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História Perdidos e Amaldiçoados - Capítulo 17


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Notas do Autor


Bom Dia!
Eu só sei que devia estar dormindo...
Maaaasssss vida de quem tem sono desregulado é uma merda!😂

Capítulo 17 - Dezessete


Fanfic / Fanfiction Perdidos e Amaldiçoados - Capítulo 17 - Dezessete


Já na faculdade em minha sala, não ouvia nada sobre o que ele falava, talvez fosse algo como dança contemporânea ou dança clássica, fazia rabiscos aleatórios em meu caderno não prestando atenção em nada ao meu redor, estava inerte em pensamentos, queria saber lidar com uma coisa de casa vez, mas é meio impossível porque preciso saber quem é meu pai e o que Taehyung está escondendo –mesmo que eu já suspeite – e tem essa coisa que fica aparecendo e sumindo das minhas costas, vou ficar maluca assim!


— Essa redação irá valer 25% da média final de vocês ...— começo a prestar atenção no que o professor dizia, e aí percebo estar ferrada, que redação é essa? Logo no começo da faculdade! — Quero saber o que passa na cabeça de vocês quando pensam em dança contemporânea, não só ela como a dança no geral! — ele dizia empolgado enquanto gesticulava com as mãos — Lembrando que a nota que tirarem valerá para a soma final de todas as disciplinas desse curso! Podem sair! 


Saio da sala confusa e sem saber direito sobre o que a redação se trata, uma folha aparece em minha frente, me fazendo parar


— Anotações da aula! — olho pro lado e vejo Jimim


— A gente tem essa aula juntos é?! — pego a folha confusa e ele assenti — Nem te vi! 


— Eu tava chutando a sua cadeira pra você prestar atenção! — ele diz indignado enquanto andávamos lado a lado em direção ao campus da faculdade onde todos se reuniam 


— Sério?! Não percebi! — dou de ombros e ele balança a cabeça em negação


— Desatenta você hein?! — ele passa um dos braços pelo meu ombro 


— Abusado você hein?! — ele sorri e ai percebo que ele só fez isso porque Yasmin nos encarava e eu reviro os olhos 


— Deveria me agradecer! Graças a mim você não vai se ferrar tanto fazendo essa redação! — ele diz convencido, Jimim é o tipo de pessoa que eu não era muito próxima na casa, não por que não quero, mas por falta de oportunidade! Quase nunca eu o vejo dentro de casa.


— Eu não pedi sua ajuda, mas mesmo assim obrigado! — agradeço sorrindo logo me sentando na grama  que estava totalmente seca, em frente ao Hoseok que logo envolve seus braços em mim


— Grossa! — Jimim revira os olhos se sentando em minha frente ao lado de Jungkook


— Isso aí é um coice de mula! Mas você acostuma!! — Jungkook afirma agarrando Jimim com um braço e bagunçando seus cabelos com o outro, eu apenas trato de ignorar o comentário e relaxo meus músculos ao sentir uma mão de Hoseok em meus cabelos.


Yoongi vinha andando lentamente com uma ruiva agarrada em sua cintura até a rodinha, incompleta por Taehyung ter ficado em casa a mando de tia Mi-Cha, não sei ao certo, mas em alguma momento eu simplesmente parei de prestar atenção no que acontecia a meu redor, fiquei aérea, divagando em pensamentos vazios, ao mesmo tempo que pensava em tudo eu também pensava em nada! Confuso não é mesmo?! Meu olhar focava apenas em uma coisa, o pequeno girassol que Jimim segurava! Toda minha atenção esta ali nesse momento, não ouvia nada assim como também não sentia nada fisicamente, queria que fosse assim pra sempre!


O pequeno girassol aparece em frente ao meus rosto, me tirando do transe e vejo Jimim com a mão com a florzinha estendida em minha direção, eu pego a mesma e ele mostra um de seus sorrisos super fofos, fazendo seus olhos fecharem em dois risquinhos me fazendo sorrir instantemente. Não posso deixar me levar por meus pensamentos, eles não não confiáveis! São meus? Sim! E é por essa razão que não confio neles.


