História Pequena Insanidade - Capítulo 14


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Baekyeol, Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Suchen
Visualizações 431
Palavras 6.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores! Espero que estejam bem!
Já virou rotina eu me desculpar pelos atrasos de dois meses ou mais, mas eu juro que eu tento voltar antes, só que meu tempo é realmente curto e eu não gosto de postar coisas pequenas e escritas na pressa. Então espero que me perdoem por mais uma demora grandinha, e que não percam as esperanças em mim! Hahaha
Aqui a parte final do nosso suchen, finalmente! Espero que vocês gostem e não me matem pelos diálogos gigantes de sempre, eu não consigo me controlar hahaha!
É isso fofuras, boa leitura!

Capítulo 14 - Pra dizer a verdade...


Capítulo 14 – Pra dizer a verdade...

 

Chanyeol acordou com o sol maravilhoso - e sempre presente - de Jeju, com um tufo de cabelos bem embaixo de seu nariz, e um peso gostoso sobre seu peito.

 

Abriu os olhos vagarosamente, acostumando-se aos poucos com a luminosidade, e aspirando o perfume tão natural que vinha de seu baixinho. Sorriu, sentindo-se tão descansado como há tempos não se sentia, apenas por ter Baekhyun ao seu lado.

 

Quem diria, Park Chanyeol, todo bobo apaixonado, pelo melhor amigo de seu filho. Não que visse Baekhyun como o melhor amigo de seu filho. Não.

 

Baekhyun era seu namorado. Ser melhor amigo de Sehun era apenas uma consequência belíssima do destino, que possibilitou que eles se encontrassem novamente. Bem, isso, e também alguns outros fatores bem influenciadores.

 

Coçou seus olhinhos ainda inchados pelo sono, virando-se para o criado mudo onde havia deixado seu celular de forma vagarosa - tudo para não perturbar seu pequeno - e deu uma olhada nas horas.

 

7h da manhã. O que diabos estava fazendo acordado às sete da manhã enquanto tirava férias em Jeju?

 

Demorou alguns minutos para se dar conta de que a família toda tinha decidido, durante o jantar na noite anterior, que seria super legal visitarem a praia naquele dia, aproveitar o sol e, consequentemente, a água que estaria em temperatura boa, e os brinquedos radicais que sempre eram montados nesses lugares turísticos. Queria muito ir na tal da banana radical que andava muito rápido e derrubava pessoas no mar. Queria também ver Sehun indo gritando como uma menininha e caindo feito um peso morto.

 

E registrar tudo, como um bom pai faria.

 

Olhou para Baekhyun sabendo que precisava acordar o rapaz, mas morrendo de dó de perturbar o sono claramente muito gostoso em que o mais novo se encontrava. Estava com as mãozinhas encolhidas embaixo da bochecha que se apoiava sobre o peito de Chanyeol, com a cara toda amassada pelo inchaço matinal, e com o biquinho mais fofo que Chanyeol já havia visto na vida.

 

Queria morder aquele biquinho. E foi exatamente o que ele fez.

 

Deu uma pequena mordidinha, seguida de um gentil selinho nos lábios fofos do menor. Baekhyun não abriu os olhos imediatamente, mas o gigante sentiu quando os lábios colados aos seus moldarem-se em um sorriso, não fazendo movimento algum para retribuir os beijos, porém claramente aproveitando o carinho, enquanto tirava as mãos preguiçosamente debaixo de suas bochechas gordinhas e as colocava em volta do pescoço de Chanyeol, deixando com que o maior fizesse todo o trabalho e apenas o mimasse com os beijos e carinhos.

 

- Bom dia, neném. - Disse o Park, após alguns (muitos) minutos apenas aproveitando os lábios fofinhos de Baekhyun. O menor sorriu, ainda com os olhos fechados, e Chanyeol quis soltar um grito de tão fofa que era aquela cena.

 

Baekhyun, com a cara amassada, bochechas marcadas pela fronha do travesseiro e cabelos todos bagunçados. Era essa a definição de fofura que devia estar inserida no dicionário, sem dúvidas. E Chanyeol queria apertá-lo todinho, todos os dias.

 

Queria ter, na verdade, aquela visão privilegiada todos os dias.

 

- Bom dia, Hyung! - Cumprimentou, ainda com a voz rouca de sono, esfregando os olhos e tentando se acostumar com a luminosidade. - Hm, parece meio cedo, pelo solzinho tímido que está passando pela cortina. Que horas são?

 

Chanyeol, tateando o criado-mudo, pegou seu celular, checando as horas novamente, apesar de saber que não haviam se passado muitos minutos após as 7h, horário em que acordou.

 

- São… 7h15. - Disse, bloqueando novamente o celular e virando-se para o pequeno, que agora lhe encarava com aqueles olhões arregalados.

 

- 7h15? Chanyeol, por que é que você me acordou 7h15 da manhã nas férias? - Perguntou, um tanto quanto incrédulo, levando Chanyeol aos risos. Tão, mas tão fofo!

 

Aproximou-se mais de Baekhyun, afundando o rosto em seu pescoço e inalando profundamente o cheiro gostoso e natural que vinha daquela pele branquinha.

