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História Perdido - Teaser - Capítulo 1


Escrita por: Iki_Takada

Notas do Autor


E aí, clã? Estou aqui de novo? Sim, estou
Leiam aí, pq especificamente essa história é baseada num bagulho que eu gosto pra caralho

Capítulo 1 - Trabalho sujo


“— Levi Ackerman é o melhor jogador defensivo que eu já vi, o problema é que ele joga sujo, muito sujo...”

Foi o que Erwin disse ao seu técnico três anos atrás.

Não conseguia deixar de se sentir parcialmente culpado toda vez que via o companheiro de time manipulando o jogo em própria conveniência, toda vez que via ele batendo estrategicamente nos adversários nos pontos cegos dos juízes — que muitas vezes não conferiam no VAR —, toda vez que o via provocando os jogadores do outro time de maneira discreta até chegar ao ponto de um deles partir para cima e ser expulso do jogo... de certa forma teve participação nisso tudo. Insistiu com o técnico em trazê-lo para o time, pensou que com o tempo conseguiriam corrigir algumas de suas atitudes, mas se enganou drasticamente.

Levi Ackerman - 1,73 - 82kg

Levi já possuía uma carreira e nome falado antes de entrar no Chicago Bulls, jogador jovem e de destaque no Detroit Pistons, iniciou sua carreira no basquete aos 21 anos. Foi a terceira escolha no draft, sendo recrutado por Kenny, técnico dos Pistons. O homem tinha grandes expectativas em seu sobrinho, o treinou desde pequeno, sabia do potencial dele. O moleque tinha um talento incomum, era agressivo, um jogador totalmente físico, ele se daria bem no time. Um garoto explosivo e violento, o perfil ideal para os Pistons, jogadores tão explosivos e violentos quanto ele, com uma má fama que dificilmente conseguiriam se livrar, mas quem disse que eles queriam? Essa era a marca registrada.

Foi no segundo ano jogando pelo Detroit que Levi entendeu no que era bom de verdade, assim como entendeu que o basquete honesto que todos admiravam nas arquibancadas e pela TV não era tão divertido. Suas habilidades no rebote eram impressionantes porque, apesar de ser mais baixo que a esmagadora maioria dos jogadores, tinha uma impulsão fora de série, além disso, possuía uma rapidez inigualável. Todos conseguiam ver o amor que aquele jovem rapaz nutria pelo basquete, jogava com uma intensidade muito maior do que os demais, jogava todos os jogos como se fosse o último. E foi nesse tempo que Kenny começou introduzir o sobrinho sobre o que era realmente aquele time...

Detroit Pistons possuíam jogadores físicos, extremamente físicos... a equipe não tinha uma das melhores reputações à toa. Eram o ápice da força bruta da NBA, quiçá de todo o basquete. Possuíam jogadores bem fortes como Laimbeer Mahorn, Salley, Joe Dumars, Isiah Thomas e pouco tempo depois, estreando como Lateral, Levi Ackerman. Eram como uma equipe de Hóquei, todos queriam vê-los brigar. Definitivamente não eram o time favorito da liga, não eram a equipe bonita que convidavam para a festa dos Lakers e dos Celtics.

Os Bad Boys.

Kenny, após o período de adaptação do sobrinho, o trouxe para dentro das reuniões com o resto do time, que antes eram escondidas. Atuaram como bons samaritanos por 2 longos anos, mas isso não poderia perpetuar por mais tempo, Levi já tinha 23 anos, ele compreenderia que eram um time diferente dos demais e, se não, sairia da equipe sem mais, nem menos, seria uma grande perda já que o sobrinho era realmente bom no que fazia, mas não mudariam suas técnicas de jogo, sendo elas antiesportivas ou não. O jovem jogador não demorou muito para entender do que o tio falava e contra tudo que o mais velho esperava, Levi sorriu e com uma postura desleixada sentenciou:

“— Esse basquete honesto não é pra mim...”

Após isso, a ascensão do menino prodígio veio. Parecia outra pessoa em quadra. Ele não só tinha talento no basquete, como tinha talento em descer a porrada nos adversários. Amado pelos torcedores, odiado pela confederação inteira. Levi imitou e melhorou o estilo intimidador dos colegas de time e indo além, estudava durante todas as noites pontos cegos de câmeras e dos juízes, assim como pontos altos dos jogadores que ele enfrentaria no próximo jogo. Caso o jogador fosse destro já saberia qual braço quebrar. Era quase automático. Uma sequência de vitórias fez Levi perceber que não estava indo pelo caminho errado, pelo menos, não errado para ele. Enquanto estivessem ganhando estava tudo bem, não importava quais os meios usassem para isso.

