História Percy e Luke- Guerra entre Deuses e Semideuses - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Calipso, Chris Rodriguez, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Frank Zhang, Grover Underwood, Hazel Levesque, Hylla Ramírez-Arellano, Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper Mclean, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Thalia Grace, Travis Stoll, Treinador Gleeson Hedge, Tyson, Will Solace
Tags Aventura, Luke, Percy, Romance
Visualizações 46
Palavras 6.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii semideuses lindo e maravilhosos!!!! 😁😁😁
Como vocês estão?
Ansiosos pelo capítulo? 😏

Como vocês devem ter imaginado, o fato do capitulo anterior ter sido dividido em dois, foi porque chegamos a metade da história 👏👏👏👏 E resolvi fazer algo diferente 😅🙃 ❤

Sem mais delongas aproveite, desculpem os erros e até as notas finais 😉😉

Capítulo 15 - Capitulo quatorze. -"Eu confio em você..."


Fanfic / Fanfiction Percy e Luke- Guerra entre Deuses e Semideuses - Capítulo 15 - Capitulo quatorze. -"Eu confio em você..."

(P.O.V Luke)

  “Você irá voltar para o almoço não é mesmo”?

  “Me desculpe mãe”

  “Eu te amo muito meu filho... Luke... meu filho...”

  “Eu também te amo...”

 

  Abri os olhos em sobressalto assimilando o que ocorrera. Tentei organizar os acontecimentos daquele dia.... a luta na minha antiga casa... o prêmio pela derrota de Hebe... o aparecimento de todos os outros... o beijo de Thalia...

  “A questão nem sempre é quanto tempo levamos para voltar atrás, e sim se quando acontece, estamos realmente arrependidos e dispostos a mudar”.

  “Elas nunca deixaram de se importar comigo”!

  Essa frase fazia cada vez mais sentido para mim e ajudava a esquecer o restante.... Em especial a decisão que tomei...

  “Nunca é tarde para corrigirmos nossos erros...” 

  Sei que fiz a escolha certa... ela merece muito mais do que qualquer um foi capaz de lhe dar... mas uma parte egoísta minha gostaria de tê-la trago para o acampamento assim como Percy fez com seus pais, apesar de saber que não seria bom pra ninguém, principalmente para ela...

  Balancei a cabeça afastando esses pensamentos; fiquei mais alguns segundos deitado com a esperança de que assim o sono viesse, mas infelizmente sempre que fechava os olhos, sua imagem piscava em minha mente.

  Resolvi que dar uma volta seria o melhor a fazer naquele momento; e até que ajudou nos cinco primeiros passos, mas então tudo voltou como um turbilhão...

 

  “Você irá voltar para o almoço não é mesmo”?

  “Filho! Senti tanto a sua falta...”

 

 -Eu também senti mãe...

 -Luke!

  Parei imediatamente dando de cara com Tainara e Connor que caminhavam lado a lado; estreitei os olhos para o garoto que parecia feliz demais para notar... e para o meu gosto

 -Tainara! –A puxei para um abraço apertado a qual ela retribuiu imediatamente, já que quando chegamos de viagem era tarde e Quiron preferiu falar com os semideuses no dia seguinte. –Como você está?

 -Eu é que pergunto. –Ela se afastou um pouco apenas para me encara e analisar cada centímetro do meu rosto e ter certeza de que não havia nenhum arranhão novo. –Fiquei de plantão na enfermaria e só soube agora que haviam chegado.

 -Para uma viagem que começou inesperada e terminou ainda mais surpreendente, diria que estou bem... –Tentei sorrir, mas ela me encarou e já sabia que não conseguiria esconder nada dela; então decidi mudar o foco, fixando o olhar em Connor. –E ai Stoll!

 -Ahh... e aí Luke... quer dizer, oi Luke... como vai?

  Apertamos as mãos e Connor parecia constrangido o que me deixou mais relaxado, até levar uma cotovelada de Tainara.

 -Eu estava só acompanhando Tainara até seu chalé para ter certeza de que as harpias não fariam nada...

 -Ah claro, como um bom cavaleiro que você é, além do mais se acontecesse alguma coisa com ela... –Deixei escapar meu melhor sorriso sarcástico. –Acho que iria precisar de camas extras na enfermaria não é mesmo?

  Nunca havia visto um dos Stoll ter medo de qualquer coisa (nem mesmo da Clarisse), mas naquele momento, Connor ficou tão pálido quanto achei ser possível e isso teria me incentivado a continuar, mas Tainara me deu outra cotovelada e tomou a frente.

 -Não precisamos de camas extras porque por sorte o remédio está funcionando e o hospital está praticamente vazio, e era eu quem o estava acompanhando porque tinha certeza de que o encontraria acordado e estava pensando em lhe chamar para dar uma volta, mas se está tão ocupado planejando dar mais trabalho para os filhos de Apolo, fique a vontade. –Ela deu de ombros pegando a mão de Connor e voltando a andar, mas a impedi.

 –Adoraria dar uma volta... –Encarei a mão de ambos. –Com você!

  Tainara sorriu vitoriosa, então se soltou de Connor, não sem antes depositar um beijo em sua bochecha, deixando o garoto extremante vermelho e eu também, só que por motivos diferentes...

 -Obrigada pela companhia e ajuda Connor, até amanhã!