 

- Porque, senhor esquecidinho, tínhamos combinado com todos os outros que iríamos para a praia hoje às 8h. Então, como um excelente namorado, resolvi te acordar com tempo de sobra para você se arrumar, passar muito protetor solar nessa pele branquinha, e também para termos tempo de tomar café sossegados, e não como o resto de seus colegas que com certeza vão acordar em cima da hora. - Falou, com a voz abafada pelo pescoço do garoto.

 

Alguns segundos em silêncio, e Baekhyun finalmente pareceu se lembrar, concordando com a cabeça.

 

- Nossa. Eu realmente tinha me esquecido. Acho que aquela confusão toda que o Jongdae arrumou noite passada me fez esquecer algumas coisinhas importantes. - Riu, enquanto levava uma de suas mãos até o cabelo macio de Chanyeol, acariciando-o em movimentos leves e lentos, de quem ainda não havia acordado totalmente. - Obrigada, Chan. Acho que se você não tivesse falado nada, eu ia dormir até a hora do almoço.

 

Chanyeol riu, ainda sem se incomodar em mudar sua posição.

 

- Não duvido nada… Vocês jovens e esse hábito horrível de acordar tarde. Depois não conseguem dormir de noite e não sabe por quê. - Bufou, e Baekhyun soltou uma gargalhada.

 

- Às vezes você fala totalmente como um velho ranzinza, Chanyeol. Fica parecendo meu avô quando diz essas coisas. E, acredite, não quero te imaginar como meu avô, Hyung. - Disse, e diante da fala, Chanyeol levantou a cabeça do pescoço alheio, chocado.

 

- YAH! Eu não falo igual o avô de ninguém, viu? Muito menos como o seu. Eu falo como um jovem, por favor! - Falou, e Baekhyun só pode rir ainda mais, saindo dos braços do maior e rolando pela cama. - Pode parar de rir agora em, Byun Baekhyun.

 

Mas ver Chanyeol dando piti daquele jeito só fazia com que o Byun risse ainda mais. Tanto que chegou ao ponto de segurar seu estômago, que doía como se ele tivesse acabado de fazer milhares de abdominais, e enxugar as lágrimas que saíam de seus olhos. Chanyeol, diante disso, fez um bico enorme, levantando-se e indo se sentar, de braços cruzados e cara fechada, na cama em que - supostamente - era a dele.

 

Baekhyun olhou a cena com um sorriso incrédulo nos lábios. Era realmente absurdo como Chanyeol conseguia passar da cópia de um perfeito idoso para a de uma criança de 3 anos em menos de 1 minuto.

 

- Ei, Hyung. - Chamou, esperando que o outro se virasse, mas encontrando apenas o bico de Chanyeol, que parecia ter aumentado, se é que isso era possível. - Chan, por favor, olha pra mim! Eu estava brincando, bebê.

 

Baekhyun e Chanyeol arregalaram os olhos no mesmo momento em que se deram conta do apelido carinhoso que Baekhyun havia acabado de deixar escapar. Chanyeol se virou na mesma hora, porém com o bico monumental ainda bem estampado.

 

- Ah, então agora eu sou seu bebê, é? Eu não era seu avô até cinco minutos atrás? - Falou, e Baekhyun esqueceu-se da preocupação com o que o maior acharia do apelido, e apenas não conseguiu mais lidar com aquela fofura de longe, caminhando até a outra cama e abraçando o namorado de uma maneira muito apertada.

 

- Meu Deus Chanyeol, como você é fofo! - Falou, enquanto praticamente arrancava todo o ar dos pulmões do mais velho com aquele aperto. - Sabe que eu estou só enchendo o saco, não é? Agora vamos, tira esse bico fofo do rosto antes que eu comece a te beijar sem parar - de novo - e a gente se atrase. Afinal, você me acordou justamente pra irmos pra praia com a galera, não foi?

 

E dito isso, Baekhyun largou do namorado e saiu saltitante em direção ao banheiro do quarto, trancando-se lá em seguida, e deixando um Chanyeol com o coração batendo a mil, um sorriso bobo no rosto, e os olhos praticamente destilando coraçõezinhos por todo o quarto.

 

É, pensou o mais velho, se acordar ao lado de Baekhyun fosse trazer tanta alegria assim para seu coração, ele queria que isso acontecesse todos os dias. Para sempre.

 

***

 

Já estavam todos na praia próxima ao condomínio onde se localizava a casa dos Byun. Amber e Krystal estavam com Byunnie falando sobre o casamento - honestamente, aquilo era tudo sobre o que elas falavam agora-, Kyungsoo e Jongin estavam no maior love, tirando fotos de casal à beira mar, Luhan estava tentando negar beijos à Sehun, que ainda estava doente; Chanyeol, Sr. Byun e Baekhyun estavam falando sobre a empresa e a faculdade do pequeno, que estava prestes a começar, e Jongdae e Junmyeon…

 

Jongdae e Junmyeon estavam discutindo, pela milésima vez no dia.

