História Pequena Emillie - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nooroo, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrien, Adriennette, Emillie, Emma, Gabriel Agreste, Hugo, Louis, Marinette
Visualizações 55
Palavras 3.788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


primeira vez neste território de mlb...

nunca postei nada de mlb, sei o básico do básico, porém curto bastante.

é isso 👍

Boa leitura ❤

Capítulo 1 - Crescer e Aceitar


Fanfic / Fanfiction Pequena Emillie - Capítulo 1 - Crescer e Aceitar

Era uma bela tarde em Paris, pássaros cantando, o sol ensolarado iluminando a bela tarde de Quinta, crianças correndo pela cidade enquanto comiam a croassaints caseiros; tudo uma maravilha. Uma maravilha para fazer Adrien Agreste explodir de ansiedade.

Adrien iria morrer ali mesmo na sala de espera do hospital, e estava pouco se fodendo para aquilo. Mesmo que já tivesse passado por aquilo três vezes numa diferença de exatos três anos, ainda era uma sensação horrível e desesperadora; a sensação de ouvir sua amada esposa gritando de dor enquanto tinha um pequeno Agreste Dupain-Cheng querendo vir ao mundo era prazerosa e pertubadora ao mesmo tempo, só que mais pertubadora.

- Porra! Ela já está lá o dia inteiro! Por quê ninguém fala nada?!

- Ah Adrien, me deixa dormir! - Plagg reclamou, se encolhendo no bolso da blusa do portador - Pelo queijo! Você passou por isso três vezes e sabe o quanto isso demora!

- Plagg, tem razão... - Tikki falou, lentamente, estava morrendo de sono - Mari é forte, vai ficar bem...

Ele sabia que ela era forte, era a Ladybug, caralho! Mas, mesmo assim! Mesmo sendo Ladybug, a dor do parto ainda era uma coisa horrível, ele sabia por causa das trocentas vezes que ela reclamara disto nas últimas três gestações.

O loiro estava tão nervoso que passou a se lembrar de como tudo aquilo começou; mais específicamente, o dia que Adrien e Marinette descobriram uma pequena brechinha na sua vida planejadamente perfeita.

Desde que se casaram, a vida deles foi milimanente planejada. Seriam Ladybug e Chat Noir apenas no extremo necessário, lutariam pelos empregos dos sonhos, se estabilizariam financeiramente, comprariam uma boa casa e teriam exatos três filhos; dois meninos e uma menina. Para a sorte dos dois heróis, tudo ocorreu como planejado; eram um professor de física e uma estilista renomados, moravam numa bela e grande casa, e passavam a tarde toda junto a Hugo, Emma e Louis. Tudo correu como planejado.

Até a festa de arromba de Alya Cesaire.

Alya e Marinette continuaram melhores amigas mesmo depois da escola, passaram por todas as etapas juntas. No aniversário da de óculos, ela daria uma grande festa no estabelecimento - onde seu lindo marido Nino trabalhava como DJ - e convidou sua melhor amigo e seu lerdo companheiro. Com as irmãs de Alya cuidando das sobrinhas gêmeas e de seus três filhos, Marinette se divertiram como nos velhos tempos, e se amaram como nos velhos tempos.

Foi aí que surgiu um furo no plano de vida perfeita.

Uma semana depois, a mestiça descobriu que estava grávida, pela quarta vez. Ela entrou em desespero, aquela foi a primeira gravidez não planejada dela; tinha medo de qual a seria reação de Adrien. Depois de uma longa e enrolada conversa, a heroína revelou a gravidez ao seu marido, que por sua vez abriu um sorisso bobo e preencheu sua pequena barriga de beijos; esperando ansiossímo pelo seu novo BugChat Quarto.

