História Pequenas lembranças. - Capítulo 1


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Tags Meio Angst
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello~

Capítulo 1 - .único


Fanfic / Fanfiction Pequenas lembranças. - Capítulo 1 - .único


Dia 12 de um mês qualquer, foi um dos melhores para sair e curtir a vida adoidada. Beber bastante e ficar com qualquer um, sem problemas, já que não podia engravidar mesmo, era isso que passava pela mente dela. Doenças? Puff, quem falou que ela se importava com isso? Apenas curtir um pouco a própria liberdade, já que o pai naquele bendito dia decidiu que a filha não poderia mais viver assim, de forma patética como estava vivendo, mas do que adiantaria as ações do mesmo se no maldito nove meses seguintes viria a consequência. Grande foi essa consequência.

Dores de cabeça, era apenas o que ela era para a família. Saia, curtia, não se importava com a vida, era jovem, tinha muito que viver ainda. Responsabilidades? O ensino médio nem sequer tinha terminado, o que poderia fazer? Apenas curtir, sair com os amigos e se divertir. Era isso, e foi isso que ela faz. Saiu e se divertiu bastante com os amigos, acreditem ou não, arrumou até um namorado naquela festa.


[...]


Em um mês qualquer, arrumou uma briga com o pai e passou a morar com o namorado, este que vivia a trancando em casa e saia com outras, curtia com as outras, aproveitava o conforto da cama de outra pessoa enquanto a idiota ficava em casa, trancada, sem poder sair, mas não se enganem.

A idiota fugiu de lá, não poderia aturar isso, não obedeceu nem o próprio pai, imagina um marmanjo qualquer.

Casa da amiga, lá foi se esconder do cara que à “acolheu" — trancafiou mesmo — em sua casa. Amiga, doce amiga essa que ela tinha. Essa convenceu a voltar a ativa, festas, baladas, rodinhas de pagode e etc. Assim viveu por cinco meses.


Mas então…


Um sonho, sonho esse que a fez voltar para casa correndo, chorando e querendo o pai de volta. Sim, era ele, ele em um caixão e ela, ela não podia deixar assim, por mais que tenha feito o que fez ainda o amava de maneira inimaginável.


Dois meses de paz e amor, a felicidade acabou e ele se foi. Família triste, mãe chorando, sem a mínima vontade de viver.


As filhas em prantos e foi aí que tudo se apagou, tudo pareceu sem vida e sem cor. Semanas de tristezas e finalmente apareceu a lindeza. Essa era a mais velha e começou a controlar a fortuna que um dia foi de seu pai. Mas um momento, que fortuna? Ah, sim, não existia mais porque o tio bastardo acabou com tudo. Então o que a mais velha poderia querer?


Ela queria reerguer o império que um dia foi de seu pai, mas por onde começar? Era o que a mais velha pensava e foi então que descobriu


A irmã mais nova estava grávida! Era isso. Começaria com essa geração, com a nova geração.


[...]


A mulher que perdeu o pai, chorava por dois motivos: Perdeu o amor da vida dela e agora estava grávida. Lastimável, triste, o que poderia fazer? Chorar, foi essa solução que ela teve, porém, entre os próprios soluços e lamentações, ela pode ouvir.


Isso! Ela ouviu, como se fosse um mísero gatinho.


Um miado sofrido. Começou a procurar, curiosa era ela. Procurou, procurou e procurou, mas nada encontrou e quando deu para perceber, era o pequeno bebê que chorava em seu ventre. Mais lágrimas surgiram em seus olhos, mais e mais lágrimas, só que, as lágrimas antes de tristeza agora é como um misto de sentimentos, alegria, conforto, porém, ainda existia aquela dor que não conseguirá esquecer. Mas o que veio em sua mente foi que não poderia ficar daquela forma, agora teria alguém para cuidar, alguém para proteger e amar.


Alguém precioso demais para deixar o mundo corromper, era o que ela pensava.


[...]


Durante os meses o homem, ao qual fez aquele pequeno ser, veio a procurar.


Respostas, era o que ele procurava, para falar a verdade. Ele queria confirmar que “aquilo” não era seu, talvez tivesse até mesmo rezado aos seus para que fosse mentira a tal gravidez, mas não, não era mentira e sim, o filho era dele.


Mas quem falou que iria assumir? Preferiu negar aos céus e diante de várias pessoas que “aquilo” era seu e acrescentou mais:


“Nunca irá ser meu filho ou sabe Deus que tipo de aberração se encontra aí"


Até porque mais uma criatura para alimentar, aí não dá. Era o que ele pensava.

E não parou por aí. Ele sujou o nome da mulher ao qual carregava o maldito bebê em seu ventre e foi assim, vivendo humilhada por conta de um pequeno bebê que nem poderia se defender. Ah, mas ela aguentou, ela aguentou tudo.

Passou por toda aquela humilhação de cabeça erguida.

