História Percy Jackson e a Legião da Luz - Capítulo 8


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Categorias As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Dakota, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Percy Jackson, Piper Mclean
Tags Aventura, Crossorver, Ficção, Heróis Do Olimpo, Legião, Legião Da Luz, Luz, Magia, Olimpo, Percy Jackson
Visualizações 18
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Episodio 1 Capitulo 8


Lúcio

Cercados, aquilo estava ficando bem chato, não conseguíamos passar meia hora naquele lugar sem ficar com monstros até o pescoço. Entre as colunas e as rochas se moviam dezenas de monstros e eu não sabia se daríamos conta de todos eles.

— Bem, alguém tem um plano? — Percy perguntou enquanto nos preparávamos.

— São muitos monstros — Disse Annabeth — Não podemos lutar com todos.

— E se não lutarmos com todos? — Elizabeth perguntou — Se pudermos só derrubar o cara de capuz, talvez isso faça os monstros debandarem.

— Talvez — Respondi — Mas ainda assim temos um monte de monstros entre nós e ele.

— Vamos precisar de uma distração — Annabeth disse.

— Eu cuido da distração — Elizabeth respondeu sorrindo para mim — Mas preciso de uma coisa antes, preciso da minha arma você trouxe, não é?

Peguei minha mochila e tirei um cilindro de aço incrustado de símbolos, a arma preferida de Elizabeth e uma das mais destrutivas coisas que eu já tinha visto. Elizabeth pegou o cilindro e foi para frente dos monstros.

— Preparem-se, vão ter que correr assim que eu der o sinal — Ela disse levantando o cilindro então olhou para mim — E Lúcio, não se preocupe, alcanço vocês logo.

— Eu não duvido nada disso — Eu disse sorrindo para ela — Mas tome cuidado por favor.

— Vou tomar — Ela respondeu — Agora se preparem.

Então ela levantou o cilindro e ele se transformou em um grande feixe de fogo, Elizabeth era imune ao fogo então para ela segurar fogo puro não era problema, os monstros recuaram vendo o poder da arma, mas o fogo se dissipou e no lugar ela segurava uma lança, os monstros então fizeram a bobagem de tentar atacar então Elizabeth levantou a lança e a fincou no chão, uma onda fogo varreu os monstros da frente dela deixando apenas cinzas.

— Vão agora — Ela gritou ofegante. Percy, eu e Annabeth não esperamos um segundo sinal, fomos atravessando e meio as cinzas de monstros espalhadas pelo ar, deixar Elizabeth para trás assim depois de tudo que passamos naquele lugar para nos reencontrar me preocupava, mas eu sabia que Elizabeth era forte e que se alguém podia fazer aquilo era ela. Me distrai tanto que nem percebi que Annabeth estava falando comigo.

— Mesmo que cheguemos à plataforma ela está a pelo menos dez metros do chão — Ela disse enquanto corria — Como vamos chegar lá em cima, escalar é loucura com tantos monstros.

— Não se preocupe — Eu respondi — Eu tenho um último truque, só precisamos chegar perto o bastante.

Assim continuamos a correr, era o melhor plano que tínhamos, chegar à plataforma então eu poderia nos por nela e enfrentar o cara de capuz. Elizabeth tinha nos dado uma grande vantagem contra os monstros, mas muitos monstros ainda nos atacavam, eu podia estar com pouca energia para magia, mas ainda tinha algumas cartas na manga.

As dracaenaes pareciam ser a maioria dos monstros, elas pulavam em nós de cima das rochas e das colunas, o que não era muito inteligente, pois Percy era tão rápido com a espada que as cortava antes que nos atingissem, quando Percy estava a frente com Annabeth lutando contra alguns devours, um ciclope ia na direção deles, enfrentar um ciclope e devours ao mesmo tempo era uma receita pra morte, então gritei para o ciclope:

— Eii, coisa feia, filho de górgona, vem me pegar ou será que é burro demais pra isso — Pra uma coisa que só se movia para matar o ciclope entendia muito bem de insultos, começou e vir rugindo pra cima de mim no mesmo instante, ao invés de procurar uma posição melhor, eu corri para cima do ciclope, quando ele chegou perto o bastante eu pulei entre as pernas dele e cortei o joelho dele, então ele caiu no chão e se desfez em sombras

— Essa não foi tão difícil — Já devia saber que não podia dizer algo como aquilo, assim que falei alguma coisa me derrubou, quando cai minha espada escapuliu e pela dor senti que tinha quebrado uma costela, uma armadura senciente me pressionava contra o chão, era pesada demais pra eu tira-la de cima de mim, até que ouvi alguém gritar.

— Olha aqui seu monte de ferro velho — Então a coisa que estava em cima de mim caiu imóvel pro lado. Quando levantei vi que Annabeth que tinha me ajudado.