Depois, revelaram a notícia a família e os amigos; Sabine e Tom pularam de alegria ao descobrirem que seriam avós pela quarta vez, os amigos os chamaram de 'safidíneos' e coisas do tipo, e os filhos tiveram reações diversas. Hugo - o mais velho - não ligou muito, já sabia o que viria pela frente; Emma - a do meio - pulou de alegria, pois tinha a breve certeza de que seria menina; já Louis - o mais novo e com a indignação alheia de sua mãe - fez um escândalo ao descobrir que não seria mais o mais novo; e após meses de conversa, ele finalmente aceitou as vantagens de ter um irmão mais novo, como mandar nele.

E Adrien esquecera de avisar o pai, mas, ele não ligava mesmo. Nas últimas três vezes lhe desejou um parabéns e pronto; apostava que nem o nome dos netos ele sabia.

Como a chegada do mais novo membro da grande família foi uma surpresa, Marinette quis tirar vantagem daquilo. Escondeu de todos o sexo do bebê. Só ela sabia, e mesmo com várias chantagens de seus filhos e familiares, ela não contou a ninguém além de Tikki, que voôu de alegria ao descobrir o sexo de seu futuro sobrinho.

Os meses seguintes foram mágicos a Marinette e Adrien; a volta da grande e macia barriga de grávida foi mágica ao loiro - para a mestiça nem tanto -. A compreensão dos filhos com seu futuro irmãozinho ou irmãzinha era mágica a Ladybug, principalmente as brigas pelo sexo e nome do bebê. E assim como todas as gestações, ela passou voando; e agora estava na hora do membro surpresa finalmente chegar a família.

- Adrien, já passou quanto tempo? - A Kwami vermelha perguntou, acordando de seu sono.

- Duas horas, Tikki.

- E nada?

- E nada... - O professor bufou, e sentiu seu celular vibrar. Era Hugo, querendo fazer uma chamada de vídeo. O loiro sorriu por um momento - Grande Hugo!

- Papai! - O garotinho de cabelos azulados e olhos verdes exclamou, mostrando suas novas janelinhas - Cadê meu irmão novo?

- Nascendo, filho.

- Ainda? - Sabine perguntou, se aproximando do neto - Mari já está aí há tanto tempo..

- Pois é, sra. Cheng; mas, nada do novo membro da família chegar. Hugo, enquanto aos seus irmãos?

- Dormindo - Ele respondeu, virando o celular e mostrando uma garotinha loira e um menininho parecido com ele dormindo no sofá - Eles não aguentaram virar a noite, não são fortes como eu.

- Fortes, é? Pois eu se fosse você imitaria seus irmãos, amanhã os três tem aula!

- Ah, papai! E como vou ver meu novo irmão se estiver na escola?!

- Venha depois que a aula acabar, agora pra cama, BugChat primeiro!

- Bolas... - Hugo resmungou, acenando para o pai - Tchau, papai!

- Tchau, querido - Adrien acenou, desligando o celular. A conversa com o filho mais velho havia o acalmado um pouco.

O loiro bufou cansado, já não aguentava mais de espera. Ligou seu celular em busca de alguma distração; sorriu ao ver uma montagem que estava na sua tela de bloqueio, com uma foto dos três filhos recém-nascidos. Hugo, com seus leves cabelos azulados e olhos verdes havia nascido em 2011; Emma, com seus cabelos loirinhos escuros e os olhos azuis da mãe nascera em 2014; e Louis, a cópia pura de sua mãe em todos os sentidos havia nascido em 2016; agora faltava a foto do quarto filho, que estava prestes a chegar.

- Parece que terá de fazer outra montagem... - Plagg disse, observando o celular do loiro.

- Pois é - O professor riu, desbloqueando o celular e vendo a tela inicial, a foto de sua mãe. Ele bufou - Queria que estivesse aqui, mama.... Queria que visse esse momento...

O sumiço de Emillie era algo que Adrien nunca iria aceitar; como ela pôde ter sumido assim, sem mais nem menos?! Sem nenhum motivo?! Aquilo sempre ecoava na cabeça do loiro, e mesmo casado com a mulher que amava e agora prestes a ser pai de quatro filhos, nada disso o fez superar o sumiço da mãe.

Até agora.

- Senhor Adrien Agreste?

