História Perdição - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite! Capítulo de hoje bastante importante para Alex e seu passado! Boa leitura ❤

Capítulo 25 - Capitulo 25


CAPÍTULO VINTE E CINCO

 

 

 

 

Pov Alex

 

SEMANAS DEPOIS

 

Assim como eu havia dito a Piper, tive uma noite de sono tranquila. Ela era mesmo meu apanhador de pesadelos. E sempre fazia questão que ela dormisse comigo e ela não se opunha, sabia que isso fazia bem para mim, que eu tinha noites de sono tranquilas e dormia tempos a mais e não tinha a maldita insônia.  Acordei primeiro, pois eu era acostumada. O relógio ainda iria despertar daqui uma hora e meia, então resolvi me levantar – e com cuidado para que Piper não acordasse -, queria verificar se tudo estava ok para nossa viagem hoje.

Peguei meu celular e disquei o numero do piloto responsável pelo nosso voo de hoje.

— Henry?

— Sim, sra. Vause.

— Como está tudo?

— Em perfeito estado, senhora. 

— Ótimo!

— Não haverá um segundo sequer de atraso.

— Assim espero.

Finalizei a ligação. Era quinta-feira. Havia resolvido ir um dia antes, para que não fosse não corrido e não ficássemos muito cansadas, mas claro que ficaríamos no Hotel. Ainda não sabia de nada em relação ao casamento, tão pouco avisei que iria. Mas eu tinha contrato um detetive para descobrir coisas sobre Elisabeth, e acabei descobrindo que ela mora ainda com seus pais, o que significava que eu teria que ir até aquele lugar mais uma vez. Porém eu estava animada em enfrentar esse meu passado sombrio e meus temidos tios, pois eu tinha Piper ao meu lado, e ela me dava forças somente com suas palavras de incentivo.

Liguei para o Hotel analisando se estava tudo certo com a reserva e depois verifiquei o carro alugado. Tudo ok. Sentei-me no piano e toquei algumas notas com meus pensamentos longe.

A hora da verdade estava se aproximando.

Resolvi preparar o café da manhã, tinha dado folga a governanta hoje. Modéstia parte preparei variedades de coisas. Havia um bolo já pronto, então coloquei sobre a mesa, fiz um suco natural de laranja, ovos mexidos e bacon, um omelete de claras, torradas, geleia fina de framboesa, cereal matinal, panquecas com mel e chocolate, se assim preferir. Ficou um verdadeiro banquete.

— Uma mulher prendada tenho ao meu lado. — Escutei a voz de Piper soar,

Virei-me e vi ela somente de robe, com cara amassada e um sorriso sapeca no rosto. — Bom dia! — Sorri.

— Bom dia! Quantas horas da madrugada você acordou? — Riu abraçando-me por trás.

— Bem cedo, na verdade, mas eu dormi bem. — Beijei-a.

— Você fez um verdadeiro banquete aqui.

— Sim. Está com fome? — A encarei com entusiasmo.

— Morrendo!

— Bom!

Piper se sentou e então a servi, em seguida me sentei também. 

— Está muito bom, não entendo porque diz que não é boa na cozinha. Até agora não vi nada que não soubesse fazer.

Fiquei tensa e mastiguei com cautela. — Bom, eu sei o básico. Com meus tios era eu que cozinhava e quando vim para Nova York tinha que me virar na cozinha.

— Ah. — Ela não soube o que falar. — Qual é a cidade em que você morou mesmo?

— Bom, na verdade é em uma fazenda, mas faz parte da cidade de Conmy. É uma cidade bem pequena, mas ela é bem estilosa e tem bons lugares para ir. Acho que você vai gostar. Se der tempo de fazer algo além do casamento, vai ser interessante, mas de todo jeito podemos ficar até domingo para ser turista. — Sorri.

— Que legal! Acho as cidades da Inglaterra muito românticas com esses castelos e aquelas casas medievais. — Comentou toda boba. — Você não é inglesa, não é?

Ri. — Não, nasci aqui mesmo, mas meu pai era inglês.

— Hm... entendo, mas você com esse estilo todo fino e elegante, se passa por uma pessoa inglesa fácil, fácil.

Sorri. 

— E... como você está?

— Estou bem, a verdade é que estou me sentindo bem comigo mesma  por estar fazendo isso, enfrentar meus medos. Cansei dessa vida, Piper. Quero ser feliz e normal, como qualquer pessoa. Sem sombras do passado.

Ela sorriu, parecia emocionada, ou algo bem parecido com isso. — Não sabe o quanto fico feliz em ouvir você dizer isso.  — Colocou sua mão sobre a minha.

