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História Pequena mentira (Satzu) - Capítulo 25


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Notas do Autor


Tem tanta coisa acontecendo no fandom ultimante que eu estou literalmente SEM CONDIÇÕES!
Se você mandou hate para a Dahyun por ter usado o hanbok, me mande sua localização, temos assuntos sérios para tratar que se resolverão com porrada.(●'◡'●)

este capítulo é narrado pela Tzuyu :)
Boa Leitura!

Capítulo 25 - Semana vinte


Fanfic / Fanfiction Pequena mentira (Satzu) - Capítulo 25 - Semana vinte

 

TZUYU

Coloco o último caderno e fecho o zíper da mochila. A manhã de hoje está fria por isso passo pelo guarda-roupa para levar uma camisola extra para Sana, se ela sentir frio pelo menos terei algo para lhe dar.  

Primavera são os melhores dias, eu passei a apreciar o bom de tudo desde o momento em que descobri que a vida pode ser um sopro, eu gosto de apreciar as pequenas coisas. 

Como a forma que as folhas mudam de cor.  

A forma como a floração procede. 

A forma como as ruas se enchem de cores na primavera. 

O formato de um sorriso, os dedos em teclas de marfim... 

Sorrio sem perceber e saio do quarto para descer as escadas e seguir em direção a cozinha. Faço tudo meticulosamente.  

Separo a tigela com frutas da tigela com os sanduiches e passo pela geladeira para levar dois leites de morango. Penso por um momento e levo outro, Sana disse que esse é o seu preferido. Ela sempre rouba meu porque não se contenta em beber apenas um.  

Fecho a lancheira depois de meter tudo dentro e a guardo na mochila. 

Aproveito os últimos minutos que tenho para sentar no sofá da sala e tirar de lá o celular para enviar uma mensagem. Ignoro as mensagens que entraram em outros chats para ir para meu chat favorito. 

Sorrio, entusiasmada.  

Eu: 

<Jagi!] 

<Bom dia!] 

<Já acordou?] 

<Já comeu?] 

Guardo o celular a espera de uma resposta e meus olhos caem sobre os quadros de fotografia na sala que eu coloquei depois que Sana foi embora. Um sentimento profundo me atinge. Eu espero que Sana possa perdoar minhas pequenas mentiras. Eu só faço isso porque... 

O celular vibra no sofá e me tira do estado que entrei, não me recordando mais do estado em que eu estava, me peito vibra em ansiedade e meu sangue corre mais rápido, aumentando as batidas do meu coração. 

Minha∞: 

[Bom dia Jagi> 

[Acabo de acordar> 

[Estou com muito sono, não quero ir a escola -.-> 

[Mas prontos.> 

[Como você está? Já comeu?>  

As mensagens me fazem sorrir ainda mais e eu digito uma resposta. 

— Tzuyu? — uma voz grita da cozinha. 

— Aqui na sala. — respondo, ainda digitando freneticamente no celular.  

Os passos do salto alto ressoam pelo piso de madeira e a figura da minha mãe aparece em minha visão. Ela faz a pergunta de sempre. 

— Vamos? — afirmo com a cabeça e me levanto do sofá depois de colocar a mochila nas costas e ajeitar a saia amarrotada por sentar. — Esse penteando ficou bem em mim?  

Tiro os olhos da tela do celular para olhar para ela. 

Ela está chique como em todas as manhãs. 

— Sim. — respondo simples.  

— Claro que estou. — ela brinca e eu reviro os olhos mas não reprimo o sorriso.  

Minha mãe trabalha como arquiteta e decoradora de interiores. A parte de nós termos nos mudado para Seoul porque ela conseguiu o emprego dos sonhos dos dela é verdade, mas não é toda verdade, em parte nós viemos aqui por causa de mim. 

Depois de levar as chaves do carro dela, nós entramos na SUV e ela me leva para escola.  

*** 

Muitas das vezes, eu sou a primeira a chegar na escola porque minha mãe acorda muito cedo por ser a CEO da empresa dela e ela precisar chegar mais cedo no trabalho em alguns dias. 

Por isso não me espanto em ver que a escola está um pouco vazia.

Sento no banco que estou acostumada a sentar enquanto espero Sana chegar, depois de exatos cinquenta minutos o carro da mãe dela a deixa no lugar de sempre. 

A essa hora vários alunos já chegaram. 

Levanto do banco e vou em direção a ela me sentindo feliz, como ela está de costas para mim eu enlaço seu pescoço com meus braços por ser mais alta. 

— buu! — sussurro no ouvido dela, mas em vez da exaltação que eu esperava pelo susto o que recebo em resposta é uma chuva de arrepios em sua pele.  

Ela guarda o celular no bolso da saia e se vira para mim.  

— Não sussurra no meu ouvido dessa maneira! — ela me repreende, mas enlaça os braços em minha cintura, e colocando a cabeça a cabeça em meu peito, provavelmente escutando as batidas do meu coração acelerado. 

 — Porque? 

Beijo a bochecha dela, gostando do fato de que ela me deixa fazer isso sem se envergonhar.  

— Eu fico toda arrepiada.  