Adrien retirou os olhos do celular e os colocou na enfermeira, que sorria para ele; ele sabia o que aquele sorriso queria dizer, seu quarto BugChat havia nascido! Ele nem esperou ela dizer nada, correu até a sala de cirurgia em busca da esposa e do bebê, podendo escutar uma doce voz cantar para um pequeno recém-nascido resmungão.

- Sou Ladybug, sempre a melhor, contra o inimigo eu vou lutar...

A música que os fãs de Ladybug fizeram a ela era a preferida dos BugChats, dos quatro.

Marinette sorriu ao ver o noivo se aproximar dela e lhe dar um beijo urgente, seguido de um na testa, onde ela pôde ver seus olhos verdes completamente marejados; foi assim na chegada de todos os filhos. A mestiça sorriu, e colocou seus olhos azuis no pequeno bebê em seu colo, que estava completamente encolhido nas cobertas brancas, mantendo seu sexo ainda em surpresa.

- Será que agora você pode me dizer se nosso bebê tem uma torneirinha, ou uma florzinha?

- Uma florzinha, Chaton... - Ela falou, observando o Agreste - É uma menina.

- Emma ficara feliz, muito. O Hugo não vai dar muita moral pra ela, e o Louis provavelmente vai surtar e falar que ela vai querer pintar o quarto dele de rosa.. - Ele riu, e se aproximou da bebê - Posso segurar?

- Claro, gatinho... - A azulada entregou a filha ao marido, esperando pelo chororô típico dele.

Chat pegou sua bebê no colo, sorrindo como se fosse pai pela primeira vez. Retirou a coberta branca do rostinho da bebê, ansioso para ver como seria o rostinho de seu quarto BugChat. Toda sua ansiedade passou ao ter o primeiro contato com sua neném, e puta que pariu...

Ela era igual a sua mãe.

Adrien parou ao ver a pequena, jurava que via sua mãe ali. A pele bem clarinha, bochechas rosadas, cabelos loiros bem clarinhos e dourados e os olhos bem esverdeados; era idêntica a Emillie. O homem engoliu seco, já não bastava a tristeza de não ter sua mãe por perto boa parte da vida, e agora sua mais nova filha nascia como ela?!

- E aí! Como ela é?! - Mari perguntou, curiosa.

- M-Mari... - Agreste se virou para a esposa, meio chocada - Ela é igual a minha mãe...

- Céus... - Marinette arregalou os olhos; embora seu marido fosse um cara agradável, o sumiço da mãe o pertubava e muito.

Adrien se sentiu nervoso, queria sair dali e chorar o mais rápido que pudesse. Mas, em um certo momento que a recém-nascida abriu seus olhinhos inteiros e encarou seu pai; o loiro se perguntou...

Se Emillie estivesse realmente vendo ele de algum lugar, o quê ela iria querer de seu filho?

Desde que a mãe sumira, Natalie sempre disse ao loiro que sua mãe sempre estava o observando. E se ela estivesse mesmo, o que diria dele? Que passou o dia inteiro parindo um garoto, trocando suas fraldas, aguentando seus choros, curando seus machucados, o acalmando de seus medos para ele se tornar um homem que não consegue olhar para a própria filha?

Emillie era forte, e ensinou Adrien a ser; e mesmo que a ferida de ser "abandonado" pela mãe ainda estivesse nele e o machucasse, o Agreste sabia que teria de crescer. Sim, crescer; por muito tempo ele ignorou aquela palavra. Ele tinha a vida perfeita, a família perfeita, e agora precisva de um coração maduro, que aceitasse as coisas. Sua mãe sumiu? Sim! Aquilo doeu? Pra caralho! Mas, mesmo que fosse difícil, mesmo que fosse insurportável aceitar que Emillie não vai voltar mais, era o que precisava ser feito. Por Marinette, Hugo, Emma, Louis, a pequena BugChat e ele mesmo.

Ele sabia e sentia que era aquilo que Emillie queria.


- Ad'ien, está tudo bem? - A mestiça perguntou, preocupada.