 

Quer dizer, Jongdae estava discutindo, e Junmyeon estava apenas escutando, sem saber bem o que havia acontecido dessa vez.

 

Pela manhã, aparentemente, Chen estava bravo porque Suho desligou seu despertador e voltou a dormir, esquecendo-se de que iam para a praia. Em sua defesa, Suho disse que estava muito confuso para se lembrar de tudo o que iam fazer, já que alguém ali havia armado o barraco antes de dormir e deixado todo mundo confuso.

 

Depois disso foi na hora de entrarem todos no carro. Nunca era fácil estacionar em lugares legais na praia, e por isso todos decidiram que iriam espremer quantas pessoas dessem no menor número de carros possíveis. Isso significou que algumas pessoas - incluindo Jongdae - precisaram se sentar no colo de alguém. E ao invés de ficar feliz por sentar no colo do crush, ele na verdade armou um escândalo, e embora isso não tenha servido de nada, foi até a praia - no colo de Junmyeon - reclamando no ouvido do professor.

 

E agora, aparentemente, não tinha problema nenhum. Mas é claro que Jongdae não conseguia ficar quieto e estava reclamando de novo no ouvido de Junmyeon.

 

O próprio Junmyeon na verdade não entendia nada do que estava acontecendo. A noite anterior tinha terminado de maneira muito fofa, e na visão de Junmyeon, positiva - mesmo com o barraco por conta da troca de quarto mais cedo.

 

Mas parecia que ele estava errado, porque desde que acordaram, tudo o que Jongdae fez foi reclamar e lhe dar patada. Por motivos que não faziam sentido algum.

 

Suho estava MUITO confuso.  

 

Não entendia, de verdade, o que é que poderia ter acontecido entre a conversa que aqueceu seu coração na noite passada, e o balde de água fria que vinha sendo derramado continuamente sobre sua cabeça desde que botou os pés para fora da cama.

 

Não fazia ideia do que se passava, naquele momento, pela cabeça engenhosa e complicada de Kim Jongdae. Mas sabia que não merecia passar as férias sendo pisado por um mero adolescente, em plena praia ensolarada de Jeju. Estava ficando puto, e logo, logo, acabaria explodindo com o garoto e o confrontando para saber o que diabos havia de errado!

 

Chen, por outro lado, também não sabia exatamente o que estava acontecendo consigo. Só sabia que, para evitar pular em Suho e ficar agarrado nele como um coala que queria carinho, preferia ser grosso e arrumar problema em tudo. Era assim que lidava com todos os seus problemas emocionais, afinal, e sempre deu certo.

 

Sempre deu certo porque ele nunca teve, na verdade, que lidar com aquele tipo de situação, e aquela era sua primeira experiência no assunto. Portanto, até aquele momento, tinha até que dado certo. Mas pela cara cada vez mais fechada que Suho fazia a cada vez que dava um de seus chiliques, Jongdae sabia que não ia ficar tudo bem por muito mais tempo.

 

A verdade é que havia acordado, apenas alguns minutos antes de o despertador de Suho tocar, totalmente perdido e preso em um emaranhado de lençóis, e com a cabeça confortavelmente enterrada no peito musculoso do Kim mais velho. Não é necessário dizer que, apesar de adorar a sensação, sentiu-se muito assustado. Não porque queria atacar Suho e fazer com ele coisas muito safadas, mas sim porque queria, no fundo, apenas abraçá-lo e esfregar seu rosto na pele alheia como um gatinho manhoso.

 

“Meu Deus do céu, quando foi que eu virei um mel nojento de ser humano? Cadê o Jongdae pegador que não tem sentimentos e só quer dar até o dia amanhecer? CADÊ?”  - Foi tudo o que se passou por sua cabeça, antes de levar um susto com o despertador de Junmyeon tocando, e começar suas reclamações a partir daí.

 

Porque é claro que, a partir daquele momento, a vida resolveu lhe testar colocando apenas Suho sendo extremamente fofo em sua frente. Primeiro foi ao “acordar” Jongdae com um sorriso fofo e fazendo carinhos em seu cabelo (antes do surto psicótico que Chen deu para sair da cama, é claro), depois foi a simpatia em fazer leite quente para o mais jovem e lhe entregar uma caneca com um sorriso mais fofo ainda. No carro, também, foi só fofura, segurando Jongdae em seu colo como se o garoto fosse morrer caso ele não o segurasse direito. E finalmente, na praia, vivia lembrando o garoto do protetor solar, dos óculos de sol, da garrafinha de água para hidratar, e tudo o mais que pudesse contribuir para a boa hidratação de Chen naquele ambiente muito quente.

 

E como é que Kim Jongdae agradeceu todo aquele carinho e fofura? Isso mesmo, gritando, esperneando e passando vergonha. E Suho era realmente um santo por não ter explodido com ele até agora.

 

Estavam agora sentados em silêncio, um ao lado do outro, observando toda a interação das pessoas a sua volta, não participando realmente de nenhuma conversa, e pescando pouquíssimos detalhes do que estava acontecendo ali.

 

Isso, é claro, até tia Byun interromper o momento de silêncio dos dois com uma palma muito alta e animada, e um sorriso de orelha a orelha.

