História Pequena Sereia. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Fluffy, Mermaid, Sehun, Sekai, Susoo
Visualizações 21
Palavras 1.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente. Esse é meu mais novo projetinho. Vai ser uma shortfic com capítulos curtinhos e divertidos, eu realmente espero que vocês gostem. Vou atualizar toda quarta-feira, e a fic vai ter no máximo dez capítulos.
Aproveitem a leitura!

Capítulo 1 - (Prólogo) - Arcádia, coração do mar.


Fanfic / Fanfiction Pequena Sereia. - Capítulo 1 - (Prólogo) - Arcádia, coração do mar.


Hei de mergulhar
Hei de te buscar
Hei de te amar
De me amar
E de me entregar,
Apenas a ti
Minha sereia.
– Lunaryun.


Oh Sehun acordou desnorteado, demorando alguns minutos para se localizar e perceber onde estava, e quando enfim percebeu, levantou afoitamente, pegando seu celular e suas coisas, enfiando tudo em sua mochila surrada.  Havia dormido na praia, e com certeza seu pai estaria uma fera, sentado na varanda de casa e o esperando para enfim começarem seu dia de trabalho.

O Oh mais velho era pescador, há mais de trinta anos desenvolvia sua profissão, e como dizem,  filho de peixe, peixinho é. Sehun cresceu em meio a redes de pesca, peixes e paixão pelo mar. A mãe, costureira, em sua juventude, nadadora profissional, conheceu o pai de Sehun, Oh Jumnmyeon em uma viagem para a pequena cidadezinha onde o homem morava. Apaixonaram-se e casaram-se pouco tempo depois, logo recebendo a pequena bênção de ter um filho, porém, voltando a Sehun, o garoto cresceu travesso, fugia toda noite para dormir na praia, e só voltava ao amanhecer, e exatamente por isso sabia estar ferrado. Seu pai já havia dito para que parasse com essa mania, e sua mãe, Oh KyungSoo, ficava deveras preocupada ao ir olhá-lo dormir e não o encontrar sob os lençóis.

Quando chegou em frente ao casebre que moravam, trompou com seu pai e sua mãe tomando café na varanda, sorridentes e apaixonados, cena digna de foto, o Oh mais novo pensou e aproximou-se, sorrindo sem-graça. 

 – Oi, pai. Oi, mamãe. – Nem bem se sentou, já levou um beliscão de sua omma.

– Você quase me mata de susto ao não te achar na cama, dorme na praia e chega com essa cara lavada, sorrindo pro vento e achando que não vai levar bronca? Você tá perdendo o medo da morte, Oh Sehun? – A mulher praticamente rosnou com sua voz doce, um bico desenhado nos lábios grossos e bonitos, bico este que logo foi selado por seu marido, fazendo com que a mulher corasse fortemente.

– Kyung-ah, acalme-se, mulher. O garoto já chegou em casa, além de que... – Olhou para seu filho, sorrindo maldoso. – O trabalho de recolher as redes de pesca que coloquei ontem, ficou pra ele. Deixe-o curtir os últimos minutos de alegria. – O homem se levantou e puxou sua mulher para dentro de casa enquanto a mesma ria divertida, adorando ver a feição emburrada de seu filho teimoso. 

Sehun saiu de casa logo após o almoço, resmungando birrento enquanto se dirigia para o porto, se preparando para retirar as redes de pesca deixadas por seu pai. O local era ermo, por esse motivo, vários peixes transitavam pelas águas da região. Ao pegar na ponta da maior rede, a que lhe daria mais trabalho, a sentiu repuxar brutalmente, automaticamente fazendo com que caísse na água, o braço enroscado na rede e a visão turva, o desespero lhe subindo a garganta ao sentir uma barbatana áspera e grande surrar suas costas, a movimentação lhe dando o impulso que precisava para ir para o raso e se levantar, arfando desesperado enquanto puxava a rede, tentando entender o que estava acontecendo. 

