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História Pequenos Detalhes(Revisada e Editada) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Jackson/Jason na mídia

Capítulo 13 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction Pequenos Detalhes(Revisada e Editada) - Capítulo 13 - Capítulo 13

Quinta, 10/03/2016.

[...]

Cada vez mais me perguntava quem é esse tal de Leonardo, o que ele tem haver com a minha mãe e que passado eles tiveram. Pelo que entendi já faz anos que ele está longe da vida dela. O que será que o fez voltar? Eu preciso descobrir. Estava perdida em pensamento, mas logo volto a realidade e sigo para a cozinha como se nada tivesse acontecido.

- Filha? - Me virei para ela. - Sua escola ligou avisando que só terá aula no terceiro tempo, pois a professora de matemática faltou.

- Graças a Deus! - Oba, só terei aula de português. A encarei. - Era a escola no telefone agora?

- Sim! - Parecia nervosa. - E o que deu na senhorita pra acordar tão cedo?

- Nem eu sei. Até a Camille está dormindo. - Ri de leve.

- E posso saber que horas vocês chegaram? - Perguntou o que eu temia.

- Chegamos 01:30 a.m. no máximo juro.-  Cruzei meus dedos atrás das costas, uma mania de infância.

Acho que ela caiu. Ficou com uma leve desconfiança, mas não disse mais nada. Fui para a cozinha tomar o remédio e um copo de água. Subi para meu quarto e vejo Camille terminando de se vestir. Ri da cara dela, que me fuzilou com o olhar depois de eu falar que só iríamos ter  aula ás dez. Fomos tomar café da manhã e depois ficamos jogando conversa fora até a hora da aula. Recebi uma mensagem de bom dia do Jhon e retribui com uma carinha fofa. Fui me arrumar e tive que passar um quilo de maquiagem para disfarçar a marca que o Daniel me deixou. Chegando na sala de aula tive a impressão de estar num apocalipse zumbi. A maioria da turma estava, com certeza, na maior ressaca. Alguns até faltaram, entre eles Daniel. Professor Jackson entrou na sala e seu susto foi evidente. 

- Estamos no apocalipse zumbi e ninguém me avisou? - Achei estranho ele dizer exatamente o que pensei, mas ri de sua piada. - Parece que a noite foi boa!

- Nem te conto professor.... - Algum aluno comenta.

- Nem precisa, pela cara de vocês já imagino. - Daniel entra na sala de óculos escuro, e segue pra sua mesa sem ao menos dar bom dia pro professor. - Retire o óculos por favor Daniel.

- Conjuntivite! - Sério que essa foi a melhor desculpa?!

- Sei que conjuntivite é essa. Dessa vez passa. - Se virou pra turma. - Agora, não importa o quão louca foi a noite de vocês, quero todos prestando atenção na aula.

~~POV DANIEL~~

(N/A: Sei que a história é narrada pela Julie, porém haverá alguns momentos que Daniel precisará expressar seus sentimentos.)

Não estava aguentando de tanta dor de cabeça. Ontem foi definitivamente a pior noite da minha vida. Nunca em 18 anos, 10 meses e 17 dias, sofri tanto por uma garota. Acho que estou doente, só pode. Desde quando Daniel Castellamari se embebeda por mulher?!  A quem eu estou querendo enganar? Desde que conhecia a Julie tudo mudou. No início pensei que poderia ser como as outras, uma mera ficada aqui e talvez outra ali. Mas não, a cada momento que passei perto dela algo começou a crescer dentro de mim. Se alguém me perguntasse a alguns dias o que é isso, acho que diria uma paixonite que logo vai passar. Mas depois de ver as reações que essa garota me provoca, não pode ser nada a não ser AMOR!.