 

- Que ideia maravilhosa, Luhan! Acho que todos vocês deveriam ir andar de bote até a ilha não muito longe aqui da praia! - Disse, feliz, encarando todos os jovens ali, que lhe encaravam também, parecendo concordar com o que quer que estivesse acontecendo ali. - Chanyeol, meu bem, porque não vai com as crianças? Sei que são todos muito responsáveis mas ficarei melhor se você for cuidar do meu bebê. Suho, você também! Não fique acanhado, vá com eles e se enturme!

 

Jongdae não estava entendendo direito o que estava acontecendo ali, e muito menos entendeu o que deveria fazer quando foi puxado por Kai e guiado pela areia muito quente da praia, em direção a vários barquinhos de dois lugares, bem na beira da água.

 

- Mas o que… - Começou a dizer, mas foi rudemente interrompido por Luhan, que resolveu dar uma de guia turístico, e apontar o que deveriam fazer no momento.

 

- Olha gente, sei que todo mundo quer ficar com o respectivo namorado em paz e sem ser incomodado, então nós vamos dividir os botes por casal. Eu vou com o Sehun, o Kyung vai com o Kai, o Baek e o Sogrão, e… bom, Jongdae e Suho, vocês não são um casal, mas são os que sobraram, então vocês vão juntos. - Disse, apontando para os dois que ainda estavam petrificados e sem entender muito bem o que é que estava acontecendo. - Todos de acordo? - Perguntou, mas não esperou nenhuma resposta de verdade. - Ótimo. O passeio de bote dura no máximo uma hora, se não quisermos pagar a mais por cada 10 minutos excedidos. Então vocês que tem celular, relógio ou o que quer que seja, não se esqueçam do horário. Vamos para o canto que quisermos com o barquinho, e depois nos encontramos aqui, nesse quiosque, para devolver os barquinhos e voltar para a barraca, de preferência antes do horário dos remédios do Sehun. Como estamos todos entendidos, vamos lá.

 

Chen, que já estava perdido no começo do discurso de Luhan, ficou ainda mais desnorteado quando foi empurrado pelo chinês em direção a um dos barquinhos, onde não teve muita alternativa a não ser entrar e se sentar em um dos extremos do local. Junmyeon logo foi colocado na outra ponta, recebeu um remo de duas extremidades, e o cara do quiosque soltou o barquinho com um empurrão amigável, fazendo com que ele rumasse em direção ao meio do oceano, com Suho sendo o condutor do passeio.

 

O que diabos Jongdae estava fazendo em um barquinho de remo, com Kim Junmyeon, o mesmo não sabia.

 

- Mas por que caralhos nós estamos nesse negócio? - Perguntou, com os olhos arregalados, enquanto observava o barquinho se distanciando da praia, enquanto Suho remava como se aquilo não exigisse esforço algum.

 

O professor olhou para ele com uma careta que expressava clara confusão.

 

- Nós viemos passear ao redor da praia com o barquinho, Jongdae. Você não escutou o Luhan perguntando para a senhora Byun se não seria uma boa ideia nós darmos uma volta por aí e conhecer melhor o local? Ela praticamente gritou de tanta alegria com a ideia de os “jovens” virem passear todos juntos. - Falou, desacreditando que Chen não havia prestado atenção em nada.

 

Chen pareceu ainda mais confuso.

 

- Não… na verdade não ouvi nada. - Falou, finalmente relaxando em seu assento, enquanto olhava a sua volta, com um suspiro. - Eu estava meio distraído.

 

- Eu percebi. - Foi o que Suho limitou-se a dizer, antes de voltar a remar, afastando-se cada vez mais da praia.

 

A água ali era realmente cristalina. Conforme iam adentrando um pouco mais o mar, conseguiam enxergar peixinhos nadando logo abaixo de seu barquinho, de tão limpinha que era a água. A beleza do lugar era realmente encantadora, o cenário era paradisíaco, e Chen não pode deixar de se encantar com a combinação dos elementos que agora observava. Tratou de retirar o celular do bolso, abrindo a câmera e começando a tirar várias fotos da paisagem, sorrindo principalmente quando fotografou os peixinhos que nadavam em conjunto alegremente.

 

Suho, que ainda remava, sentiu o coração mais leve assim que viu o sorriso pintar o rosto de Jongdae. Gostava daquele sorriso. Gostava de Jongdae. E, acima de tudo, gostava de Jongdae sorrindo, e não carrancudo e irritado como vinha sendo com ele desde que acordaram.

 

- Eu realmente gosto do seu sorriso. - Disse, envergonhado, mas sem se importar realmente com isso, enquanto olhava bem o rosto do mais jovem. O sorriso de Chen havia plantado em seu próprio rosto um outro, que espelhava perfeitamente o do rapaz mais novo.

 

Chen assustou-se com a voz de Suho, quase largando o celular como lembrança no mar. Virou-se para o mais velho, que havia parado de remar no momento, e reparou que já estavam bem distantes da praia, sendo o único barquinho à vista. Os outros deviam ter procurado direções bem diferentes, querendo privacidade com seus amados.

