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História Pequenos Detalhes(Revisada e Editada) - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Capítulo 22


Fanfic / Fanfiction Pequenos Detalhes(Revisada e Editada) - Capítulo 22 - Capítulo 22

Segunda, 23/05/2016.  

[...] 

Abri os olhos com dificuldade, a claridade que entrava pela janela causou isso. Quando reparei onde estava, eu pude constatar que tudo que achei ser um sonho fora, de fato, real. Levantei da cama e fui até o banheiro lavar meu rosto. Fiquei pensando por um minuto como cheguei ao quarto do Daniel. Ao sair do banheiro, encontro o loiro com uma bandeja de café da manhã em suas mãos. 

- Bom dia! - Digo, endireitando meu cabelo.  

- Bom dia, princesa. Dormiu bem? - Perguntou ele ao deixar a bandeja na cama e se aproximar. 

- Já tive noites melhores. Espero não ter dado muito trabalho. - Falei ao receber um beijo no topo da cabeça. 

- Imagina, foi um prazer chegar em casa com uma menina desmaiada e molhada, por conta da chuva, nos braços. - Disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. - Minha mãe me fez explicar tudo. Ah , também tive que ligar para sua mãe. 

- Desculpe por isso, mas eu ainda não consigo controlar meus desmaios... - Rimos. - Você sabe, não é? 

- Sim, o Jason me contou. Desculpe não te dizer nada, mas era uma coisa que só vocês podiam resolver. 

- Tudo bem, eu entendo. Vou precisar me acostumar em chamá-lo agora de Jason.  Ainda não acredito que minha mãe foi capaz de tudo isso. - Dei um longo suspiro. - Mas quer saber, não quero falar disso. 

- Que tal tomarmos café e depois dar uma volta? - Sugeriu ao sorrir. Obviamente, não consegui dizer não. 

Logo, tomamos o maravilhoso café da manhã que ele fez e depois, fomos nos arrumar para ir ao parque de diversões. Bruna surpreendeu-me ao me oferecer uma muda de roupas para mim. Jamais imaginei que ela pudesse ser legal assim. Quando nós terminamos, fomos de carro até o parque, junto de nós foi Milena e Bruna. O local estava bem vazio, acho que deve ser porque é segunda-feira e muitos trabalham e/ou estudam. Só agora me liguei que estamos matando aula. 

- Quero ir no carrinho bate-bate. - A pequena se manifestou. 

- Então vamos. - Eu disse, seguindo para o brinquedo. 

- Ei, o aniversário é meu, eu deveria escolher o primeiro brinquedo. - Falou Daniel meio emburrado, espero que isso seja apenas encenação de sua parte. 

- Anjinho, você está fazendo dezenove anos e não nove... - Disse Bruna, fazendo meu ciúme atacar com esse apelido. 

- É, anjinho... Você deixou de ser criança há muito tempo. - Concordei com uma leve ironia, que só Daniel reparou. 

- Ok, eu entendi. Vai indo com a minha irmã Bru, quero falar com a Julie rapidinho. - Ela assentiu se afastando. - Você fica linda com ciúmes, sabia!? - Sussurrou para mim. 

- Quem disse que eu estou com ciúmes? - Perguntei, tentando negar a mim mesma, tanto que até cruzei meus braços. 

- Meu amor, a Bruna é só minha amiga, eu juro... É você quem eu amo. - Ele me abraçou. 

- Eu sei, mas... Eu sou muito insegura e, ver alguém que é tão próxima de você quanto eu é difícil. - Falei, já apoiando meu rosto eu seu peito e me aconchegando mais em seu abraço. 

- Somos amigos desde criança, nunca tivemos nenhum tipo de relacionamento romântico. Se fosse para ser, já teria acontecido. - Disse ele. - Quando você terminar com o panaca, vamos ficar juntos e nada nem ninguém vai nos separar, Julie. 

- Por falar nisso, eu... - Eu estava prestes a contar que finalmente terminei com aquele traidor, mas tive uma ideia melhor. 

 - Você o que? - Perguntou curioso. 

