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História Percy Jackson - O Retorno - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoal, desculpe a demora para postar. Meu objetivo era postar um capítulo por semana, mas isso se mostrou um verdadeiro desafio. Esse capitulo era para ser postado no final de semana, mas acabou não sendo possível. Hoje eu finalmente consegui terminar de escrever ele.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Emily estava nervosa, qualquer um que olhasse para ela poderia dizer isso. Ela e Dylan haviam convocado o conselho com urgência. Eles provavelmente sabiam sobre a morte de Percy, e sobre o seu fracasso na missão. Ela estava irritada consigo mesma. Deveria ter previsto o ataque, deveria ter sido capas de salvar Percy. Que ótima guardiã ela era, não conseguia salvar o amigo nem de um monstro leve. Mais uma vez havia falhado com as pessoas importantes para ela, e mais uma vez uma pessoa boa tinha morrido por isso:

— Você esta bem? Perguntou Dylan — Esta muito quieta desde que saímos do acampamento.

— Nós falhamos e Percy morreu — respondeu amargurada — Sinto-me uma inútil.

— Não é só você que se sente assim. 

Emily olhou para o colega, ele tinha o rosto em branco. Ela não costumava conversar muito com o garoto, na verdade, antes da missão eles nunca haviam se falado antes. Ela conhecia-o, assim como todos os outros como eles, mas mantinha distancia, assim como fazia com todos os outros como eles. Havia passado a o conhecer mais quando estavam na escola em Nova York, esperando pelo sátiro que eles sabiam que ia aparecer. Ficavam sempre juntos por causa da missão, para manter as aparências e agirem mais rápido em emergências, mas não eram mesmo amigos. Dylan era um cara legal, mas ela preferia manter distância e deixar as coisas no profissional:

— O que vamos falar para o conselho?

— Eles provavelmente já sabem sobre tudo que aconteceu — refletiu Dylan — Não temos que falar nada.

— Quero dizer sobre o que falaremos na nossa defesa.

— Ah! Não faço a mínima ideia.

Emily bufou, às vezes Dylan era incrivelmente irritante. Os dois haviam viajado pelas sombras com os poderes de Emily, mas por eles estarem limitados para não chamar atenção, ela não conseguiu os transportar diretamente para o portal que os levaria para casa. Ignorando o garoto ao seu lado ela analisou o ambiente que estava a sua volta, as árvores eram densas e impediam a passagem da luz da lua cheia. Apesar disso, Emily podia enxergar com perfeição até os mínimos detalhes. A floresta cheirava a madeira molhada, e o ar era úmido. A única coisa que a garota ouvia era o som de animais escondido na vegetação:

—Estamos perto, sinto a energia do portal — Constatou Dylan, ele era incrivelmente sensível à magia.

Emily assentiu e apresou o passo, estava ansiosa para poder voltar para casa. Dylan também acelerou, ele parecia ainda mais ansioso que ela, Emily se perguntou o porquê daquilo, mas logo afastou os pensamentos da cabeça. Eles andaram por mais 500 metros antes de acharem a gruta. Como da primeira vez que esteve ali, Emily perdeu o fôlego com o lugar. Passando por um buraco estreito eles entraram numa caverna, as paredes eram de pedra escura, com riscos coloridos que tornavam o local mais encantador.

O chão era de pedrinhas e fazia um leve ruído quando eles andavam, seguindo mais adiante eles acharam outra abertura na rocha. Esse era um pouco mais apertado e eles tiveram que se espremer para passar. Saindo da passagem eles adentraram em outra caverna, essa tinha estalactites enfeitando o teto e estalagmites pelo chão. Mais na frente se encontrava um lago de águas cristalinas azuis. Aquele era o portal.

Respirando fundo, Emily deu o primeiro passo em direção a água, Dylan estava logo atrás dela. Submergindo cada vez mais, Emily mergulhou quando a água batia no seu peito. Eles continuaram a nadar até verem um brilho no fundo do lago. Dylan parou, dando passagem para Emily que se empurrou pela abertura. Por um minuto, Emily sentiu a mudança de espaço, ficando levemente tonta. Ela sentiu Dylan aparecendo atrás dela, o garoto fez um movimento com a cabeça, apontando para a superfície e eles dispararam para cima.

Os dois respiraram ofegantes quando emergiram. A caverna na qual estavam era igual a outra. Quando por fim saíram eles estavam numa sala de paredes ônix. Finalmente estavam no palácio dos primordiais, e havia um esperando por eles. Emily e Dylan estavam prestes a se curvarem quando o primordial os impediu:

— Não se curvem crianças — disse o primordial divertido.

