1. Spirit Fanfics >
  2. Pequenas histórias de amor. >
  3. 1. luz dos olhos.

História Pequenas histórias de amor. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! A primeira aposta dessa coletânea é essa oneshot que eu curti muito fazer, inspirada no aniversário do momoquequinha, Felipe Hintze. Espero que gostem!

Capítulo 1 - 1. luz dos olhos.


Você já agradeceu alguma por ter feito alguma coisa que indiretamente impactou a sua vida de uma forma positiva? Eu sim, na verdade eu estou fazendo isso agora, estou agradecendo mentalmente o Nando Reis por suas músicas, estou com vontade de dizer pra ele o quanto ele é foda, por escrever coisas que nos tocam tanto. Nesses tempos de isolamento social e quarentena eu tenho estado muito mais reflexiva o com a minha vida, e eu me dei conta mais ainda da sorte que eu tenho por tê-la comigo. Sério mesmo, A Giovanna é a mistura de um cd completo do Nando Reis com os agudos da Amy Lee do Evanescence, me salta os olhos e o coração quando eu percebo que puta merda que sorte eu tenho de ser amada por ela, e todos os dias mesmo que indiretamente ela me faz lembrar disso. Nos pequenos detalhes, como quando fazemos um bolo juntas, jogamos conversa fora ou simplesmente estamos como agora: deitadas uma do lado da outra, caladas, quietas e no caso dela adormecida. 


Desde que ela me escolheu, por que sim, apesar de toda a minha audácia de ir atrás dela, ela foi quem me escolheu, bom com eu ia dizendo quando ela me deu essa oportunidade eu tive a certeza de que seria a oportunidade da minha vida. Fala sério, somos opostos vai? Gostamos coisas diferente, mas vibramos na mesma sintonia e eu tenho muita sorte por isso. Minha mulher além de ser linda, dentre outras coisas, gosta de dormir agarrada ao meu braço, parecendo uma criança com medo de me perder durante a madrugada e por mais que eu acorde antes, como hoje, eu não consigo mover um dedo para não tirá-la de sua posição mais confortável. 


A Giovanna é o meu amor, minha parceira, eu já praticamente gritei isso aos quatro ventos, mas vendo ela aqui deitada, agarrada a mim, eu ainda não acredito que isso tudo tem acontecido com a gente. Sei lá… Eu só agradeço muito e faço por onde… Agora, ela tem um coração enorme, é carinhosa, companheira e vou te falar: é muito linda, e desculpem é muito gostosa também e eu digo em todos os sentidos. Lembro de uma viagem que fizemos ainda nas gravações da novela, se não me falha memória, quando ainda éramos só amigas e colegas de trabalho, que ela postou uma foto com uma das minhas muitas camisas de botão, que ela havia me pedido emprestado no dia anterior ao da foto e foi ali que eu percebi que tinha perdido para essa mulher, quer dizer que eu tinha ganhado né, mas enfim vocês entenderam. 


Todas as vezes que ela brinca com o Olaf Francisco, que por sinal está aqui ao pé da cama, eu penso que são as coisas mais lindas que eu já vi na minha vida. Eles se amam, o gatinho sabe até que se ele quiser também posso ser mãe dele, talvez saiba até desde antes de mim, afinal o Olaf é espero. Mas o que eu quero dizer é que: são cenas como essas que me fazem querer ter uma vida inteira junto dela, brincando com os gatos, brincando com a vida e com tudo o que ela tem para nos oferecer. Embora saibamos que somos muito novas para qualquer passo à frente. Pensamos em tudo, mas gostamos de viver esses dias juntas. 


— Manu. Ela despertou e me tirou de meus pensamentos, percebendo o meu meio susto, me dedicou um sorriso lindo. bom dia, te assustei?

Não… Quer dizer talvez, eu estava sonhando acordada. lhe devolvi o meu melhor sorriso e seu olho se apertou em um sorricejo sorriso + bocejo. Acorda, Maria bonita!

Não quero! Hoje eu quero ficar o dia inteiro aqui, deitada, agarrada com você. 

Claro e com isso suponho que as coisas dessa casa serão feitas sozinhas e a comida igualmente, não é? Minha mãe não está aqui, nem a sua segurei uma risada ao ver a cara em que ela me encarava. 

Nossa, zero romântica. O que aconteceu? Chupou limão para estar amarga desse jeito? foi o bastante para soltar a maior gargalhada da manhã e receber em troca uma mordida no braço esquerdo. 

Cacete! bradei em reclamação. Não eu não chupei limão, eu estava aqui divagando sobre a sua importância na minha vida. E sobre como as músicas do Nando Reis combinam contigo e de como eu queria o agradecer por isso. Por me fazer lembrar de você em cada estrofe. 