Sorri assentindo. — Também estou feliz por estar deixando tudo isso para trás. E com você ao meu lado, sobre tudo.

 

//

 

Chegamos ao aeroporto e as aeromoças particulares trataram de pegar nossas bagagens. O jato era de luxo e de uso pessoal, tinha também um de uso da empresa, não misturava eles. Cada um com seu objetivo.

Adentramos o jato e nos sentamos nas poltronas confortáveis.  No jato havia uma suíte e um quarto com bastante espaço. Afivelamos o cinto, logo partiríamos.

— Aceitam um espumante? — Indagou uma das aeromoças com uma garrafa já aberta em mãos.

Fitei Piper. — Aceita?

— Sim.

Pegamos então duas taças com a bebida nelas.  Piper deu o primeiro gole.

— Nossa, esse é tão leve.

Sorri assentindo. — É um espumante mais raro, de um lote bem fino.

— Gostei. O gosto é tão delicado.

Entrelacei meus dedos aos seus e lhe sorri.

— Quantas horas de viagem?

— Mais de dez. — Ri.

— Céus, vamos chegar lá somente no fim do dia?

— Não, como estamos saindo cedo, iremos chegar umas... Quatro da tarde, a tempo de irmos à fazenda para sabermos o horário do casamento.

— Bom, então durante essas dez horas acho que vou cochilar um pouco. — Encostou  a cabeça em meu ombro.

Ri. — Acho que vai dar tempo de você cochilar, acordar e cochilar novamente.

— Também acho!

 

//

Não consegui pregar o olhar nem um pouco na viagem. Piper dormiu, acordou algumas vezes e dormiu novamente. Até que nos aproximamos de nosso destino, então ela se manteve acordada. Parecia ansiosa para conhecer o lugar onde eu havia passado parte de minha vida, e pelo seu olhar, o toque de suas mãos, sentia que ela estava me passando força para esse momento que era tão delicado para mim.

O jato pousou no aeroporto da cidade de Conwy, logo descemos. O carro que eu havia alugado estava na loja que ficava ao lado do aeroporto, era somente me identificar que pegaria o automóvel.

Carregávamos nossas bagagens, o jato ficaria a postos ali no aeroporto até o dia que fossemos embora e o piloto e as aeromoças já estavam com as diárias pagas no mesmo hotel que eu, assim como as corridas de Uber.

Peguei o carro alugado, uma luxuosa Ferrari negra, e o teto tinha a opção de ser conversível e não.  Depois de ter pego o carro e colocado nossas bagagens no mesmo, fomos a caminho do hotel para fazer um rápido check-in, pois ainda tínhamos que ir na fazenda. 

— Esse Hotel é simplesmente incrível.

Sorri. — Realmente, e pegamos a suíte presidencial, para termos mais comodidade, 

Piper olhava tudo com atenção, parecia fascinada. Eu só queria o melhor para ela, afinal, que graça tinha ter tanto dinheiro e não poder desfrutar com pessoas que se é especial?

— Isso é muito surreal.

Deixei nossas coisas em um canto. — O que acha de irmos à fazenda e de lá jantarmos em um restaurante na cidade? Para você conhecê-la?

Piper sorriu assentindo. — Sim, parece interessante.

Saímos do Hotel em seguida, pegamos o carro no estacionamento e liguei o carro dirigindo rumo à saída da cidade. 

— E é longe?

— Não. Meia hora somente.

— Ah sim.

Conversávamos assuntos leves, enquanto eu dirigia. Logo avistei a entrada o local. Uma longa estrada de cascalhos, e logo vi um casarão enorme, porem muito mal cuidado. Era de madeira. Tudo estava velho e mal cuidado.

Estacionei o carro em frente à casa, e logo alguém saiu. Suspirei aliviada. Era Elisabeth. Eu tinha dois primos: Elisabeth e Tom, todos mais novos que eu.

— Ai meu Deus, Alex! — Ela veio correndo ao meu encontro quando sai do automóvel. — Não acredito que veio! — Segurou meu rosto com as duas mãos. Via lágrimas em seus olhos, ela estava emocionada.

— Bom... Você convidou e aqui estou. — Sorri sem jeito. 

— Sim. 

— Eu... Eu só vim para saber o horário do casamento amanhã e o local.

— Ah, claro. Vou buscar o convite. — Saiu apressada para dentro da casa.

Olhei para dentro do carro. — Ei, desça. Quero te apresentar.