— Tá quieta por que hein?! — ele pergunta me olhando curioso, o que era fofo e seus cabelos cor de rosa pastel só ajudavam o deixando mais fofo ainda — Vem cá! — ele estende os braços e eu vou até ele me sentando em sua frente de costas a ele, que logo me envolve em seus braços me apertando, mas não ao ponto de machucar. Acho incrível a intimidade que eu e os meninos temos, quem vê de longe nem imagina que é tudo amizade, e estar aqui nos braços de Jimim é bem confortável, por mais que eu não converse com ele direito em casa, não por falta de assunto ou coisa do tipo, mas por que ele passa mais tempo fora do que dentro de casa, eu sei que ele é gente boa 


— Tenho que ir pra aula agora! — Hoseok se levanta limpando a calça com  leves batidas pra tirar a sujeira — Vejo vocês em casa! — ele da um beijinho na minha cabeça e sai, e aí percebo que o campus está quase vazio e que todos da nossa rodinha já foram, restando apenas eu e Jimim


— Tá triste?! — ele pergunta agora apoiando o queixo em minha cabeça 


— Não! — a verdade o que eu tô sentindo nem eu sei explicar, é uma mistura de tudo ao mesmo tempo, meus olhos começam a pesar e logo eu bocejo


Jimim levanta limpando a calça e eu faço o mesmo, ele pega minha mochila e a dele e sai andando me puxando pela mão


— Eu não tenho mais nenhuma aula hoje, então vou levar você pra casa! — ele explica quando solta minha mão pra pegar as chaves do carro — E também eu sei que você quer ver o Tae! Tá escrito na sua testa! — ele ri e eu sorrio balançando a cabeça em negação


— Esse não é o carro do tio?! — pergunto ao ver um Ford EcoSport azul escuro, ele assenti abrindo jogando as mochilas no banco de trás, e eu entro me sentando no banco do passageiro


— O meu tá no mecânico e só volta semana que vem! — ele diz assim que entra e começa a dirigir pra casa


O restante do caminho foi agitado, já que ele ligou o rádio e cantava rodas as músicas que passava me fazendo rir de sua empolgação, ele parece uma criança de 5 anos, estacionando o carro pegamos nossas mochilas e saímos cada um pra um canto, eu subia as escadas correndo não ligando pra Mi-Hee sentada no sofá, achava que ela já tinha ido embora isso sim!


Entro no quarto sem bater e ele olha pra mim aequenado uma sombrancelha, dou de ombros sorrindo e largo a mochila em qualquer canto e retiro os tênis indo deitar na cama com ele.


— Devia estar na faculdade! — ele tenta manter a voz firme, mas falha miseravelmente


— E você devia cuidar da sua saúde ao invés de cuidar da minha vida! — digo o olhando e ele põe mão no peito fingindo indignação, mas logo me puxa me apertando e assumindo uma expressão séria e receosa


— Eu sei que você não gosta! Mas tio Henry marcou uma consulta no psicólogo pra você... Hoje! — eu odeio ir em psicólogos, é sempre a mesma coisa, a gente senta, ele faz um monte de perguntas, pra no final receitar remédios que não me fazem efeito nenhum 


— Tanto faz! — me viro de costas pra ele, eu não quero voltar a fazer terapia da qual eu não preciso, eu tô bem! Ou é isso que eu quero acreditar. Taehyung suspira me abraçando.


— Eu não sei o que passa nessa cabecinha oca! Mas vai ser bom pra você! — fico calada eu não tenho argumentos pra discutir sobre isso agora 


Ele começa a cantar baixinho uma música desconhecida por mim, mas que combina perfeitamente com sua voz, mesmo estando mais grossa que o normal por estar doente, meus olhos começam a fechar lentamente, e ele me aperta mais em seus braços, mania que temos em comum, sempre dormimos agarrados a alguém ou alguma coisa.


[...]


(S/n)!! Levanta amor, tá na hora de ir! — Mi-Cha dizia com sua voz calma, eu amo como ela me acorda, sem gritos!


— Eu não quero ir! — digo arrastado me sentando na cama


— Daqui uns cinco minutos você desse tá bom?! — ela passa as mãos em meia cabelo que provavelmente esta bagunçado — Henry e eu vamos levar você! — ela beija minha cabeça e sai


Observo Taehyung que dormia abraçado a um travesseiro quase babando, levanto da cama pegando meus tênis e minha mochila e logo saio só quarto dele, ninguém deve ter chegado da faculdade ainda, entro em meu quarto e Haru estava se esfregando na minha cama, parecia querer marcar território ou algo do tipo, vou ao banheiro escovar os dentes e lavar o rosto pra tentar fazer o sono ir embora, troco apenas o sapato por um preto e desço vendo meus tios sentados no sofá conversando, mas logo levantam.