 

O sorriso de Suho mais uma vez despertou sensações estranhas em Jongdae, que não conseguiu ter outra reação a não ser corar fortemente e manter-se calado. Se abrisse a boca, falaria merda e estragaria o clima bom que tinha se instalado naquele cenário maravilhoso.

 

Estava sendo rude com Suho desde que havia acordado, e sabia bem que o maior não merecia isso. Então preferiu ficar quieto e evitar outra reação explosiva em direção ao professor.

 

- Prefiro quando você está assim, sorrindo, do que quando está irritado e gritando comigo. - Continuou Suho, largando o remo de modo seguro no suporte do barquinho, e largando-se um pouco em seu assento.

 

Chen corou mais ainda diante da pequena “chamada de atenção” que recebeu do mais velho. Afinal, é lógico que o outro ia comentar a sua falta de educação em algum momento.

 

- Desculpa. - Foi o que se limitou a dizer, desviando o olhar para algumas palmeiras ao fundo, logo atrás de Junmyeon, e focando-se em tirar fotos novamente.

 

Suho suspirou.

 

- Eu não queria que você pedisse desculpas, Jongdae. Eu queria entender o que foi que eu fiz para te deixar tão irritadiço. - Disse.

 

Chen, mais uma vez, ficou quieto.

 

Afinal, o que é que ia dizer? “Ah, Junmyeon, sabe o que é? É que você me deixa meio sem ar e com a barriga toda estranha quando faz coisas perigosas como sorrir…”. É claro que isso não seria plausível. Ficar em silêncio e não se expor era o melhor que Chen faria.

 

Mesmo que na noite passada tivesse se exposto um bocadinho, ao dizer na piscina que “gostava mais do que deveria” de Suho, e ainda chamá-lo de “Myeon” antes de irem dormir. Junmyeon não era besta, e já devia ter pescado o que estava acontecendo. Na verdade, Chen sabia que o mais velho já tinha pescado suas intenções desde que ele, o primeiro aluno da escola, havia ficado de recuperação de história, de uma hora para a outra.

 

Chen só não sabia se Suho tinha noção de que Jongdae estava, digamos, meio que apaixonado por ele. Que havia caído em seu próprio joguinho de sedução e, ao invés de fazer Junmyeon apaixonar-se por si, acabou ele se apaixonando perdidamente pelo professor.

 

Também não sabia se aquelas falas, tanto as da noite passada quanto as de agora, eram alguma forma de Suho lhe zoar por sua paquera mal sucedida que já havia sido detectada, ou por saber que o garoto estava apaixonado e achar aquilo hilário, ou ainda, por ser louco e querer realmente corresponder à ele.

 

Claro que a terceira opção seria a mais agradável para Jongdae, mas o jovem estudante duvidava que Kim Junmyeon, o professor mais certinho e consciente que conhecia, colocaria em risco sua integridade e moral para se envolver com um aluno como ele.

 

- Vamos, Chen, me diga. - Disse, endireitando-se mais uma vez em seu lado do barquinho. - Eu não vou morder, sabia? - Deu uma risadinha, e Chen jurou que quase havia se fundido com a água do mar. Aquela risadinha tinha por objetivo total transforma-lo em uma poça apaixonada, não era possível.

 

E é claro que, diante da falta de resposta do Kim mais jovem, Suho começou a lhe encher o saco. Ficava lhe cutucando e lhe pedindo explicações, porque é claro que ele não ia desistir. E mesmo resistindo firmemente, Chen sabia que não iria resistir por muito tempo. Ia explodir.

 

E foi isso mesmo o que aconteceu quando olhou novamente para o rosto de Suho e encontrou aquele sorriso grudado em sua cara mais uma vez.

 

Os deuses, eles estavam testando Jongdae. Era isso.

 

Suspirou, dando-se por vencido. Junmyeon já devia desconfiar de sua triste paixonite, então não faria diferença.

 

Ele só ia acabar sendo motivo de risos para o mais velho. Porque não é possível que os sorrisos de Suho na noite passada, e aquelas palavras doces fossem significar alguma coisa.

 

- Você quer saber o que fez para me deixar irritado? Bem, aqui vai, Junmyeon. Tudo começou quando você apareceu na minha vida, sendo o único cara naquela porcaria de escola que eu queria e não consegui de primeira. O estado que eu me encontro hoje é total e inteiramente culpa sua, seu velho, porque foi só porque você não caiu nos meus charmes de sedutor logo no começo das aulas, que eu fui obrigado a bolar toda aquela procaria de recuperação na sua matéria - que eu sou muito bom na verdade, diga-se de passagem, para passar um tempo a mais com você e ver se, assim, você ia cair na minha laia. E olha, meu querido, começar a reparar no quão fofo você era, no ser humano maravilhoso que você é, na verdade, não estava nos planos. Começar a sentir essas coisas nojentas no estômago e descobrir no wikihow que são sintomas de paixão foi muito, mas muito triste mesmo, porque eu, Kim Jongdae, não me apaixono, entendeu? - Disse tudo em uma única respirada.