 -Ahhh... sempre que precisar... –Ele olhou para mim e voltou a encará-la. –E eu não estiver atarefado... é só chamar...

  Ela sorriu novamente e depois de ele falar boa noite mais duas vezes saiu em disparada pelos chalés; esperei que se afastasse.

 -Pelo jeito ele não desiste mesmo em. –Falei sério levando outra cotovelada.

 -Não seja tão duro com ele. –A encarei e ela continuou. –Connor tem sido minha companhia sempre que vocês partem em alguma missão, além de ser de grande ajuda quando preciso...

  Desarmei sabendo que infelizmente a culpa era minha e de Júlio pela aproximação deles; estamos tão ocupados nessas últimas semanas que não temos tido muito tempo juntos.

 -Certo. A culpa é minha. –Admiti e ela concordou.

 -Exatamente, então não fiquem em cima do garoto se não vão se arrepender em.

  Levantei a sobrancelha. –Isso é uma ameaça?

 -Sabe que não sou de ameaças e sim de promessas. –Tainara também me desafiou, me impressionando.

 -Tinha esquecido o quanto seu olhar pode ser ameaçador quando você quer. –Me rendi iniciando nossa caminhada e a fazendo rir.

 -Não posso deixar que matem meu quase namorado antes mesmo de ser tornar oficial...

  Parei abruptamente a fazendo me encarar. –É o que?

  Tainara estava prestes a falar, mas Júlio apareceu com uma carranca. –Pois é cara, aquele garotinho nos passou a perna.

 -Você já sabia disso?

  Ele me olhou sério. –Acha mesmo que se eu soubesse ele estaria vivo?

 -Parem vocês dois! –Tainara falou rindo, porém com ar autoritário. –Júlio ficou sabendo a poucas horas, ele foi na enfermaria para dar ponto em seu ferimento que abriu de novo. –Seu tom era acusatório quando encarou o garoto. –E comentei com ele... mas não é nada oficial, quer dizer, ele já fez o pedido, porém disse que só aceitaria depois que falasse com vocês...

  Eu e Júlio nos olhamos ainda mais espantados e Tainara assumiu um leve rubor na face, porém soube disfarçar muito bem.

 -Então quer dizer que você está pedindo a nossa permissão? –Perguntei e ela assentiu.

 -Claro! Vocês são meus irmãos mais velhos e minha família, jamais ficaria com alguém sem que soubessem.

 -Mas e sua irmã?

  Júlio questionou; mesmo ele tendo “superado” o choque da verdade ainda não era capaz de pronunciar o nome de Edvine ou Naiá... seja lá como ela preferia ser chamada; na verdade também me sentia pouco à vontade perto da irmã de sangue de Tainara, porém acredito que seja por ciúmes da relação que as duas acabaram fortalecendo ainda mais nesses últimos três meses...

 -Naiá tem uma opinião formada quanto aos garotos devido a sua... escolha... –Havia um leve tom de ressentimento na voz, mas ela pediu mais de uma vez para deixarmos esse assunto de lado. –E ela também foi voluntária no hospital durante esse tempo, então já conhece Connor melhor e não tem oposições quanto a isso, mas quero saber de vocês... –Ela estava sorrindo. –É claro que ele também vira conversar, porém gostaria de uma prévia do que vai acontecer...

 -Conheço Connor tempo o suficiente para saber que o garoto é leal, batalhador e tirando as pegadinhas, ele é um cara legal... e dentre todos os solteiros deste acampamento, é a escolha mais... “aceitável”...

  Tainara me abraçou fortemente. –Obrigada.

  Retribui o abraço, então ela encarou Júlio que parecia pensativo.

 -Sabe que para mim não existe ninguém neste Mundo que realmente a mereça, não é? –Ela concordou com os olhos brilhando. –Mas além do que tenho escutado dele, fiz minhas próprias pesquisas e sei que aquele moleque em corpo de homem é o que chega mais próximo do que deveria ter...

  Tainara também o abraçou e seus olhos estavam marejados; não pude deixar de me alegrar com o momento, ela era uma garota especial e única, e depois de tantas desventuras, merecia ao menos um pouco de certeza em sua vida.

 -Mas não fique tão feliz assim mocinha, ainda não dei minha resposta final. –Ela o encarou com a boca aberta e resolvi entrar na brincadeira.

 -Isso mesmo; foi apenas uma prévia, o veredito será frente a frete com ele.

 -E se continuar gaguejando e se atrapalhando todo posso repensar melhor... –Júlio levou a mão ao queixo com um sorriso sarcástico.

 -Idiotas! –Tainara bateu em nós dois, fazendo com que todos ríssemos juntos, porém o grasnado de uma harpia próxima fez com que parássemos. –Acho melhor sairmos daqui.

 -Concordo! -Falamos em uníssono e a seguimos para o seu chalé o mais silenciosamente possível.

 

 -Então vocês tiveram uma aventura em tanto. –Tainara nos serviu mais um pouco de chá.

 -As coisas saíram melhores do que o planejado... –Comentei sorvendo o liquido quente.

 -Pois é. –Júlio concordou pegando mais uma bolacha contrabandeada por Connor. –Tivemos até a sorte de salvar os outros da missão deles.

 -Mas não acho que tudo tenha corrido tão bem assim...  –Tainara me encarava e me limitei a dar de ombros, o que não a convenceu muito. –Tudo bem, se você não contar tenho certeza que Júlio está louco para fofocar...