“— Se for pra acertar alguém, que seja de propósito. Não faça faltas idiotas. É burrice. Se for pra bater, bate pra valer.”

Foi isso que ouviu de Kenny após ser expulso de quadra pela primeira vez por socar um jogador adversário.

Não tinha como negar, Levi chegou como uma chama em Detroit guiando o time para vitórias consecutivas. Jovem, inteligente, energético e disposto a tudo para ganhar, não era muito diferente de seus colegas de time e naquele ano foram vitoriosos na liga. A NBA, por mais que não quisesse a imagem ruim dos Pistons como propaganda, se viu sem escolhas. Em 2014 os jogadores de Detroit tiverem seus rostos estampados em tudo relacionado a confederação de basquete, aqueles mesmo jogadores violentos e explosivos que só eram aplaudidos pelos próprios torcedores.

E Erwin sentiu na pele pela primeira vez a intensidade dos Pistons. Foi difícil chegar na final e perder para eles, mas se sentia quase incapaz de andar no final do jogo. Porra! Eles não tinham ética, nem medo, agrediam sem qualquer hesitação. Lembrava-se perfeitamente de ter saído daquele jogo com vários hematomas. Os filhos da puta eram uma ameaça à segurança dos demais jogadores da liga, não havia dúvidas disso e eles não pareciam se importar.

E assim se seguiu durante 3 longos anos, infelizmente, em 2017, Levi começou a aparecer nas capas dos jornais mais do que o usual, na maioria das vezes sendo o cara babaca que todos já sabiam que ele era, mas por trás de tudo isso havia algo que ninguém sabia. Levi foi advertido tanto pelos companheiros de time, quanto pelo próprio tio de que deveria pegar mais leve. Todos estavam assustados com suas recentes atitudes, uma coisa era machucar os adversários e os impossibilitar de jogar aquela partida, outra coisa era apagar o cara no meio do jogo. Talvez, para as pessoas de fora aquilo tenha parecido sem querer, porque nem os próprios companheiros de time de Levi acreditaram quando viram, mas eles sim sabiam que não tinha sido sem querer. Ele estava começando a sair do controle.

Felizmente havia sido um alarme falso e depois de alguns minutos o jogador acordou, no entanto, foi levado ainda assim para o hospital. Após o jogo o silêncio no vestuário foi esmagador, ninguém sabia como começar aquela conversa que sabiam que teriam em algum momento, era necessário. Kenny, após alguns minutos, tomou a frente e disse ao sobrinho que ele não estava certo, que tinha que mudar e os componentes da equipe concordaram, mas Levi não concordou. Que porra é essa?! Primeiro alimentam aquela ideia de Bad Boys e quando finalmente chegam no topo através dela, eles lhe falam para “pegar leve”? Só podia ser brincadeira.

Isso foi demais para a sua cabeça. Seu próprio time querendo o limitar depois de chegarem tão longo, se estavam onde estavam era por causa dele, só dele. Isso foi o ápice para se perder de vez.

“Em janeiro de 2017, durante um jogo entre Detroit Pistons e Minnesota Timberwolves, Levi Ackerman lutou com Kevin Garnett pela bola após uma tentativa de lance livre perdida pelos Timberwolves. Ackerman de alguma forma perdeu o equilíbrio e caiu fora dos limites na área de mídia atrás do arco. Enquanto ele estava ocupado se recompondo, o cinegrafista Eugene Amos rapidamente virou sua câmera para Ackerman. Isso gerou uma reação rápida do jogador, que chutou Amos com força.

Posteriormente, o cinegrafista foi visto em agonia ao ser retirado da quadra e levado a um hospital próximo.”

Levi viu essa notícia na TV, assim como todo mundo. Não foi avaliado por uma falta técnica pelo árbitro, mas o que se seguiu certamente manchou sua segunda temporada de vitórias no campeonato da NBA.

E não parou por aí.

Notícias sobre o jogador estar envolvido com drogas, apostas e mais rumores foram inventados nos meses seguintes. Ele já não tinha aquele brilho no olhar de quando era mais novo, aparecia pouco fora das quadras e estava mais explosivo do que nunca.

Foi nessa época que conseguiu sua cicatriz no olho.

Pediu férias ao técnico, disse que estava cansado e precisava esfriar a mente, Isiah — seu colega de time — foi contra.

“— Se deixar ele sair de férias não vamos mais ver ele.”