- Está, Mari, está sim... - Ele suspirou, limpamdo suas lágrimas e encarando a recém-nascida em seus braços - Já tem um nome a ela?

- Não consegui pensar em nenhumzinho!

- E os meninos, não te deram sugestões?

- Hugo quis que se chamasse Batman; a Emma quis Elsa e o Louis quis que chamasse Louis Jr - Ela riu - O quê acha de Louise?

- Vão achar que gêmea do Louis, além dos outros dois começarem a brigar por causa disto.

- Que tal... Tikky ou Plaagie!

- Nem vem! - Os dois Kwamis exclamaram, reprovando os nomes.

- Eu tenho um melhor - Adrien começou.

- Qual, D'ien?

- Emillie.

- Emillie.... Mas, e o...

- Nome da minha mãe, eu sei.

- Mas, na gravidez da Emma eu até sugeri, e você...

- Recusou porque não havia crescido mentalmente - Adrien a cortou, ainda encarando a filha - Sabe, Mari, você sabe o quanto eu sofri e sofro pelo sumiço da minha mãe, mas, esta na hora de eu superar isto. Eu conheço minha mãe, sei que ela era forte e sei que ela queria que eu fosse forte também. Embora seja difícil, eu tenho que aceitar que ela se foi, e não irá mais voltar; não posso mais chorar como uma criança. E a última coisa que quero, e começar a guardar angústias e desejos insaciáveis dentro de mim como, o meu pai...

- Adrien, isso é lindo... - Marinette disse, limpando algumas de suas lágrimas - Eu fico feliz por você, amor, muito. Tenho certeza de que sua mãe se orgulharia de você - Ela sorriu - Então, eu posso confirmar? O nome da nossa filha será..


- Emillie. Emillie Agreste Dupain-Cheng.

°°°°

Haviam se passado duas semanas desde o nascimento da pequena Emillie, a mais nova membra da família de Ladybug e Chat Noir.

Todos amaram a Emillie, principalmente seus irmãos. Hugo confessou que a achava a mais bonita de seus irmãos; já Emma lhe presenteou com uma de suas bonecas para ela ir "treinando para o futuro"; e Louis - como um ótimo irmão mais velho - teve como sua primeira reação ao conhecer a irmã mais nova pedir que ela lhe trouxesse biscoitos, e de chocolate. Toda a família já havia conhecido e amado a pequena.

Exceto o seu avô.

Gabriel estava no salão de sala, observando a porta; era Domingo, dia de seus netos o visitarem. Visita essa que ela só aceitava por pura pressão de Natalie, já que ele poderia muito bem gastar seu tempo com planos e malignos, sem contar que ele nunca gostou da idéia de Adrien ter sua própria família, preferia que ele herdasse alguma de suas empresas ou algo do tipo.

Ouviu boatos de Natalie e Gorilla que a tal da Marinette estava grávida pela quarta vez, isso já algum tempo; pelas suas contas, o bebê já havia nascido. Achava excessivo o número de filhos que seu primogênito tinha, e eles tinham quase a mesma idade, uma escadinha perfeita de oito, cinco, três e zero anos; além de serem dois meninos e duas meninas, tudo perfeitamente calculado e certinho, pelo nisso Adrien havia lhe dado uma pitada de orgulho.

- Pai.

Gabriel olhou a porta, vendo seu filho se aproximar com agora seus quatro netos. Mesmo que não passase nenhum tempo com os netos, sabia de cor quem eles eram. O que se escondia timidamente nas pernas do pai era Hugo; a que olhava encantada para os quadros da casa era Emma; e o que observava os seus vasos de vidro com uma enorme vontade de quebra-los inocentemente era Louis. E agora havia mais uma, a que estava deitada no colo de Adrien não dando a mínima para os seus irmãos.

- Tia Nat! - Os três mais velhos correram até a secretária e a abraçaram, a viam como uma avó. Gabriel apenas observava.

- Senti saudades, crianças... - A mulher falou, abraçando seus "netos de consideração" - Digam oi ao avô de vocês...