Rio um pouquinho, me lembrando das sensações que eu lhe fiz sentir á um dia atrás. Só de pensar, meu corpo todo se esquenta.  

— Vou fazer mais vezes, então.  

— Você é má. — reclama, mas eu só consigo lhe achar ainda mais fofa.— Vamos, o portão já foi aberto. 

Deslizo as mãos para segurar as mãos dela e entrar na escola, eu gosto disto, de segurar a mão dela, dar beijinhos na bochecha dela, fazer ela rir e fazer ela reclamar de brincadeira, acho que ela não sabe o quão fofa fica quando faz aquele biquinho com os lábios. Suspiro.  

Entramos na escola e seguimos para a sala dela. Ela se senta na cadeira dela e eu me sento na mesa dela. 

— Vocês andam sumidas. — viro o rosto para ver Dahyun, suas madeixas antes azuis agora pretas. — É amor isso tudo? Que vos faz desaparecer e esquecer vossas amizades?  

— Só pode ser. — Scarlett adiciona.  

Reviro os olhos, mas fico feliz interiormente, saber que os outros sabem da nossa relação me deixa feliz. 

— Parem com o drama! — Sana exclama, me fazendo rir.  

Nayeon aparece um tempo depois. Ela parece feliz como sempre. Eu não me esqueci da vez que a vi se beijando com Chaeyoung no corredor, mas isso não é da minha conta. Parece que Chaeyoung é muito famosa entre todos. 

O sinal toca depois de minutos conversando e eu me despeço de Sana com um beijo na bochecha que a faz corar um pouco. Eu e Dahyun seguimos rumo a nossa sala com uma conversa amigável. 

Me sento na cadeira habitual e penduro a mochila ao lado da cadeira, como todas as manhãs Jahyun vem me incomodar. 

Ainda bem que sou gay, sério, rapazes irritam. 

— Oi Tzuyu. — respondo com um abanar de cabeça. — Aquele convite para ser um trisal ainda está disponível. — reviro os olhos para mas sorrio pequeno porque sei que ele está apenas me irritando.  

— Quero ver se você ainda vai querer ser um trisal depois que partir teus dentes. — ele finge ficar ofendido com minha resposta.  

— Você- 

A resposta dele é cortada pela entrada no professor. Sorrio e mando o dedo do meio para ele. 

*** 

Esfrego os olhos e me concentro nas notas do violino, quando eu comecei a tocar, eu não sabia que seria assim tão difícil, principalmente com o objetivo que eu tinha. 

— Espera, eu já ia me esquecendo. — Sana me corta antes que eu toque outra nota.  

Já é hora de saída, mas nós ficamos mais tempo para poder ensaiar para o concurso da escola, eu não sabia que ela não frequentava os concursos da escola quando eu pedi para o Sr.Kim para ver se tinha uma vaga. 

Mas, eu não podia perder a oportunidade de tocar com ela, isso é tudo que eu sempre quis.  

Ela coloca o cabelo atrás da orelha, mas a mecha volta ao lugar de novo, tiro o prendedor do meu cabelo e me levanto, fico atrás dela e arrumo o cabelo dela de forma a prender com o gancho. 

Deixo um beijo na bochecha dela, mas me surpreendendo, ela se vira e me dá um beijo estalado na boca. 

— Pronto. Assim não incomoda.  

Sorrio para ela, deslizando as palmas pela extensão de seus braços, para depois voltar ao meu lugar, de frente para as partituras. 

— Eu compus ontem. — seu rosto adquire um tom rosado e ela me entrega as folhas que tirou da mochila enquanto eu acompanhava cada um de seus movimentos. — O que achas? 

O fato de ela pedir minha opinião amolece meu coração. Sana foi a primeira prodígia de música que eu conheci. Ela pode não saber disso, mas ela foi uma grande inspiração para mim, praticamente a razão toda de eu ter entrado nesse mundo da música. 

— Vem cá. — eu a chamo, e ela se senta em meu colo timidamente. 

Seguro seu rosto pela lateral e roço nossos narizes em um beijinho de esquimó. Ela é a garota mais linda que eu já conheci em toda minha vida. A garota mais talentosa. E a garota que eu quero. 

Roço nossos lábios e passo a língua entre os dela, e ela entreabre os lábios para me dar passagem, e eu a dou um beijo de língua que faz com minhas veias sejam substituídas por fios de eletricidade que percorrem meu corpo e me fazem ofegar em sua boca ao passo em que ela chupa minha língua.  

Ela separa nossas bocas e diz em meu ouvido 

— Eu escrevi essa partitura pensando em ti. Você me fez atingir o arco-íris pela primeira vez.  — ela não sabe o poder que essas simples palavras fazem ao meu coração.  

Sem conseguir me controlar, me perco na galáxia de seus olhos que brilham. 

— Sana, eu te amo. — falo quase hipnotizada. 

Posso até imaginar o bilhete que colocaria na caixinha que ela pegou um dia atrás, 

Semana 20 com Sana: ela escreveu uma música para mim e eu lhe disse que lhe amo.  

*** 


Notas Finais


Estou soft (❁´◡`❁)

MAS

acabo de descobrir o que significa rapariga no Brasil ಥ_ಥ
nossa rapariga do violino ela- aiaiaiai


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