 

Suho, que já tinha desistido de uma resposta naquele ponto, e estava enchendo o saco do outro apenas por diversão, arregalou os olhos, um pouco chocado demais com tudo o que saiu da boca daquela criatura em sua frente.

 

- Mas o que…

 

Jongdae meteu o dedo indicador nos lábios de Junmyeon, impedindo-o de terminar sua fala.

 

- Shh, cala a boquinha, Kim Junmyeon. Deixa eu terminar de falar. Você não queria escutar os motivos de eu estar bravo com você? Pois agora escute. - Disse, e Suho, surpreso demais, não se atreveu a dizer mais nada. - Pois bem, onde foi que eu parei? Ah, sim. Eu não me apaixono, Junmyeon. Em todos esses meus 17 anos eu nunca me apaixonei. Nenhum dos caras que eu beijei, nenhum dos caras com que eu dormi… ninguém nunca passou perto desse sentimento que eu desprezava tanto. Mas aí é claro que você tinha que chegar, com esse sorriso perfeito, com os olhos mais bonitos que eu já vi, e com toda a paciência e consideração que alguém já teve comigo. Eu sei que você sabe desde o começo das minhas intenções, e você vem desviando delas muito bem. E eu realmente achei que eu ia conseguir quebrar essa sua barreira de integridade e conseguir o que eu queria. Eu tinha certeza de que você ia perder pra mim, Junmyeon. Mas no final, fui eu quem perdeu pra você. E eu não sei o que fazer com todas essas coisas que eu estou sentindo, porque eu não sei o que é estar apaixonado por alguém.

 

Fez uma pausa, respirando, e desviando os olhos dos de Suho, que não havia desgrudado dos seus em momento algum.

 

- Eu gosto de ter o controle sobre tudo o que eu faço, sobre tudo o que acontece comigo, e sobre tudo o que os outros fazem comigo. Por isso que, em todos os pseudo relacionamentos que eu tive na vida, sempre fui eu quem fez tudo. Eu ia atraz, eu seduzia, eu largava. Mas você não funciona assim, e isso me deixa louco. Você faz eu sentir que eu perdi todo o meu controle sobre o que eu sinto e sobre o que acontece comigo. E eu não gosto disso, Suho. Eu não gosto de não saber o que vai acontecer comigo. Eu não gosto de surpresas, eu não gosto de não estar preparado para as coisas. E ontem… ontem eu baixei totalmente a minha guarda quando ouvi você dizer que você gostava de mim mais do que deveria. Foi só um murmúrio, provavelmente você disse aquilo sem querer, mas foi o suficiente pra eu desmoronar. E depois lá no quarto, você demonstrando todo aquele cuidado e fofura comigo… eu surtei. E eu só sei me defender sendo grosso e rude com as pessoas. E todos esses gritos e insultos que você recebeu de mim desde que acordamos hoje foi única e exclusivamente porque você me deixa louco com esses sentimentos, e eu não sei lidar com nada disso. Então, me desculpe por ter te dado patada desde que coloquei os pés pra fora da cama, mas a culpa é sua mesmo, que jogou sabe-se lá que feitiço em mim e me transformou em um babaca apaixonado, que perdeu toda a manha da conquista e que se derrete por um sorrisinho ridículo que você coloca nessa sua cara.

 

Assim que Jongdae terminou seu discurso (declaração) meio torto sobre seus motivos, tudo ficou em silêncio. Eles estavam bem longe da praia, longe da agitação das famílias que aproveitavam momentos na areia. Estavam longe dos barcos de seus amigos. Estavam em um espaço, rodeados de peixinhos, de uma paisagem linda, e um silêncio quase ensurdecedor, que ameaçava fazer Chen arrancar os cabelos por ansiedade em qualquer minuto.

 

Porque Suho estava lá, parado, olhando fixamente para seu rosto, com uma expressão séria que não lhe entregava nem uma migalha sobre o que o mais velho poderia estar sentindo.

 

Das duas, uma - pensou Chen - ou ele vai começar a rir de mim e me chamar de idiota por ter me apaixonado por um professor, e dizer que essa fofura dele é só como ele age com todos, e que ele nunca ia querer nada comigo, ou ele vai me tacar pra fora desse barquinho de tanta raiva e medo de eu atacar ele com o meu amor, e me deixar aqui para morrer com os peixinhos bonitos.

 

Mas os minutos se passaram e nenhuma das alternativas se concretizou. Na verdade, o mais velho apenas continuou em silêncio, fitando Chen e não dizendo nada. Absolutamente nada.

 

Jongdae, como a pessoa inquieta e ansiosa que era, estava quase ele mesmo pulando sozinho do barquinho para tomar a iniciativa de morrer com os peixinhos bonitos ele mesmo. Preferia mil vezes qualquer uma das reações trágicas que esperava de Suho, do que aquele silêncio que lhe dava brecha para pensar em mais mil cenários catastróficos.

 

- Olha, eu sei que eu te assustei, e que você provavelmente me acha um doido. Você já devia me achar um doido quando eu comecei com esse negócio de querer levar você pra cama. E eu entendo se você quiser me jogar desse barco e… - Foi interrompido em seu discurso movido por nervoso e desespero por uma risadinha de Suho.

