História Pequenos contos. - Capítulo 4


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Amor, Aurélio, Aurieta, Carinho, Casal, Julieta, Novela, Redeglobo, Romance
Visualizações 1.016
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltamos com mais um "Pequeno conto"... Espero que gostem...

Leia as notas finais

Foto de capa do ig maravilhoso demais @eve_mullerova

Capítulo 4 - Memória (parte 1)


Fanfic / Fanfiction Pequenos contos. - Capítulo 4 - Memória (parte 1)

 

– Está gostando meu amor? – seus braços envolvem o meu, o vento bate em meus cabelos, que se soltaram com o galope, Aurélio parece não se incomodar que os fios batem em seu rosto, apenas colocou algumas mechas atrás de minha orelha, mesmo sabendo que as mesmas não vão ficar lá por muito tempo, o galope de Soberano é rápido, estou sentada de lado,  mas sinto  segurança ao ter os braços de Aurélio em volta de minha cintura, uma mão minha entrelaça a dele– Não disse que você iria gostar– ele fala ao  meu ouvido, tinha razão ao me resgatar do escritório e da montanha de papéis que pareciam sem importância agora que percorriam o campo, a questão de não poder contar com a ferrovia, já que tinha desfeito a sociedade com Lady Margareth, tinha se tornado uma preocupação constante, mas com a ajuda do Barão tinha achado uma alternativa.

– Sim você tinha razão– aperto os dedos dele entre os meus, adorava o contato dele– Obrigada, mas me diga onde vai me levar senhor Aurélio?

– Surpresa, você vai gostar– não posso ver mais sei que ele sorri, sinto sua respiração próxima ao meu ouvido, então ele diz– Meu amor– faz poucos dias que ele vem me chamando desse modo, desde o pedido de casamento, e era como se sempre tivesse sido assim, que eu sempre tivesse sido o amor dele, assim como ele o meu, por mais que eu não conseguisse o chamar daquele jeito, não ainda, ele já era o meu amor, único e sempre. O cavalo continua sob o comando de Aurélio que segura as rédeas com uma mão, enquanto a outra segura meus dedos, soltando por pouco segundos para manobrar o animal,  a paisagem é deslumbrante, o Vale é um lugar lindo, apesar do calor que faz, ainda mais com esse vestido preto e de renda, a brisa da caminhada ameniza um pouco a temperatura– Você confia em mim? – novamente aquela voz no meu ouvido, tirando um pouco do meu ar, e deixando o calor ainda maior, consigo apenas confirmar com um aceno de cabeça – Então fecha os olhos e só abra quando eu pedir, pode ser?–de novo faço que sim– Promete não espiar?

–Sim, não vou olhar– consigo falar – Mas o que está aprontando senhor Aurélio?

– Você vai ver– seus dedos apertam os meus, seus lábios beijam meu ombro, mesmo com a roupa consigo sentir a delicadeza do gesto– Agora fecha os olhos, meu amor–  suspiro pesadamente, não sei se pelo toque ou se pelo “meu amor” que já ouvi várias vezes mas mesmo assim me tira um pouco o equilíbrio.

– Pronto fechei – e assim faço, com os olhos fechados os outros sentidos se aguçam, o tato ao sentir o vento, os dedos de Aurélio na minha mão, seu peito em minhas costas, ouço sua respiração, encosto mais minha cabeça sobre ele, sua barba roçou de leve em minha bochecha, seu cheiro apesar do vento consigo sentir mais forte– Eu confio em você. –afirmo, ele beija meu rosto, em silêncio continuamos e não demora muito paramos. 

– Ainda não abre, só quando eu pedir, vou descer e ajudar você. –ele me orienta, me concentro em manter os olhos fechados, ele desce de Soberano, em seguida sinto os seus braços segurando em minha cintura e pouco a pouco puxando para baixo, apoio às minhas mãos em seus braços, ao tocar o chão, minha mãos pararam em seus ombros, era difícil manter os olhos fechados, sei que meu rosto está pertinho do dele, pois sinto a respiração dele mais junto de mim, Aurélio segura mais forte em minha cintura, me levando mais de encontro a ele, minhas mão fazem um caminho até a nunca e cabelos dele, meus dedos já conhecem  aquele caminho, sei que ele vai me beijar, pois eu quero beijá-lo, sinto ele se aproximar mais, a qualquer segundo seus lábios vão tocar os meus, aquela espera era tensa, mas boa, porém ele  não beija minha boca  de imediato como ela pensava e desejava, Aurélio beija uma parte exposta do meu pescoço, onde a gola do vestido não cobre, minha boca seca, um arrepio percorre meu corpo ao ter aquele contato, um beijo mais no alto próximo a minha orelha, ele morde a pontinha, tão leve, tão delicado, tão sensual, prendo minha respiração.