— Lord Caos — falou Emily hesitante — Nós falhamos, Percy esta...morto.

— Eu sei criança — Falou Caos tranquilamente — Já tenho uma solução para isso.

Emily e Dylan trocaram um rápido olhar antes de seguirem o primordial para fora da sala e por um corredor de paredes escuras, mas incrivelmente iluminado. Caos parecia extremamente calmo. De todos os primordiais, o Caos era o mais antigo, o primeiro ser a existir e o criador de todo o universo. Emily tinha um grande respeito por ele e carinho também, ele tinha a resgatado, anos antes. Os dois seguiram Caos até uma sala enorme com um poço:

— Lord Caos, que lugar é esse? Perguntou Dylan.

— Esse é o poço das almas. Quando Percy morreu eu trouce a alma dele para cá.

— O senhor vai trazer ele de volta? Perguntou Emily.

— Sim. Percy tem um papel importante nessa guerra, precisamos dele.

— Mas o corpo dele... foi rasgado — falou Emily lembrando de todo o sangue.

— Irei criar outro corpo, igual ao verdadeiro.

Emily olhou para Dylan com os olhos arregalados, o garoto também tinha surpresa estampado no rosto. Os dois observaram o criador do universo criar uma pequena bolha de luz que foi se expandindo e ficando cada vez maior, Emily fechou os olhos por um minuto quando a luminosidade ficou muito intensa, mas quando voltou a abri-los ficou abismada. Percy estava ali, que dizer, um corpo igual ao dele estava ali flutuando. 

A única coisa que o cobria era um pano, envolta da cintura. Era exatamente igual ao corpo verdadeiro dele. Alto e esguio, a pele bronzeada e os cabelos pretos, músculos definidos, mas não muito. Caos se aproximou do poço e estendeu a mão a afundando na água escura, quando puxou de volta, um Percy incorpóreo apareceu. Caos estendeu a alma sobre o corpo, e ela imediatamente se fundiu a ele:

— Pronto, esta feito — falou Caos, o primordial tinha um leve sorriso — Ele ficara desacordado por alguns dias, mas acordara com todas as suas lembranças. Será como se nunca tivesse morrido. Ele precisara de ajuda, e conto com você para isso.

Finalizou Caos puxando a atenção dos dois. Eles não esperavam por isso. Emily se adiantou dando um passo hesitante para frente:

— O senhor não esta, desapontado conosco? Nós falhamos na missão de protege-lo.

Caos os observou por alguns segundos antes de responder:

— Quem nunca comete erros? Então... vocês aceitam a missão de ajudar Percy a se adaptar? Ele vai precisar de amigos quando acordar.

— Sim

Falaram os dois decididos, e trocando um olhar determinado, eles haviam falhando com Percy, mas agora não errariam de novo. Percy havia se tornado um amigo para ambos, e eles não o deixariam na mão novamente.

********

Annabeth acordou cedo, na verdade, ela não havia conseguido dormir depois da visita noturna de Percy. Passou o resto da noite acordada pensando nele. Ela o amava demais, não tinha dúvidas sobre isso, havia desenvolvido uma paixonite por ele desde que tinham 12 anos e com o tempo o sentimento aumentou até virar amor. Ela não sabia ao certo por que estava tão irritada com ele ou por que tinha pedido um tempo no namoro. Só sabia que Percy precisava de um tempo para aprender a se controlar. Apesar disso, depois de pensar muito durante a noite, havia chegado a conclusão de que não podia passar mais nenhum dia sem ele. 

Por isso, antes de todos acordarem, ela foi para o banheiro e fez sua higiene pessoal. Quando saio seus irmãos já estavam acordados e seguiam a rotina diária de cada dia. Annabeth deu ordens diretas a Malcon para levar todos ao refeitório e correu para fora. Desviando de campistas, Annabeth foi até o chalé 3, estava ansiosa e seu coração batia rápido. Ela subiu os três degraus e bateu na porta. Ela esperou um minuto antes de bater novamente um pouco mais forte:

— Percy — chamou — É a Annabeth, precisamos conversar.

