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História Percy Jackson: A ascensão dos Co-primordiais - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Acorde o herói!


Fanfic / Fanfiction Percy Jackson: A ascensão dos Co-primordiais - Capítulo 10 - Acorde o herói!

 Capítulo 9 – Acorde o herói! 

P.O.V – Percy Jackson 

Finalmente. Essa palavra definia toda a minha vida. Finalmente eu estava livre. Finalmente. Essa palavra se repetia em minha mente como um mantra a ser seguido. Não havia mais paredes brancas ou cheiro de mofo. Não havia simplesmente o nada. – Era tão bom ter contato com o mundo real enfim. 

De algum modo, eu me sentia estranho. Mais poderoso e capaz. Mais lógico e aparentemente melhor. – Havia um pequeno espelho do outro lado da enfermaria. Eu o peguei com receio de ver meu reflexo. 

A surpresa estava estampada em minha face. Definitivamente, minha aparência não era de uma pessoa que ficou por muito tempo em coma. – Meus cabelos estavam maiores, meus olhos estavam mais verdes e intensos. Por quanto tempo eu dormi? 

Notei algo em meu pulso. Uma marca que parecia uma tatuagem estava por cima de minhas veias. O planeta Terra estampado de modo detalhado, mas era pequeno e simples. – Quando eu fiz uma tatuagem? Ou melhor, quem fez em mim?

Por instinto, levei minha mão ao bolso da minha calça. Senti aliviado quando constatei que o colar de Alpha ainda estava comigo. – Tremi só de ter o pensamento do mesmo não vir comigo. Desejava devolver o objeto para sua dona. 

Ouvi a porta ser aberta. Não tive reação ou tempo para fazer alguma coisa. A pessoa ficou ali, parada me observando. Eu não tive coragem de virar e encarar quem quer que fosse. 

— P-Percy?... — aquele tom bravo e surpreso só poderia pertencer à uma pessoa. Sorri involuntariamente e virei-me. 

— Olá cara-de-pinho. — com um sorriso sincero, eu a cumprimentei. Seus olhos brilhavam em lágrimas não derramadas. — Por quando tempo eu dormi? 

No entanto, Thalia não me respondeu. Saiu dali correndo dizendo que iria chamar os outros. Quão problemático isso poderia ser? Eu os queria vê-los? Sabia profundamente a resposta.

Eles realmente eram meus amigos? Eu já tinha a resposta: tentaram me matar a poucas horas. Queria saber o que aconteceu, aquela arma parecia ser muito poderosa ou Zeus não falaria com tanto orgulho. – Suspiro profundamente. A parte mais difícil será enfrentar Annabeth. 

Uma imensa vontade se apossou de mim. O desejo de sentir a água no meu corpo. De nadar até as profundezas do oceano. Eu queria ver os peixes e as criaturas do mar. – Sem esperar Thalia voltar com o resto dos traidores, eu saí da enfermaria e corri em direção ao lago. Não fiquei para notar as mudanças do acampamento, simplesmente meu foco era sentir a água. 

Tinha algumas pessoas quando chegou no píer. Mesmo assim, não me importei; me joguei na água dando um pequeno gemido de prazer ao senti-la fria e doce. – De repente, uma multidão de curiosos apareceu, submergir na água indo para longe deles.

— Não achei que fosse realmente encontrá-lo, meu príncipe. — uma voz soou atrás de mim e me virei por instinto. Um peixe-espada me olhava. 

— Olá, porque queria me encontrar? — perguntei sem nem me preocupar com a minha respiração. Ficar muito tempo debaixo d'água é uma coisa; falar debaixo d'água são coisas totalmente diferentes. 

— Rei Poseidon sentiu você assim que entrou na água, imediatamente ele pediu que eu fosse buscá-lo. 

— Tudo bem, eu irei. 

— Oh muito obrigada. Eu não suporto água doce. — ri do drama do peixe escondendo minha preocupação de ir ver meu pai. Eram muitas emoções que tomavam conta de mim naquele momento. 

Acalme-se. – Uma voz soou em minha mente me tranquilizando. 

***

P.O.V – Autora

A filha de Zeus correu rapidamente para fora da enfermaria com o coração palpitante. Quem diria que tentar matar seu amigo, ele acordaria? – Correu como louca todo o acampamento para somente achar seus amigos na casa grande, prestes a iniciar uma reunião. 

— Thalia, estávamos procurando você. Como não encontramos e você estava ciente dessa reunião, decidimos começar sem você. — disse Jason indiferente. Thalia sabia o que se passava na mente do irmão, mas nada disso importava agora. 

— Já que ela está aqui, vamos começar. — falou Nico com certa seriedade. 

— Percy acordou. 

Duas palavras e uma pequena frase foi o suficiente para fazer com que todos prestassem atenção nela. Ele acordou… O herói que eles tentaram matar na noite passada havia acordado. 

A guarda Olimpiana se levantaram de seus lugares e pediam detalhes e explicações a sua líder. Olheiras estavam em suas faces, e cada um lembrou-se do que ocorreu quando a lua quase deixava o céu. 

