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História Pequena Ariel. Adaptação Sprousehart - Capítulo 1


Escrita por: waynhart

Capítulo 1 - Capítulo 1


Aqui vai o primeiro capitilo e eu tô como?? aJWIWMSWOSMSSJSOSKSNSIKZNSK

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Permaneci sentada na mesma cadeira pelas últimas treze horas, mas não me importava tanto quando deveria, porque eu precisava daquele dinheiro mais do que nunca. Depois de sete anos e meio dividindo o teto com minha irmã, eu decidi sair. Não que eu tivesse muita escolha, afinal, ela decidiu casar.

O que eu deveria fazer? O fato dela já ter um filho já era muito para ele, uma irmã de brinde o faria fugir para longe. E não, eu não o
odiava, mas também não era a favor. Nunca gostei de caras que passam os dias com o traseiro enfiado no sofá enquanto sua mulher vai à luta.

De qualquer forma, eu agradecia pelo meu emprego de merda todos os dias. Não era tudo o que eu sonhei, mas pagavas as minhas contas e no fim, eu nunca corri atrás de nada melhor para minha vida. Quando me vi livre do ensino médio, apenas me enfiei no meu quarto e logo depois passei a cuidar do meu sobrinho... até agora.

Cole, o meu patrão, era o cara mais arrogante, egoísta e mesquinho que já havia conhecido. Não que eu o conhecesse há muito tempo, afinal, eu só fazia parte da empresa há míseros dois meses. Ele mandava coisas que me faziam querer pular em seu pescoço. Não era à toa que ele havia contratado uma pessoa com tão pouca experiência, já que ninguém suportava trabalhar para aquele cara.

Acho que o que me deixava mais puta da vida — além de ele ser lindo a ponto de te fazer perder o fôlego —, era o fato dele não falar muito e suas ordens virem sempre em pequenas frases que sempre começavam em “faça”. Mas tudo bem, não é? O infeliz pagava o meu salário.

— Lili, você terminou de ligar para todos os clientes para avisá-los sobre o recesso de fim de ano?

— Sim, senhor.

— E alertou a todos que, mesmo que estejamos parados no fim de ano, você irá respondê-los no e-mail?

Sim, avisei que irei responder a todos no meu recesso, idiota! Mas tudo bem, de qualquer forma só estou há dois meses, o que não é tempo suficiente para ganhar férias.

— Sim, estou terminando de fazê-lo.

Ele afrouxou a gravata enquanto movia a cabeça para ambos os lados de forma sexy, tentando se desfazer do aperto dela. Era 19 de dezembro, mas o ar condicionado da empresa fazia parecer que eu estava no polo norte, e eu amava o verão com todas as minhas forças.

Meus olhos não eram capazes de desviar do homem a minha frente, porque cada pequeno pedaço dele chamava atenção. Cole nunca passaria despercebido em nenhum lugar. Nunca. O maxilar
totalmente másculo era o que mais atraía em seu rosto, porque fazia sua boca ficar firme em um aperto, como se ele estivesse sempre forçando os dentes, sempre tenso ou bravo com algo.

Não que ele não estivesse.

Mas aquilo era a parte mais sexy dele depois o olhar. Ele tinha olhos verdes; não do tipo de verde que era visto de longe, mas o tipo que se via somente quando ele estava a poucos centímetros de você, então isso fazia você querer prestar mais atenção nos outros detalhes, porque tudo era simplesmente bonito e quente como o inferno.

— Certo. — Ele se virou com agilidade e caminhou até o elevador, deixando o perfume para trás. Eu funguei discretamente; não porque tinha uma queda pelo meu chefe gostosão, mas porque eu amava o seu cheiro. Ele era um idiota, mas era um idiota bem cheiroso.

As portas do elevador se fecharam e eu fiquei lá, terminando de enviar mensagens chatas de natal para todos. Mas tudo bem, porque apesar de eu nunca ler nenhuma das mensagens que recebo no natal, eu sempre amei as datas de fim de ano e todas as luzes penduradas nas casas. Natal sempre foi minha parte preferida do ano, dezembro sempre foi meu mês e verão a minha estação. Talvez por causa dos biscoitos pintados de um lado, com formatos de arvores e rostos do bom velhinho ou talvez porque andamos na rua tarde da noite e parece tão claro e vivo. Ou o cheiro do panetone que nunca gostei, mas que sempre achei que cheirava bem, só porque era natal.

Eu peguei meu celular para conferir as mensagens e abri uma que minha irmã havia me enviado há algumas horas. Era uma foto do meu sobrinho sentado no gramado de uma praça que eu conhecia bem. Logo abaixo da imagem estava um convite para passar o natal com eles. Era estranho, quase como ser jogada para escanteio, porque
éramos sempre nós duas quem organizávamos as coisas e agora eu simplesmente havia recebido uma droga de convite. Mas foda-se isso também.

