História Pequenas Situações... Grandes Recordações - Capítulo 1


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Drama, Família, Romance, Romanogers
Visualizações 94
Palavras 1.876
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, terráqueos, tudo bem? Estou retomando esse projeto que está parado no Nyah desde 20/01/2016, muito tempo, eu sei. Por isso, esses dias, resolvi que estava na hora de finalizar essa que foi minha primeira fic. Então, enquanto não alcanço o último capítulo postado lá, irei postá-la aqui, em seguida, finalizo nas duas plataformas. Isso é excelente, pois essa estória estava cheia de erros, primeira fic, né? Perdão kkkk enfim, então estarei corrigindo e melhorando algumas coisas.

Espero que gostem :)

*Perdoem qualquer erro

Vamos nessa....

Capítulo 1 - Palavras Apenas Palavras Pequenas Palavras...


A brisa adentrava o quarto de maneira sutil fazendo com que as cortinas se movessem e a claridade invadisse o ambiente. Na cama, uma mulher ruiva se espreguiçava tentando despertar totalmente depois de uma noite maravilhosa de sono. Porém, não fora à claridade que a acordou, tampouco a brisa, mas sim as risadas e resmungos que ela tinha certeza que vinham da babá eletrônica que estava em cima da cômoda ao lado da cama.

Natasha sorriu, não se surpreendendo ao virar-se para o outro lado da cama e encontrá-lo vazio. Reunindo sua coragem e espantando a preguiça, ela levantou-se da cama e caminhou até o banheiro. Sorriu ao ver sua imagem refletida no espelho.

Ela se sentia plena. Feliz. Jamais havia experimentado tal sentimento e, para aqueles que duvidaram, eis ali o seu sorriso para provar que sim, a temida Viúva Negra pode ser completamente feliz.

Após fazer sua higiene, e antes de ir a cozinha preparar o café da manhã, a ruiva resolveu dar uma passadinha no quarto de sua princesa, tendo a certeza que seu príncipe também estaria lá.

Parada no batente da porta, ela observa com um sorriso no rosto seu marido brincar com sua princesa. Steve estava deitado sobre um tapete felpudo, enquanto brincava com Elizabeth a mantendo acima de sua cabeça, fazendo caretas para a menina que ria feliz.

Ali estava sua família, seu pedacinho do céu. Aquele loiro, lindo, alto, de olhos azuis e que era capaz de fazer suas pernas bambearem apenas com um olhar.

E sua pequena filha, linda, a pele mais morena quase negra, sorriso banguela, infantil, capaz de trazer esperança para ela nos dias mais difíceis.

Natasha daria a vida por aqueles dois.

Adotar Lizzie foi, com toda certeza, a melhor decisão que Steve e ela tomaram. É claro que no começo houve uma série de desentendimento entre eles. Varias discussões. Verdade seja dita, Natasha jamais se viu desempenhando o papel de mãe. Ser a protagonista, a inspiração, o exemplo na vida de alguém lhe dava medo.

– Eu. Não. Quero.Steve. -Disse, enquanto tirava os brincos.-

– Você não quer ou você esta com medo? -Ele perguntou, parando diante dela. Natasha suspirou, sentando-se na beirada da cama.- Amor...

–Ste, você não entende, não é apenas ir até lá e adotar uma criança. E se eu não for capaz de amá-la? Olha para mim, para nossa vida, eu tenho minhas missões, você tem as suas, como vamos ‘jogar’ uma criança no meio desse turbilhão?

– Eu abriria mão sem problemas das minhas missões, e não, não estou dizendo para você abrir mão das suas. -Pronuncia, assim que percebeu que Natasha iria retrucar.- Sei quem você é, Nat, sei dos seus medos, das suas inseguranças... -Ele se sentou ao lado dela na cama.- Você dará o principal para ela ou ele -Natasha o olha.- Você dará amor.

Ela suspirou cansada e encostou sua cabeça no ombro do marido.

