História Percy Jackson: O Herói Traidor - Capítulo 1


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Luke Castellan, Percy Jackson, Personagens Originais
Tags Caos, Percy, Traidor, Universoalternativo
Visualizações 101
Palavras 1.671
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem dessa nova aventura comigo.

Capítulo 1 - Batalha Final


Fanfic / Fanfiction Percy Jackson: O Herói Traidor - Capítulo 1 - Batalha Final


P.O.V – Percy

Meu corpo estava cansado. Mas minha determinação continuava: lutar pelos meus amigos. Eu não lutava para os deuses, eu lutava para salvar aqueles importantes na minha vida, cujo sempre seria meu maior defeito, a lealdade.

Após matar vários monstros, a quantidade parecia ter diminuído. E aos poucos, não havia mais monstros.

Será que acabou? – Via todos exaustos, estávamos muito cansados, não aguentaremos mais uma rodada. O som da batalha havia acabado, espadas foram ao chão, arcos e flechas paravam de lançar. – Havíamos acabado? A guerra acabou?

Olhei para Annabeth com esperança. Seus olhos azuis estavam intensos, o sorriso dela era esplêndido. Ah! Como havia sentido falta daquele sorriso.

— Acabou cabeça-de-algas! — sua alta afirmação acabou morrendo após o vento ficar gelado, as folhas voarem rapidamente e o tempo fechar de repente. — O quê está acontecendo?

Uma parte do nosso campo de batalha era dia, outra a noite reinava. Nem Zeus poderia fazer tal proeza. Então significa que Gaia estava despertando?

Pela aula teórica que todos os iniciantes no acampamento têm. Os primordiais demoram séculos para despertar novamente e meses para enfim ganhar forma. Estávamos confusos, não sabemos quando a própria Terra fora derrotada antes. Me surpreendo ao relembrar isso, pois esqueço tudo rápido demais.

Olho para minha pele e ela brilha num tom forte de branco e marrom. Poderia parecer feio, mas incrivelmente não era. O que isso significava?

Annabeth rodava olhando tudo ao redor. Sua inquietação parecia despertadora. Não a culpo.

A Grécia era um lugar belo, mas estava totalmente destruída. A beira da praia de Creta, uma ilha enorme, travamos nossa batalha. – Sons altos de passos e monstros nos alertaram novamente. O medo no olhar de todos era algo que me doía ver. Sabíamos que não ganharíamos.

À metros de nós, monstros estavam vindo lentamente. Eles não possuíam um líder, Gaia ainda estava adormecida, mas não totalmente, era questão de tempo.

Porque não foges herói? Sabes que irá morrer! — uma voz alta e debochada invadiu minha mente. Eu nunca havia escutado, mas sabia a quem pertencia.

Eu lutarei até minha morte! — gritei mentalmente querendo acabar com tudo. A raiva aumentava, e agora eu tinha ódio de tudo.

Oh! Quanta pena, vocês semideuses são apenas escravos dos deuses. — eu tentava controlar ou expulsá-la da minha mente, mas era algo impossível. Eu sabia que ela falava a verdade, mesmo para me irritar. — Vocês heróis são descartáveis, afinal, haverá outros após vocês.

Suas palavras eram cortantes. Eu sabia que era a mais pura verdade.

Olhei para o horizonte e vi os monstros vindo rapidamente. Meus amigos já estavam em posição ao meu lado. – De repente, luzes coloridas ficaram em nossa frente. Os deuses haviam vindo lutar conosco!

Senti que todos tinham suas esperanças recarregadas novamente. Os doze olimpianos, com Héstia e até Hades estavam aqui. Tínhamos chances.

Ouço novas risadas em minha mente.

Os deuses vieram lutar? O medo deles é tão grande assim, que vocês não conseguissem e morressem todos tentando?eu não deixaria seus deboches e insinuações me levar para baixo. Afinal, eu não lutava aquela guerra para os deuses, mas sim para meus amigos viverem.Bravas palavras herói!

