História Pequenas Situações... Grandes Recordações - Capítulo 3


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Steve Rogers
Tags Drama, Família, Romance, Romanogers
Visualizações 54
Palavras 2.094
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, terráqueos. Outro capítulo para vocês!

*Perdoem qualquer erro.

*Erros nas falas da Lizzie são de propósito

Vamos nessa...

Capítulo 3 - A Grande Confusão Dos Dentes De Leite


Hora do recreio na escola primária Dante Alighieri. Elizabeth e sua inseparável amiga Christine saíram à procura de uma mesa onde poderiam comer seus lanches sem problemas.

— O que você trouxe hoje, Lizzie?

—Hum...-Ela abriu sua lancheira, com estampa do homem de ferro, presente de um de seus tios- Papai colocou bolachinha, lanchinho de pão com queijo, suco de uva e maçã. E você? O que seu papai colocou?

Christine rolou os olhos

—É a minha mamãe que arruma meu lanche, não sei por que a sua não faz isso.

—Minha mamãe é ocupadiiiiiissima –Fez um gesto com as mãos para dar mais ênfase à palavra-

—Ou ela não sabe fazer. -Resmungou a outra-

—Como é?! -Exclamou, se levantando e batendo a pequena mão esquerda na mesa- Repete que não entendi direito, você disse que minha mamãe não sabe cozinhar? Foi isso mesmo?

Incrível como aquela pequena criatura de apenas cinco anos conseguia ser tão intimidadora quanto à mãe.

—Hey, calma ai, eu não quis dizer isso.

—Rum. -Sentou-se novamente. Felizmente, o amigo de ambas, Felipe, chegou para amenizar o clima que se formava. Ele sentou-se ao lado de Christine, ou seja, de frente para Elizabeth.– Achei que ia ficar com seus amigos grandões hoje e larga a gente sozinha. -Desdenhou, enquanto comia somente o recheio das bolachas. Felipe estava uma série a frente das meninas, eles haviam se tornado amigos através de um pequeno acidente, mas isso é historia para outro capítulo.-

—Você sempre exagerada, eu sempre fico com vocês no recreio. -Respondeu, desanimado.-

—O que foi, Felipe? Por que esta tão triste? -Perguntou Chris- E cadê seu lanche?

—Não trouxe. Hoje uma coisa terrível aconteceu. -Pronto! Ele havia ganhado a total atenção das meninas. Depois de um leve suspense o menino abriu a boca e pronunciou:- Meu dente esta mole. -Mexeu com a língua o dente incisivo central-

—Chi! Deixa eu ver?- A pequena Lizzie se aproximou, analisando o dente do amigo.-

—O que você acha?

—Que, no momento, você é uma péeeessima imagem pra qualquer cola tudo. Dói? –A menina voltou para o seu lugar-

— Não. Só é...estranho.

—Não fique assim, Felipe. Assim que o seu dente de leite cair você o coloca embaixo do seu tlavesseilo e no dia seguinte um ratinho deixa uma moeda no lugar dele.

—Sério? -Indagou o menino, feliz-

—Humrum.

—Um rato? Credo! E se ele roer sua cabeça?

—Elizabeth! Você é tão moída. -Os amigos a olharam confusos- Vocês me entenderam. -A pequena Chris deu de ombros-

O sinal soou novamente indicando que o recreio havia terminado, porém, as perguntas na cabeça de Elizabeth não.

[...]

Natasha estacionou o carro em frente à escola da filha. Ela passara o dia em uma reunião extremamente cansativa com Nick e Clint para repassar os detalhes de sua próxima missão, já que o arqueiro havia caído de intrometido nela. A verdade era que Natasha estava animada em trabalhar novamente com o amigo. E mais animada ainda por estar indo a uma missão. Ela amava sua vida, amava treinar os novos integrantes do grupo conhecido como Os Vingadores, mas, acima de tudo, ela amava ser exatamente quem é: A Viúva Negra. Na grande maioria das vezes, matava sem remorso ou arrependimentos. Para quem tinha uma visão de fora da situação poderia parecer estranho.

Como uma esposa dedicada e uma mãe tão amorosa poderia ter um lado tão obscuro?

Pois é, nem ela saberia como responder a esta questão.

Assim que os grandes portões da escola se abriram e as crianças começaram a correr em direção aos seus pais, a ruiva saiu do carro e não pode deixar de abrir um grande sorriso quando viu entre tantas crianças, a sua pequena teimosa e de gênio difícil. Quando pousou seu olhar sobre a filha, Natasha soube, algo estava errado. Elizabeth sempre corria em direção à mãe, porém, naquele momento, a menina caminhava calmamente até onde a ruiva estava. O rosto franzido, a boca levemente torta e expressão pensativa só poderiam significar uma coisa: algo intrigava a garotinha.

—Oi filha. -Se baixou e pegou a menina no colo, cheirando seu pescocinho e lhe dando um selinho.- Tudo bem?

—Tudo.

—Hum...-Assim que arrumou a menina na cadeirinha no carro e guardou a mochila da garotinha, Natasha acomodou-se no banco do motorista, colocando o carro em movimento.- Como foi na escola? Tudo ok?

