História Pequenos Milagres - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Hinata Hyuuga, Karin, Karui, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shino Aburame, Tsunade Senju
Visualizações 280
Palavras 3.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiê :)

Voltei :)

Capítulo 8 - Corredores



Sasuke FOI visitar Sakura enquanto ela ainda estava internada, e ocasionalmente a via na
cantina, e parava para conversar um pouco e saber como ela e Sarada estavam indo.
E ela estava indo muito bem.
Sakura via progressos todos os dias.
E não apenas com Sarada. O gelo estava derretendo entre ela e sua mãe, também. Ela
fazia uma visita dia sim, dia não, inicialmente com o pretexto de ver a neta, depois para
levar suprimentos para Sakura, e finalmente, apenas para levar um presente.
Também foi Mebuki quem mostrou ser uma improvável fonte de conforto, quando o leite de
Sakura começou a diminuir de repente.
– Quanto mais você se estressar com isso, pior vai ficar – Mebuki disse firmemente,
enquanto Sakura chorava, usando a bomba para tirar o leite do seio que tanto detestava.
Mas com apenas três semanas, Sarada mamava muito pouco no seio da mãe antes de ficar
exausta, e tinha que receber a alimentação por meio de um pequeno tubo, que ia de sua boca
até seu estômago. Sakura estava lutando para produzir leite suficiente, e odiava a sala
asséptica onde sentava por horas, para produzir apenas uns poucos mililitros.
– É importante que ela receba o meu leite. – Sakura rangia os dentes. O especialista em
lactação havia dito aquilo a ela.
– É mais importante que ela se alimente. – Mebuki se recusou a recuar; ela estava cansada
da pressão que a filha estava sofrendo, e frustrada por causa de Sakura. – Eu também não
pude amamentar você, Sakura. Eu tive que começar a dar a mamadeira quando você só
tinha quatro dias.
– E olhe só para mim agora.
Ela estava sobrecarregada; sentada ali, chorando frequentemente, os nervos à flor da
pele, olheiras escuras e profundas por causa das mamadas a cada duas horas, falida, e ainda
por cima, mãe solteira. Aquela era, na verdade, a sua primeira vaga tentativa de brincar
com a mãe nos últimos tempos, e por um momento Mebuki não entendeu. Então, ao abrir a

boca para continuar com o sermão, a ficha caiu; ela olhou nos olhos da filha e começou a
rir, e Sakura também.
– Você se deu muito bem – Mebuki disse, quando as gargalhadas diminuíram e as lágrimas,
que nunca demoravam muito a chegar naqueles dias, enchiam os olhos de Sakura. Aquela
era a coisa mais amável que sua mãe lhe dizia em muito, muito tempo. – Vá almoçar. – Mebuki
apanhou a mamadeira com a quantidade pequena de leite, colou um rótulo com o nome de
Sarada e colocou-a na geladeira. – Eu termino tudo por aqui. Vá relaxar um pouco.
Mas Sakura não conseguia relaxar.
Sakura preferia muito mais a rotina segura que ela mesma havia estabelecido. Vivendo
na pequena área reservada para as mães, ela estava feliz com seu quarto espartano, e as
noites que passava conversando com outras mães ansiosas. Seus dias eram preenchidos
amamentando Sarada ou retirando leite, ganhando mais autoconfiança com a filha sob o
olhar vigilante da enfermeira, e demorando horas para escolher o que comer no cardápio
que recebia uma vez por dia. Mas de vez em quando, sua mãe insistia para que ela fosse
“relaxar”. E Sakura detestava aquilo.
Não havia muita coisa para fazer.
Chamar os jardins do hospital assim era um grande exagero; o estoque dos caramelos
preferidos de Sakura na lojinha de presentes acabara havia tempo; e ela já tinha lido cada
uma das revistas disponíveis pelo menos duas vezes. Ela havia ido visitar o setor de
emergência algumas vezes, mas parecia sempre chegar na hora errada, o departamento
estava constantemente cheio e as pessoas, ocupadas; e ela ficava sentada, sentindo-se
estranha e sozinha, na sala de convivência. Mas, acima de tudo, ela detestava a cantina,
onde o melhor meio de se autodescrever era “quase, mas não exatamente”.
Quase uma funcionária do hospital.
Quase uma paciente.
Quase uma mãe.
Mas ela não usava uniforme.
Não tinha uma pulseirinha de identificação no braço.
E nem um bebê no colo.
E o que era pior, suas colegas, quando estavam presentes, a chamavam para comer com
elas, e depois de alguns minutos falando sobre o progresso de Sarada, Sakura ficava
sentada, brincando com o iogurte, ouvindo uma enfermeira que não recordava o nome tagarelar sobre o fim de semana louco que
tivera, e Tsunade resmungar sobre estar de plantão durante as noites seguintes.
E então ela o viu.
Empurrando a bandeja pelo buffet enquanto escolhia o que comer no almoço, e karin
estava a seu lado, vestindo uma saia preta justa e sapatos de salto agulha vermelhos, seus
cachos vermelhos caindo-lhe pelas costas enquanto ela ria de alguma coisa que ele estava
dizendo; e Sakura sentiu algo se apertando dentro dela.