- Oi... - As crianças disseram, tinham um pouco de medo do avô.

- Olá - O mais velho respondeu, encarando seu filho - Adrien, vejo que ao invés de se dedicar ao seu trabalho estava na farra.

- Senhor, por favor.

- Não tem problema, Natalie, eu já tô acostumado com isso há uns dezesseis anos... - O loiro respondeu, se aproximando de seu pai - Trouxe sua neta para te ver, mas vejo que você faz pouco caso disso.

- Não entenda as coisas errado, só porque lhe dei uma bronca, não significa que não quero ver meus netos... - O homem falou, estendendo seus braços - Deixe-me segurá-lá.

- Tome cuidado.. - O loiro pediu, entregando a filha ao avô.

Gabriel sentiu seus olhos se abrirem por completo pela primeira vez em décadas ao ver a quarta neta. Ele era idêntica a Emillie. Engoliu seco ao vê-lá, embora visse sua esposa em seu túmulo secreto todo santo dia, ver sua neta lhe deu outra sensação, sentia Emillie viva, apenas em outra forma e em outro corpo. De tanto atuar como Hawk Moth, aprendeu aver aúras espirituais, e jurava por tudo que era sagrada que via a aura de sua esposa ali.

O único desejo de Gabriel era soltar aquela criança e sair correndo dali, chorando o quanto pudesse.

Mas, se perguntou, o quê Emillie acharia disso?

E por quê não perguntar a ela?

Aproveitou a distração de Natalie e Adrien com as crianças e foi rapidamente ao cômodo secreto de sua casa, onde havia guardado sua jóia mais preciosa. Após chegar, deu de cara com o túmulo de Emillie, podendo ter uma linda visão de sua esposa em um sono profundo ali. Se aproximava a passos lentos, segurando a recém-nascida no colo. Parou de frente a esposa, e não pode conter as lágrimas ao vê-lá novamente.

Gabriel parou de chorar ao sentir algo encostar em sua mão, era sua neta, segurando a mão do avô com bastante força. Aquilo chamou a atenção do homem, que passou a encarar a pequena, com o olhar curioso e encantado que sua esposa teve um dia; com os cabelos dourados que brilhavam com a luz daquele lugar iluminado, ou do pequeno sorriso que ela esboçou quando viu seu avô a encarar, um sorriso tão lindo quanto o de Emillie.

Gabriel parou, e estranhamente, começou a se questionar sobre todas as suas ações nos últimos trinta e seis anos. Utilizar um Miraculous para o mal, escravizar um Kwami inocente, se aproveitar dos pontos fracos das pessoas para ver se acabava com a raça de na época dois adolescentes para conquistar seus Miraculous e trazer Emillie devolta; será que aquilo valia à pena mesmo. Se mal derrotava dois adolescentes, não tinha chance a uma Ladybug e Chat Noir adultos e mais habilidosos; e todo dia, se lembrava de como era a relação de Emillie com sua pequna Dusoo, ela a amava tanto e ele, literalmente escravizava Nooroo.

Emillie era tão boa, tão pura e gentil, se ela realmente o estivesse vendo agora certamente teria nojo dele. Nojo por ter escravizado seu Kwami, sabotado seu Miraculous, feito mal a tanta gente e simplesmente não ter amado o seu próprio filho. Naqueles pequenos minutos, ele refletiu sobre sua vida, e percebeu a grande merda que fez dela. Por quê não podia simplesmente aceitar a perda de Emillie e a deixado descansar em paz, e ter amado seu filho e seus netos? Era difícil, era muito difícil, quase impossível, mas ele já havia perdido demais com aquilo, e talvez Emillie estivesse tentando lhe dizer aquilo pela pequena bebê.

- Nooroo.

- Sim, mestre? - O Kwami aparaceu, com sua típica cara de assustado.

- Vá embora.

- O quê?!

- Vá embora, Nooroo. Você está livre.

- Mestre... Mas, e o pla...

- O plano acabou, Nooroo; esse plano dava desgosto a Emillie, e essa a última coisa que quero. Vá embora.