Não obtendo respostas a garota girou a maçaneta, estava destrancada. Colocando só a cabeça para dentro Annabeth analisou o lugar. Não havia sinal de Percy, ou Thomas. A cama que ela sabia ser de Percy estava normalmente dessa rumada, como sempre, já a de Thomas estava perfeitamente organizada. Talvez eles já estejam no refeitório, pensou, mas dai lembou da visita do semideus durante a noite e por um instante ela temeu que algo pudesse ter acontecido. Por Zeus, ela esperava que Percy não tivesse perdido a cabeça e matado o próprio irmão, ou pior, que alguma coisa tivesse acontecido com Percy. 

Disparando em direção ao refeitório Annabeth olhava em volta tentando achar o garoto, mas não o encontrou. Ele não estava tomando café da manha, nem estava na arena ou no anfiteatro. Não estava nos campos de morango, nem nos estábulos, nem na quadra de basquete ou no lugar secreto deles, na praia. Annabeth correu até a Casa Grande, estava desesperada com a possibilidade de Percy ter sido sequestrado mais uma vez:

— QUIRON — gritou pelo centauro enquanto atravessava a porto como uma flecha — QUIRON.

— Estou aqui — falou o centauro, aparecendo por outra porta, em sua cadeira de rodas magica

 — O que aconteceu?

— Não encontro Percy em lugar nenhum, ou Thomas. Deuses Quiron se ele tiver desaparecido de novo e-eu não sei…

— Pelos deuses do Olimpo — suspirou o instrutor — Tem que se acalmar Annabeth, você esta muito assustada. Vou mandar um sátiro buscar os conselheiros e organizaremos um grupo de busca para procurar por eles.

Enquanto Quiron chamava um sátiro e passava instruções a ele para chamar os conselheiros, Annabeth andava de um lado para o outro pensando em todas as situações que poderiam ter acontecido. Ela não gostava de nenhuma delas. Completamente perdida em pensamentos, Annabeth mau percebeu quando Quiron voltou com uma xícara de chá e a ofereceu a ela:

— Sente-se Annabeth, os conselheiros irão vir e vamos formar um plano. Se ele estiver no acampamento vamos acha-lo.

— Ele veio me ver ontem de noite — sussurrou um pouco mais calma, seja la do que fosse aquele chá, estava fazendo efeito. Se sentia muito mais calma — Eu ainda estava irritada com ele e o mandei embora.

Quiron descansou uma mão no ombro da garota e apertou levemente, a reconfortando:

— O que acha de mandamos uma mensagem de ires para a mãe dele — sugeriu o centauro —Percy pode ter voltado para casa.

Annabeth ficou em silêncio por um minuto andes de resfolegar:

— Pelos deuses, como eu não pensei nisso.

Quiron sorriu levemente para a folha de Atena andes de ir até seu escritório e voltar com um dragma. Havia uma pequena fonte de água na sala, perto de uma janela que permitia a entrada da luz, formando um belo arco-ires. Havia sido colocada lá exatamente para mandar mensagens de ires. Jogando a moeda na fonte Quiron entoou:

—A deusa Íres, aceite minha oferenda e me mostre Sally Jackson, Manhattan.

O arco-ires tremulou antes de uma imagem aparecer. Sally estava sentada em uma escrivaninha, era possível ver um leve vislumbre de sua gravidez. Annabeth recordou de Percy falando com animação que iria ter uma irmãzinha:

— Sally — chamou Quiron e a mulher levantou os olhos com o cenho franzindo, até que os avistou e sorriu.

— Ola Quiron, Annabeth — comprimento — Aconteceu alguma coisa?

— Pode-se dizer que sim — falou o centauro — Percy por acaso voltou para casa?

— Não, ele não esta aqui — respondeu e imediatamente preocupação inundou seu rosto — Ele não esta no acampamento?

— Estamos procurando por ele, mas ainda não o encontramos — falou Annabeth — Achávamos que ele pudesse ter voltado para casa.

Sally respirou fundo e tocou a barriga, os olhos demonstravam profunda preocupação. Tentando tranquilizar a mulher Annabeth manteve sua voz firme quando falou:

— Vamos o encontrar. Fizemos isso antes e vamos fazer novamente. Ainda não buscamos na floreta, ele pode estar la. É uma área muito grande.

Sally sorriu para a tentativa da menina de tentar a acalmar, e com um leve movimento se levantou:

— Me mandem uma mensagem quando o encontrarem. Se ele aparecer por aqui mandarei uma mensagem de ires.