As palavras finais de Gaia mexeram comigo, afinal, ela estava dócil e me elogiando. O que aconteceu com Gaia?

A luta continuava. Via os deuses ágeis e em sincronia, principalmente os gêmeos, Apolo e Artemis. Até Afrodite estava lutando como se dançasse no campo de batalha: com graça e beleza. Meu pai estava ao meu lado, eu me sentia protegido, mas estava, muito cansado.

Percebi meu corpo brilhar com cores diversas. Me sentia mais poderoso. Mais ágil. Mas renovado. – O sorriso no rosto do meu pai deu-me a entender o que acontecia, alguns deuses nos deram suas bênçãos. Pela minha cor, o azul-mar do meu pai, o prateado de Zeus e outra cor diferente de todas as outras, um ônix estrelado.

Pêra! Será que eu ficarei igual Zeus? Um pegador cara de pau?

Então aquele branco marrom pertencia à Atena. Mas e o ônix estrelado?

Uma cena fez tudo ficar lendo. Eu via Hazel ser jogada à metros de distância. Flashbacks passaram rapidamente em minha mente. Não posso falhar novamente, eu mesmo deixaria Nico me matar dessa vez.

Falhei com Bianca, cuja se sacrificou para que continuássemos. Era nisso que eu me baseava? Em um herói que subia de nível a partir dos sacrifícios dos amigos?

Eu só sentia ódio. Ódio dos monstros. Ódio de Gaia. Ódio dos deuses. E… Ódio de mim por ser fraco.

Eu sentia uma vasta energia ser liberada de mim. Toda a raiva que eu sentia estava esvaziando, mas também me esgotando muito. Meus olhos estavam nublados, apenas enxergava uma forte ventania e um buraco negro onde os monstros caíam sem poder voltar. As águas da ilha estavam ao meu comando.

Lhe faço meu guardião. Até alguns milênios Perseu! — uma voz tão doce e meiga, me fazia voltar a si. Mas algo naquela voz era muito familiar.

Vi os deuses fazendo uma barreira entre eles e protegendo os semideuses. Eu não controlava meu poder.

Senti alguém segurar meus ombros, Annabeth. Seu rosto aliviado e preocupado foi a última coisa que vi antes de desmaiar com o meu corpo brilhando num verde água intenso.


P.O.V – Autora


Em uma sala escura, com pontos do universo rodeando um trono. Um ser estava observando a luta do pequeno herói. Seu sorriso era indescritível, mostrando todos os seus dentes brancos e perfeitamente alinhados.

— Eu os chamei aqui porque vocês foram escolhidos. — a voz do ser era alto o suficiente; exibia poder e serenidade.

Em sua frente, cinco pessoas estavam sentadas em outros tronos. Cada um com uma cor e assento personalizado perante seu poder e domínio.

— Fomos escolhidos para quê, meu pai? — perguntou uma mulher cujos cabelos eram tão negros como a noite e pele tão branca como a lua nova.

O sorriso do homem era macabro e psicopata.

— Vocês irão escolher um co-primordial. — respondeu calmo. A surpresa na face dos outros era divertida para aquele ser. — Eles se dominarão Guardiões.

— Porquê? — uma voz interrompeu o raciocínio do ser místico. Sua pergunta trazia imensa curiosidade.

— Não temos muita organização sobre certos domínios, nossos filhos são uns imprestáveis. — a indignação era forte. Até porque, alguns dos filhos do ser estavam presentes. — Estou errado?

Ele não discutiu, apenas perguntou o óbvio. Com o silêncio reinando novamente, a seriedade lhe tomou conta. Ele estava completamente certo.

— Caos! — chamou uma bela mulher de cabelos brancos platinados. — Você tem certeza disso?

Aquela mulher era dona do destino, onde não poderia inferir muito no mesmo. Ananque, deusa primordial do destino. Seu conhecimento é vasto e ilimitado, uma versão mais antiga e suprema que Atena, deusa da sabedoria.