Cada toque que trocamos, cada vez vez que sinto vontade de beija-la. Acho que se não a amasse tanto e a respeitasse já teria a beijado a muito tempo, talvez já teríamos ido muito além de beijos. Mas pelo amor que sinto por ela me segurei, para que fosse algo perfeito. Me segurei, neguei todos os meus instintos para no fim ela acabar namorada daquele panaca. Que droga Daniel! Por que você tinha que se deixar levar por esse sentimento? Que merda, estou parecendo a minha irmã quando vem e falar de algum amiguinho que brigou com ela.

Fiquei olhando para seu rosto delicado a aula inteira e nem percebi quando o professor liberou. Ela se virou e me pegou a olhando, estranhei em ver uma marca roxeada quase imperceptível em seu pescoço. Me levantei e peguei minha mochila, quando estava prestes a sair, o professor Jackson me chama.

- Sim professor. - Respondi indo em sua direção.

- Podemos conversar? - Assenti ao me sentar em uma cadeira de frente para sua mesa.

- Bom, eu pude perceber que você foi o mais afetado na noite passada. Estava completamente disperso na minha aula. E ao julgar para onde olhou a aula toda seu estado tem a ver com a aluna Julie.

- Deu tão na cara assim? - Ri de nervoso.

- Não, eu que sou um bom observador mesmo. Gostaria de falar sobre isso? - Sorriu simpático. -  Estou aqui como amigo, não me veja como um professor.

- Olha professor, eu realmente fui com a sua cara, e o senhor parece ser bem legal, mas eu não sou muito fã de contar as minhas derrotas para os outros.

- Já começamos bem, qual é a sua derrota? - Jackson parecia um psicólogo naquele momento.

- Vou realmente ter que falar né?! - Abaixei a cabeça e fiz sinal de negação.

- Não vou te abrigar a nada, mas acho que você está precisando conversar.

- Pra um cara de vinte e poucos anos é bem esperto, e um ótimo professor.

- Vinte e cinco e obrigado, foram muitos anos de estudo. - Rimos.

- Já que entramos nesse assunto, por curiosidade, de onde veio seu nome? Jackson não é muito comum aqui no Rio de Janeiro, nem no Brasil. - Perguntei.

- Verdade, não é. Eu nasci em Nova Iork, minha família é do Brasil, mas vivi quase minha vida toda lá. Agora voltando a você...

- Ok ok. Eu bebi demais noite passada, por ciúmes. - Pronto falei, feliz?

- Ciúmes da Julie? Soube que ela está namorando com o Jhonatan.

- Sim, o panaca. - Espera ai, como ele sabe tanto sobre a Julie?

- Ele não é um bom namorado pra ela? - Perguntou, parecendo preocupado.

- Acho que para mim ninguém é um bom namorado pra ela. Só eu. - Por que estou me abrindo com um cara que acabei de conhecer?

- A ama? - Assenti cabisbaixo. - Ama mesmo?

- Mais do que gostaria, e talvez, se eu não fosse tão orgulhoso, pudesse ser eu o namorado dela agora.

- Como assim? - Parecia confuso.

- Eu insinuei que não ligava para o pedido de namoro que ela recebeu. Não quis opinar na decisão dela, e na verdade nem podia, mas exagerei.

- E agora está se punindo por ter perdido a chance de estar ao lado dela. - Assenti. - Não tenho muito o que dizer, acho que se você a ama de verdade vai ficar feliz só por ela estar feliz. E se ela for feliz com você melhor ainda, não é?

- Valeu professor, acho que ajudou só por me ouvir. - Agradeci.

- Não tem de que, e me chame de Jack. Só não a machuque, e não deixe que ele a machuque, ela não merece isso. - Parecia uma súplica, me vi abrigado a perguntar.

- Jack, você por acaso tem algum tipo de interesse na Julie?

- Como assim? - Parecia extremamente confuso e talvez até nervoso.

- Você repara nela, pergunta por ela, e parece se preocupar muito com ela. Sem querer te desrespeitar. O senhor é jovem, poderia haver algum interesse nela? - Começou a rir.

- De maneira alguma, caro Daniel. Com certeza não vou quer tê-lo como inimigo. Não vejo a Julie com esses olhos. - Rimos.