— Valeu Annabeth, nossa você acertou exatamente na marca, só dá pra acabar com essas coisas rompendo a marca.

— Bem, acho que tive sorte — Ela disse me entregando minha espada

— Cadê o Percy? — Perguntei.

— Está vindo, qual é a sua ideia para irmos até lá em cima?

— Eu posso meio que nos teletransportar quando estivermos perto, mas só temos uma chance.

Estávamos a menos de cem metros dos portões e não parecia ter mais monstros a frente, ainda teríamos de lutar com o cara do capuz, mas talvez tivesse como nos safar, porém como sempre aquele lugar me surpreendeu acabando com minhas expectativas de novo, de repente um rugido enorme cortou o ar e eu soube que nossos problemas tinham aumentado gigantescamente.

— O que foi isso? — Annabeth perguntou apreensiva. Em reposta a ela um dos portões que ficavam logo abaixo do pódio do coliseu saiu voando e o outro foi arrancado em seguida, onde estavam os portões estava o gigante que tinha perseguido a mim e ao Percy, dava para saber pela marca de raio na armadura vermelha dele, ele era quase do tamanho dos portões e segurava uma árvore como tacape.

Quando ele olhou na minha direção vi nos olhos dele que ele me reconhecera de alguma forma e que não estava nada feliz pelo raio de antes, ele rugiu e foi como se um monte de bombas explodissem ao mesmo tempo, talvez ele nem precisasse nos atacar, bastava rugir que nossos tímpanos estourariam.

— Gente o que foi isso? Ai caramba — Percy disse se juntando a nós — Esse é o mesmo gigante de antes?

— Acho que sim — Eu respondi e vi que minha voz estava tremula — Me diz que esse não é um dos filhos de gaia que você me contou, porque não temos nenhum deus pra ajudar.

— Não, é tão grande e feio quanto um, mas não é — foi Annabeth que respondeu, dava pra sentir na voz dela o quanto ela estava cansada — Mas não vejo como vamos derrotar essa coisa.

Como se sentindo o momento oportuno, o gigante começou a andar na nossa direção, não precisava mais que dez passos e ele nos esmagaria, não tenho vergonha de dizer que fiquei paralisado, só havia enfrentado um gigante uma vez e tinha tido o apoio de dezenas de sodados e catapultas. O gigante empurrava com as mãos e a árvore as pedras e as colunas no caminho dele o que esmagava monstros e fazia grandes nuvens de poeira levantarem do chão.

— Vamos nos separar, ele é lento, talvez possamos passar por ele — Annabeth disse. Tentamos, mas do nada vários monstros nos emboscaram, nos fazendo ficar no caminho do gigante, não era o plano mais inteligente já que eles acabariam esmagados também, me perguntava o que essas coisas haviam feito com o instinto de auto-preservação. Quando o gigante estava bem em cima de nós, pensei que era o fim, mas ai uma bola de fogo acertou ele bem no meio no meio da cara e ele caiu no chão e fez todos cairmos também, então a voz que eu mais gostava de ouvir gritou:

— Eai, aceitam uma ajudinha? — Elizabeth estava em cima de uma rocha com a lança apontada para o gigante.

— Ei, ela está pegando fogo? — Percy perguntou. Era verdade, o cabelo dela estava em chamas e algumas partes da roupa também, era o que acontecia quando ela usava muito do poder dela.

Ela pulou da rocha lançando fogo nos monstros ao redor e quando chegou rolando no chão para não se machucar com a queda depois que levantou virou para nós e perguntou:

— Vocês têm algum plano pra derrubar essa coisa?

— Nenhum — Ru disse e todos pareceram concordar

— Lúcio, lembra da vez que lutamos com uma coisa dessas?

— Sim, mas daquela vez tínhamos um pouco de vantagem.

— Agora não temos, mas temos meus poderes, o que resta dos seus e os do Percy além da engenhosidade da Annabeth.

— Ehh — Percy começou a falar, mas o gigante rugiu novamente enquanto começava a se levantar — Olha eu preciso de água pra usar meus poderes e aqui não tem nenhuma

— Mas esse lugar é cercado de água — Quem disse foi Annabeth — Se puder trazê-la até aqui talvez possamos derrotar o gigante.

— Exatamente, você é incrível Annabeth, então é isso, eu e Lúcio distraímos o gigante e fazemos ele se aproximar da plataforma, enquanto você defende o Percy que vai trazer a água.

Todos concordamos com o plano, bem na hora que o gigante se levantou eu e Elizabeth corremos para cima dele gritando todo tipo de insulto, o gigante assim como todos os monstros com meio cérebro com quem lutamos veio atrás de nós.

— Ei, Elizabeth — Comecei a perguntar enquanto corríamos entre as pedras para ganhar mais tempo e evitar sermos esmagados — Como você consegue, digo, mesmo depois de tanto tempo ainda me impressiono com o quão rápido você consegue se recuperar.