Piper sorriu sem jeito e assim o fez. Elisabeth não demorou a voltou com um envelope em mãos.

— Aqui está.

— Obrigada. — Peguei-o de suas mãos. — Elisabeth, quero lhe apresentar Piper. — A puxei para próxima de mim de modo delicado. — Piper, essa é minha prima Elisabeth.

As duas se cumprimentaram com um breve aperto de mão. Bastante formal, parecia que as duas estavam acanhadas.

— Bom... Então nos vemos amanhã.

— Ei, calma. Entre, vamos conversar.

Fiquei séria. — Não sei se é uma boa ideia.

— Eu sei. — Tocou meu braço. — Nossa, você está tão diferente. — Sorriu. — Entre vai. Você sabe que eu nunca fui a favor daquilo tudo. Nem eu e nem Tom, mas éramos muito novos para poder fazer alguma coisa.

— Eu entendo. Não precisa explicar nada.

— Tom está cuidando das vacas e logo aparece. Não vá ainda.

Fiquei sem saber o que fazer. Piper apertou minha mão, dando-me apoio. A fitei, e seu olhar dizia: “Encare seus medos!”

Respirei fundo. — Tudo bem. Irei esperar.

— Quer... entrar?

— Não sei se devo.

Ela abriu a boca para dizer algo, mas a porta da casa se abriu. Era ele. Fred Vause. Seus olhos cravaram em mim. Ele palitava os dentes, tinha os cabelos desgrenhados e grisalhos, uma barba enorme da mesma cor. Era repulsivo, mas do que eu me recordava. Ele então fechou a porta e caminhou em nossa direção.

— Não acredito que estou vendo quem estou vendo. — Sorriu debochado. — Alexandra Pearl Vause, ou simplesmente Alex Vause.

Meu coração batia forte no peito. — Fred. — Acenei com a cabeça.

— Olha só, mas é uma mulher agora. E uma mulher com roupas de marca e um carro de luxo. — Seus olhos foi diretamente para o carro atrás de mim. — O que é? Uma Ferrari? Nossa, que carrão! Quer dizer que tem dinheiro, Alex?

Trinquei os dentes.  

— Pai, para com isso! — Elisabeth  pediu entre os dentes.

— Como conseguiu, Alex? — Insistiu ele.

Ri maneando minha cabeça em negativa. — Eu acho melhor eu ir embora, porque se eu continuar muito tempo por aqui, amanhã não apareço no casamento, Elisabeth, sinto muito. — Dei as costas para eles e entrei no carro. Piper fez o mesmo e sai em disparada.

— Está tudo bem? — Piper questionou-me um tempo depois.

Respirei fundo. — Bom, nada que eu não esperasse. Sinto que não enfrentei ele como deveria, mas foi por causa do casamento. Ainda vou ter a oportunidade de dizer tudo o que eu sinto na cara daquele cretino! — Segurei o volante com mais força.

— Vai sim e eu te apoio, porque tudo que você precisa é colocar isso para fora. — Concordou Piper tocando minha nuca e beijando meu rosto.

Sorri, estava aos poucos me sentindo ainda mais leve.

 

//

 

Jantamos em um restaurante estilo medieval que havia no centro da cidade. Tiramos muitas fotos, nos divertimos e caminhamos de mãos dadas pela cidade. Fui mostrando tudo que eu conhecia a Piper, e voltamos para o Hotel em seguida. Tudo que queríamos agora era tomar um banho e cair na cama. Eu estava completamente dolorida e exausta. 

— Que horas é o casamento amanhã? — Indagou Piper, estava dentro da banheira e eu escovava os dentes já de banho tomado. 

— No final da tarde em uma capela perto da fazenda mesmo.

— Ah sim. Então teremos um dia todo para visitarmos os pontos turísticos? 

Limpei minha boca cheia de espuma e sorri. — Isso mesmo!

Nos deitamos de conchinha e não demoramos para cairmos em um sono profundo.

 

Pov Piper

 

Acordamos cedo no dia seguinte, tomamos café da manhã do Hotel e pegamos o carro para fazer nossa tour. Primeiro lugar que fomos: Castelo de Conwy, um lugar medieval com um lago em frente, simplesmente lindo. Tiramos muitas e muitas fotos.  Fomos aos museus: The Smallest House In Great Britain e Plas Mawr. Fomos também ao Castelo Conwy town walls, ao National Trust - Aberconwy House e por fim Conwy Suspension Bridge. Lugares lindos que nos rendeu muitas e muitas fotos.