—Foi legal. Que dize...-Elizabeth torceu os dedos uns nos outros fazendo a mamãe suspirar.-

—O que você aprontou dessa vez? -virou-se rapidamente para a filha quando o sinal a sua frente ficou vermelho.-

—Eu briguei com a Chris, mais não foi minha culpa, mamãe. Ela sinuou que você não sabe fazer meu lanchinho e também me chamou de moída. E depois ela ficou lá, toda amiguinha daquela vad...-Parou ao receber um olhar de reprovação da mãe.- Chata da Joana e eu o-d-e-i-o a Joana. -Disparou de uma única vez.-

Natasha voltou a colocar o carro em movimento quando escutou algumas buzinas soarem atrás de si.

—Ela te chamou do quê? -Indagou, tentando segurar o riso. A menina bufou e voltou seu olhar para a paisagem lá fora.- Hey, garotinha, estou falando com você. -Silêncio- Elizabeth? Vai ficar de cara amarrada, gênio idêntico ao meu?

—Só to pensando.

—Pensando em quê?

—Em tudo. -Abriu os braços. - Ai, mamãe, minha vida é tão complicada. - Dramatizou, fazendo Natasha rir.-

—Você tem apenas cinco anos, como sua vida pode ser complicada? -A menina deu de ombros. -

Natasha estacionou o carro perto de um restaurante, assim que desceu do veiculo, Lizzie segurou na mão da mãe e caminharam juntas para dentro do estabelecimento. Quando passaram pelas portas do local, vasculharam cada cantinho até encontrarem Steve sentado em uma mesa mais afastada.

—Papai! -Exclamou, saindo correndo entre as mesas.-

—Olá, minha pequena garotinha. -abraçou aquele pingo de gente.- Papai estava com saudades.

—Lizzie também tava com saudadona do papai. –Acomodou-se melhor no colo do pai. Natasha rolou os olhos, aqueles dois tinham se visto no café da manhã. -

—Oi, amor. -Cumprimentou e ganhou da ruiva um selinho.- Como foi à reunião?

—Cansativa, mas conseguimos acertar todos os detalhes e repassar tudo. -Sentou-se de frente para ele.- Já pediu?

—Não. Estava esperando vocês chegarem. O que vai querer, filha? -Perguntou, quando o garçom chegou para anotar os pedidos.-

—Hambúrguer e Coca. -Recebeu um olhar de advertência da mãe.– Só hambúrguer? -Tentou, porém, Natasha estava irredutível.-

—O que nós combinamos? Nada de comer besteiras durante a semana, principalmente no horário de almoço.

—Só hoje, mamãe...

—Não.

—Papai...-Voltou-se para o pai com um olhar pidão. Steve jamais negaria algo à filha, e a malandrinha sabia disso.

—Nat..só hoje.

—Nem hoje, nem amanhã e nem depois. -Fez os pedidos ao garçom assim como Steve.– Já te disse pra parar de dar tudo o que ela quer.

—Ela tem apenas cinco anos. -Natasha revirou os olhos para aquele argumento descabido.-

— Você a está deixando rebelde, aliás, já contou para o seu pai o que você aprontou na escola hoje, dona Elizabeth?

—Como assim? O que você aprontou? -Encarou a filha-

—Não foi nada demais, papai.

—Elizabeth Romanoff Rogers. -Quando Steve pronunciava o nome completo da filha, ela sabia: Estava encrencada. -

—É que a Christine sinuou que a mamãe não fazia meu lanche porque ela não sabe cozinhar.

—E o que mais?

—Ai eu meio que briguei com ela, mas ela também me chamou de moída e ficou toda amiguinha da Joana e eu só tinha vontade de socar a cara daquela menina feia por ter roubado a Chris de mim.

Natasha repreendeu um sorriso quando viu a expressão horrorizada que Steve direcionou a filha.

O que ela poderia fazer se Elizabeth tinha o mesmo gênio que o dela? Sentir orgulho é claro.

—Primeira coisa, não quero mais ouvir você falando que quer socar a cara de ninguém.

—Mais a mamãe fala. -Os olhares se voltaram para Natasha.-

—Eu?

—Humrum. Eu ouvi você dizendo: “Eu quero socar a cara daquele cletino do Clint.” -Natasha se encolheu levemente envergonhada. No dia em questão, Clint a tinha tirado do sério.-

—Mas eu posso falar, filha. Sou adulta. Já você, é apenas uma criança e eu realmente não quero mais ouvir tais palavras saírem da sua boca, senão a senhorita ficará de castigo. -Mesmo contrariada, a menina concordou, não entendia muito bem esse negocio de “eu posso porque sou adulto (a)”. Já Steve encarou a esposa com a sobrancelha arqueada, ele sabia que Natasha tinha amado ouvir a filha falar que queria socar alguém, mesmo que tal coisa fosse errada, ele sabia que se acontecesse a esposa não colocaria a filha de castigo. Bom, não se a menina ganhasse e como a menina em questão era Lizzie a briga estava ganha.-

Natasha desviou o olhar do marido. Ele a conhecia muito bem.

