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História Percy Jackson e os Herdeiros do Caos 1: Do Caos ao Ladrão - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem a demora, estava com um bloqueio criativo e n conseguia terminar o cap. Espero que gostem.

Capítulo 18 - O Desafio de Afrodite: Parte 2


O DESAFIO DE AFRODITE PARTE 2

 

Percy pov

 

-Seja bem vindo, Percy, ao Mundo Inferior.-disse meu irmão, sorrindo e usando um tom teatral.

Com aquelas palavras, parei e olhei, realmente percebendo agora o ambiente onde nos encontrávamos. Atrás de nós, estava o Rio Estige, pulsando com poder ancestral, e todo poluído. Mas não era lixo comum. Eram os sonhos e esperanças jogados fora de toda a humanidade, contaminando e corrompendo o rio. A areia negra da praia me lembrando pó de minério. O local era escuro, mas era iluminado por várias tochas que queimavam com chamas bruxuleantes, e mais ao longe, com o Rio Flagetonte, o Rio de Fogo. O lugar cheirava a morte, e ele podia ouvir os gritos torturados das almas nos Campos de Punição. Isso tudo, sem considerar as dezenas de espíritos que estavam perto da gente, já se afastando e seguindo seu caminho em direção ao Tribunal das Almas.

-Vamos logo. Não estou gostando desse lugar.-digo, ansioso.

Henry apenas assente, voltando a assumir uma expressão mais séria, apesar de o canto de sua boca ainda estar repuxado em um sorriso. Ele adorava me ver nervoso, com medo até. Sim, eu era um filho dos 3 grandes, com a bênção de 7 deuses super poderosos além de seu pai, mas isso não mudava o fato de ele ainda estar prestes a completar 11 anos e estar literalmente no Mundo Inferior, o domínio de um dos deuses mais ranzinzas e cruéis, que também era seu tio, irmão e rival de seu pai. 

Ele começa a caminhar, seguindo a estrada de tijolos pretos. Por que não podia ser a dos tijolos amarelos? E ao invés do velho bafo de cadáver(como meu pai apelidara o irmão), estaríamos indo ver o Mágico de Oz, e tendo que lidar apenas com uma bruxa má de araque, que perto de cães infernais, ciclopes e dracaenae, não era nada. Suspirei, derrotado, e fui atrás de meu bendito irmão.

 

Henry Pov

 

Eu não pude deixar de sentir o riso subindo por minha garganta, vendo o evidente nervosismo do Percy. Sim, a situação não era das melhores, mas meu irmão não tinha noção do quão poderosos realmente éramos. Obviamente não poderíamos enfrentar Hades, mas não deixávamos de ser os semideuses mais poderosos do mundo, com poder em constante aumento. Sem falar que eu na verdade realmente queria conhecer o Senhor dos Mortos. Uma das coisas que fazia parte de meu Grande Plano era tirar Hades de seu isolamento, e se eu pudesse trazê-lo para o meu lado no caso de um futuro conflito, isso seria mais do que excelente. Sem falar que Hades era o único membro da primeira geração de deuses com quem eu ainda não havia conversado. Durante suas visitas ao Olimpo, eu até os 7 anos havia me mantido longe, com medo. Depois, quando criei coragem, ou estava fora com as Caçadoras ou então simplesmente era incapaz de encontrá-lo. Mas hoje, hoje eu finalmente conheceria Hades.

Caminhamos por algum tempo, seguindo a estrada sombria. Mesmo sendo cansativo, começo a manipular a névoa ao nosso redor, ocultando-nos dos espíritos aiante, e das presenças das quais nos aproximávamos.

Logo, o caminho nos levou a uma caverna maior., De um lado dela, uma fila passando por um portão onde estava escrito: MORTE EXPRESSA. Uma rota direta para os Campos de Asfódelos, para aqueles que não queriam enfrentar o julgamento no pós vida. Essa fila andava mais rapidamente e continha a maior quantidade de almas. Do outro lado, outra rota, passando por um arco de pedra obsidiana, com as seguintes palavras encrustadas nele: TRIBUNAL DAS ALMAS.

E observando tudo isso, sentado e lambendo os lábios, estava ele. O guardião do submundo, Cérbero, o cão de três cabeças. Era como um cão infernal, só que maior, e muito mais poderoso, além de ter, bem, 3 cabeças. Ele tinha cerca de 6 metros de altura, pelo negro como a noite, olhos vermelhos reluzindo perigosamente e dentes com mais de 40cm de comprimento, afiados como a melhor espada. E havia algo estranho, ele às vezes parecia meio...translúcido. Como se não fosse 100% sólido, e às vezes ele parecia mesclar-se com o ambiente, possivelmente ação da Névoa.