- Perdão, foi só uma curiosidade.

- Está tudo bem. Mas acho que temos o momento perfeito para me explicar e quem sabe ganhar um amigo e aliado....

Ele me explicou o porque de voltar para o Brasil e absolutamente tudo de sua vida. Francamente nunca ouvi história parecida. Entendi o porque de ser tão zeloso com a Julie, e muitas outras coisas. Mas o apoiei e me ofereci para ajuda-lo nessa situação. E consequentemente ele acabaria me ajudando. Terminamos nossa conversa e sai para almoçar. Me encontrei com Julie no refeitório e propositalmente me sentei com ela, que por acaso estava sozinha. Precisava confrontá-la sobre a marca que eu mesmo deixei nela. Sei que parece loucura eu me lembrar de alguma coisa da noite passada, e realmente não lembro. Mas não importa meu estado físico e mental, se eu abracei, beijei, ou simplesmente toquei nela, não me esqueceria. E mesmo sendo a pior noite de toda minha vida, teve uma dança que vai ficar gravada na minha memória para sempre, vou me lembrar de cada palavras daquela musica, de cada beijo que depositei em seu pescoço e por fim aquela linda marca, que estava disfarçada com maquiagem.

~~POV Daniel~~OFF~~

Daniel se sentou bem na minha frente e não falou sequer uma palavras. O que ele pensa? Que pode me torturar? Eu também sei ignorar. Voltei a comer sem ao menos olhá-lo, porém percebi que ele me fitava intensamente e isso começou a me incomodar.

- O que foi em? - Perguntei grosseira.

- Você não está enganando ninguém. - Respondeu sem que eu entendesse nada.

- Como assim?

- Esse chupão. A maquiagem não conseguiu disfarçar. - Rapidamente levo minha mão sobre marca. - Jhonatan não perde tempo hein?!

- O que? Vo..você... - Revirei os olhos. Não acredito que ele não lembra. - Idiota.

Me levantei com raiva, como ele pode ousar fazer uma coisa dessas e simplesmente não lembrar, tudo bem que ele bebeu muito, mas nem com mil litros de wisky permitiria que ele esquecesse daquela dança. Estava prestes a me derramar em lágrimas, ia passar pela porta do refeitório quando ele me puxa. Por que ele sempre faz isso?!

- Mais alguma idiotice pra me dizer? - Fazia de tudo pra não chorar.

- Você acha mesmo que iria me esquecer daquela dança? Dos beijos? Disso? - Aquelas palavras foram o suficiente para eu derramar as lágrimas que tentei em falho segurar.

- Você lembra? - Falei num fio de voz.

- Sim. Queria que fosse pra valer. Deveria ter lutado por você.

- E por que não lutou? Por que não pediu pra eu recusar o pedido do Jhonatan?

- Acho que isso não importa mais. Eu não pedi e você não recusou.

- Pelo visto você não se importa com nada. - Me desvencilhei de seus braços.

- Me importo com você.

- Não parece. - Sai, o deixando sozinho.

As aulas de tarde passaram rápido, não voltei a falar nem olhar para o Daniel. Não conseguiria, mesmo que quisesse. Ele acha que depois de tudo pode chegar dizendo que se arrepende e que quer ficar comigo. Ele não pode, eu não posso, isso é demais pra mim. Eu sei que gosto dele, só não sei o quanto. Não posso me jogar num sentimento desconhecido sem saber o que vai acontecer. E mesmo que pudesse agora é tarde demais, estou com o Jhon e ele é muito bom pra mim, não o vejo me fazer sofre e sei exatamente o que sinto por ele. Pode não ser muito, mas é o suficiente. Preciso de algo certo, não sei como reagir quando algo me tira da minha zona de conforto. E Daniel não me permite ficar nessa zona. É tudo muito incerto com ele, eu não estou preparada para isso.

CONtINUAÇÃO................



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