Voltamos ao Hotel a fim de nos arrumarmos para o casamento. Estava sentindo que Alex estava nervosa, mas eu não tirava sua razão. Ela iria ver novamente aquele velho maluco e cretino, e de quebra ver a sua tia também, que ela não chegou a ver naquele dia.

— Só respire e tudo vai correr bem. — Disse a ela que se arrumava.

Eu já estava pronta. Usava um vestido vermelho, justo ao corpo de um escarpam da mesma cor. E Alex um vestido negro, também justo ao corpo, com mangas de renda. E um escarpam negro.

— Estou bem. — Garantiu se aproximando de mim. — Vai dar tudo certo.

Sorri. — Vai sim.

Saímos então do Hotel e pegamos o carro.

Eu estava pronta para enfrentar qualquer coisa ao lado de Alex.

 

//

 

Chegamos à capela. Era não era muito grande, mas tinha seu charme. Era bem medieval. Saímos do carro e adentramos o local. Nos sentamos na ultima fileira do banco, fizemos questão disso. A cerimônia rolou como qualquer uma. A mesma coisa de sempre, e no final os noivos receberam arroz sobre suas cabeças.

— Parabéns! — Exclamou Alex sorridente.

— Vai para a festa, não é? — Indagou ela animada.

— Meu plano... era somente o casamento.

— Alex...

— Mas eu vou! Já está mais do que na hora de superar isso e enfrentar as coisas de frente.

Sorri com orgulho.

Elisabeth sorriu. — Assim que se diz. Vamos, a festa vai ser lá em casa mesmo.

Pegamos o carro mais uma vez e seguimos os outros a frente até a fazenda. Em um enorme galpão rolava a festa. A musica estava alta, as pessoas dançavam animadas, danças típicas do país deles. Tinha bastante comida e bebida.

— Quando Fred disse não acreditei que estivesse aqui. — Uma mulher se aproximou, ela era de media idade.

— Marta.

— Alex, quanto tempo. — Sorriu de modo arrogante. — Vejo que está muito. — Encarou-me. — E essa quem é?

Alex ia responder, mas fui mais rápida. — Sou a namorada. — Ergui a mão.

Ela me encarou surpresa, e a Tia de Alex sorriu amarelo. — Alex, não sabia que gostava de mulheres.

— 100%!

— Hm... — Murmurou. — Esse seu vestido é lindo e esses sapatos é um escarpam?

— Vocês são tão reparadores, não é? — Retruquei com um sorriso cínico no rosto.

— Como?

— Bom, ontem seu marido reparou no carro e nas roupas de Alex. Só estou comentando.

— Onde está minha prima? Quero dar o meu presente para ela.  — Disse Alex ao meu lado. — Vamos até os noivos? — Encarou-me passando suas mãos até minha cintura.

Assenti e deixamos sua tia ali sozinha, só que ela veio atrás

Chata!

— Ei, Elisabeth. 

— Sim, Alex?

— Meu presente. — Alex ergueu um envelope a ela.

— Nossa! Obrigada.

— Já tem o local de lua de mel?

— Na verdade não.

— Talvez possa usar esse dinheiro para uma viagem.

— Deu dinheiro para ela? — Indagou Marta abrupta.

— Estou perdendo algo? — Fred apareceu.

— Alex está presenteado Elisabeth com um envelope com dinheiro.

— O que? Quanto tem aí?

Rolei os olhos.

Céus, essas pessoas pareciam abutres!

— Não sei, Pai. — entregou para o marido. — Depois vemos.

— Não quer mostrar para o seu próprio pai? — Indagou incrédulo.

— Não é isso...

— Então mostre!

Elisabeth suspirou e abriu o envelope. — É um cheque de 100 mil dólares.

— Porra! — Fred arregalou os olhos.

— Alex? — Um rapaz de cabelos negros se aproximou.

Ela sorriu largamente. — Tom!

— Nossa, como você está diferente! — Abraçou Alex. — E você é?

— Piper, minha... namorada. — Respondeu encarando-me com duvida.

Sorri. — Olá, Tom.

— Nossa, você é linda. Alex tem um bom gosto.

— Namorada? — Indagou Fred incrédulo. — Nossa, por essa não esperava. 

— Vamos comer e beber? — Sugeriu Elisabeth.

— Fala aí, Alex? É rica, então? Como conseguiu? — Questionou Fred.

— Quer saber se sou rica mesmo depois de roubarem o meu dinheiro é isso? — Explodiu ela. — Sim, sou. Trabalhei para isso e ainda tenho mais dinheiro do que meu pai teve um dia! Satisfeitos?

— As coisas não são bem assim... — Murmurou ele desconcertado.