 -E! Não sou fofoqueiro! –Ele protestou. –Mas podemos negociar por alguns pacotes dessa bolacha aqui...

  Ataquei o travesseiro que estava usando de apoio em Júlio que riu, assim como Tainara. -Vocês não têm que dormir não?

 -Não era eu que estava burlando o horário de recolher.

 -Você também estava fora do seu chalé quando a encontrei! –Protestei, mas ela deu de ombros.

 -Eu estava de plantão e já vinha dormir!

  Bufei fingindo estar irritado e eles riram; então me acomodei nas almofadas espalhadas pelo chão e comecei a contar desde o início a história de minha mãe e o que se sucedeu desde então, incluindo meus sonhos; com exceção de algumas partes a qual eles já sabiam.

  Quando terminei já havia bebido mais das xícaras de chá e Tainara abrira o último pacote de bolacha.

 -Eu estou extremamente feliz pelo que Júlio fez para ela... de todos, May é a que mais merece um final feliz.... É só que... nunca mais voltarei a vê-la, mesmo que Thalia tenha dito que podemos visita-la depois que tudo isso acabar, não será a mesma coisa... –Não tinha coragem de encará-los.

 -Você fez algo que poucas pessoas realmente têm coragem... –Tainara começou. –Lembro o quanto foi difícil aceitar que Naiá encontrara outra vida ao lado das caçadoras... que seguiu sem mim... –A olhei e vi que possuía uma expressão triste no rosto. –Pode não ser a mesma coisa, já que sua mãe não tinha como escolher, mas do mesmo jeito que soube que era o melhor para ela, estar no lugar onde sempre quis e feliz, você também sentiu isso com May quando permitiu que Melyssa reiniciasse sua memória...

  –Você deixou de lado suas próprias vontades para colocar o bem-estar da sua mãe antes de tudo e isso não é algo para se entristecer... é claro que a saudade vai apertar, mas basta lembrar que ela está muito melhor. –Júlio sorriu. –E outra, nada impede de ir visita-la, mesmo que ela não saiba exatamente quem você é.

  Os encarei agradecido. –Vocês não fazem ideia o quanto me ajudam.

 -Claro que sei. –Ele falou convencido. –Sou ótimo em tudo meu amigo.

  Estava prestes a atacar a almofada nele novamente, mas Tainara foi mais rápida, porém Júlio rebateu e os dois começaram uma guerra de travesseiro que resolvi entrar também.

  Quando nos demos conta, estava tudo espalhado pelo chalé e nós três estávamos caídos no chão ofegantes e rindo.

 -Dois contra um não é justo. –Júlio ergueu os braços em protesto. –Quero revanche!

 -Um soldado treinado não aguenta algumas almofadadas de dois semideuses? –Caçoei e Tainara riu.

 -Pode nos ver vencer novamente mais tarde, agora há mais uma coisa que o Senhor Luke não nos contou.

  Apoiei minha mão na cabeça e os encarei rindo. –O que?

  Ela sorriu maliciosa e imediatamente me arrependi de ter perguntado.

 -O que exatamente pretende com Thalia Grace?

***

(P.O.V Percy)

-Então é isso? –Leo se levantou de sua cadeira. –Mais um de nossos campistas desaparece e de novo não faremos nada!

 -Leo... –Quiron começou. –Já conversamos que infelizmente não temos ideia para onde eles são mandados e infelizmente não podemos arriscar mandar outro grupo de semideuses em busca deles, pois sabemos que não deu muito certo da última vez...

 -Mas não podemos ficar aqui parados enquanto mais de nós estão sumindo e os deuses ficam cada vez mais perto de conseguir o que querem!

 -É por isso que estamos fazendo o possível para conseguir todos os ingredientes do feitiço de aprisionamento de Júlio. –Luke tomou a frente em tom apaziguador. –Quanto mais rápido conseguirmos, menos chances aquelas marionetes terão contra a gente.

 -Mas pelo o que estou vendo essa missão está sendo mais suicida do que os semideuses desaparecerem não é mesmo? –Drew Tanaka, vice-líder do chalé 10 falou em tom acusatório.

 -Então nos diga o que você faria? –Annabeth a encarou mortalmente.

  Drew continuou lixando as unhas sem se dar ao trabalho de olhá-la nos olhos. –Simples, nos render.

  Todos a olharam incrédulos tentando entender se havia algum joguinho por trás daquelas palavras.

 –Quem foi que convidou ela? –Connor perguntou recebendo uma fulminada da garota.

 -Vocês perguntaram o que eu faria. –Ela rebateu. –Eu me renderia de bom grado, já que graças ao acordo do lindão ali. –Drew apontou para Júlio, porém recebeu uma encarada mortal de Reyna que fez o possível para se manter impassível. –Eles só podem nos pegar caso a gente queira... não que tenha sido de grande ajuda, mas sei que fez o melhor senhor soldado super sarado. –Uma piscadela sua foi a gota da água para a pretora que se levantou de seu lugar.

 -Com todo o respeito senhor Quiron, mas essa reunião foi devido ao fato de eu e Frank termos reunido outras duas equipes de busca para encontrar os ingredientes que faltaram e o grande sucesso delas. –Ela encarava Drew que deu uma leve encolhida no assento. –Não acho que discutirmos sobre a redenção seja extremamente relevante no momento então podemos por favor prosseguir?

