História Perdida - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Poesias

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Plano


Fanfic / Fanfiction Perdida - Capítulo 12 - Plano

Hoje eu deveria estar feliz cantando e tentando me focar de vez no meu futuro misterioso não tão distante, mas ao invés disso não estou assim. Não me sinto assim. Mesmo com a feira de profissões proporcionada em uma faculdade de uma cidade vizinha da que eu moro aqui no Paraná, não me sinto confortável com a idéia de um futuro qualquer que seja. Por melhor que seja. É como se nada fosse real ou realmente empolgante.

Depois da viagem quando cheguei à casa dos meus pais, quando consegui me afastar o suficiente deles eu tive que respirar repetidamente o mais fundo que posso para não chorar e adivinha, não deu certo. Já se sentiu como se não estivesse realmente vivo? Como se nada em você, seus erros nunca tivessem esperança? Estou exatamente assim hoje. Sem esperanças. Nada otimista. Tudo que eu queria era não ser questionada pela minha mãe sobre o que estou ou sentindo por que eu não posso simples mente dizer: “Não, eu não estou bem e o pior é que eu nem sei por quê. Queria deixar de existir e tudo, Tudo seria mais fácil.”

Tenho medo do que estou me tornando. Essa garota é uma desconhecida para mim e eu a odeio. Queria voltar ser a menina que eu era e não esse lixo que sou agora.

Hoje na faculdade o moço que me falou sobre o curso de arquitetura me fez ver que não quero uma profissão real e sim uma forma, uma forma de expressão que seja de certa forma só e apenas minha. Confesso que sinto que estou fazendo um péssimo trabalho. Mas a idéia é algo que chega mais perto do que sou agora.

Quero traçar uma espécie de plano de fuga, não sei de quanto vou precisar, mas pretendo juntar esse dinheiro em menos de dois anos para tentar ser dona de mim. Para não receber reclamações e olhares do tipo preocupado e de estranheza como ando recebendo nos últimos dias da minha família e amigos. Acho que se eu conseguir certa distância do que parece fazer meu peso ainda maior eu possa me encontrar, mesmo assim dois anos é muito tempo para continuar me sentindo assim. Tenho a noção de que fugir não é a solução, mas isso não é uma história como aquelas que eu costumo ler. Não sou uma heroína. Não sou protagonista nem mesmo da minha própria vida, nesse momento esse posto está sendo ocupado por Valentina Arrow e não por mim.

Aprendi que estar sozinho não é ruim, mas o sentimento de solidão é terrível. Estar no meio de pessoas que dizem te amar e que você ama e mesmo assim se sentir como se ninguém se importasse com você é horrível em mil maneiras diferentes. Tudo que eu queria é me sentir bem comigo mesma e adivinha; acho que jamais conseguirei isso, não de verdade.

Meu futuro, minha vida, meus sonhos nenhum me parece 100% real. Eu ainda vou acabar ficando maluca por estar perdida. Pedida em todos os sentidos da palavra, física e mentalmente. Eu existo, eu respiro, eu sorrio, mas eu não viva. Hoje eu sei que existem detalhes consideráveis para que estejamos realmente vivos. Não é como se sentíssemos o sangue correr em nossas veias ou o coração pulsá-lo no nosso peito, mesmo assim isso não nos torna realmente pessoas vivas.

Esqueci as regras do jogo
E não posso mais jogar
Veio escrito na embalagem
Use e saia pra agitar
Vou com os outros pro abate
O meu dono vai lucrar
Seja cedo ou seja tarde
Quando isso vai mudar?

[...] O que mais posso fazer?
Isso é tão desconfortável
Me ensinaram a fingir
E se eu for derrotado
Nem sei como me render [...]-Brinquedo Torto; Pitty.

Essa é a musica que está mais perto de me descrever hoje, não sei se isso é bom, mesmo assim isso me conforta pensar que ainda existem palavras para descrever um pouco o que sinto. Talvez eu não seja um caso perdido. Não totalmente pelo menos. 



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