Assim que ele entrou em meu campo de visão, percebi que ele estava farejando o ar, como se buscasse por algo. Porcaria! A Névoa não estava sendo suficiente pra nos esconder dele! Os outros espíritos nem nos notaram, e nenhum monstro havia nos notado até ali. Aparentemente, meus poderes sobre a Névoa ainda não eram fortes o bastante para nos ocultar de um ser tão antigo e poderoso quanto Cérbero. Concentrei-me ao máximo, e felizmente, isso pareceu confundi-lo, não mais capaz de detectar nosso cheiro. No entanto, aquilo exigia muita energia e concentração, e eu não sabia por quanto mais ia conseguir manter aquilo. Virei-me para meu irmão:

   

Percy Pov

 

Henry virou-se para mim:

-Percy, é o seguinte. Eu estou escondendo a gente com a névoa, mas o grandão ali já sentiu a gente. Eu quero que você se teleporte pro outro lado, e corra pro Campo de Asfódelos. Eu te encontro lá.-ele explica pra mim, suando devido ao esforço mágico de manter o disfarce.

-Mas e você? Como vai chegar lá?-pergunto, franzindo as sobrancelhas. Ele me dá um sorriso travesso e cansado ao mesmo tempo e responde:

-Eu semprei dou meu jeito-ele dá uma piscadinha-Sem falar que esconder uma só pessoa é muito mais fácil. Agora vai logo, Ariel!-disse ele, me provocando e apressando. Eu não entendo quase nada sobre magia, e ele é que era o sabichão, então dei de ombros, visualizei o final da fila e irrompi em chamas, teleportanto-me em chamas para a entrada do Campo de Asfódelos.

Ah, deixa eu explicar isso. O Mundo Inferior é o local de pós-vida das almas. Diferente da crença de muitas religiões, o paraíso também ficava aqui no subsolo. O pós vida era divido em 3 áreas. No meio, ficavam os Campos de Asfódelos. Era como um campo de trigo infinito, onde residiam as almas neutras em vida. Nem boas, nem más. Simplesmente neutras. E então haviam os dois extremos. Os Campos de Punição, onde ficavam as almas que foram más e cruéis em vida, recebendo seu castigo eterno. E na outra ponta, o Elísio. Onde todas as almas boas e brilhantes em vida iam. O local de descanso dos heróis. E além dele, ainda havia um local ainda mais especial. A Ilha dos Abençoados, o local mais especial de todos. Para as almas que por três vezes renasceram, e ao morrer, por três vezes mostraram-se dignas do Elísio.

Voltando ao tópico em questão. Assim que reapareci na entrada, senti os pelos da minha nuca se arrepiarem. Eu ainda não via nenhuma ameaça, mas eu sentia que algo estava se aproximando. Nem sei por quê, já que não é minha especialidade, mas invoquei meu arco e flecha.Se eu fosse um semideus comum, seria horroroso com aquilo, mas com as bênçãos do gêmeos arqueiros, mesmo eu me tornei relativamente habilidoso na arqueria.

Caminhei alerta por algum tempo, até que finalmente, eu ouvi. O bater de asas no ar, e subitamente, o som de alguma coisa cruzando o ar em alta velocidade, assim como um grito demoníaco. Atirei-me para o chão, rolando para longe daquela coisa, e logo atirei duas flechas em sua direção, e ouvi um som deveras satisfatório quando as flechas encontraram seu alvo, perfurando couro e carne. Virei-me para encarar a criatura diante de mim. Parecia uma velhinha. Isso é, se velhas comuns tivessem olhos vermelhos reluzentes, presas e garras afiadas e asas de couro brotando das costas, parecidas com a de um morcego. A pele tinha um tom rosado doentio, como aqueles gatos pelados, totalmente sem pelo. A bruxa má nº 1 no momento tinha uma flecha cravada em uma das asas, e a outra na perna esquelética. Logo, descendo do alto, outras duas surgiram, posicionado-se ao lado das irmãs. Uma delas era ligeiramente maior, e com a voz rouca e raspada disse:

-Ora, ora, o que temos aqui. Um filhotinho de Deus. Dos bem fortes, pelo cheiro delicioso. Quem é você, meu bem, e o que faz aqui?-ela me pergunta, enquanto sua parceira arrancava as flechas da irmã atingida.

-Eu sou Percy Jackson, e estou aqui numa missão pra Afrodite.-estando nos domínios de Hades, achei melhor não mencionar que Poseidon era meu pai.