  Quiron sorriu. –Muito bem colocado senhorita Reyna, alguém tem alguma objeção quanto ao pedido da pretora?

  Todos negaram e Júlio ainda sussurrou para Luke e Tainara. –Essa é a minha garota!

  Pelo menos ele achou que havia sido um sussurro, já que devido ao silêncio metade da sala escutou e tiveram que esconder alguns sorrisinhos de canto.

 -Só ia dizer que quando estivéssemos lá dentro, poderíamos descobrir os planos deles e acabar com tudo direto da raiz. –Drew protestou.

 -Isso é claro, se não nos matassem assim que a gente se rendesse, já que essa coisa com a qual estamos lidando deixou bem claro que não cometerá os mesmos erros que os outros. –Annabeth rebateu quase que imediatamente deixando a garota de bico fechado.

 -Certo. –Quiron falou. –Graças aos esforços dos semideuses do acampamento Júpiter, conseguimos um dos últimos ingredientes que faltava, que era a flor de Abercombrie;  além de que a outra esquipe trouxe como espojo de guerra um pingente de folha de carvalho prata que como sabemos é uma das relíquias divinas.

 -E ninguém desapareceu? –Clarisse perguntou receosa.

 -Infelizmente um dos nossos legionários acabou aceitando a proposta dos deuses e só não levou outros com ele, porque sabíamos a ordem dos ataques que estavam programando e conseguimos impedir. –Reyna explicou.

 -Só um minuto. –Júlio levantou as mãos em protesto. –Quando quer dizer “nós” significa...

 -Que fiquei encarregada de uma das equipes e a líder da quinta corte, Hazel Levesque, da outra. –Ela estava séria, porém o olhar do garoto atravessou sua armadura e ambos pareciam travar uma briga silenciosa.

 -Ok... –Júlio ainda a encarava, mas deu o assunto por encerrado.

 -Então agora temos todos os ingredientes, correto? –Perguntei, mas Annabeth negou.

 -Ainda falta alguma coisa para substituirmos a raiz da árvore mais rara e antiga do Mundo que acabamos perdendo...

 -Mas Luke falou que eles haviam conseguido um espojo por ter aprisionado Hebe.

  Thalia deu um passo à frente com uma sacola de couro nas mãos. –Logo que voltei ao “normal” isso aqui apareceu junto ao encanto desfeito daquela maníaca por limpeza.

  Ela abriu a sacola e um pequeno brilho dourado invadiu o ambiente, assim como o cheiro de cookies de chocolate...

 -Isso é Ambrosia dos deuses? –Questionei intrigado e ela concordou. –Mas como aquela raiz tão rara pode ser substituída por algo que temos no estoque?

 -Porque digamos que essa é “abençoada” pelos deuses e utilizada para a criação de mais da espécie deles. –Luke respondeu.

 -Além de que de certa forma também representa a origem deles e de suas proles, já que é com ela que todos nos recuperamos e pode haver a existência de mais deuses. –Júlio concluiu.

 -Então conseguimos tudo de que precisávamos? –Jason perguntou parecendo receoso, como sempre.

 -Para a sua felicidade sim meu caro. –Júlio piscou. –E se desejarem podemos dar início ao procedimento ainda essa noite, na verdade é até melhor levando em conta que Hebe está aprisionada sem nenhuma “tranca” e pode se libertar a qualquer momento.

 -Então está decidido. Voltem a suas tarefas e depois do jantar quero todos reunidos na arena para termos certeza de que não ocorrerá nenhum problema. –Quiron concluiu dando a reunião por encerrada.

 

 

 -Temos que ir!

 -Só mais um minutinho...

  Resmunguei, puxando Annabeth para mais um beijo antes que ela levantasse o que a fez gemer e depois me encarar com um sorriso malicioso.

 –Você não acha que está muito corajoso hoje não cabeça de algas?

  Sorri de volta e a apertei contra meu peito iniciando uma série de beijos em seu pescoço.

 -Me impeça sabidinha...

  Continuei com os beijos a fazendo suspirar; então ela tomou o controle da situação me jogando contra a toalha de piquenique, mordendo meus lábios e roçando nossas bocas, mas sem encostá-las, para me provocar.

  A fulminei com o olhar a fazendo rir, aproveitei para prender sua cintura com uma mão enquanto a outra a puxava para um beijo longo que um tempinho depois foi para seu pescoço novamente.

 -Percy... –Ela suspirou e ignorei. –Nós... precisamos...

 -Continuar...

  Beijei sua boca novamente, mas infelizmente ela não se rendeu por muito tempo e com um pouco mais de esforço se separou me encarando com seus olhos tempestuosos e pulsantes de desejo.

 -Eu sabia que devíamos ter almoçado com os outros. –Ela se sentou e tentei puxá-la novamente.

 -Não tenho culpa se não resiste aos meus encantos. –Pisquei e Annabeth revirou os olhos desviando da minha mão e levantando.

 -Não! É porque hoje seria o primeiro dia da sua família no acampamento e deveríamos fazer companhia. –Ela começou a guardar as coisas.

  Coloquei os braços atrás da cabeça com um sorriso despreocupado. –Foi minha mãe quem praticamente nos expulsou do almoço e você quem deu a ideia do piquenique.