karin era tão glamourosa, tão sensual e confiante, e inteligente, e tão... tão mais adequada para Sasuke. Sakura tinha certeza de que se eles não estavam juntos ainda, era uma questão de tempo.


– Sakura! – Ela estava tão imersa em seus pensamentos, que não percebeu que suas
colegas já estavam deixando a mesa. – Você nos ouviu? – Tsunade riu da distração dela. –
Precisamos voltar ao trabalho; apareça por lá qualquer hora.
– Está bem.
– E eu tenho certeza de que você ainda não está pensando nisso, mas quando se sentir
pronta, venha conversar comigo. Tente não deixar passar muito tempo antes de voltar a
trabalhar...
– Não deixarei. – Ela se despediu e ficou sentada ali, sozinha, feliz em ter um tempo só
para ela. Hinata e Sasuke não se aproximariam. As secretárias normalmente não sentavam
com as enfermeiras, bem, na sala de convivência elas o faziam, claro, mas não na cantina.
Tsunade a perturbara; claro que era muito cedo para pensar em voltar ao trabalho, mas em
alguns meses, aquilo era exatamente o que ela teria que fazer; e era algo impossível de
imaginar, naquele momento.
– Como vai você? – Sakura ficou levemente espantada com o calor na voz de Hinata, e
ainda mais surpresa quando ela colocou a bandeja na mesa e se juntou a ela. – Como vai
Sarada?
– Maravilhosa. – Sakura enrubesceu um pouco, quando Sasuke também se juntou a elas.
– Você tem alguma ideia de quando vai poder voltar pra casa? – Hinata perguntou.
– Em uma ou duas semanas – Sakura disse – se ela continuar indo bem. – Mas ela havia
acabado de perder sua plateia; Hinata se desculpou para ir atender ao telefone, e de repente
Sakura e Sasuke estavam sozinhos.
– Você estará começando a mudança, nessa época. – Sakura forçou a mente a pensar em
algo diferente de Sarada. – Mais algumas poucas semanas, e você vai poder se mudar para
a casa nova.
– Na verdade, eu estou me mudando neste final de semana – disse Sasuke. – O proprietário
ficou bem feliz com um acordo rápido, e eu estou pronto para me mudar.
– Oh. – Ela estava mexendo um pote vazio de iogurte com uma colherinha. – Eu ia voltar
para casa por algumas horas no domingo; as enfermeiras estão insistindo para eu tirar uma
noite de folga... eu estava pensando em fazer uma visita e agradecer a você por tudo...
– Eu não estarei mais lá – Sasuke disse, e fez uma pausa –, mas é claro que estou por perto,
no final da rua.
Só que as coisas eram bem diferentes.
Eles eram amigos, mas principalmente por causa da proximidade, e embora ela não
quisesse depender de Sasuke, nem de ninguém na verdade, ela se sentia um tanto confortada
em saber que ele estava a apenas algumas portas de distância.
– Você tem o número do meu telefone? – Sasuke perguntou. Sakura sacudiu a cabeça, e ele
anotou o número em um cartão. – Aqui está. – Ele entregou o cartão a ela. – Ligue, se
precisar de alguma coisa.
– Obrigada. – Ela guardou o cartão no bolso enquanto Hinata voltava para a mesa, mas
ambos sabiam que ela não o usaria. Oh, eles ainda iriam parar para conversar, talvez, se ela
estivesse caminhando na praia, mas não haveria mais visitas, nada de jantares em frente da
televisão.