–Tenho medo. –Sussurrou.-

– Eu sei, mas estamos juntos nessa. -Ele a virou, ficando face a face com ela.- Para sempre. - Então a beijou.-

E naquela mesma semana os dois visitaram vários orfanatos, até encontrarem Elizabeth. Ela estava no orfanato Santa Luíza. Natasha lembrava perfeitamente do som de risadas infantis que ecoavam pelo lugar, Steve e ela foram recebidos pela Madre Maria, a administradora do local, que após saber que eles não tinham uma idade pré estabelecida, os levou até o grande jardim onde a maioria das crianças estavam. Eles olharam todas as crianças, conversaram com algumas, Steve sendo mais receptivo que Natasha, mas nenhuma criança chamou a atenção, nenhuma despertou aquele sentimento no casal. Natasha não soube bem o porquê, as crianças eram lindas, porém nenhuma parecia ser a certa para eles. Foi então que seu marido perguntou se havia algum bebê. A madre disse que apenas uma. Recém nascida, que por ter a pele negra e ainda possuir um problema no coração, que fatalmente acarretaria em uma cirurgia invasiva e cara, casal algum se interessou por aquela criança de nome Elizabeth. Ambos pediram para ver a menina, sentiam que seria ela a escolhida e obtiveram a confirmação quando seus olhos pousaram naquele pequenino ser frágil, indefesa e lutadora. E ao se olharem o casal soube. Era ela.

Do momento que viram Elizabeth, ao momento que puderam finalmente levá-la para casa de forma definitiva, o casal enfrentou diversas barreiras. A vida que levavam, o ‘emprego’ de vingadores, entrevistas com a assistente social, visitas periódicas que ambos sempre faziam para pequena. Tudo parecia não ter fim. E, após um ano, eles conseguiram a guarde definitiva da filha. Sim, Lizzie já havia conquistado o coração de Natasha e Steve, além de ter ganhado tios e tias que eram loucos por ela.

E agora Natasha se via ali, perdida em pensamentos, ela estava casada há três anos com o homem de sua vida, Elizabeth já estava com seis meses, tudo parecia estar no lugar certo.

Quando aqueles olhinhos cor de mel cruzaram com os verdes de Natasha, não teve jeito, Lizzie resmungou e soltou uma série de baahs maaah buuuh fazendo com que Steve levanta-se e olha-se na direção que a filha olhava. Assim que viu sua mulher parada na porta, Steve suspirou, sua esposa conseguia ser sexy mesmo quando não queria.

– Pare de me olhar desse jeito, Capitão.

– Que jeito? -Arqueia a sobrancelha.-

– Do jeito eu sei o que nós fizemos noite passada. –Ri levemente e ele também.-

– Noite memorável, Senhora Rogers, noite memorável.

– Steve, pare de falar sobre essas coisas na frente de nossa filha. -Rogers rola os olhos.-

– Ela é só um bebê, Nat. -Foi a vez de Natasha rolar os olhos. Elizabeth ficou impaciente no colo do pai e, após fazer um biquinho extremamente fofo, Natasha soube o que viria a seguir. Antes que a filha abrisse o berreiro, ela se aproximou e a pegou no colo.- Essa pequena manhosa, é só você chegar que eu não existo mais pra ela.

– Deixa de drama, amor. -Beijou-lhe rapidamente os lábios.- Nós dois sabemos o que essa pequena manhosa quer. -Natasha sentou-se na poltrona de amamentação. Elizabeth esfregou o rostinho por cima da blusa da mãe, fazendo-a rir da afobação da filha. Não contente, Lizzie conseguiu infiltrar a pequenina mãozinha por dentro da blusa, sorrindo triunfante por encontrar seu objetivo.

Steve e Natasha aguardavam ansiosos para saber qual seria o próximo passo da filha que, com esforço, conseguiu puxar levemente a manga da blusa para baixo. Porém a impaciência chegou fazendo com que Lizzie chorasse alto.

–Pronto, pronto, mamãe da o que você quer. -Abaixou totalmente a alça da blusa, logo Elizabeth abocanhou o seio exposto da mamãe, mamando avidamente.-

Amamentar era uma das sensações mais lindas que Natasha pode experimentar. Aquela troca mútua de amor só foi possível graças a Bruce, que havia desenvolvido um tipo de soro que fazia o corpo de Natasha produzir leite, este fora o presente dele de boas vindas para a pequena Lizzie.

–Ei gulosa, devagar ai, senão você vai machucar a mamãe. -Steve conversa com a filha.– Não é por acaso que ela está gordinha desse jeito. Olha como mama desesperadamente. -Natasha sorriu para o marido, em seguida voltou seu olhar para a filha, limpando as gotinhas de suor que haviam se formado na menina, por conta anteriormente da brincadeira com o pai e do esforço que fazia para mamar naquele momento.