  Ela me fulminou com o olhar. –Odeio quando você tem razão!

 -E eu adoro quando concordamos!

   Annabeth estava prestes a protestar, mas levantei em um salto agarrando sua cintura e roubando um beijo... depois outro... e outro... até que perdesse a conta e estivéssemos no chão novamente.  

***

  (P.O.V Thalia)

 -Para onde estamos indo? –Perguntei tentando segurar o riso enquanto ele me puxava pela mão.

 -Só mais um pouco! –Pude ver o vislumbre de um sorriso em seu rosto e fiquei ainda mais curiosa. –E nem adianta tentar arrancar a informação de mim.

  Parei com tudo quase o fazendo cair e ele me olhou intrigado; então cruzei os braços. –Isso é um desafio?

  Luke sorriu em escárnio. –Você pode tentar...

  Levantei a sobrancelha. –Sabe que não recuso um desafio né?

  Ele deu de ombros. –Vamos ver se consegue...

  Me aproximei ficando a centímetros de distância, e imediatamente sua respiração ficou descompassada, piorando ainda mais quando entrelacei nossos dedos e comecei a beijar sua bochecha... sorri maliciosa, não seria tão difícil assim... então rocei nossos lábios e o analisei atentamente antes de lhe dar uma rasteira.

 -Au!

  Luke caiu de costas no chão com um estalo, mas não hesitei em prendê-lo em uma chave de braço e fazer uma trave com as pernas para ter certeza de que ele não usaria sua força e peso extra para se soltar.

 -O que acha de me contar agora Luke Castellan?

  Ele riu com falta de ar. –Tudo... bem... você... ven...ceu...

 -Desembucha!

 -Preciso... de..... ar....

  O soltei ficando de pé enquanto ele levantava com certa dificuldade e a mão envolvendo o pescoço.

 -Você... está mais forte... do que... lembrava....

 -A imortalidade ajudou um pouco. –Dei de ombros com os braços cruzados escondendo um meio sorriso.

 -Acho que vou aderir isso também... –Ele ficou ereto levando a mão ao queixo pensativo.

 -Faça o quiser, mas antes me diga para onde estamos indo.

  Só quando um sorriso de escárnio atravessou sua face que notei a burrada que fiz, ainda tentei agarrá-lo novamente, mas Luke estava preparado dessa vez e usou sua “transparência” para desviar, me fazendo tropeçar e por pouco não cair.

 -Me pegue que você vai descobrir!

  Sua voz já estava distante; o encarei com raiva e determinação, então corri em disparada até ele; agradeci as várias horas de treinamento na floresta e quando tínhamos que ir atrás de alguma caça para Artêmis, pois graças a isso, era capaz de correr muito mais rápido do que antes, mas infelizmente, Luke tinha seu tele transporte e também usou a vantagem.

 -Isso é trapaça! –Gritei e pude ouvir sua risada ao longe, então aumentei o ritmo.

  Quase bati diversas vezes em alguns campistas desavisados, por sorte meus amigos estavam terminando suas tarefas e não me veriam correndo igual a uma louca pelo acampamento.

  Quando Luke finalmente parou, estávamos ambos ofegantes e no topo do meu pinheiro.

 -Surpresa! –Ele levantou os dois braços com um sorriso no rosto. –Um pouquinho atrasada claro...

  Logo atrás dele, havia uma mesa com lugar para dois; com velas acesas, uma jarra de bebida com muito gelo e pedaços de limão, e duas taças de vidro; além de várias pétalas de rosa preta (não murcha, preta mesmo!), decorando a mesa e o ambiente.

  Arregalei os olhos sem saber o que dizer, então perguntei a primeira coisa que me veio à cabeça. –De onde roubou tudo isso?

  Luke riu se aproximando. –Ser filho do rei dos ladrões tem suas vantagens. –Ele piscou. –Principalmente se tem um amigo feiticeiro.

 -Ah claro. –Ri concordando. –Então é obra do Júlio.

  Ele pegou minha mão me conduzindo até uma das cadeiras e a arrastando para mim. –Tainara também ajudou! –Luke se sentou do outro lado. –Seguindo minhas instruções, claro.

  Revirei os olhos e estava prestes a fazer algum comentário sarcástico quando Connor apareceu vestido de garçom com dois cardápios na mão e um guardanapo no braço.

 -Boa noite senhores. –Ele nos estregou o menu com um sorriso simpático. –No que posso ajuda-los?

  Fiquei boquiaberta de vê-lo assim, mas Luke analisou a comida com atenção. –Eu vou querer parmegiana de carne com molho e arroz de forno, por favor.

 -Sim senhor. –Ele anotou em um bloquinho de notas que tirou do bolso. –E a senhorita?

  O encarei tentando entender o que estava acontecendo. –Não precisa olhar os preços querida. –Luke falou e ergui a sobrancelha para ele. –Ouvi dizer que esse é o melhor restaurante da colina meio-sangue então peça o que quiser.

  Olhei de um para outro e depois de uma piscada de Connor resolvi me render e olhei o cardápio, havia vários pratos, alguns eu conhecia, outros tinham até nome estranhos...

 -Tudo bem então. –Falei por fim. –Vou querer arroz branco com estrogonofe por favor.

  Connor assentiu. –Volto já. -Ele saltou e se tele transportou sumindo de vista. 