[...]


— Preciso que você pegue meu cachorro no veterinário e leve-o até minha casa. — ele ordenou assim que atendi ao telefone.

— Mas que porr...

— Sou eu, Cole. — ele disse impaciente. Eu olhei com dificuldade para a parede, procurando pelo meu relógio. Ainda era cinco e meia; o que aquele filho da puta tinha na cabeça?

— Você ainda está dormindo? — ele perguntou quase como se não pudesse acreditar.

— Pessoas normais não acordam antes das seis, Sr. Sprouse... sem ofensas.

Ele suspirou.

— Pessoas sem compromissos. — ele alfinetou, mas eu estava acostumada.

Nossa relação era basicamente essa: receber ordens e, as vezes, receber ordens e sarcasmos.

— Você sabe que seu cachorro me odeia. Como você quer que eu o busque sem que ele me morda?

— Isso você terá que descobrir. — ele disse antes de desligar.

Filho da puta!

Às seis e meia me arrumei depressa e fui até o escritório pegar a chave da casa de Cole para poder deixar seu cachorro lá; então fui até o veterinário pegar seu dobermann. Coloquei no gps do meu celular o endereço do veterinário e da casa de Cole, mas a tela rachada do telefone dificultava minha localização.

Eu estava nervosa por ter que pegar aquele cachorro gigante e pensando em como diabos eu o enfiaria dentro do carro sem que ele comesse meus olhos, então joguei o celular no banco do carona e parei ao lado da primeira pessoa que vi passando na rua, o que o fez dar um salto até a calçada ao seu lado. Eu comprimi os lábios tentando segurar o riso.

— Olá, boa tarde. — o homem franziu as sobrancelhas de forma divertida.

— Você quer dizer bom dia?

— Oi? — eu perguntei, confusa. O dia havia começado cedo demais e nem todo o café do mundo me manteria lúcida, porque eu nunca acordava antes das sete e meia, mesmo que eu pegasse as oito no trabalho.

— Você disse boa tarde, ainda é de manhã...

— Ah... — ruborizei. — Não comecei bem o meu dia. — ele assentiu. — Você sabe onde fica o veterinário Pet’son?

— Não. — ele respondeu antes de se virar e continuar andando.

— Obrigada pela simpatia, querido. — eu gracejei antes de fechar os vidros do carro.

Depois de abordar mais três pessoas, finalmente conseguir chegar ao veterinário e ficar frente a frente com o cão do meu chefe. Ele deveria ter quase 70 cm, se não contasse com as orelhas em pé. Ele me olhou com a cabeça erguida e ficou me encarando como se esperasse algo de mim, talvez que eu me movesse, mas bastaria um passo em falso para que eu ficasse sem os braços.

O dono da Pet’son ficou me encarando quase como o cão, e eu não fazia ideia do que os dois queriam. Por que diabos todo mundo começou a esperar algo de mim? Cristo! Eu só queria estar dormindo!

— Obrigada... — eu o encarei, esperando que ele dissesse seu nome.

— Peterson. — ele respondeu.

— Ah, é claro. Pet’son. — eu fiz um gesto com o indicador e o polegar, decifrando o trocadilho, mas me senti ainda mais idiota ao fazê-lo.

— Eu estou indo.

— Okay. Volte sempre que precisar.

— Sim, é claro. — respondi, porém ainda sem me mover.

— Okay. — ele respondeu, esperando que eu me movesse, mas eu não era capaz. Minha mente fervilhava pensando em uma maneira de enfiar aquele cachorro gigante dentro do carro da empresa.

— Está tudo bem? — ele perguntou.

— É... bom... sim... mais ou menos, talvez.

Ele cruzou os braços no peito e estreitou as sobrancelhas, provavelmente pensando que eu era louca, e estava certo.

— Você está bem?

— Estarei se você me vender uma coleira. — Olhei para o cachorro e ele continuava me encarando, então praguejei Cole. Eu arrancaria suas bolas e as jogaria para esse inferno de cão.

— Certo.

— E então, quanto custa?

— Cinquenta reais.

— Meu Deus, cinquenta pratas? O que vem junto? Vinte quilos de ração pedigree? — ele bufou atrás do balcão. Eu olhei para o meu lado e o cachorro ainda estava me encarando, então olhei para o Peterson e disse:

— Okay, mas você enfia o cachorro no carro.

— Fechado. — ele respondeu.

Mesmo que eu tivesse dado a ele meus últimos centavos e naquela noite eu fosse passar a miojo, ainda assim eu estava contente por permanecer viva.

Por enquanto.

