula hoje foi muito boa, Sr. Kim. — o aluno fez questão de elogiar — Gostei bastante, gosto quando fala dos reis e rainhas do passado, o senhor sempre tem algum detalhe que ninguém mais conhece, nos faz querer saber mais sobre o passado dessas pessoas.

— A vida deles lhe impressiona, Jihoon?

— Daria tudo para viver um dia que fosse na vida de alguns deles, seria bem melhor que a minha vida sem graça.

O garoto não sabia de onde havia tirado coragem para falar aquilo, ele só sabia que queria enrolar um pouco mais para poder ouvir mais da voz ainda mais rouca de seu professor, se o som da voz de Mingyu já mexia consigo pessoal, pelo telefone ela parecia ainda mais atraente.

— Acha sua vida sem graça?

— Talvez eu queira viver mais emoções, cometer uma loucura, quem sabe. — aquilo saiu bem mais naturalmente do que ele imaginava, talvez essa fosse a verdade escondida dentro de si — Fazer alguma coisa que as pessoas julgassem como muito errada.

Como seu professor sou obrigado a pedir que tenha cuidado quanto a essa loucura, não vá fazer nada que possa te prejudicar ou prejudicar outras coisas. — a voz de Mingyu era calma, como se não acreditasse que Jihoon pudesse mesmo fazer mal a alguém — Mas se essa vontade permanecer, converse comigo, não faça nada impensado.

— O senhor será o primeiro a saber. — e, de fato, Mingyu era a única pessoa ao qual Jihoon queria dividir sua loucura mais íntima — Mas não quero ficar atrapalhando suas atividades com meus assuntos torpes, o vejo na escola, Sr. Kim.

Estude, Jihoon.

Quando desligou o telefone, o coração do loirinho estava balançando, mal conseguia acreditar que ficara de papo furado com o Sr. Kim, por ele próprio conversaria com ele a tarde toda, mas não queria aparentar ser um garoto desesperado por atenção, mesmo que fosse.

Sooyoung passou a visitar sua casa todos os dias, a garota rapidamente se deu bem com todos em casa, menos com Chaeyeon, que dizia que a Park não passava de uma fingida, mas tudo não passava de ciúmes e inveja da moça, que era bem mais popular que ela com os garotos. Quem era completamente tiete de Sooyoung era a Sra. Lee, que tinha esperanças que a Park se tornasse namorada de seu filho e o livrasse de ser tão mal falado pela família e vizinhos.

Não demorou muito para que a matriarca ligasse para as irmãs para contar sobre a filha do novo delegado visitando sua casa e passando horas trancada no quarto com Jihoon. Falava até sobre netos.

— Então, Jihoon, há quanto tempo é apaixonado pelo Sr. Kim? — a moça perguntara em algum momento, a paixonite de Jihoon pelo professor Kim era seu assunto favorito.

— Ah... eu não sei, já faz um bom tempo, mas não sei se paixão é a palavra certa. Ele é bonito e tem um corpo que mataria qualquer um de inveja...

A moça fazia desenhos pelos brancos tão branquinhos do Lee, ela achava fofo pintá-lo com canetinhas coloridas, sem importar muito pro fato de que provavelmente faria muito mal para a pele de Jihoon, nenhum dos dois estava ligando pra isso, adolescentes não eram as pessoas mais preocupadas com saúde.

Mesmo que Jihoon não fosse mais tão adolescente.

— Ah! — a mais nova bateu com força em um dos braços do Lee — Jihoon, seu pervertido, você só quer o comer do Sr. Kim nu!

O mais baixinho se encolheu.

— Como eu não notei isso? — ela parecia interessantemente interessada demais — Sexo casual com o professor, isso é bem melhor do que um filme, daria um roteiro e tanto! É tão perigoso e instigante, excitante eu diria.

— Você é louca.

— Os loucos são as melhores pessoas. — ela disse, se esticando pela cama nem tão grande do Lee — Mas me conta, algum avanço?

— Não consigo.

A moça de cabelos pretos pareceu pensar, queria ajudar o mais novo amigo a entrar de cabeça nesse romance perigoso e instigante, ela, como uma adoradora de histórias de garotos com garotos, estava curiosa quanto ao que aconteceria, compraria um lugarzinho na fila da frente para acompanhar bem de perto aquela história toda. Sooyoung gostava de Jihoon, ele era legal ao seu ver, não era vazio como a maioria dos garotos daquela escola eram. Jihoon era único, e seu gosto pelo professor o deixava ainda mais interessante.

— O que eu faço, Sooyoung?

Parecia que era isso que ela queria ouvir.

— Hum... — ela fingiu pensar, mas já havia pensado — Tenta mostrar pra ele que está interessado em ter algo íntimo com ele, mostre... desejo!

— E como eu faço isso?

— Tenta tocar nele, encosta no braço, passa a mão pelos braços dele fingindo ser sem querer. — ela parecia já ter visto isso em outros lugares — Ou melhor, passa a mão nas pernas dele, tenta encostar na virilha.

— Isso é loucura, Soo, ele vai me detestar!

— Quem não arrisca, não petisca.

 

 

[...]

 

 

Jihoon pensara muito nas coisas que Sooyoung lhe falava, a garota parecia não ter vergonha de nada e ainda ficava o incentivando da ser da mesma maneira. Ele sabia que da maneira que estava não conseguiria ter nada com o professor, precisava mostrar atitude se quisesse tirar uma casquinha. Talvez Kim Mingyu pudesse ser a loucura que quisesse tanto cometer, o seu “algo errado”.

No fim da aula daquela quarta-feira Jihoon ficou esperando todos saírem para poder ficar a sós com o Sr. Kim. Juntara perguntas para fazer, mesmo que não tivesse mais tantas dúvidas, ele só queria ficar um tempinho a mais. Ficara sentado em sua cadeira, usara a desculpa de estar com dor de garganta para obrigar o professor a sentar ao seu lado para o conseguir ouvir falar.

— E o senhor acha que ela o amava? — indagou, era sua única e verdadeira dúvida — Cleópatra, ela amava Marco Antônio?

— Ela o amava, do jeito dela, mas amava.

— E existe mais de um tipo de amor?

— Existem muitos tipos de amor. — ele disse — Aliás, ninguém ama igual a ninguém, todos amam de formas diferentes, cada um ao seu modo, alguns amam intensamente, outros amam de um jeito mais apático, sem demonstrar muito.

O loiro vira uma brecha bem ali.

— E como o senhor ama, Sr. Kim?

O Kim parecia ter sido pego de surpresa, olhou para a janela como quem pensava em uma maneira de desviar-se daquilo, ele não era muito aberto a falar sobre si mesmo.

— O senhor me parece uma pessoa mais intensa. — usara do momento para colocar a mão sobre a coxa direita do professor, deslizando um pouco na direção da virilha — Do que ama com vontade.

Ao notar a mão boba em sua perna, o professor colocou sua mão, que era bem maior, sobre a mão do Lee. Jihoon sentira-se nervoso naquele momento, mas em poucos segundos o Kim segurara em sua mão e a tirara dali, a colocando sobre a mesa.

— Acho que nossa aula extra termina por aqui.

Depois disto o professor reunira suas coisas, saindo primeiro da sala. Jihoon não sabia ao certo o que deveria fazer a partir dali, mas ele sabia que se quisesse viver sua tal aventura, não poderia desistir assim tão fácil. Ele iria conseguir mais de Kim Mingyu.

 


Notas Finais


Jihoon safadeeenho
Joy tá sendo uma péssima influência e eu tô amando isso

Lembrando que o Jihoon tem +18 anos


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