–Fala assim pro papai filha, eu não sou gulosa não, papai, e nem sou gordinha, isso tudo, essas curvinhas são excesso de gostosura e saúde. -Natasha foi premiada com um singelo sorriso.-

Steve nunca pensou que veria a esposa assim tão dócil, receptiva, Elizabeth chegara para mudar tudo. Tornar tudo melhor. Não que ele fosse infeliz antes, Natasha o completava de todas as maneiras, mas Lizzie era peça que faltava para fazer a vida de ambos mais colorida.

Romanoff olhava para filha com extrema adoração. É clichê, ela sabe, mas sua filha é o bebê mais lindo do mundo.

Após Lizzie soltar o seio da mãe, a ruiva levanta-a levemente.

–Chega de mamar? Hum? –Cheirou o pescocinho da filha lhe causando cócegas.– Toma, papai, ela é toda sua.

Foi só Steve pegar a pequena para esta chorar fazendo Natasha pegá-la novamente.

–Ela me detesta quando você esta por perto. -Bufa.- Essa ligação entre vocês me assusta.

– Deixa de ser bobo, Ste. -Ofereceu o outro seio à filha que prontamente aceitou.- Meu Deus, filha, desse jeito sua pediatra vai me matar, você vai acabar ficando acima do peso certo para sua idade.

– Também... é papinha, frutinha amassada, leite, danone... Estranho seria se ela não engordasse. –Aproxima-se mais das duas mulheres de sua vida.- Verdade seja dita, essas coxas são lindas demais. –Finge morde as coxas da filha, que resmunga.-

–Fala pro papai que ele está atrapalhando você mamar, fala, filha. -Assim que completou seu café da manhã Lizzie foi para o colo do pai, mesmo sobre protestos e resmungos.- Vou tomar um banho, da um banho nessa sujinha também. -Beija a bocheche da filha e da um selinho no marido.-

Após encher a banheira com água morna e separar todas as coisas que iria usar, Steve mergulhou a pequena naquela que, para ela, era uma imensidão de água. Elizabeth se divertia, batendo as mãozinhas e respingando água para todo lado.

–Filha, assim você molha o papai. -Lizzie ria.- Você gosta de molhar o papai, né? -Ele sorri e ela também. Quando retirada da água, Elizabeth chora alto.- Oowwn amorzinho, eu sei que você detesta sair da água, papai sabe filhinha, desculpa pequena. -Dizia, enquanto secava a filha e a colocava no trocador.- Agora, vamos passar pomada nesse bumbum e nessa borboletinha, é...e depois vamos colocar um fralda para cobrir tudo. Ninguém pode ver essa borboletinha, só o papai, a mamãe e as tias, que são varias, né amor? Pronto, agora vamos colocar uma roupinha bem quentinha. -Assim que termina de arrumar a filha, Steve a pega no colo.- Coisa mais linda do papai.

– Papai babão. -Natasha brinca, entrando no quarto.- Sério, Steve, ela te tem na palma da mão e porquê você a deixa fazer essa bagunça no quarto? - Deu uma rápida olhada em volta.-

– Coitadinha, amor, ela gosta de água.

–Hum...E você de limpar, me dê ela aqui vou preparar nosso café da manhã. O senhor trata de limpar essa bagunça.

– Viu filha, papai ainda leva bronca da mamãe por você.

[...]

Natasha terminava de arrumar a mesa do café quando Steve entrou na cozinha a fazendo arfar. Era óbvio que ele havia tomado banho. O cheiro de seu perfume amadeirado e o cabelo levemente molhado confirmava isso.

– Fala a verdade, filha, você tem o pai mais lindo do mundo. -Elizabeth, que estava no bebê-conforto nem ligou, pelo jeito o brinquedo de borracha era mais interessante que o pai gatão.-

– Acho que ela não concorda. -O loiro se aproximou da mulher e a abraçou pela cintura.-

–Ela concorda apenas não se deu conta disso ainda. -Romanoff responde, jogando seus braços ao redor do pescoço Steve.-

–Eu já disse que te amo?

–A madrugada toda. -Eles riem.-

–Eu te amo.

Natasha sorri, encarando aqueles olhos azuis.

–Eu também te amo.

E se beijam

–AMO!

Eles se separam, assustados e ofegantes. Olham juntos para a filha que ria sapeca por ter dado a “última” palavra.


Notas Finais


Deixe um comentário e faça uma autora feliz :)

Um beijo enorme

Tia J sz


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