Ele estava se mudando, e ela também tinha que seguir em frente; ela era mãe
agora, o que, ele próprio havia admitido, a colocava fora do alcance de Sasuke.
Hinata disse alguma coisa que o fez rir, e eles tentaram incluí-la na conversa, mas não
adiantou. Ela não lia um jornal havia semanas, e não estava exatamente a par das últimas
notícias; não havia ido a lugar nenhum, com exceção da unidade de terapia intensiva, o que
significava que ela não fazia a menor ideia da existência do novo restaurante de frutos do
mar sobre o qual Hinata tagarelava. Ela estava tão por fora de tudo, que era como se
estivesse assistindo a um filme estrangeiro; Sakura estava ocupada demais lendo as
legendas para entender as piadas, e terminava rindo tarde demais. Quando finalmente ela
conseguia entender o que estava sendo dito, eles já haviam mudado de assunto.
– Eu preciso voltar... – ela quase acrescentou “para alimentar Sarada”, mas aquele era
um detalhe do qual eles não precisavam. O foco inteiro de sua vida seria apenas um fato
sem importância para a conversa deles. – Boa sorte com a mudança.
– Obrigado.



ERA UM alívio para Sasuke se mudar.
Estar longe dela, mesmo que fosse apenas no final da rua, o fazia sentir-se seguro. Não
haveria visitas, nada de ouvir o bebê chorando ao passar pela casa dela.
Sakura o havia afetado demais.
Desde o primeiro momento em que ele a vira na praia, ela o enfeitiçara; e de vez em
quando, com ela por perto, de alguma forma ele esquecia suas próprias regras. Mas ao
fechar a porta de sua unidade pela última vez, ele sentiu algo parecido com uma dor; quase
uma onda de saudade das semanas que ele passara ali, apesar dos vizinhos briguentos e da
falta de ar-condicionado. Não havia sido de todo ruim, Sasuke pensou ao apanhar seus
girassóis, que agora estavam quase da altura de seus ombros, e colocá-los na caçamba da
caminhonete que ele alugara, junto com o resto de seus pertences.
Ele quase pudera chamar aquele lugar de lar.
– EU SINTO muito por incomodar você... – Sasuke acordou imediatamente, mas como era
apenas sua primeira noite na casa nova, ele teve dificuldades para encontrar o interruptor.
Ele podia ouvir o pânico na voz dela, e começou a procurar seus jeans no minuto em que
atendeu ao telefone. – Meu carro não quer pegar, e não consigo apanhar um táxi, já faz mais
de uma hora...
– Espere do lado de fora – Sasuke instruiu, sem perguntar qual era o problema, porque
certamente havia um problema; Sakura jamais telefonaria para ele às duas horas da manhã
se não fosse o caso. – Estou indo.
Acostumado a se vestir depressa por causa das emergências no hospital, ele estava de
jeans, camiseta e tênis em menos de um minuto. Mais dois minutos e seu carro estava fora
da garagem e descia a rua, e ela estava lá, do lado de fora das unidades, esperando por ele.


Ela havia emagrecido tanto. Mesmo naqueles últimos dias, o peso parecia ter se esvaído
dela, e ela estava branca como papel, iluminada pelos faróis do carro. Ele abriu a porta do
veículo e ela entrou imediatamente.
– Obrigada. Você vai se arrepender de ter me dado o seu número – ela arfou.
– De jeito nenhum; estou feliz por você ter ligado. – Ele podia ver que ela estava
tentando não chorar, tentando ficar calma, e ele não a pressionou com perguntas,
simplesmente continuou dirigindo e esperou que ela lhe contasse o que quisesse.
– O carro não queria pegar – Sakura explicou. – Eu acho que é a bateria.
– Não se preocupe com isso agora.
– Eles disseram que ela teve duas crises de apneia... elas não aconteciam há algum
tempo.
– Certo... – Ele esqueceu de sinalizar na rotatória, e xingou a si mesmo quando um carro
buzinou furiosamente; que diabos, ele fazia este percurso quase todas as noites, quando o
hospital o chamava. Ele tinha que se concentrar.


– A temperatura dela está alta também, e eles estão fazendo exames de sangue... – ele
não respondeu, apenas olhou para a estrada, enquanto ela falava nervosamente. – Eu pedi a
eles que me ligassem... – Ela engoliu em seco, e conseguiu prosseguir: – Quero dizer, eu
disse a eles que me ligassem se qualquer coisa acontecesse. Então, talvez não seja tão
grave...
Ele duvidava.


Apesar de tentar não se preocupar com Sakura, Sasuke estava preocupado. Ele a havia visto
brincando com o iogurte, tinha percebido a dramática perda de peso dela, seu nervosismo; e
ela praticamente havia dito a ele que as enfermeiras haviam insistido para que ela tirasse
uma noite de folga, portanto elas não iriam telefonar para ela no meio da noite por nada.
– Ela estava indo tão bem! – Sakura insistiu, embora ele não estivesse discutindo com
ela. – Eu não a teria deixado, de outra forma.