Kenny a contragosto deu as férias que Levi queria, no entanto, com a duração de apenas 48 horas. O mais novo não tinha escolha, não podia exigir um tempo maior, então pegou a oportunidade e foi para Las Vegas. Bebeu, fumou e cheiro muito, fez tudo aquilo que era acusado de fazer nas redes de informação. Foi a uma boate, onde foi muito bem atendido diga-se de passagem. Se divertiu para um excelentíssimo senhor caralho naquela noite até aquilo acontecer. Infelizmente, 48 horas foi suficiente para uma desgraça acontecer. Levi se envolveu em uma briga, já nem se lembrava mais o porquê e acabou ferido por uma garrafa de vidro no olho direito. Perdeu a visão e ganhou uma enorme cicatriz, ela começava um pouco acima da sobrancelha, descia pela bochecha e terminava no canto dos lábios do jogador.

Tempos depois, começou a se envolver com uma atriz no mesmo ano, Hange Zoe. Ela foi assistir um de seus jogos e o chamou de gatinho, depois disso começaram a ser vistos juntos com mais frequência. Ela foi a razão para ele sair do desanimo e começar a ser uma nova pessoa, tinha sido seu marco para se tornar um novo homem. A princípio o que tinham era apenas sexo, se encontravam três ou quatro vezes na semana na casa um do outro apenas para transar, mas essa situação começou a se tornar tão frequente que passaram a ter um pouco mais de intimidade que não envolvia apenas sexo, após cada rodada, falavam sobre tudo, era o momento de Levi desabafar sobre como estava de saco cheio dos colegas de time, do tio, de todos. E felizmente — ou infelizmente — Hange lhe disse algo que fez uma chave virar em sua mente.

“— Você precisa estabelecer quem você quer ser nessa vida. Não seja o que eles querem que você seja.”

Levi sacou que podia forçar os limites e isso foi a sua liberdade.

“Semana passada, o Bulls anunciou a aquisição de um jogador considerado por muitos a estrela de basquete mais controversa da NBA. Levi Ackerman, um dos melhores reboteiros da história da NBA. Será uma das decisões mais inteligentes que o Bulls já fez ou mais estúpida?”

No mesmo ano saiu do Detroit e foi convocado pelo técnico do Chicago Bulls a participar do time. Cortou o cabelo bem curto, as laterais de sua cabeça e a nuca permaneciam raspadas, mas os cabelos que antes chegavam até a altura dos olhos, agora já não se encontravam naquele corte militar, medindo 2 ou 3 centímetros do couro cabeludo. Todos já esperavam vê-lo no ano seguinte jogando pelos Bulls — o que foi uma decisão bastante discutidas por muitos torcedores, que não concordavam com a decisão do técnico por achar que Levi traria uma imagem ruim para o time —, no entanto, o que não esperavam era vê-lo com os cabelos curtos, as tatuagens cobrindo seus braços e pernas, assim como um pequeno desenho de duas asas acima de sua sobrancelha direita e os piercings, um na sobrancelha, dois no lábio inferior, outro na língua, algumas pequenas argolas nas cartilagens das orelhas e dois alargadores de 12mm. Levi definitivamente não era o mesmo homem do ano anterior que jogava pelo Detroit, era inegável...

Assim como a discordância popular sobre a contratação do jogador, afinal de contas ele havia acabado de sair e jogou por anos na equipe mais odiada da história da NBA, mas o que o favoreceu é que os grandes jogadores do Bulls, Erwin e Mike disseram que ele poderia ser de grande ajuda para vencerem, sabiam o quanto ele era durão. Diferente do que muitos achavam, Levi de adaptou bem e se encaixou no time facilmente, ele é um jogador predominantemente defensivo e era isso que faltava para que tivessem vantagem na linha de frente. Para os jogadores adversários, Levi era como um coceira, aquela incômoda e insistente.

Ninguém dizia a Levi o que ele tinha que fazer, ninguém o cobrava, bastava que ele fizesse a parte dele e seria amado, a única coisa que lhe pediam era para jogar e vencer. Só isso. E foi exatamente o que fez. Começou a construir uma nova carreira no Chicago Bulls, sendo um time maior e com mais torcedores, poderia dizer que nunca viu tantas pessoas gritarem seu nome em uma partida. Crianças compareciam ao estádio com o desenho das asas acima da sobrancelha, traziam cartazes com o seu nome... uma sensação nunca antes sentida por si se apossou se todo o seu corpo.