–Aurélio – eu suspiro soltando o ar dos meus pulmões, um outro beijo no meu maxilar, já estou mais ofegante, minha boca está tão seca, um dia ainda crio a coragem e vou conseguir deixá-lo da mesma forma que ele me deixa, penso, mas meus pensamentos são interrompidos por sua boca que enfim chega a minha, aquela doce tortura teve fim, segurei mais firme em seus cabelos, assim como ele em minha cintura, fazendo eu ficar mais perto, se ainda fosse possível, sinto sua língua explorando a minha boca, sinto o gosto de café que bebemos antes de sair, sinto que o tempo parou, não sinto mais a brisa, apenas um calor que vai subindo de onde os dedos dele estão e vai tomando cada parte de mim, o beijando vai terminando a medida que ele vai me abraçando, me encaixo perfeitamente naqueles braços, como se fossem  feitos para abrigar meu corpo.

– Como eu queria beijar você aqui.

– Posso abrir meus olhos?

– Ainda não, vem comigo – ele passa o braço por meus ombros, enquanto sua outra mão segura a  minha, guia os nossos passos,  foram poucos, então para e se posiciona atrás de mim,  transpassando seus braços por meu corpo, me deixando refém do seu carinho, do seu amor.– Agora pode abrir.

Meus olhos não poderiam se deparar com algo mais bonito, estávamos no alto de uma montanha, tendo a visão de todo o Vale do Café a frente, dá para ver a estrada, algumas fazendas, inclusive a minha, um pouco do centro, mais ao fundo a cachoeira, e um sol que começava a se pôr,  era uma linda imagem, quase uma pintura. 

– Gostou? – toca em meus cabelos os ajeitando, pousando sua cabeça em meu ombro.

– Sim eu amei, sempre quando volto  para o  Vale e vejo da estrada essa montanha fico imaginando como é a visão aqui de cima.—confesso. 

 –Então você descobriu– ele se afasta de mim e coloca o seu paletó no chão– Agora vai ver o pôr-do-sol  mais lindo do mundo, vem – ele se senta e a convida a sentar ao seu lado, mas o surpreendo ao sentar entre as pernas dele.
 

–Assim fica melhor– só o que consigo dizer timidamente, e de fato era um lindo pôr-do-sol, talvez a companhia tenha ajudado, entre carinhos, beijos e palavras a tarde terminou lindamente.

 

Já de volta a fazenda, se ela soubesse que após a tarde que tiveram a noite fosse diferente ela não teria voltado do passeio, olhando agora ele ali deitado, imóvel na cama, uma faixa na cabeça, Rômulo já o examinou e garantiu que apesar do pequeno ferimento na testa ele não tinha quebrado nada, nem uma unha, mas o seu peito estava apertado, não saiu um minuto do lado dele, um terço em mãos e oração nos lábios, já tinha feito tantas promessas, que nem lembra qual foi a última, todas as orações que lembra já rezou.

 

 A cena dela e Aurélio ao lado de Soberano tirando a sela do animal sorrindo e relembrando a caminhada que fizeram, nada denunciava o que viria a seguir, o cavalo ao entrar na baía se assustou com algo, fazendo Aurélio tropeçar e cair batendo a cabeça, por pouco não tinha sido atingido quando o bicho fugiu do estábulo, ela gritou por socorro, o que logo veio, então a correria de uns indo atrás do cavalo, outros ajudando a levá-lo para dentro, enquanto Tião foi chamar o médico, foi tudo um borrão pois só conseguia lembrar que ele tinha desmaiado e não acordado ainda, tantas coisas ruins imaginou e a pior delas era não o ter mais ao seu lado,.

 –Dona Julieta ele está despertando– Rômulo fala chamando sua atenção, ela fica mais  perto da cama, ele mexe a cabeça e faz um cara de dor,  seus olhos abrem  aos poucos, pisca algumas vezes, leva a mão a testa e sente a faixa, ele estava voltando e ela começava a respirar normalmente.

– Aurélio – ela o chama, ele vira a cabeça para onde ela está seus olhos se encontram, percebe a confusão no olhar dele, faz um movimento de quem quer sentar.

– Ainda não meu amigo –Rômulo intervém, fazendo ele deitar de novo.– O que você sente?

– Dor, muita dor na minha cabeça– ele geme e isso dói em seu coração.–Onde estou?

–Em casa – ela fala, ele olha para os lados atônito.
 

–Casa? – então olha para ela, diretamente em seus olhos, seu peito aperta com o que vem a seguir – Quem é você?


Notas Finais


Esse terá uma continuação...


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