Deus, quando o medo iria passar?, Sakura perguntou a si mesma. Quando ela deixaria de
viver em constante preocupação?
Passar pelo primeiro trimestre.
Passar pelas primeiras trinta semanas.
Controlar a pressão.
Sobreviver a um parto infernal.
Passar por aquelas primeiras e terríveis semanas na unidade de terapia intensiva.
A perna dela estava balançando para cima e para baixo.
Quando aquilo iria parar? Quando ela conseguiria viver sem medo?
Eles haviam chegado ao hospital, e ele poderia apenas tê-la deixado lá, mas obviamente
ele não o fez; então, eles estacionaram na vaga do médico da emergência e ele usou seu
cartão magnético para entrar pela porta dos fundos, sem ter que passar pelo setor de
emergência.


– Como ela está? – Sakura estava tremendo demais, enquanto passava pelo ritual de
lavar as mãos. A sala era bastante iluminada, mesmo durante a noite, mas alguns dos
bercinhos estavam cobertos com mantas, para simular o horário noturno.
Mas não o de Sarada.
Ela parecia ter mais tubos e pessoas ao seu redor do que na noite depois de seu
nascimento, e Sakura ficou feliz quando a enfermeira-chefe veio diretamente até ela para
dar as notícias.
– Ela está estável, Sakura. – A voz dela era amável, mas firme, e o braço de Sasuke ao redor
de Sakura ajudava, aquela força ao lado dela enquanto ela processava as notícias. – Sarada
nos preocupou um pouco há algumas horas; ela teve uma crise de apneia, o que não é algo
anormal por aqui, mas ela não tinha uma dessas havia tempo, e depois ela teve outra, e
começou a ter dificuldade para respirar. Nós fizemos uma gasometria, e a colocamos de 

volta no respirador, e o neonatologista fez alguns exames de sangue...
– Ela está com alguma infecção?
– Há alguns pontos escuros no raio-X dela – a enfermeira-chefe respondeu –, e nós a colocamos em antibióticos.
Eles estavam caminhando em direção ao bercinho dela, e Sakura sentiu o coração
apertar ao ver Sarada, aparentemente de volta para o começo, cheia de tubos e agulhas, e lutando tanto para respirar.
Tudo o que Sasuke queria fazer era dar meia-volta e sair correndo dali, mas em vez disso, ele ficou de pé com o braço em volta de Sakura, observando as máquinas, em vez de olhar para o bebê. A cada acontecimento, ele era puxado para mais perto, arrastado para um mundo ao qual não queria pertencer.



– Ela estava indo tão bem... – Sakura soluçou quando a viu; seu único alívio era o fato de que Tenten, sua enfermeira favorita, era quem estava cuidando da menina. – Ela ia ser transferida para o berçário na semana que vem...
– É só uma recaída – a enfermeira-chefe disse, firmemente. – Lembre-se de quando você chegou aqui na unidade, e nós explicamos que estes pequeninos têm altos e baixos. Bem,Sarada estava indo excepcionalmente bem... – E ela continuou a falar sobre montanhas-russas e todo o resto do jargão que Sakura já estava cansada de ouvir, e que havia ousado pensar que pudesse ter deixado para trás. Tudo o que ela sentia agora era que havia voltado para o começo, especialmente quando lhe disseram que não poderia pegar Sarada no colo.


– Segure a mãozinha dela, por enquanto – disse Tenten. – Nós estamos tentando mantê-la quietinha.
E ela teve que se contentar com aquilo.
– Sasori está chegando, agora. Você já o conheceu – disse Tenten.
– Ele não é o médico dela – Sakura observou.
– Não, ele é o clínico de plantão esta noite. Vá sentar-se na sala dos pais, e eu vou pedir a ele para ir conversar com você.
– Você é o pai? – Sasori perguntou a Sasuke quando entrou na sala.
– Não, sou só um amigo – Sasuke explicou. Então, eles perceberam que Sasori não estava
mais prestando atenção neles, quando a enfermeira-chefe o chamou com urgência de volta à  área dos bercinhos. Sakura só conseguiu sentir um alívio carregado de culpa, ao ver que o problema não era com Sarada, mas com o pequenino no bercinho ao lado.
– Você não é só um amigo. – Sakura olhou para Sasuke. – Não existe a palavra “só” quando se trata de você.


