História Pequenas Situações... Grandes Recordações - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Drama, Família, Romance, Romanogers
Visualizações 64
Palavras 1.905
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muito feliz que estejam curtindo essa fic! Retomar esse projeto é muito importante para mim 😊

Só uma coisinha, a minha intenção é retratar momentos em família, momentos marcantes na vida dos pais, portanto, pode sim aparecer algumas coisas mais aprofundadas em relação os vingadores, mas, na maioria dos capítulos, a situação vai girar em torno da Natasha, Lizzie e do Steve.

*Pessoal, alguns erros são propositais, ok? Crianças geralmente falam algumas palavras erradas e não conhecem a diferença entre mas e mais. Fora isso, se encontrarem algum erro grotesco, por favor, me avisem, revisei o texto, porém nunca se sabe.

Tudo Pronto?

Então...

BORAÁÁÁÁÁÁÁÁ COMIIIIIIGOOOOO

Capítulo 2 - A primeira vez que andou de bicicleta sem rodinha lateral


O amarelo do sol aparecia de maneira gradativa no céu indicando que o dia estava apenas começando quando um pequeno furacão invadiu o quarto do casal Rogers. Pulando na cama, Lizzie chamava pelo pai na tentativa de acordá-lo e, como consequência, acordou a mãe também.

– Meu Deus, o que esta acontecendo? -Indaga a ruiva, assustada e com a voz ainda lenta por conta do sono.-

– Bom dia, mamãe. -A menina se abaixa e da um beijinho de esquimó  em Natasha que sorri.-

–Bom dia, amorzinho, posso saber o porquê dessa alegria toda?

–É hoje, mamãe, é hoje... –Continuava a pular na cama- Acorda, papai... - Se senta em cima da barriga de Steve.- Anda, papai, acorda.

–Hum...Que horas são? -Steve resmunga, desgostoso.-

–Seis e dez da manhã. -Romanoff o responde.-

–Estou exausto. -Elizabeth se deita entre os pais- Filha, o que é hoje?

–Você pometeu me ensinar andar de bicicleta. 

Romanoff franze o cenho

–Mas você já sabe andar de bicicleta. -A menina revira os olhos, ato que a mae resolve ignorar.-

–Com aquelas rodinhas atrás, né? Hoje o papai vai ensinar andar sem aquilo.

Natasha arqueia a sobrancelha, olhando diretamente para o marido.

–Vai?

–Vou?

–Vai! -Lizzie afirma- Você pometeu.

–Prometi?

–Humrum. No dia que não foi ontem foi antes. -Elizabeth parou e percebeu o quanto aquilo soou estranho, então, virando-se para a mãe, questionou- Como fala certo, mamãe?

–Anteontem. -Responde, sorrindo-

–Isso! Anteontem você pometeu que ia levar Lizzie hoje pra andar.

Steve lia o jornal de maneira concentrada quando notou que o clima na sala havia mudado. Era sempre assim, quando Elizabeth chegava a algum cômodo do apartamento a aura tornava-se totalmente diferente. Estranho. A garotinha parou ao lado da poltrona onde o pai estava sentado, Steve desviou brevemente o olhar do jornal para a filha.

–Papai?

–Hum?

–Posso pedir uma coisinha? -Rogers vira-se para a filha, dando-lhe total atenção-

–Depende... –Normalmente ele diria pode sem nem mesmo pensar no assunto, mas, depois da última façanha que a filha lhe pediu, o que rendeu boas palmadas na pequena e uma enorme bronca para ele por parte de Natasha, o loiro passou a usar o depende para as perguntas da filha.-

– É que assim, eu quero aplender a andar de bicicleta e..

–Mas você já sabe andar de bicicleta. -Interrompeu, fazendo Elizabeth bufar.-

–É...mais eu quelo aprender a andar sem aquelas rodinhas atrás.

Filha você ainda é pequena

–O João também é pequeno e sabe anda sem aquilo.

–O João tem sete anos. Você completou quatro a pouco mais de um mês.

–Não interessa...desculpa. -Pediu assim que viu aquele olhar do pai.- Você pode me ensina ou não?

Steve suspirou

–Ok, o papai ensina. -Elizabeth sorriu de maneira brilhante e Steve confirmou mais uma vez que faria tudo por aquele pingo de gente, mesmo que isso lhe rendesse uma bronca e tanto de sua esposa.-

– Você é o melhor. -O abraçou-

–Eu sei. -Confirma de maneira convencida.-

–Então, vamos?!

–Pra onde? -Indagou confuso.-

–Ué aplender a andar de bicicleta sem aquelas coisas.

–Agora? -A pequena afirma.- Agora não dá. -Ao olhar a carinha de decepção da filha, ele logo emendou- Amanhã é sexta e o papai trabalha, mas depois de amanhã nós vamos. Prometo.