 -Teve um trabalho em tanto para preparar tudo. –Falei olhando novamente para o local e focando naquelas lindas pétalas negras. –Conseguiu convencer até Connor de ajudar!

  Luke riu pegando a jarra de bebida e nos servindo. –Digamos que ele está tentando me impressionar e aceitou de bom grado nossa proposta...

 -E não tem nada a ver ele querer ficar mais perto de Tainara não né? –Falei em tom provocativo.

  Ele travou a mandíbula por alguns instantes, mas deu de ombros tentando parecer indiferente. –Ele já teve nossa permissão... só não sabe ainda.

  Ri balançando a cabeça; então peguei a taça, mas quando estava prestes a beber, senti um cheiro forte.

 -Isso não é suco né? –Ele sorriu balançando a cabeça. –Muito menos champanhe...

  Luke pegou sua própria bebida e a levantou no ar. –Saúde.

  Brindei com ele e tomei um gole pequeno sentindo minha garganta queimar logo em seguida, devo ter feito uma careta engraçada porque ele riu.

 -Júlio chama isso de caipirinha, ele fez uma vez para mim e Tainara experimentarmos e fizemos a mesma cara. –Mais risos com a lembrança. –Ela é um pouco forte e como temos trabalho ainda hoje recomendo que tome aos poucos...

  Concordei com a cabeça já com vontade de tomar outro gole e foi o que fiz, novamente a bebida desceu quente pela garganta, mas o gosto estava melhorando.

 -E como esse jantar é só com coisas diferentes resolveu preparar essa bebida também? –Perguntei olhando dentro da taça e tentando adivinhar do que era feito.

 -Eu particularmente não sou muito fã de beber caipirinha junto com a refeição, mas como seria sua primeira vez resolvi abrir uma exceção, fora que Júlio se recusou a fazer outra coisa.

  Rimos novamente e bebemos mais um gole, nessa mesma hora Connor apareceu com os pedidos.

 -Bom apetite e se precisarem de mais alguma coisa é só chamar. –Antes que pudéssemos agradecer, ele foi embora.

  O cheiro da comida fez meu estômago roncar; olhei ao redor só então me dando conta de algo. –Quiron deixou que fizesse tudo isso?

 -Ele concordou depois que expliquei a ocasião, desde que a notícia não se espalhasse...

  Nem precisei perguntar para compreender que estávamos “invisíveis” aos olhos dos outros campistas.

 -E concordou também em servir bebida para uma menor de idade? –Falei provocativa tomando mais da taça e sentindo a quentura passar para o meu rosto.

  Luke sorriu malicioso. –Esse será o nosso segredo e mais um de meus presentes pelos seus 17 anos.

  Concordei com a cabeça e começamos a comer; e assim que coloquei a primeira garfada na boca não consegui mais parar.

  Aquilo era simplesmente delicioso!

  Até a batata palha por cima ajudava a deixar ainda mais gostoso. Já havia experimentado a parmegiana, mas o cheiro estava tão bom que fui obrigada a roubar um pedaço do prato de Luke que se vingou pegando uma quantia muito grande do meu. Tentei bater em sua mão, mas ele desviou e riu da minha cara, então desisti e resolvi voltar a comer.

  Ficamos conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo, falamos sobre coisas “normais”, as missões e os acampamentos.

  Quando dei por mim, minha taça estava vazia e resolvi enchê-la novamente, mas Luke pegou a jarra da minha mão antes que eu continuasse.

 -Ei. –Protestei. –Pode deixar que eu mesma me sirvo, você foi um lindo cavaleiro o jantar inteiro.

  Arregalei os olhos com que dissera sem acreditar porque soltei aquilo em voz alta... mas era tarde e ri comigo mesma.

 -Acho que já bebemos demais por hoje...

  Levantei a sobrancelha e cruzei os braços. –Você não é mais um lindo cavaleiro... agora é só lindo. –Arregalei os olhos novamente sentindo meu rosto esquentar. –Digo, nada, você não é nada... quer dizer, não que não seja lindo, só não é mais tão lindo assim, mas continua sendo lindo e um cavaleiro, mas nem tanto.

  Naquele momento eu queria me esconder em um buraco, mas por algum motivo vê-lo ali na minha frente, balançando a cabeça e com um sorriso maroto, só me dava ainda mais vontade de elogia-lo e agarrá-lo para que todos soubessem como ele era lindo!

 -Eu disse que essa bebida era um pouco forte...

 -Adoro quando se preocupa comigo, mas eu estou bem pode acreditar.

  Ele riu. –Você com certeza não está em seu juízo total.

 -Mas é claro que estou! –Me exaltei. –Não é só porque você é um lindão e sarado que se transformou em especialista em... em...

  Luke levantou a sobrancelha e senti meu rosto ficar ainda mais vermelho. Talvez ele tivesse um pouquinho de razão... mas jamais admitiria isso em voz alta.

 -Você está certo!

 Droga de bebida!

 -O que acha de pedirmos a sobremesa? –Luke perguntou e me limitei a concordar não confiando em minha própria língua.

  Alguns segundos depois, Connor apareceu com um copo de água e um biscoito colorido. –O chefe Júlio disse que era uma cortesia depois de tomarem a caipirinha.

  Não hesitei em pegar torcendo para que voltasse ao normal e minha cabeça parasse de dar pequenas voltas.