Sasuke tentou não analisar aquele comentário demais; era mais uma daquelas coisas... ela estava provavelmente grata pela ajuda dele naquela noite, e nas últimas semanas, e sem dúvida estava feliz por não ter que passar aquela noite infernal sozinha, até porque não seria Sakura, na verdade, que iria enfrentar o pior.


A espera para falar com Sasori pareceu interminável, e ela não podia ir até Sarada porque, além de estar cuidando dela, a equipe estava prestando atendimento intensivo para a criancinha no bercinho ao lado. Sasuke achava que seu trabalho era uma agonia de vez em quando, mas quando os pais do outro bebê chegaram, pálidos, chocados e visivelmente aterrorizados, ele não quisera estar no lugar de Sasori ou da enfermeira-chefe nem por um milhão de dólares. Ao contrário de Sakura, eles tiveram permissão para segurar o filho
imediatamente.
Porque já era tarde demais.



– NÓS ESTAMOS preocupados com Sakura – disse Sasori.
Sasuke havia permanecido ao lado de Sakura até Sasori terminar de explicar tudo a respeito dos raios-X e exames de sangue de Sarada, e fez todas as perguntas que Sakura estava
perturbada demais para formular, mas que certamente se arrependeria de não ter feito, mais tarde. Até que, finalmente, ela foi levada para sentar-se ao lado de Sarada.
– Eu não sou o pai da Sarada – Sasuke interrompeu.
– Namorado?
– Não. – Sasuke sacudiu a cabeça.
– Sinto muito. – Sasori franziu a testa. – Tenten me disse que você havia vindo até aqui algumas vezes, durante a noite, para ver Sarada.


Pela primeira vez em toda a sua vida adulta, Sasuke estava chegando perto de enrubescer;
ele se sentia como se tivesse sido apanhado fazendo alguma coisa errada. Oh, ele fora até lá algumas vezes, mas nunca quando Sakura estava por perto. Ele só queria ver, com os próprios olhos, como o bebê estava indo.
Obviamente, as pessoas haviam percebido!
– Eu sou um dos médicos do hospital. – Sasuke limpou a garganta, sentindo-se desconfortável. – E como eu disse antes, Sakura é minha amiga. Eu venho até aqui de vez em quando para ver como o bebê está. Fui eu quem fez o parto...
– Entendo. – Mas obviamente, ele não entendia.
– Você disse que estava preocupado com ela? – Sasuke pressionou.
– Olhe, eu achei que você era o namorado dela. Sinto muito, o erro foi meu. Foi uma longa noite – disse Sasori.

Sasuke percebeu que, se quisesse, poderia simplesmente se levantar e ir embora; ignorar a
leve indiscrição, dizer boa noite para Sakura e cair na cama pelo que restava da noite. Mas ele não quis fazer aquilo.
– Nós somos muito amigos – Sasuke disse. – Se eu puder ajudar, de qualquer forma...
– Ela precisa descansar. Foi uma coincidência excepcionalmente infeliz Sarada ter ficado doente exatamente na noite em que nós a persuadimos a ir para casa. E com aquele bebê morrendo no bercinho ao lado, ela está hipervigilante, agora – Sasori explicou. – Isso é comum em mães na situação dela, mas infelizmente, esta noite não ajudou em nada.
– O que eu posso fazer? – Sasuke perguntou.
– Não é algo que se resolva da noite para o dia – disse Sasori, levantando-se e apertando a mão de Sasuke, antes de voltar para a unidade. – Ela precisa de apoio constante, precisa ser encorajada a descansar de vez em quando; assim que Sarada melhorar, é claro.
O que significava um envolvimento maior ainda com mãe e filha, e isso era algo que Sasuke definitivamente não queria. Então, ele ofereceu a Sakura mais praticidade, ao desejar boa noite a ela.


– Dê-me suas chaves. Vou resolver o problema do carro para você.
– Pode deixar que eu resolvo amanhã – ela disse.
– Sakura. – Ele não iria discutir, nem debater o assunto. – Você precisa que o seu carro funcione, pelo bem de Sarada. Então, me dê as chaves, e se for a bateria eu vou levá-la na oficina para que ela seja recarregada ou substituída, e se for outra coisa... – Ele viu os olhos dela se fecharem, em desespero, ao ver os problemas aumentando ainda mais. Ele queria arrancá-la dali, salvá-la da maré que avançava, mas estava com medo demais.
Medo de amá-la.
Só que, de certa forma, ele já a amava.
O problema não era Sakura.
Era Sarada.



Notas Finais


eeeeita!
Difícil querer a galinha e não querer os pontinhos né Sr sasukeeee

Hahahaha
Não demoro!
Já volto
Beijo


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