- Nada não. Esquece... - Sorri fraco. 

Fomos ao encontro das meninas, que já estavam brincando nos carrinhos de bate-bate. Nós nos juntamos a elas, mas logo, logo fomos para outro brinquedo. Fomos ao tiro ao alvo, na boca do palhaço, na montanha russa pequena, na pista de kart e por fim, chegamos a tão temida montanha russa. Haviam três nesse parque, fomos na menor, mas Daniel cismou de andar na maior. Estou tentando lutar contra todos os meus medos, mas está difícil. 

- Eu não consigo. - Eu e Bruna dissemos ao mesmo tempo, assumindo nosso medo no momento que chegou nossa vez. 

- O que? - Perguntou Daniel, dando uma leve risada por termos falado em sincronia. 

- Eu morro de medo disso. - Admiti meio envergonhada. 

- Eu... Eu também. É melhor eu ficar aqui, vai você e a Milena. - Bruna sugeriu. 

Assim ele fez, Daniel e Mih foram, enquanto nós duas esperamos perto de uma barraca de algodão doce. Aproveitei e fui comprar um para mim, mas achei chato não comparar um para a amiga de Daniel, logo, acabei lhe dando um. 

- Aqui um para você. - Entrego o algodão cor de rosa. 

- Obrigada. - Sorriu simpática. - É minha cor favorita, depois do vermelho, claro.

- Não tem de que, também gosto de vermelho. - Digo e começo a saborear minha nuvem de açúcar azul. 

- Sabe Julie, você é muito legal. Fico feliz do meu irmão ter encontrado alguém assim. - Falou ela, enquanto também apreciava sua nuvem açucarada. Suas palavras me deixaram boquiaberta. 

- Irmão? - A única coisa que consegui dizer.

- Claro, eu e Daniel somos tão amigos que nos consideramos irmãos. Sei que na noite passada pude passar a impressão de ser uma concorrente, mas isso nunca vai acontecer. - Deu um leve suspiro. - Esse bobão loiro não faz meu tipo. - Riu em seguida. 

- O que Daniel te falou sobre nós dois? - Tive de questiona-la. 

- Acho que tudo, por falar nisso... Eu amei o jeito que ele te deu o colar. E... - Ela fez uma pausa. - Eu entendo seu lado, deve ser difícil encontrar um motivo para terminar com alguém que nunca pisou na bola. 

- Quanto a isso, o Jhonatan não era tão inocente como pensei. Terminei com ele ontem. 

- Mas isso é fantástico. Como Daniel reagiu quando soube? - Perguntou empolgada. 

- Então, eu ainda não contei. Eu ia falar quando chegamos, mas tive uma ideia....

Conversamos por mais um tempo, contei da minha ideia e ela concordou em me ajudar. Quando Daniel e Milena finalmente saíram da montanha russa, Bruna e eu estávamos rindo, o que fez o loiro se aproximar com uma expressão de surpresa. 

- Do que estão rindo? - Perguntou sem esconder a curiosidade. 

- Coisa nossa. - Falei, deixando um ar de mistério e o fazendo sorrir, por me aproximar de sua amiga. - Vamos em que brinquedo agora? 

- Estou morrendo de fome, vamos comer. Acho que já está bom por hoje... - Disse ele. 

- NÃO! - Eu e Bruna dissemos de imediato, nos olhamos em cumplicidade. - Queremos ir na roda gigante. 

- Tudo bem, são as mulheres que decidem. - Levantou seus braços em forma de rendição. 

Chegamos na fila, estava razoavelmente cheia. Daniel reclamou umas três vezes, tentando nos convencer a ir embora, mas não vou deixar ele estragar meu plano. Quando finalmente chegou nossa vez, entrou Mih e Bruna na primeira cabine, com Daniel e eu na segunda. 

- Por que insistiram tanto pra vir nesse treco? - Perguntou o rapaz depois de se acomodar ao meu lado. 

- Porque é romântico. - Encostei minha cabeça em seu ombro, arrancando um sorriso do loiro. - E porque preciso te dar seu presente... 

- E posso saber que presente é esse? - Ele perguntou. 