— Vão onde? — Mi-Hee pergunta com uma xícara em mãos


— Levar (S/n) pro psicólogo! — tia Mi-Cha reponde ajeitando sua bolsa no ombro


— Nossa! Mas você está bem? — Mi-Hee pergunta diretamente pra mim, a falsidade meu pai!


— Estaria melhor longe de você, mas o universo não colabora! — digo sorrindo e saio dali indo direto pro carro e tio Henry vem logo atrás ele destrava o carro e eu entro me sentando no banco de trás, Henry entra se sentando no banco do motorista e logo em seguida tia Mi-Cha entra se sentando no banco do carona, o carro começa a se mover e eu fico calada, hoje o dia pra mim tá um saco! 


Os dois começam a conversar sobre assuntos da empresa, tia Mi-Cha é a que mais trabalha lá, tio Henry diz que não gosta de trabalhar lá e deixar suas crias sozinhas, então trabalha de casa pelo notebook, e assim controla a bagunça dentro de casa, já que a senhora Hae, a empregada vem apenas três dias da semana, sexta, sábado e domingo, ela é bem simpática até.


Chegamos no centro da cidade que está bem movimentado pelo horário,mas ele vai mais a frente do centro, num lugar menos movimentado tio Henry estaciona em frente a um pequeno prédio de três andares, perto de muitos estabelecimentos.


Saímos do carro e ela vão na frente e eu atrás, eles conversam com a recepcionista, mas não presto atenção em nada que eles conversam por que meu foco estava na decoração do espaço, quase todo branco e cheio de plantas, Argh! Uma criança de dois anos faz melhor!


— Peço desculpas por não avisar antes senhor Kim! Mas o doutor Shin se aposentou ontem! — saio dos meus desvaneios ouvindo a voz da recepcionista e quase saio comemorando se ela não tivesse terminado — Agora quem está no lugar dele é o doutor Jang Hyuk — o droga, quero conservar com ninguém não, se eu quisesse conselhos eu pedia pro Nam! — Ele já está no aguardo da senhorita (S/n) na sala 03! — ela sorri simpática, mas com um olhar de malícia pra cima do tio Henry que nem nota


— Vai lá amor! A gente espera aqui! — tia Mi-Cha diz sorrindo pra mim e a recepcionista revira os olhos discretamente, eu apenas assinto e assim que tio Henry estão de costas pra mim a vaca da recepcionista me olha de cima a baixo, eu me limito a mandar um "vai se foder" sem voz e mostro o dedo do meio, logo indo até a sala indicada bato na mesma ouvindo um "entra", abro a porta e dou de cara com um homem de jaleco branco, pele um pouco morena e um projeto de barba ridículo.


— Sente-se! — ele indica a cadeira pequena poltrona a sua frente e eu logo me sento — Como se sente hoje Kim? — ele pergunta já com um pequeno caderno e uma caneta em mãos


— Normal! — dou de ombros, ah isso vai ser uma longa conversa 


— E como é o seu normal? 


— Meu normal é o normal normal ué! — digo confusa cominhas próprias palavras, ele anota alguma coisa no caderno


— Certo! E o que é normal no seu ponto de vista Kim?


— É um normal... Normal! — afirmo, e ele solta um risinho anotando mais coisas no caderno — Já posso ir embora? — pergunto entediada


— Ainda não, mas por que a pressa? 


— Não gostei de você! — digo sincera, ele não me parece confiável, o olhar dele demonstra isso parece até que já me conhece, e isso é bizarro, ele apoia os cotovelos na mesa cruzando as mãos


— Porque senhorita Kim? 


— Porque não ué! Eu não te conheço, e meus tios me ensinaram a não confiar em estranhos! — sorrio falsa e olho pro relógio, eu quero sair daqui!


— Seus tios estão certos! Mas eu não sou um estranho, eu estou aqui pra te ajudar! — ele sorri minimamente — Vamos fazer o seguinte... — ele diz tirando o jaleco e ficando apenas com sua blusa social — Nós vamos fazer uma breve apresentação! Eu começo pode ser?! — dou de ombros e olho novamente pro relógio, passou nem um minuto ainda! — Meu nome é Jang Hyuk, tenho 38 anos, sou divórciado e trabalho como psicólogo a 10 anos e estou aqui pra ajudar você! Sua vez!