Okay, o próximo passo era dirigir com ele no banco de trás. Esse era outro problema, porque eu sempre fui uma péssima motorista e estar sob pressão me fazia ainda pior. O carro ganhou velocidade ao alcançar a via expressa e eu aproveitei que as pistas estavam livres para arriscar olhar pelo retrovisor central.

Foi então que tudo começou a dar errado.

Não que estivesse dando certo até então.

Os olhos negros e enormes me encararam pelo vidro e ele rosnou para mim, então virei o volante para o lado com o susto, e além de passar a cima da velocidade permitida por um radar eletrônico, eu subi a calçada e um estouro aconteceu. Assim que o carro parou completamente, eu pulei para fora do carro e fechei a porta. O cachorro latia sem parar para mim, encostando o nariz no vidro do carro e
deixando-o completamente cheio de baba. Ele latia
sem parar, me fazendo suar de nervoso. O que diabos eu tinha na cabeça quando aceitei fazer essa merda?

Já havia tido duas péssimas experiências com esse maldito cachorro! Ainda dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Melhor amigo do diabo, eu aposto! Dei dois socos no vidro tentando fazê-lo parar, mas aquilo somente piorou. E merda estava feita. Eu estava com um cachorro de 70 cm, preso dentro do carro que havia furado o pneu e ganhado uma multa de brinde. Ah, que ótimo!

Aposto que além de comer miojo, eu seria demitida também.

Meu celular tocou no banco do motorista e eu corri para o outro lado do carro, tentando ler o nome que aparecia na tela. Ótimo, Cole! Como diabos eu atenderia a droga do meu telefone? Com uma mão, eu dei leves batidas no vidro traseiro, tentando fazer com que o cão se atentasse a ela e
com a outra abri rapidamente a porta e peguei meu celular.

— Oi? — eu disse ofegante.

— Lili?

— Você vai demorar? Tenho uma reunião em
meia hora e precisava de um café. — ele disse
rudemente e eu praguejei mentalmente.

Como um homem daquele tamanho não dava conta do seu
próprio café?

— Bom, eu meio que... mais ou menos, Cole, não em meia hora.

— Você já deixou o Zeus na minha casa? — Ah, nossa, o nome do cachorro diz tudo sobre o seu dono?

— Eu... bom, na verdade...

— É ele que está latindo sem parar desse jeito? Onde você está?

— Então...

— Você consegue dizer uma frase sem hesitar? Isso está me deixando irritado! — Ah, como se você nunca estivesse, não é?

— Estou chegando, Sr. Sprosue. — eu desliguei.

Cristo, eu desliguei na cara do meu chefe. Bom, agora eu tinha certeza que receberia minha carta de demissão e Deus sabe que eu estava juntando meus centavos para o aluguel do próximo mês.

[...]


Cinquenta minutos depois as portas do elevador se abriram e eu me encarei no espelho. Uma versão deplorável minha, quase como se eu tivesse acabado de sobreviver a um asteroide. Meus cabelos estavam amarrados em um coque desgrenhado e com fios duros para cima, como um girassol. Minha roupa estava amassada e suja e eu fedia a cachorro.

— O que diabos aconteceu com você? — Cole disparou assim que cheguei ao escritório.

— Seu cachorro. — eu disse entredentes. — Seu cachorro aconteceu.

Ele suspirou lentamente, abriu o botão do terno e então o tirou. Meus olhos se prenderam na imagem dele se despindo. A camisa branca era grossa, mão não o suficiente para esconder as tatuagens embaixo dela.

Quando o encarei novamente, seus olhos estavam presos em mim. Eunão sabia se Cole estava me encarando porque me viu olhar para ele ou porque precisava de uma resposta. Eu nem me lembrava quem havia falado por último.

— E então? — ele ergueu as mangas, deixando revelar as veias pulsantes do seu antebraço.

— E então o quê?

— O que está acontecendo com você, Lili?

— Seu cachorro está bem.

— Deus, apenas traga o meu café. A reunião foi cancelada. — ele disse, virando e caminhando até a sua sala e então bateu a porta.

Eu finalmente caí em minha cadeira. Havia acabado de me fazer de louca, porque se eu respondesse a tudo, ele
saberia que havia uma multa e um pneu para pagar e que seu veterinário havia saído muito mais caro do que o previsto.

Eu corri até a pequena cozinha que ficava no andar e preparei seu café. Uma xícara grande de café preto, sem açúcar e nada mais; então corri até sua sala e depois de uma leve batida, eu entrei. Ele me encarou sobre o notebook, me fazendo corar, porque Cole era assim. Ele apenas te olhava e você tinha que adivinhar todo o resto.

— Lili.

— Cole? — ele virou o celular para mim me mostrando algum tipo de aplicativo de filmagens.

— Por que Zeus está correndo pelo meu gramado com uma coleira rosa pink?

Ah, não!


Notas Finais


até o próximo e beijos na bunda. 🤍


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