Annabeth se despediu junto de Quiron antes de passar a mão pela imagem, encerrando a mensagem. Os dois ficaram em silêncio até os conselheiros chegarem. Annabeth mergulhou mais uma vez em seus pensamentos. Agora lembrando da última vez que Percy desapareceu. O centauro orientou os líderes dos chalés a formarem grupos, e movimentou cada chalé para uma região diferente. Annabeth ia se levantar para organizar os seus irmãos, mas Quiron a impediu e a mandou ficar sentada e a tranquilizou falando que havia mandado Malcon para organizar o chalé na busca pelos filhos de Poseidon.

Foi quando ela percebeu que havia se esquecido completamente de Thomas. O que só serviu para Quiron argumentar que ela ainda estava confusa, e manda-la em uma busca pelo acampamento não seria sábio. Depois de muito discutir Quiron consegui fazer com que a filha de Atena ficasse na Casa Grande e a deu outra xícara de chá. Uma hora depois Annabeth ainda estava sentada no sofá, impaciente e irritada, o chá já não estava mais ajudando. Estava prestes a se levantar e gritar com Quiron para deixa-la sair quando um campista atravessou a porta, ele estava pálido e ofegava:

— N-Nos a-achamos o Percy — gaguejou, e Annabeth não pode de deixar de perceber o medo na voz dele — Esta na floreta, perto do riacho, ele…

Annabeth mau esperou o garoto terminar de falar antes de colocar xícara de chá na mesa de centro e correr pela porta em direção ao riacho. Seu coração batia incrivelmente rápido, alguma coisa assustou o menino, havia algo errado com Percy. Quando por fim chegou a floresta encontrou vários campistas reunidos, envolta de alguém:

— PERCY — ela gritou abrindo caminho pelos campistas.

Alguns tentavam falar com ela e segura-la, mas ela se livrou de todas as mãos e finalmente chegou ao centro da roda. Por alguns segundos Annabeth ficou sem voz. Sua mente não conseguia registrar o que estava vendo ou ouvindo, era como se estivesse em uma nuvem de sono. Ela podia escutar uma voz atrás dela, a chamando e alguém a segurando pelos ombros. A voz parecia Quiron, agora quem era a pessoa a sua frente… Grover? Quando ele tinha chegado ao acampamento? Annabeth piscou, tinha água em seus olhos. Lagrimas? Sua visão estava embaçada. 

Ela sentiu seus joelhos dobrarem, e caio no chão, estava úmido. Ela olhou para suas mãos, uma mistura de terra e… sangue. Foi quando ela gritou, e chorou em completo desespero. Na sua frende bem diante de seus olhos, estava Percy, a pessoa que ela mais amou em sua vida, deitado na terra suja de sangue. O peito aberto em uma ferida de garras, as bordas estavam negras assim como as veias que subiam pelo pescoço. Os olhos abertos e vítreos, sem vida:

— Annabeth, venha criança — falou Quiron, o centauro estava ao seu lado.

— NÃO, NÃO — ela gritou e chorou — Ele não pode estar morto.

Annabeth sentiu Quiron e Grover tentando erguê-la, a puxando para longe da cena horrível, no entanto, ela não queria ir para longe. Não queria deixar Percy, não outra vez. Pelos deuses, se ela tivesse o escutado quando ele veio chama-la, ele poderia ainda estar vivo. Ela poderia ter evitado isso. A filha de Atena se debateu e gritou tentando se livrar do aperto das pessoas que a seguravam. Quiron falava com alguém próximo, uma das pessoas que a segurava, mandava ele a levar para a enfermaria e lhe dar um sedativo. 

Annabeth continuou lutando, ainda conseguia ver um leve vislumbre de Percy e tentava chegar mais perto. Foi quando sentiu uma pancada na parte de trás da sua cabeça e sua visão começou a escurecer. Antes de mergulhar na escuridão ela chamou mais uma vez por Percy, mas ele não respondeu. Ele nunca mais poderia responder de novo.


Notas Finais


O que vocês acharam? Alguém ai chorou? Eu quase derramei algumas lagrima quando escrevi a última frase. O que acharam da Emily e do Dylan? São dois personagens que criei e quero aprofundar um pouco mais na história deles pelo decorrer da fanfic. O que sera que vai acontecer com Percy? Muitas fanfics com a tag Caos são iguais (na maior parte), já cansei até de ler, por isso estou tentando criar algo diferente. Embora simplesmente precise que algumas coisas aconteçam iguais as outras, mas não totalmente igual. Até agora vocês devem ter percebido que estou dando bastante enfase no casal Percabeth, não é só porque acho eles perfeitos juntos, mas também porque preciso deles para a trama. Isso é tudo por hoje, não esqueçam de deixar um comentário (amo ler) e favorita.


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