Flash back 

O vento frio bateu nas costas de cada um. Era como um encorajamento indireto do ar. Seria Zeus? Era bem possível. Parecia ser um aviso para adiantarem, afinal, a lua logo sairia do céu e o sol nasceria. 

Eles tinham um motivo. Seja matar ou não o herói por vontade própria, mas não a escolha definitiva; eles matariam o seu amigo. 

EElcom força de sua raiva dos deuses, Thalia cravou a adaga no herói adormecido na cama; que se encontrava em um sono profundo sem esperar que seus amigos mais íntimos estivessem à espreita para matá-lo. 

A surpresa veio segundos depois. 

A adaga estava fincada no coração de Percy Jackson. No entanto, não saia sangue ou icor, o sangue dos deuses. Uma cor preta possibilitando um sangue velho ou quaisquer outras coisas. 

— Que porra é essa?! — indagou Léo. A  surpresa não escapou a face de ninguém da Guarda. 

O silêncio reinou na enfermaria. 

Os pés de Nico pareciam desgrudar do chão. Ele foi andando até mais próximo do herói e arrancou a adaga de seu coração. – Olhou profundamente para o seu amigo e para a arma. Não havia nenhum resquício de sangue ou qualquer outra coisa. 

— Ele não morreu. Sinto vida em seu corpo ainda e está bem forte. — disse virando-se e entregando a arma para Thalia que, ainda encontrava-se petrificada de tamanho choque. 

O tom indiferente de Nico chamou a atenção dos presentes. Não foi ele quem não queria matar Percy? Em vez de alívio, a indiferença lhe tomava conta. O filho de Hades e, agora deus das sombras era um mistério. 

— O que falaremos aos deuses? — perguntou Annabeth com seriedade. 

— Eles nos esperam no Olimpo, devemos ir e contar o que realmente ocorreu. Não há como mentir! — Piper indagou para o grupo com o tom mais alto. Pegou a adaga das mãos de Thalia brutalmente e saiu da enfermaria. 

Espantados com a atitude da filha de Afrodite, a seguiram deixando o herói adormecido e uma barreira fraca ao seu redor. – A deusa dos amor valente desapareceu da vista da Guarda Olimpiana. 

Sabiam exatamente para mim onde a mesma havia ido, então, mais uma vez a seguiram. 

***

O Olimpo estava cheio. Os deuses maiores e menores estavam presentes ali. Parecia ser uma festa e certamente Piper não duvidava que fosse uma. E nesses poucos segundos que esperava seus amigos sendo observada por uma imensa multidão, um toque à sua aura lhe chamou atenção. 

Artemis estava com a face fechada como se quisesse sair daquele circo. Porém, o sentimento que reinava em seu coração era de alegria e esperança. – Confusa, Piper focou mais. Não era tão poderosa como sua mãe, mas descobriu que a deusa caça e da lua amava o herói adormecido. 

Uma leve brisa ao seu lado indicou que seus amigos haviam chegado. Em seu coração, eles demoraram. Bom, e certamente poderiam demorar mais. 

— Percy Jackson não está morto. — brandou Zeus. E ele estava muito irritado. 

Um fato desse era os raios pintando o céu escuro e a chuva caindo violentamente. 

— Fizemos o possível, mas nada lhe afetou. Nem a barreira caiu! — era difícil entender claramente o sentimento por trás da voz de Thalia. Era alegria, alívio e espanto, todos juntos. 

— Nós vimos. — com brandura, Zeus respondeu deixando a Guarda chocada. — Acompanhamos tudo até a deusa do amor valente aparecer nessa sala. 

— Retornem ao acampamento e fiquem ali até o filho de Poseidon acordar. A barreira que o rodeia está fraca a cada dia. Logo ele acordará. — disse Atena com um semblante inexpressivo. 

— Obedeceremos. 

O que mais eles podiam fazer? Esperar era sua única opção. Porém não seria o melhor. Melhor era matar enquanto dormia, sem dor, sem sentir. Agora matariam seu amigo com ele tendo plena consciência de quem o assassinou. – Tolos guardiões, se pelo menos soubessem das aventuras do herói. 

***

— O que faremos? — perguntou Clarisse tirando todos os presentes de profundos pensamentos. 

— Vamos até ele. Vamos vê-lo. — disse Leo com pouco entusiasmo. Iriam conversar com seu amigo após tentar matá-lo sem sucesso. 

— Onde ele está? — com convicção, Annabeth perguntou indo em direção a porta. 

— Ele está na… — contudo, a frase de Thalia foi interrompida com a chegada de Quíron. 

— Vocês podem me explicar, porque Percy Jackson está acordado nadando no lago? — com as mãos no rosto, ele não notou o choque dos deuses menores. — Todo o acampamento o está observando até que ele resolveu desaparecer. 

Com sua última frase. O centauro só pôde sentir o vento passar por si e a porta ficar escancarada. – Confuso, deu os ombros. 



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