— Meus poderes são como o fogo, queimam cada vez mais forte enquanto tiverem o que queimar, no momento é o meu desejo de sair daqui — Elizabeth respondeu, mas depois deu de ombros — Depois eu desmaio por uns três dias, de novo aliás, além do mais, você faria isso também se não fosse aquele problema.

Eu não sabia como responder aquilo, o problema que ela falava era talvez o mais complicado que eu já tinha tido. Quando ficamos a poucos metros da plataforma ela disse:

— Espero que você ainda possa usar o deslize, pois essa coisa não vai ser derrubada fácil de novo.

Eu sorri pra ela e respondi:

— Claro que eu ainda posso usar o deslize, fiquei mestre nisso anos atrás.

— Sei, quando você usava pra me infernizar a vida — Ela respondeu. O deslize era como um teletransporte de curto alcance, quase um salto, a capacidade variava com quantas pessoas levava comigo, normalmente podia usar algumas vezes se estivesse só, mas era rápido e não usava muita energia, eu chamava de deslize porque a sensação era como deslizar, a falta de criatividade era evidente — Bem, você vai ter que distrair os golpes do gigante, entendido?

Eu não tive tempo de responder porque o gigante atacou com a árvore a estilhaçando no chão, mas eu e Elizabeth conseguimos esquivar. Tendo perdido sua arma o gigante foi até a coluna mais próxima e arrancou ela do chão para usar no lugar da árvore.

— Okay — Eu disse — Eu distraio ele e você busca cobertura pra atacar ele, assim deve funcionar.

Ela não disse mais nada só correu para o meio das rochas, o gigante pareceu mais interessado em mim, com certeza querendo vingança pelo raio que tinha acertado nele.

— É, fui eu quem te acertou o raio — Eu gritei pra ele — Vai tentar me pegar ou será que tem medo de tentar

Isso foi suficiente pra ele me atacar com a coluna como se ela fosse um bastão de baseball, fiquei no mesmo lugar, quando a coluna chegou perto eu usei o deslize pra ficar em cima dela, o legal do deslize era que tudo ficava lento e eu podia ver para onde ia, mas ele precisava de alguns segundos pra recarregar.

Foi difícil me segurar na coluna, mas quando consegui vi o gigante me procurando que nem um idiota, aproveitei a chance e atravessei a coluna para o braço dele depois para o pescoço deixando belos cortes onde dava, quando ele levou a mão aos ferimentos eu tive que pular, então usei o deslize para alcançar a plataforma, mas não consegui corretamente e acabei pendurado nela por uma das mãos.

— Ai droga, isso tinha que falhar bem agora? — Então vi a besteira que tinha feito, o gigante me viu e estava pronto para me esmagar com a mão livre, então uma rajada de fogo o atingiu na costa, por sorte a rajada não jogou ele em cima de mim, aproveitei chance e subi na plataforma, e lá, sentado em um trono bebendo alguma coisa, estava o maldito cara de capuz.

— Vocês são formigas incrivelmente irritantes — Ele disse parecendo o próprio tédio corporificado.

— É, pode ser, a gente se esforça — Eu respondi, então ele lançou um raio com a mão, por muito pouco consegui desviar com a minha espada e o raio destruiu parte da plataforma.

— Você não sabe quem eu sou garoto, quando sua raça ainda era mera possibilidade eu já existia, eu sou Azalas, o eterno, e não são crianças como vocês que vão me deter.

— Tem razão, não somos nós, é algo um pouco maior — Eu disse. Então me virei pra trás e gritei — Ei, gigante burro olha eu aqui

A plataforma estava mais alta que o gigante, mas o ódio dele por mim era ainda maior, ele pegou a coluna e a arremessou como uma lança, só tive tempo de pular da plataforma e usar o deslize para chegar a coluna e correr sobre ela, como naqueles filmes de ação, depois pulei de novo e consegui, por pouco, alcançar a armadura do gigante que ficou parado olhando o que restava da plataforma cair em pedaços, torcia pra ele não me notar logo, mas eu tinha outra coisa com o que me preocupar, aparentemente Percy tinha conseguido trazer a água e ela vinha na forma de uma onda gigante, se eu não saísse dali seria esmagado debaixo do gigante.

Para minha sorte o gigante se virou para a onda antes de ela o atingir, mas eu não podia usar o deslize ainda, teria que pular e torcer pra acertar a água, fiz isso bem na hora, consegui acertar a água, mas me arrependi disso, pois assim que eu cai na água ela me jogou pra cima de uma das rochas, a dor foi lancinante, mas pior foi perder o ar e começar a desmaiar, não conseguia fazer nada enquanto deixava de sentir o gelo da água e minha visão se tornava escura.



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