–Pomete de dedinho? -Estica o dedinho para o pai que cruzou com o dele.-

–Prometo de dedinho.

Steve geme ao lembrar-se daquilo

–Filha, o papai estava em missão ontem, estou todo quebrado e... -Para de falar ao perceber lágrimas brotarem nos olhinhos cor de mel.-

–Mais você pometeu.

Natasha apenas observa a tudo, tinha a plena certeza de que tudo aquilo era encenação de Elizabeth. A garotinha sabia manipular o pai, tio, tias e, às vezes, até ela, apenas com um olhar.

A ruiva jamais admitiria para o marido, mas tinha orgulho da capacidade da filha em fazer com que todos a sua volta fizessem exatamente o que ela queria. Nem Fury era capaz de escapar do olhar.

Ao ouvir o suspiro do marido, Natasha soube. Lizzie tinha ganhado mais uma.

–Tudo bem, o papai te leva.

A menina deu um pulo da cama, gritando ebaa e saindo correndo do quarto dos pais para trocar de roupa.

–Essa pequena manipuladora. –Natasha ri da expressão no rosto do marido.- Você viu, Nat? Ela estava a um segundo de se derramar em lágrimas e agora...

Romanoff levantou-se da cama e encarou o esposo tendo no rosto uma expressão divertida

–Ela apenas não nega de quem é filha. -Caminha em direção ao banheiro.-

[...]

–Ei, toma o seu café da manhã com calma. O parque ainda estará lá quando você chegar.

–Desculpa, mamãe. -Volta a mastigar calmamente.-

–Você vai com a gente, amor? -Steve indaga.-

–Hum...Não. Tenho algumas coisas pra resolver na S.H.I.E.L.D, o Nick exigiu uma reunião. –Revira os olhos.-

–Ah sim

Ponto, papai, já terminei. -Se levantou da cadeira e foi até a mãe, lhe dando um beijo no rosto.- Tchau, mamãe.

–Tchau, meu amor, cuidado.

–Eu sabo, mamãe.

A ruiva sorri

–Tchau, amor, até mais tarde.

–Até. -Diz, após beijar o marido.-

Natasha termina de tomar seu café ouvindo a voz animada da filha se distanciando cada vez mais.

[...]

–Então, estamos resolvidos quanto a sua próxima missão, agente Romanoff? -Fury questiona.-

–Sim, Senhor. Rússia -Pronuncia, com um olhar distante.- De volta as raízes.

–O bom filho à casa torna.

–Isso se eu ainda fosse russa.

–E minha neta? -A palavra sai com certa dificuldade, o que fez Natasha sorrir- Como ela esta? –Lizzie deu o título de vovô a Nick, que, no começo, não gostou muito, mas quem resiste aquela pequena?-

–Esta ótima. -Falar da filha traz à tona o melhor de Natasha – Hoje Steve foi ensiná-la a andar de bicicleta sem as rodinhas laterais.

–Ela não é muito pequena para isso? -Seu tom é levemente preocupado.-

–Diga isso a ela. Elizabeth é extremamente determinada e...pensa em uma criança teimosa. Quando coloca algo na cabeça, não tem quem tire.

–Conheço alguém que é exatamente assim. -Encara a mulher a sua frente.- Dispensada, Natasha, e mande um olá para minha neta.

–Pode deixar.

[...]

O relógio marca exatamente três e meia da tarde quando Natasha abre a porta de seu apartamento. Ao adentrar, ela logo sente o clima estranho, seguindo pelo pequeno corredor que da acesso a sala, ela soube o porquê. Lizzie está sentada em um canto do sofá. A garota ainda usa as joelheiras, cotoveleiras, luvas e o capacete roxo esta em seu colo, no rosto a menina ostenta uma expressão fechada e de pura raiva.

Já Steve está sentado no outro sofá, a expressão um pouco menos fechada que a da filha, na verdade, ele parecia chateado.

–O que está acontecendo aqui? -Indaga, com cautela, enquanto coloca suas chaves sobre a mesa de centro.-

–O papai é um idiota. –Resmunga.-

Natasha virou-se para a filha

–Que linguajar é essa, mocinha? Ele é seu pai e merece respeito. 

–Ele não me deixou fazer nada no parque. -Responde, exasperada.-

–Não me interessa. Fale novamente assim com o seu pai que o seu bumbum irá conhecer a fúria do meu chinelo. Para o seu quarto. Agora! –A menina levanta e marcha em direção as escadas.–

Aproveitando-se da saída da filha, a ruiva vira-se para o marido.

–Você precisa parar de dar toda essa ousadia pra ela. -Se senta ao lado dele.-

–Ela esta certa. -Suspira, cansado.-

–Afinal de contas, o que aconteceu?