— Eu deixarei com o destino. — sábias palavras. Aquele ser deveria trazer destruição, mas possui sabedoria e usa seus poderes para a criação.

— Pois bem! Escolheremos filhos aprendizes. Eles serão tão fortes como os primordiais. Receberão domínios e farão um juramento eterno. Servir e proteger o universo. — finalizou a bela misteriosa de cabelos platinados.

— Que assim seja. Mas devo alertá-los: escolham com sabedoria. Não tragam tolos para mim; quero guerreiros. — um brilho tomou conta dos olhos universais do primordial.

— Estamos recebendo permissão para ressuscitar nossos escolhidos? — perguntou um homem de alto, forte e segurando uma foice.

— Dou essa permissão à vocês. Mas outra coisa, Percy Jackson já é meu escolhido.

Caos não deixou mais ninguém falar se teletransportando da sala dos tronos. A caçada havia começado.


***

 Percy Jackson havia desmaiado. Mesmo por esse acaso, a guerra tinha chegado ao fim e o pequeno herói, cansado, exigia sem permissão seu descanso.

Gaia não conseguiu despertar, mas ela era um ser eterno, algum dia a primordial da Terra voltaria a causar problemas. Mas, quem era a verdadeira receptora da Terra? Afinal, sua dominadora já não está mais acordada, e o planeta ruindo cada vez mais.

Os deuses voltaram para o que sobrou do Olimpo, teria reconstruí-lo. Os queridos semideuses não descansaram devidamente, tento muitos mortos para enterrar e muitos feridos para salvar. Ainda sim, reconstruir seu lar.

Mesmo voltando para os EUA, a guerra teve muitos prejuízos na parte mortal em alguns continentes. Muitos acharam que era terremotos causados pela mudança no ambiente. O acampamento estava totalmente destruído e sua barreira enfraquecida.

Os dias foram passando, muitos semideuses retornavam suas vidas, com a junção do acampamento romano, ficou tudo misto, mas se davam muito bem. Após séculos de rixa e intrigas, romanos e gregos estavam amigos.

 O grande herói da batalha dormia tranquilamente. Estava vivo dormindo por mais de uma semana, mas era como se suas energias estivessem sido tiradas do dono ou gasta-se demais para seu corpo despreparado.

Percy sentia tudo ao seu redor, ouvia e queria conversar com eles, mas nada fazia sentido em sua mente, ou conseguia levantar e abrir os olhos, conversar com seus amigos e lhes dizer que estava tudo bem. Nada! Dentro da sua consciência, era frustrante demais.

O herói podia ver, ouvir e participar de tudo ligado à Terra.

Ele via todos os semideuses reconstruindo e vivendo suas vidas. Alguns bastante abalados pelas mortes. Via seus amigos preocupados com ele e tentando confortar Annabeth. Muitas coisas haviam mudado.

Vários novatos chegaram, entre eles, Nathaniel Crown, filho de Zeus. Suas habilidades eram grandes e notáveis. Conseguia aprender fácil e com pouco tempo, controlar seus poderes. Sua motivação de ser bom era agradável à todos, mas seu maior defeito era o orgulho e muito egocêntrico.

Dois meses parecia um vento passageiro. Percy ainda “dormia” mesmo sendo capaz de observar tudo. Via as missões dos seus amigos e de como eles tiveram muitas responsabilidades após a guerra.

Mesmo dormindo, Percy foi capaz de aprender a controlar essa parte do seu poder. Via as pessoas, seus sofrimentos, suas ansiedades, era como se todos o usasse para desabafar. Usassem à Terra e o espírito livre da natureza.

Em uma reunião com Quirón, os seis da profecia haviam sido chamados no Olimpo. E, como era uma conferência de emergência, um deus menor veio transportá-los.

Percy sentia o medo dos seus amigos. E estava nervoso para saber o que os deuses queriam após dois meses reclusos com o Olimpo fechado.





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