— Eu sou Kim (S/n)... — ele me olha meio esquisito, nervoso, não sei, mas logo disfarça voltando ao normal — Tenho 18 anos, solteira e tô no segundo ano da faculdade! 


— E por que está aqui? 


— Ah sei lá! — dou de ombros e olho pro relógio novamente ele percebe e anota algo no caderno, não vou contar meus problemas pra ele


— Quer me falar sobre sua família? Amigos? Hobis? Qualquer coisa! — ele pronúncia calmo 


— Não! Não quero conversar com você! — digo irritada e cruzo os braços — Eu. Não. Confio. Em. Você! digo pausadamente, ele respira fundo e me encara 


— Ok, ok! Eu vou te dar um formulário, você vai preencher ele, eu vou analisar e depois você pode sair! — assinto pegando a folha e a caneta que ele estendeu pra mim, olho no relógio e as horas pareciam não passar, ele percebia minha inquietação olhando pro relógio e anotava isso. O formulário se baseava em perguntas simples, nome, idade etc... As perguntas iam acabado e conforme isso acontecia, elas se tornavam tolas e sem sentido, perguntas sobre meu sono, alimentação, perguntava até sobreiha vida sexual, ao meu ver se eu respondesse tudo com 100% de sinceramente eu não iria precisar voltar aqui, e era isso que eu estava fazendo, a última pedia um desenho sobre como eu via minha vida, desenhei a primeira coisa que me veio a mente, um círculo bem mal feito até, satisfeita com o resultado eu entrego a folha pra ele que começa a ler e enquanto isso eu batia a caneta na minha mão lentamente e olhava pro relógio, vendo que já haviam se passado 30 minutos desde que comecei a preencher o formulário.


Ele se levanta e sai da sala sem dizer nada, com a caneta que eu segurava começo a desenhar coisas aleatórias na minha outra mão, ele retorna com uma cestinha azul em mãos cheia de potinhos laranjas, e começa a colocar todos enfileirados em minha frente, ao todo eram cinco potinhos com comprimidos.


— Aqui tem antidepressivos, antipsicóticos, estabilizadores de humor — ele vai apontando cada um — E esses dois aqui são para tratar a sua insônia! — ele mostra os outros dois — Se você seguir esses horários aqui... — ele me entrega uma folha — Eles vão durar em torno de um mês e meio! 


— Posso ir embora agora? — ele simplesmente me ignora e continua falando


— Suas sessões comigo vão aumentar pra dois dias na semana, e eu espero que siga os horários de seus remédios corretamente! Ja conversei com seus tios sobre algumas coisas que podem ajudar a tartar você...


— Eu não to doente! — afirmo convicta — Não vou tomar nada! 


— Está doente sim! Você que não quer aceitar isso, mas você precisa se tratar Kim! Seus tios estão dispostos a te ajudar, deveria agradecer por isso! — a nossa muito legal, vou ser tratada como um criança, reviro os olhos, não quero ser um peso pra ninguém, não quero ninguém cuidando de mim! Ele me estende um copinho com três comprimidos e outro maior com água — Esses aqui você toma agora! Nos vemos semana que vem, por que preciso organizar minha agenda! — iria abrir a boca pra contestar, mas ele fala antes — Tome os remédios e aí você pode ir!


Pego o copinho dos remédios e os coloco na boca, tomando o copo de água logo em seguida sentindo os comprimidos descerem por minha garganta, enquanto ele colocava os potinhos lacrados numa sacolinha e assim que me levanto ele me entrega a sacola. Olho no relógio e percebo que ele ficou fora por um hora, me distrai tanto assim?! 


— Tenha uma boa noite Kim! — ele diz sorrindo eu respondo um breve "igualmente" e saio, meus tios se levantam e assim que passamos pela vagaba da recepcionista ela nos deseja uma boa noite, mas fecha a cara assim que tio Henry passa um braço pelos ombros de tia Mi-Cha que sorri com o ato, casal lindo! 


E assim saímos do estabelecimento, estava anoitecendo, últimamente eu só tenho ignorado as horas, por mais que eu ficava olhando o relógio a cada cinco segundos eu não reparava muito nas horas.


Agora é ir embora e fingir demência como se nada tivesse acontecido!













Notas Finais


Cheguei a conclusão que ainda não tem nada concluído...🙂🌻


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