— Ah, não? Vocês são uns monstros interesseiros, que me disseram a vida toda que eu não era ninguém e que ninguém nunca me amaria, mas aqui estou eu, com uma mulher linda ao meu lado que me ama e é isso o que importa e o resto que se foda!

— Está se gabando é? — Riu. — Está na cara que essa moça é uma interesseira, só assim para se aproximar de você!

Meu sangue ferveu,

— Vocês são uns malucos! Se há alguém aqui que não há como amar é vocês dois! — Apontei o dedo na cara de cada um.

— O que você sabe, mocinha? — Indagou Marta.

— Sei muito, senhora. Sei os traumas que vocês fizeram com que Alex tivesse, e ela não merece nada disso. Vocês não merecem ter alguém como ela na vida medíocre de vocês! Ela é um ser humano incrível, que tudo que precisava era de alguém que a fizesse enxergar as coisas como elas são!

— Fala como se fossemos os vilões dessa história toda! — Retruca Fred,

— E não são? — Indaga Alex incrédula. — Eu era uma criança! Apenas uma criança!

Eles ficaram calados, sem saber o que dizer.

— Vamos acalmar, sim? — Sugeriu Tom.

Alex respirou fundo.

— Alex, quero que fique e curta a festa e pai e mãe, não falem mais sobre esse assunto e deixem Alex em paz. — Elisabeth pediu autoritária.

Os dois suspiraram e se foram.

— Nossa, ninguém merece isso. — Resmungou Tom. — Vamos nos sentar em uma mesa meninas? — Sugeriu atencioso.

Assentimos e nos sentamos na mesma que eles. Comemos e bebemos.

— Nossa Alex, eu sinto muito sobre tudo isso e sobre o passado também. Erámos muito novos e tínhamos medo de nossos pais. Você sabe... eles são bem abusivos.

— Eu sei.

— Depois que você foi embora eles conseguiram acabar com todo o dinheiro do Tio Lee, ficamos sem nada e tivemos que começar do zero, mas acho que era meio que um castigo por se apoderarem de um dinheiro que não era deles. — Deu de ombros.

— Sabe o que mais, Tom? Eu vim aqui para enfrentar meu passado de frente, mas não quero isso na minha nova vida. Sei que vocês são diferentes deles, mas por causa deles, não poderemos manter muito contato além de cartas.

— Entendo. Meus pais são tóxicos demais. — Retorceu a boca.

— Muito.

Tom era um rapaz inteligente e simpático, assim como Elisabeth. Os dois não tinham nada haver com os pais malucos e interesseiros.

 

Pov Alex

 

Saímos de lá no fim festa, e assim que entrei naquele carro me senti aliviada. Eu tinha vencido aquele temido empasse. O sorriso não saia de meus lábios enquanto eu dirigia pelas estradas escuras. Olhei para o lado, Piper dormia profundamente.

Sentia que agora tudo iria melhorar. Sei que ainda tinha coisas a serem trabalhadas com minha Terapeuta, que isso não melhorava completamente meus traumas, mas já era um grande começo.

Estacionei meu carro no térreo do hotel e beijei o rosto de Piper, que dormia ainda profundamente.

— Ei, chegamos. — Falei baixinho.

Ela soltou um resmungou e se espreguiçou em seguida. — Desmaiei.

Ri. — Sim.

— Alex, — Segurou minhas mãos. — Quero dizer que estou muito orgulhosa de você.

Sorri largamente. — Imagino. Eu também estou muito orgulhosa de mim.

— Tudo vai dar certo. — Segurou meu rosto e beijou meus lábios.

— Sim, mas posso fazer uma pergunta?

— Claro!

— Somos namoradas, então? — Sorri sapeca.

Piper corou e riu. — Estamos caminhando para isso.

— Ah, é?

— Arrãn!

— Que bom! — A beijei e em seguida seu pescoço. — Vamos subir? Quero tomar um banho e dormir grudadinha com você! Está um caco!

Piper riu. — Então somos duas, Al!

E foi exatamente isso que fizemos. Tomamos banho – separadas- e caímos na cama macia do Hotel. Essa seria uma noite tranquila, que eu dormiria muito bem, pois tinha resolvido um grande empasse em minha vida. Meus tios malucos eram pessoas más, egoístas e eu, era uma pessoa boa, não um monstro e tinha pessoas que verdadeiramente se importavam comigo e que me amavam.

Acabei adormecendo abraçada a Piper e com um sorriso bobo nos lábios.


Notas Finais


Finalmente Alex enfrentou seu passado!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...