 –Obrigada. –O biscoito tinha gosto de brownie de chocolate com recheio especial de cereja, e senti uma espécie de nostalgia, mas infelizmente não durou muito.

 -Melhor? –Luke perguntou e assenti sorrindo.

 -Querem a sobremesa já?

  Ambos concordamos e Connor sumiu de novo.

 -Quando você disse que aquilo era forte não imaginei que seria tanto, já nem lembro de tudo o que disse. –Passei as mãos no meu cabelo recém cortado na altura dos ombros.

 -Não foi nada comparado a primeira vez em que eu e Tainara bebemos; pelo menos ainda estava prevenida de que era forte.

  Nós dois rimos; o céu já estava pontilhado de estrelas e provavelmente não faltava muito para a reunião na arena, mas resolvi me concentrar em Connor trazendo sorvete e brownie.

  –Esse aqui não é tão desconhecido... –Peguei uma enorme colherada e ele fez o mesmo.

 -Sei o quanto ama brownie, com sorvete então!

  Concordei já enfiando outra colherada junto com o doce; novamente a sensação de déjà vu voltou e parei por alguns instantes, mas como Luke me encarou preocupado resolvi mudar o foco para algo que queria perguntar desde o início da refeição.

 -Como conseguiu deixar as pétalas pretas?

 -Tainara me deu uma espécie de “alterador genético” e consegui plantá-las em uma terra especial que ela também forneceu.

  Fiquei surpresa com o trabalho que ele teve. –E tudo isso só para decorar nossa mesa?

 –Na verdade foi porque sei o quanto ama preto... e queria que tudo saísse perfeito...

  Peguei sua mão por cima da mesa e sorri sincera. –Eu nunca tive um jantar como esse e adorei tudo que fez, foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado.

  Seus olhos brilharam e ele se levantou. –E ainda não acabou!

  Antes que eu falasse qualquer coisa, Luke se aproximou e tirou um colar do bolso da calça. –Feliz aniversário!

  Ele foi por trás de mim e o prendeu em meu pescoço. –Obrigada... –Peguei o pingente com o símbolo do infinito na mão e meus olhos brilharam.

 -São uma herança de família...

  O encarei surpresa e vi que ele tinha um sorriso bobo no rosto.

 -Eu não posso aceitar... é muito importante para você...

  Ele balançou a cabeça. –Foram presentes do meu vô para a minha mãe pouco antes de ele morrer, e uma vez ela me disse para dar para quem fosse tão especial que eu pudesse confiar a minha vida a essa pessoa... e não tem ninguém nesse mundo em quem eu confie mais.

  O puxei para um abraço apertado completamente anestesiada com suas palavras. –Guardarei com a minha vida!

  Senti seus músculos relaxarem e ele me encarou com um sorriso ainda maior. –Tenho certeza que vai, é por isso que posso confiar outra coisa a você com o mesmo significado, mas com uma coisinha a mais...

  Franzi a sobrancelha. –Com o que?

 -Uma proposta!

  Arregalei os olhos enquanto ele puxava uma caixinha de seu outro bolso. Luke se ajoelhou e a abriu revelando um anel prateado com detalhes azuis e pretos.

 -Thalia Grace, cometi o erro de esperar demais e quase a perdi duas vezes, por isso quero saber com toda a sinceridade que eu sei que tem. –Eu ri e ele continuou. –Quer ser minha namorada e me fazer o homem mais feliz de todo esse mundo?

  Naquele momento tenho certeza que até Zeus viu meu sorriso e, sinceramente? Não dou a mínima, porque o garoto na minha frente, era capaz de me fazer enfrentar qualquer coisa independentemente do perigo e nunca tive tanta certeza quanto agora de que eu o amava com todas as minhas forças.

O puxei para o beijo mais ardente e demorado da história!

***

(P.O.V Júlio)

 -Quando quiser senhor. –Olhei para Quiron que depois de falar uma última coisa a Annabeth, balançou a cabeça concordando. –Muito bem. –Esfreguei as mãos ansioso. –Respeitável público! Agradeço por virem nessa noite um pouco fria para assistirmos mais uma de nossas vitórias! -Os semideuses aplaudiram e sorri. –Peço que se mantenham atrás das grades para não haver problemas.... E que a força esteja com a gente essa noite.

  Juntei os dedos fazendo uma reverência logo em seguida. Olhei uma última vez para todos, parando na mesa dos líderes e conselheiros, demorando um pouco mais em Reyna que mantinha sua expressão impassível até notar que eu a olhava e dar um meio sorriso; pisquei para ela a fazendo revirar os olhos.

  Mas outro detalhe me chamou a atenção... nem todos os semideuses estavam presentes...

 -Pronto meu aprendiz? –Calipso perguntou com um sorriso sarcástico.

 -Sempre!

  Retribui o sorriso um pouco mais aliviado por saber que poderia contar com uma ajuda extra nesse feitiço, já que por algum motivo eu estava cansando muito mais rápido do que o normal, além daquela droga de ferimento de quatro meses atrás ainda não ter cicatrizado totalmente; precisava investigar isso depois...

  Calipso pegou os três pingentes de folha de carvalho, incluindo o que Hebe estava e os colocou no centro; Luke, Tainara e Leo trouxeram os ingredientes.