E então o viu, ou a viu, Sehun não conseguia processar o sexo de um ser tão angelical, mas julgou ser um homem pelo tórax despido e liso. Os olhos negros, os fios de cabelo castanhos e levemente encaracolados, caindo pelos ombros e a boca grossa, marcante, os traços tão suaves que davam ao Oh a impressão de olhar para uma pintura, algo que não era influenciado por nossa realidade cruel. Finalmente despertou de seus pensamentos ao ouvir um chorinho baixo, assustado e manhoso, e então fixou o olhar na criatura a sua frente, tomando coragem e finalmente perguntando o que queria. 

– O que você é? Quem você é? – A voz saiu calma, e ao ver que a criatura havia se acalmado, puxou mais a rede, o tirando do fundo e desenrolando os fios de seu corpo, tentando não surtar ao ver a cauda longa e esverdeada, afinal, quem não surtaria ao estar cara a cara com um dos tão temidos "demônios do mar".

– Sou Jongin, príncipe tritão de Arcádia, terra das sereias, filho do rei Jitran com Aryon, princesa herdeira da Atlântida Submersa. Agora, se não se importa, poderia parar de fitar tão desrespeitosamente minha cauda? É esquisito. – O, então descoberto, tritão disse em um tom claro, e então Sehun desmaiou.

– Ei, acorda. Branquelo, acorda! 

Sehun sentia-se molhado e salgado, desconfortável e com os olhos ardidos. Cuspiu água do mar e sentou-se rapidamente, logo sentindo seu crânio se chocar a algo duro e um choramingo ser ouvido, fazendo o Oh notar que realmente nada havia sido um sonho. Seu tritão estava ali consigo, e nada iria fazer com que a curiosidade do humano cedesse aos limites, a não ser respostas. Ele queria respostas e queria naquele momento. Por isso se levantou, agarrou o tritão em seus braços, e ignorando os gritos, rabadas e tapas, o tirou da água. 

– Me leve de volta! Anda!
O desespero era palpável na voz alheia, e Sehun logo soube o motivo, a boca ficando entreaberta ao ter em seus braços duas pernas grossas, macias e amorenadas, adoravelmente queimadinhas de sol.
Jongin se encontrava no colo do mais alto vestido apenas com uma pequena túnica clarinha, presa a sua cintura, que nem sabia de onde havia vindo, mas que era estranha, lhe causava desconforto, ainda mais com aquele órgão estranho que se encontrava entre as pernas roliças, o que era aquilo, afinal? 

– Humano... o que aconteceu comigo? – Jongin indagou, totalmente choroso, a voz oscilante. 

– Eu não sei, pequena sereia. Só sei que estás lindo. – Comentou risonho, escondendo a verdadeira opinião em um leve deboche. Jongin estava maravilhoso, e ele não o deixaria escapar.

– Eu não sou uma sereia! Sou um tritão, seu peixe-boi inútil! – Sehun riu deliciosamente ao ouvir o "xingamento" recebido, se é que aquilo poderia ser chamado de xingamento, então apenas ignorou, voltando a andar sem parar por um minuto, tinha um pai para interrogar sobre o que fazer, um tritão para vestir e alimentar e uma mãe, provavelmente raivosa, para enfrentar e ainda pediria que deixassem Jongin dormir em sua casa hoje. 

– Ariel, você vai dormir lá em casa. Você vai gostar de ser humano por um tempinho, vamos nos divertir! Se quiser, até te levo pra conhecer meus amigos. Você vai gostar do Yixing, ele é nadador profissional, vai te acompanhar em um mergulho de piscina se você quiser. – O tritão bufou audivelmente.


– E quem disse que eu quero ir pra sua casa ou conhecer alguém, seu... seu... peixe-palhaço! – Jongin gritou raivoso, esperneando, odiando estar sendo contestado e contrariado.

– Vai sim, pequena sereia. Não tenta fugir, viu? Já estamos chegando em casa. – Nem bem terminou a frase e já viu o casebre bem a frente, subiu as escadinhas enquanto ainda levava o moreno em seus braços e então abriu a porta, sorrindo sem-graça ao ser, novamente, pego em flagrante por seus pais.

– Três segundos, Oh Sehun. Três segundos para se explicar. – Ouviu de sua mãe, sentou Jongin no sofá a frente de seus pais e suspirou, seria uma longa noite.



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