 

 

 

______2021___

— Eu podia ser um ninguém, estar na cadeia ou morto, mas dei sangue pra chegar até aqui. Falam muitas coisas negativas sobre Levi Ackerman, mas as pessoas não me conhecem, só me veem quando eu estou jogando ou saio nos jornais e pensam, “ele é uma pessoa ruim”.

A repórter observou atentamente o homem sentado à sua frente sem saber exatamente por onde começar, de fato, ele tinha uma presença forte, intimidante em outras palavras. Apesar de não ser tão alto, era grande em massa muscular, diferente da maioria dos jogadores de basquete, possuía braços fortes e volumosos, assim como as pernas, ombros largos e um tronco delineado de músculos. Muito atraente inegavelmente, sem camisa e suado pelo jogo recente ficava mais claro, isso explicava sua longa lista de namoradas celebridades.

Levi Ackerman, sendo amado por uns e odiado por outros, não mudava o fato de que ele tinha talento puro.

Apesar de jogar pelo Chicago há praticamente 3 anos e já ter uma fama melhor que a anterior, seus erros e intrigas jamais seriam apagados e esquecidos. Até porque, não fazia muito esforço para que as pessoas lhe vissem de outra maneira, talvez fosse mais amado agora por jogar em um dos maiores times da NBA, no entanto, mantinha seu estilo de jogo e não se importava com as reclamações, até porque elas nunca vinham dos torcedores, eles, na verdade, eram o que mais passavam pano para si. Continuava explosivo e traiçoeiro dentro do garrafão, mas quem se importava? Agora ele jogava pelo Chicago Bulls e muito bem por sinal, fazendo o time terminar as últimas temporadas excelentemente. Contanto que ele fizesse seu trabalho, estava tudo bem.

— O fato do público te ver como esse cara explosivo te mágoa? — Perguntou observando o jogador respirar fundo e desviar o olhar para algum ponto atrás da câmera, pensativo sobre o que responder.

— Não, eu acho que eu criei esse monstro. — Voltou a encarar a jornalista pensando em algumas lembranças dos anos jogando por Detroit. — Mas ninguém pode falar nada do meu trabalho na equipe. Temos os grandes Erwin Smith e Mike Zacharias, mas se me tirarem da equipe ainda serão campeões? Acho que não. — Estralou o pescoço para o lado esquerdo, sentindo o cansaço físico. — Eles não fazem as coisas que eu faço, sou o único que faz o trabalho sujo.

A cicatriz permanecia em seu rosto e ela estaria ali para sempre para lembrar os outros jogadores quem ele era.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA CARALHO!!!!!!!!!

Vamo lá, fml... Levi jogador de basquete? Quem disse que não pode? Inclusive, sim, dei a altura do Levi igual ao do Akashi (KNB) porque eles compartilham o mesmo dublador, obrigada, de nada.

Eu sou fanática por basquete e há uns dois anos eu queria escrever alguma coisa com o Levi sendo jogador. Eu não sei se vocês conhecem Dennis Rodman, mas ele foi um jogador de basquete bom pra caralho, eu sou fangirl total dele, o homem era brabo. Provavelmente se vocês procurarem mais sobre ele, talvez não gostem tanto dele e o achem mal caráter, mas eu sinto muito, eu amo esse homem. Incompreendido. Ele era locão e ainda é, na verdade.

O Levi dessa fic é baseado nele, na real, não muito, mas é um pouco. Eu tenho umas taras que só eu entendo, mas faz muito sentido na minha cabeça, eu juro. The Last Dance foi o ápice pra mim, era tipo ter alguém na minha cabeça falando, "vai Iki, escreve Levi gostoso jogador de basquete", está feito. Nem ia postar isso agora porque pretendo que isso aqui seja uma longa fic, Eren nem foi apresentado ainda, mas eu não me aguentei, clã. Não consigo ser certinha que nem essas autoras aí que tem autocontrole pra postar tudo na "hora certa", gostaria? Sim, mas não consigo, tristeza apenas.

Outra coisa, gostaria de dizer que eu já reescrevi metade dos caps de MAIS (quando eu terminar, vou postar tudo de uma vez), assim que eu terminar tudo, vou lançar logo o cap 22 na sequência e finalmente o peso na consciência de estar atrasada na att vai estar fora de mim. Ta foda clã. Talvez eu esteja postando também porque eu quero atualizar vocês de que eu não morri, nem estou vagabundeando, to mesmo reescrevendo aqueles caps lixos e em breve voltamos a programação normal.

Vou postar o desenvolvimento disso aqui quando eu me aproximar do final de Mais. Estou sedenta por Levi jogador de basquete, vou me retirar :')

Um grande abraço pro6 <3


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