Eu me aproximei lentamente de seu rosto, conduzi minhas mãos ao seu pescoço e lhe dei um beijo doce e suave. Nos separamos por falta de ar. 

- Esse era o meu presente? - Ele não conseguiu esconder a felicidade. 

- Eu terminei com o Jhonatan. - Falei tão rápido, que nem eu mesma entendi minhas palavras. 

- O que? 

- Terminei com ele ontem, depois do show. - Reafirmei. 

Dessa vez, foi ele quem me surpreendeu com um beijo. Agora, um beijo intenso e cheio de amor. O mundo fora daquela cabine deixou de existir por alguns minutos. Quando nos separamos, por falta de fôlego, estávamos parados no topo da roda gigante, Daniel me abraçou de um jeito doce e cheio de carinho. 

- Eu te amo, Julie... - Disse de uma forma calma e suave. 

- Eu te amo Daniel! - Não resisti e me aconcheguei em seu abraço. Ficamos em meio ao silêncio, apenas admirando a paisagem. 

Depois que saímos da roda gigante, fomos para um restaurante próximo ao local e saboreamos um belo jantar. A noite, quando voltamos para a casa do Daniel, Otávio me disse que minha mãe tinha ligado várias vezes em minha procura. Me recusei a retornar, mas o loiro de cachos disse que era o certo a se fazer e, no fim, ele mesmo ligou. Até onde eu sei, ele apenas avisou que eu passaria a noite em sua casa outra vez. Depois, somente liguei para Camille, pedindo para que no dia seguinte me trouxesse uma muda de roupa. Já tinha faltado hoje e não posso tornar isso um costume. Bruna me emprestou uma roupa para dormir. Fui tomar um banho e me trocar, depois desci para a sala e ficamos, eu, Bruna e Daniel, assistindo um filme qualquer e comendo pipoca. Bruna foi dormir assim que o filme acabou, restando apenas Daniel e eu. 

- Posso fazer uma pergunta? - Ele se manifestou do nada, com uma expressão de preocupação. 

- Sim, claro. 

- Por que terminou com ele? 

- Você já sabe, porque te amo. Só não tinha um motivo concreto antes. - Tentei desconversar. 

- E qual motivo você conseguiu? - Agora eu não tinha escapatória, precisava contar-lhe. 

- Ele estava me traindo. - Falei sem encará-lo. 

- Ele o que?! - Parecia nervoso. - Esse imbecil te traiu? 

- Sim. - Olhei-o com receio de sua reação. - Com a Natália... 

- Que Panaca. - Sussurrou. - Teria terminado com ele se não soubesse disso? - Ele me pegou desprevenida, mas eu já tinha a resposta na ponta da língua. 

- Mas é claro. Esse relacionamento não passaria dessa semana. Eu ia terminar pelas brigas... 

- Eu acredito. Só queria ter certeza que era o que queria. 

- Te amo, sempre vou querer você. 

Daniel não esperou nada antes de atacar meus lábios. A cada vez que ele me beijava, eu me sentia mais apaixonada. Era incrível como cada toque e cada beijo, fazia-me querê-lo cada vez mais. Confesso que tive medo de me entregar e sair machucada, mas nunca me senti tão segura. Agora tenho certeza de que me permitir o amar não foi um erro. Infelizmente, nosso beijo foi interrompido por uma tosse forçada, nos separamos de imediato. 

- Hora de dormir, não acham? - A mãe de Daniel falou, me deixando sem graça. 

- Sim mãe, já estávamos indo. - Respondeu Daniel, sem esconder sua infelicidade. - Vamos Julie? 

- Vamos. - Me levantei junto com ele. 

- Boa noite. - Eu disse a Patrícia. 

- Boa noite, querida. - Falou ela e me deu um beijo na testa. Depois, fez o mesmo em Daniel. - Boa noite, meu filho. 

Daniel me deixou passar mais uma noite em seu quarto, mesmo eu insistindo para ficar no de hóspedes. Me deixou na porta do quarto, se despediu com um beijo rápido e fomos dormir. 

CONTINUAÇÃO.................





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