Porra, amor! Assim você me quebra! Roçou o nariz no mesmo lugar que tinha dado uma mordida antes. Eu te amo, sabia? assenti e me pus a levantar da cama. Não…

Não digo eu, não sei você, mas eu estou faminta. Minha mãe diz que preciso me alimentar de três em três horas e a primeira hora é agora! 

Hoje você tá só no jogo baixo né… Está bem, mas então alimente sua namorada também! se levantou e veio até o banheiro onde eu já estava escovando meus dentes. 

Vou alimentar sim, de amor, carinho, atenção e quem sabe uma crepioca? a alcancei com um beijo na testa. 

Eu hein… Você tá estranha, acordou cedo, mais romântica que o normal, to com medo. fingiu sua melhor cara de confusão e voltou ao quarto, se possível para ficar deitada mais uns cinco minutinhos, eu tenho certeza. 

Amor! - chamei e ouvi um balbucio de volta. Amor, casa comigo? 3,2,1… 

De novo essa história, Manoela? apareceu na porta do banheiro me encarando. Nada de casamento amor, está tão bom assim, não precisamos assinar nada tá? Eu só tenho vinte e dois anos e você não está longe disso. 

Eu estou brincando com você! Não precisamos casar. 


Ela sorriu e voltou para o quarto, agora mais desperta. Quando eu deixei o banheiro a vi sentada na ponta de sua cama, encarando o nada, passei batida e fui para a cozinha. Eu de verdade estava com muita fome, e o meu dia iria ser longo, leia-se de gravação em casa, eu estou ajudando a minha mãe, com as crianças da sua escola, leio para eles uma vez por semana, precisava me alimentar bem. Na cozinha eu preparei um café rápido e simples para nós duas e me sentei, esperando a bonita dar as caras. O que não demorou muito, afinal a fome venceu a preguiça. 


Hoje eu vou precisar da sua ajuda para uma gravação. meus olhos se arregalaram. Será que era mais uma live? Sinceramente tomara que não. fica tranquila que você não vai aparecer riu adivinhando meus pensamentos Eu vou fazer um vídeo o superbonita do GNT, me convidaram tem uns dias. — sorri do seu entusiasmo. 


Giovanna adorava esse tipo de coisa de se arrumar, maquiar mesmo que ela não precisasse de nada disso pra ficar linda né, mas é claro que eu a ajudaria. Assim como ela tem me ajudado quando estamos juntas, e eu tenho que gravar os vídeos para os alunos da minha mãe. Meu celular apitou do meu lado na mesa, mas eu ignorei, me recuso a mexer no celular durante qualquer refeição. 


— É claro que eu te ajudo! Só me dizer o que eu preciso fazer, porque você sabe né, eu e as tecnologias… — ela assentiu enquanto riamos demos o assunto por encerrado, nos concentrando no café da manhã maravilhoso que eu tinha feito. 


Depois que terminamos o café, fomos organizar o nosso dia Giovanna tinha a tal gravação eu também e a gente estava colocando algumas séries em dia no tempo livre. Meu celular voltou apitar enquanto ela tinha ido para o quarto e eu finalmente vi o que estava acontecendo, se tratava do grupo da novela e ele estava em polvorosa era aniversário de um colega de elenco genial e super gente boa, o Felipe Hintze, e o assunto era um vídeo de aniversário que alguns amigos fizeram pra ele incluindo Gabi, Ana, Vinicius e a claro Giovanna. 


Eu abri o vídeo pra assistir sem falar nada no grupo e me deparei com a cena da minha namorada dançando aliás rebolando de roupa de dormir e copo de cerveja na mão em cima da cama, eu vou mentir se disser que não senti o impacto, porque foi exatamente o que aconteceu. Meu Deus do céu, então era por isso que o pessoal estava animado no grupo tão cedo. Só se via comentários de como ela estava linda, e eu não podia negar o óbvio. Ela estava maravilhosa! 


Vinicius: Tá viva depois dessa, Manu?

                   Gigi fez sucesso!


Eu ri né? O que ia fazer?


Manu: Vivíssima, rs. 

              Feliz aniversário, Fê! Muitas felicidades, beijos. 


Respondi e bloqueei o celular. Indo atrás da minha namorada, com a minha melhor cara de incredulidade. Ela estava deitada na cama enquanto fazia carinho em Olaf. Parecia alheia ao burburinho do grupo no WhatsApp. 


— Hillary Duff de camisola, é sério? — sussurrei já ao seu lado. Ela gargalhou. 

— Você reparou que era uma camisola, amor? — Riu novamente. — Você estava nele também! 

— Eu? Como assim? Eu nem estava sabendo! 