 

Risadinha que começou discreta, e passou a ser uma gargalhada.

 

Ah, então era a primeira opção. Junmyeon ia rir da babaquice de Jongdae e ia tirar sarro dele pelo resto da viagem - e provavelmente também de sua vida acadêmica.

 

Chen fechou a cara.

 

- Já terminou de rir da desgraça alheia, Senhor Kim? - Perguntou, usando o título de professor de Suho.

 

O mais velho parou de rir, mas não deixou que o sorrisinho até que bonitinho permanecesse em seu rosto.

 

- Eu que pergunto, Jongdae, já acabou de falar besteira sobre ter me assustado, sobre eu te achar um doido e sobre eu ter falado aquelas coisas ontem a noite sem querer? - Perguntou, divertido, e Chen fez cara de quem não entendeu.

 

Suho suspirou, achando a pane em que o garoto entrava engraçada, mas tentando não rir para não assustar ainda mais o jovem em sua frente. Aproximou-se do meio do barquinho, o único pequeno espaço que separava ele e Jongdae, e apoiou as mãos nos joelhos de um Kim petrificado.

 

- Olha, Chen, eu realmente reparei desde o começo quais eram suas intenções comigo. É claro que eu reparei que você queria que a gente transasse a qualquer custo. A primeira coisa que eu ouvi quando eu pisei no colégio foi sobre a sua fama de pegador, porque convenhamos, você não era discreto sobre isso, e fazia questão de deixar evidente para quem quer que você quisesse, que essa pessoa era a presa da vez. E é lógico que no começo eu fugi de você, né, Jongdae! Que tipo de professor eu seria se desse trela pra sua conversa mole? - Disse, rindo leve. - É claro que eu percebi que eu não ia me livrar de você assim tão cedo, porque você deu um jeito de me perseguir até nas férias. Sério, Chen, pegar recuperação em História sendo que você foi o melhor aluno do ano passado? E com aquelas respostas ridículas que você colocava pra errar? Se eu não percebesse eu ia ser um profissional muito incompetente.

 

Parou por um momento, vendo que o garoto ainda não lhe encarava, e, sorrindo, levou uma das mãos até o queixo do mais novo, erguendo seu rosto e fazendo com que o outro lhe olhasse.

 

- Eu queria ver até aonde você ia com toda essa ambição de me conquistar. E eu estava determinado a não ceder, porque eu não gosto de relacionamentos superficiais, baseados só em uma noite de sexo e nada mais. Não sou do tipo de cara casual nas relações. Eu gosto de me envolver com as pessoas, gosto de conhecê-las, saber de suas vidas, de seus gostos, de seus desgostos, dos filmes favoritos e das músicas que não suporta… eu sou um cara profundo nas minhas relações, eu me entrego, e espero o mesmo dos outros. E você, apesar de bonito - e muito, tinha dois defeitos: só queria me usar, como a maioria das pessoas, e era meu aluno. Lógico que eu não queria ser um professor sacana que se aproveita dos alunos. Mas eu não podia me afastar de você, não podia passar você para o próximo semestre com aquelas notas horríveis e propositais sem te colocar na recuperação, e também não podia deixar que outra pessoa desse as aulas no meu lugar. Então eu pensei “vamos lá, não é?”, e comecei a te dar as aulas de recuperação, pensando que quando você visse o quão chato e monótono eu sou na vida, ia desistir de vir atrás de mim. Mas para a minha surpresa, você não só gostou do meu jeito, como me mostrou um lado seu que eu não conhecia, e que foi me encantando a cada novo dia que passávamos juntos naquela mesa desconfortável do parque ao lado da escola.

 

Aquela última parte chamou a atenção de Jongdae, que finalmente focou os olhos nos do outro.

 

- Calma, você o quê? - Questionou, sem acreditar que tinha ouvido direito. Porque é claro que Kim Junmyeon não tinha dito que havia se encantado por ele também. Haha, não.

 

Com toda a certeza ele tinha dito aquilo com um significado tipo “gostei de você para sermos amigos”.

 

Suho, no entanto, não pareceu surpreso com a pergunta.

 

- Eu gostei de você, Jongdae. Gostei do teu jeito, gostei da tua conversa, dos teus gostos que eram tão parecidos com os meus. Gostei de ver que aquele garoto que tinha fama de pegador só agia daquele jeito porque nunca tinha gostado de ninguém. E em algum ponto disso tudo, eu comecei a desejar ser o primeiro cara de quem você ia gostar de verdade. - Disse, sincero. - Até essa viagem, até te encontrar aqui ontem e escutar aquelas coisas na piscina, eu duvidava que eu ia conseguir isso. Afinal, o que é que um jovem bonito como você ia querer com um cara quase na casa dos trinta, como eu? Claramente que se você ia querer algo, era apenas diversão, como fez com todos os outros. Mas contrariando toda a minha lógica, você vem e começa a agir daquele jeito todo fofo e diferente comigo. E quando eu deixo escapar algo que eu nunca ia te contar, sobre gostar de você, não como aluno, e não como amigo, mas realmente gostar de você, você vem e me diz que também se sente assim, antes de correr para o quarto e se trancar naquele banheiro que nem uma criança assustada. - Riu. - Eu fiquei maravilhado de perceber que talvez, apenas talvez, eu estivesse errado, e tivesse sim, chance de ser o primeiro cara de quem você ia gostar. E decidi que, apesar de ser arriscado, por em cheque meu emprego e minha carreira, eu queria tentar ser não apenas o primeiro, mas também o último cara de quem você ia gostar, Jongdae. E eu não me importo muito com o que vai acontecer quando essas férias acabarem. Contanto que você me dê uma chance, acho que consigo lidar com o resto quando chegar a hora.