Steve e Elizabeth chegaram ao parque distribuindo sorrisos para todos. Era notável, quase palpável o amor entre aqueles dois. E óbvio que ambos chamavam atenção. O Capitão América, um símbolo de patriotismo e beleza, acompanhado a pequena Lizzie, de pele negra, cabelos cacheados, olhos cor de mel e um sorriso encantador.

É....Romanoff tem motivos para ter ciúmes de ambos.

–Papai, Lizzie não pecisa de tudo isso. -Refere-se aos equipamentos de proteção.-

–Você coloca os equipamentos ou esquece andar de bicicleta. -Com uma expressão idêntica a da mãe quando é contrariada, Elizabeth topou colocar as joelheiras, luvas, cotoveleiras e o capacete.- Pronto. Agora, o papai vai te dar um impulso, ok?

–Tá. –Steve deu um impulso na bicicleta e ficou por perto, quando a filha começava a tombar para um dos lados ele a segurava. Por um bom tempo foi assim, houve algumas quedas claro, mas Lizzie se levantava, sacudia a poeira e subia novamente na bicicleta.-

No horário do almoço, eles comeram cachorro-quente e de bebida pediram Coca-Cola.

–Se a mamãe visse a gente agora...

–Ela nos mataria.

–Com ceteza. -Eles riem.–

–Será o nosso segredinho.

Sorriem de maneira cúmplice.

Pouco tempo depois, voltaram a atenção para a bicicleta e quando finalmente Lizzie teve equilíbrio para ficar em cima da tal..

–Solta papai .. eu já sabo. -Mas Steve não a soltou.– Papai! Solta! -E nada de Steve a soltar, o que resultou em uma queda dos dois.- Eu falei pla solta, papai. -Pronuncia, emburrada.- Vamos de novo.

–Melhor não, filha.

–Hã?

–Vamos embora.

– Que? Agora que eu tô conseguindo?

–Vamos embora, Lizzie.

–Não quelo ir. -Cruza os braços.-

– Anda, Lizzie. -Pegou a bicicleta e foi andando, ao olhar para trás, Steve vê a filha ainda parada no mesmo lugar.– Elizabeth Romanoff Rogers, agora!

–Amor, você sabe porque não a soltou, não é? -Resolve ignorar o fato de Steve ter dado cachorro-quente de almoço para a filha.-

–Ela está crescendo... Quero aquela bebezinha que dependia de nós para tudo de volta. -Sua voz se torna levemente embargada.- Não ria. -Resmunga, ao olhar brevemente para a esposa e ver que ela segurava o riso.-

–Não estou rindo. -Seu tom é divertido.- Eu sei que ela está crescendo, isso é bom. Ela não depender tanto de nós mostra que estamos fazendo um ótimo trabalho, também sinto falta daquela bebê que dependia de mim para tudo, mas acho lindo ver aquela bebê se tornar uma criança feliz, independente, determinada, teimosa, amorosa...

–É só que... Não sei direito como explicar.

–Ste, ela tem apenas quatro anos, irá precisar muito de nós ainda. -Sorri- Você continua o mesmo, amor, Elizabeth continua te tendo na palma da mão dela. –Da um selinho no marido.- Vem, vamos ensinar aquela pequena teimosa a andar de bicicleta...

–Sem rodinhas de apoio. -Eles riem. Natasha chama a filha que desce as escadas tendo no rosto uma expressão envergonhada.-

–Você tem alguma coisa para falar para o papai, Lizzie?

A ruiva questiona séria, porém de maneira suave. Foi o que bastou para Elizabeth correr para os braços do pai.

–De-deculpa, papai, desculpa. -Fala, entre soluços.-

–Tudo bem, filha, o papai também te deve desculpas.

Steve beija diversas vezes o rostinho de sua pequena.

–Eu te amo, papai.

–Eu também te amo, filha. Te amo muito.

[...]

–Nat, tem certeza que não é melhor colocarmos pelo menos as cotoveleiras?

Natasha rolou os olhos

–Pra quê? Você tinha lotado a menina de coisa... Steve, ela precisa cair um pouco também, se ralar faz bem. - Foi a vez de Rogers rolar os olhos-

–Ok, tudo pronto? -Pergunta para a filha-

–Sim! Mamãe, a câmera tá pronta?

–Prontíssima, filha. Mamãe vai filmar tudo.

–No três o papai vai te dar um impulso, ok? –A menina afirma.- 1...2...3...

E então Steve a empurra, no começo ele ainda segura a bicicleta, após ter certeza que a filha pegou equilíbrio, ele a solta. A solta para uma nova fase. Steve sente quando Natasha se aproxima dele, passando o braço direito por sua cintura, em um abraço. E em meio a risadas infantis e muitos "mamãe, papai, consegui...eu sabo", eles confirmam, Lizzie está crescendo, está se tornando uma criança linda e amada por todos, está ingressando em uma nova fase.

Ele a soltou!


Notas Finais


Deixe um comentário e faça uma autora feliz!

Beijos

Tia J sz


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...