—Segundo. -Disse saindo de seus devaneios- Muito feio você ter brigado com a Christine, você melhor que ninguém, sabe que sua mãe não é nenhuma MasterChef na cozinha. -A ruiva bufou- Desculpa, amor, mas você sabe que é verdade. -O garçom chega com os pedidos, e assim que ele arruma tudo na mesa e sai, Steve volta a falar- Se você não gosta da sua amiguinha...-Mãe e filha bufaram juntas e reviraram os olhos- Quer dizer, se você não gosta da Joana, tudo bem, mas não pode sair brigando com os outros por causa disso. -A pequena afirma- E do que mesmo a Chris te chamou?

—De moída. -Respondeu, enquanto enrolava o garfo no macarrão. Steve encarou a esposa questionando “que diabos era aquilo” a mulher devolveu o olhar com “não adianta me olhar assim, não faço a mínima ideia do que seja”.-

—E o que é moída?

—Aquele negócio, papai, sabe... que é assustador e vê só o lado ruim. Algo assim.

—Ah mórbida —Esclarece a mãe.– E por que ela te chamou disso?

—Porque eu falei que o rato que vai deixar a moedinha pro Felipe embaixo do tlavesseilo podia roer a cabeça dele. -Deu de ombros, mastigando calmamente. Natasha sorriu, sua filha tem uma imaginação e tanto.-

—E por que um rato deixaria uma moeda debaixo do travesseiro do Felipe?. -Perguntou Steve. A menina virou-se para ele com uma expressão de quem iria explicar a solução para a guerra no Afeganistão.-

—É que assim, o dente de leite do Felipe tá molinho, ai a Chris disse que quando caísse é pra ele colocar embaixo do tlavesseilo que no dia seguinte um ratinho ia deixar uma moeda.

—Ah...

—O que é bem estranho, né, papai? -Volto a comer.-

—Por quê?

—Eu não entendo essa história de dentes de leite, eles não são bons?

—São. Respondeu a mãe.-

—Então, por que precisam ser trocados?

—Para que os dentes permanentes nasçam. -Respondeu o pai-

—A questão é que eu fico revoltada em ter que trocar uma coisa que ainda me serve! E além disso...A situação não está tão boa para a gente ficar desperdiçando dentes! -Exclamou, realmente revoltada-

Natasha gargalhou junto com Steve e todas as pessoas em volta que ouviram a indignação da pequena.

Tudo indicava que a situação havia terminado ali.

Mas naquela noite...

—Mamãe, me explica direito esse negócio de dentes de leite. Eles caem todos de uma vez? POING? –Fez um gesto de cair com as mãos. Natasha terminou de arrumar o pijama na filha e encarou a pequena nos olhos.-

—Não, Lizzie, primeiro cai um... vários dias depois cai outro...algum tempo depois mais outro...-A pequena arregalou os olhos e olhou para a mãe tendo no rosto uma expressão sofrida.-

—Minha nossa, será que vou conseguir suportar esse lento istripilise das minhas gengivas?

—Ah Meu Deus. -Natasha amassou a filha em um abraço divertido.- Você é uma verdadeira figura, Elizabeth Romanoff Rogers.

E, no momento de colocar a pequena na cama.

—Amo você, pequena panda. 

—Também te amo, papai.

—Amo você, filha.

—Também te amo, mamãe, muitão.

—Ah filha, o papai você só ama e a mamãe você ama muitão?

—É que papai, ela é a mamãe. Eu amo você, mais é que é a mamãe. – Apontou para Natasha fazendo os pais rirem.-

—Tudo bem então, o papai entende.

Antes que os pais saíssem do quarto, Lizzie os chamou.

—Prometem que rato nenhum vai entrar debaixo do meu tlavesseilo?

—Prometemos, filha. –Disse Steve.-Agora é hora da senhorita dormir.

Pouco tempo depois, foi a vez de Elizabeth perder seu primeiro dente de leite. E, diferente do que Christine havia sugerido, à noite, junto com os pais à pequena foi até a varanda da sala, eles moravam no último andar, e fez um pedido, jogando o dente no telhado, pelo menos, essa foi a intenção.

Um pedido que foi atendido no dia seguinte. Não foi um ratinho que lhe deixou uma moeda, muito menos uma fada, mas sim um grupo de super heróis que lhe deixou não uma, mas varias moedas e até algumas notas de cinco dólares, exagero de seu tio Tony.

—É...até que esse negócio de dentes de leite pode render um dinheirinho.- Comentou com os pais, enquanto colocava as moedas em seu cofrinho em forma de um escudo do Capitão América.-

A Natasha e Steve restou somente rir e agradecerem por serem pais de uma figurinha como aquela.

Istripilise--->StripTease.

Moída--->Mórbida


Notas Finais


Um pedacinho do próximo capítulo:

Morte...

“A cirurgia é extremamente invasiva, Elizabeth pode não sobreviver”

Morte...

“A cirurgia é extremamente invasiva”

Morte...

“Elizabeth pode não sobreviver”

Morte...

“Não sobreviver”

Morte.

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Beijos

Tia J sz


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