- Sim, mestre... - Nooroo respondeu, e voôu rapidamente para fora dali, podendo finalmente ser livre depois de muitos anos.

- Me perdoe, Emillie - Gabriel falou, de cabeça baixa - Me perdoe por não lhe trazer devolta, e por não ter cumprido nenhuma de minhas promessas. Eu, irei aceitar tudo isso, e te deixar descansar.

Quando ia puxar o véu para talar o túmulo, Gabriel se deparou com algo que não via há anos; o sorriso de Emillie. Ela estava lá, sorrindo em meio ao sono. Ele se assutou, ela não estava assim antes, porém, ele entendeu o recado. Aquele foi seu jeito de mostrar que estava orgulhosa dele, e do filho também. Uma lágrima escorreu dos olhos verdes do homem, mal podia acreditar que a única coisa que sua esposa queria para descansar em paz era, a sua aceitação.

- Até mais, meu amor - Gabriel beijou o vidro, e puxou o véu acinzentado, cobrindo o túmulo, e deixando a esposa finalmente descansar. Suspirou aliviado, finalmente sentiu a sensação de missão em seu coração.

°°°°

Adrien e Natalie estavam na frente da casa observando as crianças brincarem de desfile com algumas roupas velhas do avô, fazendo os dois gargalharem alegremente como nos velhos tempos.

- Então, Adrien, como está sendo com a nova bebê? - Natalie perguntou.

- Estranho, Nat - Adrien respondeu - Às vezes quando estou com Emillie, sinto, sinto que minha mãe está por perto, sabe? Como se estivesse, dizendo que está orgulhosa de mim pela neném. É uma sensação maravilhosa - Ele admtiu, e pôde ver seu pai se aproximar com a filha mais nova nos braços.

- Estou atrapalhando?

- Não, pai, não está.

- Adrien.. - Gabriel olhou para neta, e suspirou - Quero lhe pedir perdão.

- Perdão?! - O loiro se assustou, fazendo os filhos e secretária prestarem atenção nas palavras dos mais velho.

- Sim, por tudo. Por não ter te dado atenção, carinho, e por não ter te amado. Sua mãe não queria isso de mim, ela queria que eu te amasse. E eu, sinto muito...

- Pai.. - O loiro estava pasmo, mal acreditava que estava escutando aquilo depois de anos sofrendo pelo afastamento do pai - Eu, também peço desculpas...

- Pede?

- Sim. Eu sempre te cobrava pela minha mãe, nunca fui capaz de crescer nessa parte psicológica e entender que ela não vai voltar. Mamãe, não iria querer isso de mim.. - Ele se levantou, e deu um forte abraço no pai - Eu te amo...

- Eu, também amo você... - Gabriel retribuiu o abraço, se sentindo amado depois de anos. Foi a melhor sensação de sua vida - Sabe, eu estava pensando e, o que acha te irmos ao parque?

- Parque?! - As crianças exclamaram, com os olhinhos brilhando.

- Sim, podemos, chamar a mãe de vocês e ir ao parque comer, doces... - Ele sorriu - O que acham?

- Sim! Sim! - Seus netos gritaram, e abraçaram as pernas do avô - Obrigada, vovô!

- É, de nada... - Gabriel sorriu torto, ainda teria que se acostumar com aquele amor todo.

- Então vamos! - Adrien exclamou, e pôde ver os filhos correrem até o carro - E quem fica de olho na Emillie?

- Eu fico, será um prazer... - O homem se ofereceu, acompanhando seu filho.

- Sabe papai, o senhor nunca me levou ao parque.

- Estou levando agora, filho, a toda a minha família.


Família, estava aí algo que Gabriel jamais pensou em falar. Papai, outra coisa que Adrien jamais pensou que chamaria seu pai. Depois de tanto remorço, eles finalmente cresceram e aceitaram certas coisas da vida, podendo aproveitar o melhor dela, juntos.


Tudo isso graças a pequena Emillie.


Notas Finais


espero que gostem 🤗💕

Bjs ❤


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