 

Terminou seu discurso com um sorriso lindo, mas assustou-se ao perceber que Kim Jongdae, o pegador da escola, que há não muito tempo assim queria que ele fosse apenas mais um troféu para sua coleção, estava com um sorriso bobo e com os olhos brilhando.

 

- Isso… é sério isso? - Perguntou Chen, soltando uma risadinha descrente.

 

Suho limitou-se a concordar com a cabeça, aproveitando a oportunidade para agarrar as mãos de Chen, acariciando-as com cuidado.

 

- É sério, Jongdae. Quero ficar com você. Mesmo que seja estranho, talvez um pouco errado, e bem complicado, porque você é meu aluno. Mas não importa, porque eu tentei fugir de você por muito tempo, e agora cansei. Eu só espero que você não esteja tirando uma com a minha cara, e que realmente queira ficar comigo, e não só me levar para a cama como no começo de tudo. - Disse.

 

Chen riu, feliz demais para realmente se dar conta de que tudo o que acontecia era real.

 

- Junmyeon, eu… caralho cara, eu nem sei o que dizer. - Disse. - Eu nunca imaginei essa parte da conversa. Eu, na verdade, tinha me preparado só para todos os cenários onde você me rejeita, não para um onde você me aceita e fala que quer ficar comigo. O meu coração, Junmyeon, ele vai entrar em colapso! O que eu faço?

 

Foi a vez de Junmyeon rir um pouco descrente, mas totalmente feliz.

 

- Por que você não fala que quer ficar comigo, pra eu finalmente poder te beijar e acabar com essa vontade que eu acumulei nos últimos tempos? - Sugeriu, e jurou que podia ver o cérebro de Jongdae entrando em colapso.

 

O rosto do mais jovem praticamente se distorceu de tão grande que foi o sorriso que rasgou seus lábios.

 

- Sendo assim, Suho, eu quero ficar com você, sim. - Disse, feliz, e nem mais um segundo se passou antes que Junmyeon colasse seus lábios em uma série de selinhos estalados e trocados em meio a sorrisos bobos.

 

- Agora prepare-se, Kim Jongdae, porque eu vou grudar em você de um jeito que você nunca imaginou. - Disse o outro Kim, ainda muito feliz, ao descolar seus lábios após dar-lhe um beijo de verdade, que deixou o coração de ambos batendo forte, e a cabeça de Jongdae um pouco zonza.

 

O mais jovem apenas deu de ombros, jogando seus braços pelos ombros de Suho.

 

- Não vejo problema nisso, afinal eu também vou grudar em você. E embora eu nunca tenha sido grudento com ninguém, tenho a impressão de que eu vou ser um mel só. - Disse, e Suho soltou um riso nasalado, escondendo o rosto no ombro desnudo de Jongdae. - Ah, e eu espero que você saiba, senhor Kim, que eu não desisti de te levar para a cama. É só uma questão de tempo. A única coisa é que agora eu quero te levar para a minha cama, e não quero mais que você saia dela.

 

Suho arrancou o rosto dos ombros do rapaz na hora, olhando-o descrente diante da ousadia alheia, mas não deixando de gostar do que ouvia.

 

Afinal, não seria Jongdae se as falas impróprias não estivessem presentes.

 

- Digamos que não me oponho a ideia… ainda mais porque uma vez que eu tiver você nos meus braços, eu não pretendo mesmo deixar você escapar. - Disse, com um sorrisinho maroto, e Chen gargalhou, antes de voltar a beijar seu crush supremo que, aparentemente, também tinha um crush nele.

 

É desnecessário dizer que os mais novos pombinhos perderam totalmente a noção do horário, e ignoraram todas as ligações de Luhan, tendo que pagar quase 30,000 won (R$10,28) como acréscimo, além de voltarem a pé para a casa dos Byun, meio queimados pelo sol, cheios de areia no corpo, mas com sorrisos emplastados no rosto.

 

Aquela, sem dúvidas, seria a viagem mais memorável da vida dos dois Kim.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, fofuras! Nos vemos no próximo, e eu espero não demorar muito (no promises tho hahaha).
Amo vocês, obrigada por não desistirem de mim quando eu sumo, e obrigada por lerem e darem tanto amor à Pequena Insanidade.
*Momento panfletagem* - Tem fic nova minha com a Yizumi lindíssima, a Oh! My Angel! É chanbaek, espero encontrar algum de vocês lá também hahaha.
Eh isto. Beijos!


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