— A cerveja… Era itaipava, meu amor! — A ouvi gargalhar e minha mente voltou alguns anos, mais precisamente para a festa de encerramento de malhação, Deus aquele dia… — Gostou do vídeo? — Ela perguntou me tirando do meu torpor. 

— Que video? Eu só prestei atenção em você, sua roupa e a cerveja na sua mão. Aliás, estou sem palavras!

— Não é nenhuma novidade aquela camisola pra você, Manoela! Não se faça! — beijou o canto da minha boca e roçou o nariz ali, logo depois — Desejou feliz aniversário, pro Fê?

— Eu conheço ela, mas te ver rebolar com ela eu nunca tinha visto. — Na mesma hora ela se pôs de pé e ensaiou uma dança. Rindo escandalosa em seguida, para logo voltar a deitar e me abraçar de lado. — Show particular, é por isso que eu amo essa mulher, obrigada universo. — Me dediquei a agradecer com um beijo. — E sim, desejei bons festejos para ele sim. 

— Tão lindinha e educada a minha namorada! Nem parece que vira o cão em outros momentos. — Meus olhos faltaram saltar das órbitas com o que ouvi e em troca recebi mais um beijo, de uma Giovanna preguiçosa ao meu lado. 

— Gi, nós temos o dia cheio, não me provoca amor. — Pedi quando senti suas mãos tocarem as minhas costas fazendo movimentos circulares. Ela só gargalhou e fez o que eu pedi, não sem antes soltar um muxoxo em reclamação. 


Voltei meus pensamentos para às músicas do Nando Reis, alcancei o celular e aproveitei que a gente estava quietinha só ouvindo a respiração uma da outra e coloquei uma das músicas que eu mais gosto e que me diz tanto sobre o que a Giovanna significa para mim. 

Se alguém perguntasse lá em 2018 se eu teria alguma coisa com ela eu negaria de pronto, mas agora depois de tudo que a gente passou pra estar aqui juntas hoje, difícil seria me ver com outra pessoa. 


— Dona dos teus olhos, então? — A ouvi perguntar enquanto em silêncio ouvíamos as melodias da música. 

— Não só dos meus olhos, mas do meu coração acelerado quando te vê depois de passar semanas longe, da minha cabeça quando eu penso em você. — a encarei.

— Eu sou fã dos teus olhos também, que se rasgam em um sorriso, desse seu cabelo que tem cheiro de amora. — sentir o carinho que ela começou a fazer no meu cabelo me deu vontade de esquecer que eu tinha muita coisa pra fazer durante o dia e ficar aqui, só sentindo, recebendo amor. — Eu amo você, Manoela. 


Desde que a gente assumiu esse namoro as três palavras que eu mais gosto de ouvir da boca da minha namorada são as que ela acabou de falar e apesar de sentir o mesmo, bom talvez eu sinta até mais, eu não consigo dizer na mesma intensidade que ela diz é como se fosse único como não, é único. Nem se eu colocar todo meu coração pra falar “eu te amo” não sai igual. E eu sinto igual. Mas tudo na voz dela ganha um peso ganha proporções imensas de carinho e muito amor. 


Ficamos em silêncio ouvindo o Nando Reis terminar sua oração em forma de canção e eu respirei fundo pra sentir tudo que eu podia sentir e sorri quando eu olhei pro lado e ela estava com os olhos fechados sorrindo também enquanto cantarolava baixinho as últimas estrofes da música. 


— Viu? Não falei que eu preciso agradecer ao José Fernando? Só ele pra me fazer ter a melhor visão de todas que a minha namorada cantando pra mim. 

— Manoela que bicho te mordeu meu Deus? — A beleza e a implicância andavam juntas, não é mesmo?

— Quem te aguenta, mulher? Eu aqui toda contemplativa e você zombando de mim. 

— Ai amor, perdão não estou zombando, eu estou só te zoando… Que dá no mesmo… — Riu faceira. Eu nem queria, mas acabei a acompanhando. 

— Zero romântica… — imitei as suas palavras de mais cedo e me voltei para a curva do seu pescoço, que estava livre graças a coque que prendia seus fios claros. — Cheirosa! 

— Ah! Não era você que disse que tínhamos muito o que fazer e não sei o que lá, não me provoque? — Terminou frase em um miado, quando eu beijei o lugar certo, a sua tatuagem. — Manu...


Bom, não ia fazer tão mal demorar mais um pouco para começar a trabalhar não é? Afinal, estamos de home office, então vamos usar e abusar bastante do home. O office podia esperar. Valeu Nando Reis e Hillary Duff, muito grata. 


Notas Finais


Olá! Espero que vocês tenham curtido! Um beijo e até logo menos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...