-Excelente, agora já sei pra quem mandar os restos do corpo. Agora...-logo, as três estavam de prontidão e saltaram, alçando vôo e vindo na minha direção-MORRA, MEU BEM!

Lancei 3 flechas rápido e sem mira, mas fiz elas desviarem, ganhando o tempo que eu precisava, largando o arco e tirando minha caneta do bolso. Tirei a tampa, e logo Contracorrente reluzia em minhas mãos. O trio veio pra cima de mim, mas eu brandia minha espada e disparava feixes de energia solar(tamo junto Apolo!), mantendo-as afastadas. Elas tentaram um ataque conjunto, mas eu fui melhor. Comecei a controlar as correntes de ar com a bênção de Zeus, e alçei vôo. Me esquivei de uma, disparei energia em outra, derrubando-a, e com um golpe lateral, fiz um corte profundo na terceira vovó demônio, e ela se desintegrou em pó.

-COMO OUSA? AGORA VAI SOFRER O TORMENTO ETERNO, MENINO. MORRERÁ NAS GARRAS DE TISÍFONE, A FÚRIA VINGADORA!-gritou uma delas, enfurecida. Agora eu me lembrei, então era aquilo que elas eram. As Fúrias! As guardiãs do submundo e torturadoras pessoais de Hades. Ela e a outra fúria partiram para cima de mim. Não sei de onde, elas tiraram dois chicotes feitos de metal incandescente e começaram a me atacar com eles. Eu me defendia dos chicotes com a espada, e disparava feixes de energia solar e lunar(bênçãos de Apolo e Ártemis), assim como alguns raios(bênção da rainha do drama, vulgo Zeusa), mas eu não conseguia atingi-las. Subitamente, uma delas soltou um grito de dor, uma espada saindo do meio de seu torço. Virou pózinho dourado, e onde antes via-se a fúria, estava meu irmão sorrindo para mim, recostado na espada que ele tinha acabado de fincar no chão.

-Eaí irmão? Quer uma ajudinha aê?-perguntou ele, travesso, ignorando completamente a terceira fúria, que levantou vôo, e veio a toda velocidade na direção dele. Eu já ia gritar um alerta, mas ele apenas piscou para mim.

-Acho que não Alectó.-ele disse, virando-se para ela, e lançando um feixe de pura energia prateada, que arremessou a fúria longe. Ele se virou para mim, e disse:

-Pode ir Percy, o jardim é por ali. Você vai saber quando estiver chegando lá.-não sei o porquê, mas me senti relaxar com a voz dele, e me senti compelido a obedecer. Então, simplesmente assenti, e fui na direção que ele indicou, sem olhar para trás.

 

Henry pov 

 

Franzi as sobrancelhas, meio sem entender. Minha voz saíra estranha, como se tivesse poder nela. Eu reconheci o poder, era o charme, poder de afrodite e seus filhos. Mas eu não havia ganho a bênção dela ainda. Então com- “pode me agradecer por isso. Lembra quando eu disse que “liberei suas restrições”? Be, é isso. Você já tem os poderes herdados de todos os 12 olimpianos, assim como Héstia, Hades e Hécate. Nem pergunte como, eu não vou explicar. E eu sugiro que você tome cuidado com isso, afinal, você teoricamente não devia ter esses poderes, então seria um pé no saco explicar isso pros deuses, não é mesmo?” disse uma voz na minha cabeça, que eu reconheci imediatamente. “Caos”. “Eu mesmo, criança. Um pequeno termo de nossa parceria que eu posso ter esquecido de mencionar, era essa ligação telepática entre nós. Então eu sugiro que se acostume com isso. Mas afinal, eu estou ajudando, não estou? Devo admitir que possuir o velho barqueiro foi divertido também. Enfim, eu vou indo, espero que faça bom uso de meu presente. Espero anciosamente por nosso encontro, Henry.” E com isso eu o senti deixando minha consciência. Bom, isso vai ser interessante. Todo esse poder, e antes do esperado. E se eu estiver certo, as bênçãos aumentarão ainda mais meus poderes. Sim, eu ia ter que lidar com um primordial na minha cabeça de vez em quando, mas no final, tudo valeria a pena. No fim, eu seria rei, com toda a minha família ao meu lado, Zeus e Hera colocados nos devidos lugares, e um futuro promissor surgindo para os mortais e semideuses. E com os pensamentos de minha ambição em mente, comecei minha caminhada em direção ao Palácio de Hades.


Notas Finais


Sem promessas sobre tempo, mas em até 4 dias devo ter lançado a parte final desse desafio. Desculpem qualquer erro de português.


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