 -Sangue das três górgonas. –Despejei o frasco fazendo um círculo em volta dos pingentes. –Representando traição e maldição... –Calipso passou a me entregar os restantes na ordem. –As águas do Mundo Inferior... mostrando as passagens de uma pessoa; nascimento, vida, morte e destino ou renascimento. –Fiz outro círculo um pouco menor. –Espada de bronze celestial e ouro imperial... representa a balança entre deuses gregos e romanos; a Ambrosia divina, criação e salvação deles e nossa; e a maça dourada do jardim das hespérides que é a separação de um vínculo familiar.

  Mergulhei a maça na bacia de ambrosia depois a parti ao meio com minha espada entregando uma parte à Calipso; colocamos ambas as metades cada uma em uma extremidade dos círculos deixando elas separadas.

 -A flor de Abercombrie. –Espalhei suas pétalas em volta do sangue formando um terceiro círculo. –Beleza oculta e cura dos males...

  Todos estavam em silêncio vidrados no que acontecia, não pude deixar de sorrir enquanto fazia uma pequena prece silenciosa a Merlin ou qualquer outro que estivesse do nosso lado.

  Guardei minha espada e fiquei de frente para o círculo; respirei fundo algumas vezes, então olhei para Calipso que já havia pego o Valdelipso.

 -A solenidade de uma divindade quando tocado a melodia correta...

  Acenei com a cabeça e a música começou; as palavras voavam da minha boca enquanto meus poderes se manifestavam, a sensação era tão comum e boa que esvaziei a mente de tudo, deixando espaço apenas para o feitiço.

  Imediatamente Hebe foi libertada de sua prisão temporária; bem a tempo, pois o pingente não aguentaria muito mais sem o procedimento correto.

  A deusa caiu dentro do círculo recebendo muitos suspiros dos outros; ela ainda estava um pouco atordoada e continuei.

  Não demorou muito para os pingentes começarem a brilhar intensamente assumindo a cor dourada; Calipso intensificou a música fazendo com que ela se debruçasse e urrasse.

 -Não pense... que só... porque... pegou um de nós que quer... dizer que... ganhou... –Hebe tentou me olhar, mas sua energia já estava sendo sugada para o pingente novamente. -Muitas... coisas... ainda serão reveladas.... A... guerra... está só começando!

  Seu sorriso maligno foi a última coisa que vimos antes de ela ser presa definitivamente.

  Os colares brilharam intensamente selando o feitiço. A melodia parou e cai no chão de joelhos ofegante. O silêncio se alastrou novamente por vários segundos, e senti duas mãos em meus ombros me ajudando a ficar de pé.

 -Eu disse que era arriscado fazer isso com você desse jeito... –Reyna sussurrou me repreendendo.

  Olhei para ela com um meio sorriso. –Adoro quando se preocupa comigo.

  Ela fiou levemente corada, mas me ajudou a levantar. –Poupe suas forças soldado Horfman.

  Tive que concordar aceitando de bom grado seu apoio, nunca pensei que respirar seria tão difícil.

 -Já enfrentei coisas piores!

 -Não significa que precisa ficar abusando. –Tainara também se aproximou.

 -Tudo bem, já fiquei quieto. –Protestei e elas concordaram.

  Me desvencilhei de Reyna apenas para olhar para o restante das pessoas ainda em silêncio.

 -Conseguimos!

  Estiquei os braços levando a multidão a loucura, mas me arrependi, já que minha visão ficou turva e graças a Reyna e Luke não caí.

 -Hora do descanso entendi.

 -Que bom que concordamos. –Eles falaram em uníssono.

 -Percy!

  Olhamos sem entender na direção da pequena multidão que se formava em torno das mesas dos líderes; Tainara e Reyna correram até lá enquanto Luke me ajudava a abrir espaço para ver o que estava acontecendo.

 -Precisamos de néctar, rápido! –Annabeth gritou ajoelhada ao lado de um Percy que tremia descontroladamente e suava frio.

 -Deixem ele respirar. –Tainara se aproximou e Leo começou a afastar a multidão.

  Me soltei de Luke e me juntei as garotas ignorando a dor. –O que aconteceu?

 -Eu não sei! –Annabeth o olhava preocupada. –Nós estávamos sentados e de repente ele simplesmente caiu e começou a agir assim.

  Tainara pediu que a loira apoiasse a cabeça de Percy, então pediu uma tesoura que alguém lhe deu e começou a rasgar a camisa do garoto.

 Tentei raciocinar em qualquer coisa que pudesse ter ocasionado aquilo, mas não fazia sentido, todos estavam distantes como mandei....

  “Muitas coisas ainda serão reveladas”

  “O perdoado e o marcado devem se preparar...” 

 -Minha nossa!

  Antes mesmo que seguisse o olhar de Annabeth, já imaginava do que se tratava; minhas suspeitas apenas se confirmaram quando vi o local da cicatriz da batalha contra Hades... que agora possuía uma mancha bem nítida em formato de folha de carvalho.


Notas Finais


Então o que acharam?
O que querem que aconteça?
O que acham que vai acontecer?
Curiosos? 😏 😏

Então não deixem de acompanhar, favoritar e comentar para incentivar ainda mais a escritora a continuar 😉❤😉

Feliz volta as aulas para quem ainda está aproveitando o ultimo dia de férias e boa aula amanha para quem já começou a rotina faz um tempinho ❤ ❤ ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...