Para muitos, aquela criança era uma maldição, e que tudo aquilo que ela estaria passando é por ter dado desgosto ao pai… 

Mas para ela, aquela criança seria sua chance de mudar. De amadurecer e finalmente de fazer algo que o pai pudesse se orgulhar. Era isso, ela criaria aquela criança da melhor forma possível e faria até mesmo o impossível por ela. Estava decidida! Seguiria em frente, independente do que as pessoas falavam e de como agiam.


[...]


15 de fevereiro, finalmente o grande dia tinha chegado. As dores? Puff! Não foram de nada para ela. A mulher aguentou, aguentou até finalmente poder ver o seu bebê em seus braços, mas um segundo!


Era pro bebê chorar, não era? Os olhos da mulher começaram a se encher de lágrimas e não era de felicidade.


“Por que minha criança não chorou?”


Tentou formular essa frase e o médico simplesmente abaixou a cabeça e lamentou, era isso…

Era o fim, a criança nasceu morta, assim como todos os sonho que a mulher sonhou e todos os planos que ela criou, tudo parecia ir por água abaixo.

Mas bendita — ou maldita — foi a enfermeira que entrou, pegou a criança dos braços da mãe e a fez respirar. A enfermeira salvou a criança, porém, essa não chorou, apenas respirava lentamente. A mulher se encontrava mais aliviada, porém preocupada com sua pequena esperança.

A criança foi levada para exames e mais exames, opa. Tinha algo de errado com a criança, mas por ordem de alguém, ninguém pode falar para mulher o que tinha de errado com a criança, mas não importava no momento, o importante era que estava salva e que saúde ainda lhe restava.


[...]


Ainda naquele mesmo dia, a mulher adormecida teve um belo sonho. O sonho era seu pai brincando com uma pequena criança em seus braços e o mesmo ainda tinha falado para si:


“Vou aproveitar porque depois não poderei mais brincar com ela”


A mulher acordou, lágrimas e mais lágrimas, o seu bebê estava ao seu lado em um berço e foi então que sua irmã apareceu.


Quieta, apenas observando, suspeita era a irmã. E não foi por menos.


A irmã se aproximou da mulher e começou a conversar com ela sobre a criança.


“Essa criança não poderá ser sua, por isso vamos deixar nos cuidados da nossa irmã Márcia. E a partir  de agora, ela não é sua filha, ela é sua sobrinha”.


Essas palavras foram tão cruéis e tão frias. Ela não teve como reagir, apenas viu sua filha sendo levada para longe de si. Sua esperança sendo arrancada de seus braços. Todos seus sonhos e projetos, tudo estava sendo levado para longe de si.



[...]


Difícil foi a vida daquela mulher que tentava arrumar sempre um jeito de se aproximar da sua própria filha ao qual era obrigada a chamar de sobrinha. Ah, mas como foi difícil para aquela mulher.


Ah, que irmã cruel ela teve. Mulher de sangue frio, pior que muito assassino por aí. Essa mandou a irmã mais nova para longe, longe da filha, longe de qualquer tipo de laço que elas poderiam ter.


E foi assim que a menina cresceu, em uma mentira sem fim. Sua vida não foi uma das melhores. Sua mãe adotiva não gostava de si, tudo parecia calmo, mas entre quatro paredes aquela mulher era pior que o próprio diabo.


Coitada da pequena criança, mas aquela criança não era normal. Algo, sim! Havia algo naquela criança que ninguém poderia imaginar ter.


Aos cinco anos a menina foi chamada de monstro, amaldiçoada, fruto do mau, era assim que viram ela. Uma criança que não devia ter nascido. A criança que trouxe desgraça à família.


[...] — [...]


Isso. Essa criança é eu e muitas vezes que ainda me pergunto o motivo da minha própria existência. Uma vez me falaram que todos tem um propósito nessa vida, mas qual seria o meu? O que eu vim fazer nesse mundo tão cheio de caos? Me pergunto se não sou um gatilho para uma grande explosão.


Mas não é como se fosse fazer diferença agora.


17 anos hoje;

17 anos de pura infelicidade, e curiosidades para coisas que me chamariam de louca;

17 anos em uma família que poderia ser considerado pior do que qualquer tortura do mundo;

17 anos sendo descrevida da forma mais cruel que alguém poderia imaginar;

17 anos vivendo essa vida.


É, não acho que consigo sair do buraco em que nasci.

Mesmo que algumas pessoas tivessem me proporcionado algo além do que eu poderia imaginar…


No final sempre vai ser a mesma coisa e sempre vai ser o mesmo adeus.


Então, hoje é só mais um dia qualquer. A diferença dos outros dias é que esse foi o maldito dia em que me botaram no mundo.


Fim das pequenas lembranças que parecem ser tão falsas.





Notas Finais


Obrigada por tirar um tempinho pra ler isso aqui.

Vida que segue, bye


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