História Perdition - Jikook - Capítulo 35


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Park Jimin, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 805
Palavras 2.188
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Lemon, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 35 - - Thirty-Four -


Fanfic / Fanfiction Perdition - Jikook - Capítulo 35 - - Thirty-Four -

“Sim, eu tenho ciúmes, choro, tenho sentimentos que não sei explicar, sinto falta de pessoas que nem sentem a minha.”Tawane Soares

Jimin P.O.V’s

     Ciúmes? Sim, neste instante, enquanto eu preparo o jantar, meu coração está palpitando, e a mente cheia de idéias malucas, pois consigo ouvir as risadas. Jungkook e Taehyung parecem se divertir com as conversas sobre as maluquices que constantemente aprontavam há anos atrás. Sei que talvez eu esteja apenas sendo infantil, que o garoto namora o tal enfermeiro, mas caramba é o ex do meu namorado, uma pessoa que já viu e sentiu o mais íntimo que Jungkookie pode oferecer a alguém, a pessoa que ele protegeu e ainda continua protegendo, alguém mais compatível com idéias e o padrão de vida que costuma levar.

     Poderia me juntar a eles, ouvir o que estão conversando, mas me sentiria um peixe fora d’água, morrendo sufocado na curiosidade sem entender sobre o que tanto conversam. Prefiro me isolar, servir de cozinheiro que parece ser a única utilidade para mim dentro daquela casa, já que Jungkook praticamente se esqueceu de minha existência. Como meu namorado, após uma noite horrível que vivenciei, o mínimo que esperava dele era abraços por todo o dia, palavras de apoio, mas foi só Taehyung aparecer que tudo mudou.

     Não reclamo de recebê-lo ali, até porque a casa não é minha e meu namorado recebe quem lhe for conveniente, mas eu só queria um pouco mais de atenção. Praticamente fui excluído da família, sou quase um órfão no meio deste planeta, minha mãe não deve nem mesmo me querer pintado de ouro. E depois de enfrentá-la daquela forma, o que eu receberia ao voltar para casa, certamente uma punição severa. Novas marcas pelo compro, marcas emocionais causadas por suas palavras duras e quem sabe a cabeça doendo por uma sessão de exorcismo forçada.

     -Droga! -Murmurei, ligando a torneira para deixar a água corrente lavar o sangue de meu dedo.

     Inventei de cortar legumes com as mãos ainda trêmulas, lembranças da discussão, a forma com que ela me tratou, o tapa que recebi, agora a aproximação de Taehyung, sinto que meu mundo quer mesmo desabar de uma só vez. A faca pegou no meio certo dos dedos, causando um corte meio fundo em um deles, e o contato com a água fazia a ferida arder ainda mais, causando a reação imediata de meu corpo, deixando as lágrimas rolarem por tanta frustração. Me pergunto o que fiz de errado para tanta merda acontecer em tão pouco tempo.

     -Jiminnie! O que houve? -Ouvi Jungkook perguntar, mas nem mesmo fez questão de vir até a cozinha.

     -Nada, Hyung! -Gritei torcendo para conseguir ter disfarçado a mágoa em minha voz. -Eu estou bem. -Sussurrei, achando que ninguém me ouviria.

     -Deixa isso aí, amor! -O mais velho me puxou para um abraço, e por mais que minha vontade fosse de empurrá-lo, apenas retribui o gesto, literalmente desabando em seus braços. -Vem aqui, vamos cuidar disso.

     -Eu faço o jantar, Kookie. Leve ele para descansar um pouco. -Taehyung apareceu, já indo verificar as panelas que estavam no fogo.

     -Certo! Me chame se precisar de algo. -Meu namorado disse, antes de me guiar até o quarto.

     Quando chegamos ao quarto tratei de ir direto para o banheiro, ignorando Jungkook quando ele me chamou. Peguei um pedaço de papel, enrolando em meu dedo para estancar o sangue, enquanto o mais velho veio com uma expressão curiosa em minha direção. Fiquei em silencio, observando o mesmo procurar algo na parte baixa do armarinho do local, até encontrar a caixa de curativos e caminhar até mim.

     Estava sentado na tampa do sanitário, ainda deixando as lágrimas escaparem, e segurando a enorme vontade de falar tudo o que está entalado na garganta. Jungkook me fez o curativo, ainda em silencio, ajoelhado no piso frio do banheiro. Seus olhos vieram de encontro aos meus, uma de suas mãos escorregou até a bochecha para limpar o que restava de minhas lágrimas, ou aumentá-las um pouco mais, pois foi esse efeito que seu gesto causou.

     -O que está havendo, amor? -Seu tom de voz demonstrava sua preocupação. -Isso é porque Taehyung está aqui? Se quiser podemos arrumar ou hotel para ele se hospedar, não...

     -Não, hyung! Não é necessário. -Suspirei, puxando minha mão que ainda estava presa junto a sua. -Eu só... Me desculpa, é uma coisa idiota.

     -Diga, Jimin. Estou aqui para isso. -Seu tom de voz mudou para o sério.

     -Só vocês, rindo na sala. Não estou reclamando, têm o direito de ser feliz, eu só... Eu só preciso de um abraço seu, é pedir muito? -Não fui rude, mas consegui expressar boa parte do que estava preso.

     -Não, meu anjo! -Ele me abraçou novamente, deslizando ambas as mãos por minhas costas. -Para você nada é demais, Jiminnie. É o que tenho de mais importante em minha vida hoje, consegue entender? -As palavras foram como gatilhos para deixarem mais lágrimas escaparem.

     -Ela não quer mais me ver. Minha mãe, Hyung. Sou considerado por ela uma aberração, isso dói muito. -Finalmente me dei conta de que não terei mais o apoio de minha família. -Por que ela é assim, Kookie? Aceitaria ser chamado de lixo por qualquer um, mas vindo daquela mulher é algo tão doloroso.

     -Porque apesar dos erros que aquela senhora cometeu, foi com ela que você viveu a maior parte de sua vida. -Ele suspirou, me pegando no colo. -Eu sinto muito, meu amor! Estarei aqui para o que precisar.

     Meu corpo foi deixado sobre a cama, enquanto o mais velho se posicionou atrás de mim, me abraçando firmemente, deixando beijos em meu pescoço na intenção de me acalmar. Aos poucos as lágrimas foram dando lugar ao sono, e mesmo que ainda fosse bem cedo, Jungkook acabou me deixando dormir. Também, é difícil resistir ao cansaço quando não se teve uma boa noite de sono, quando o mundo inteiro parece estar parado sobre suas costas. As lágrimas foram como alívio, o choro retirou parte daquele enorme fardo, agora o que me resta é apenas aceitar as condições com a qual vivo.

[...]

     Poderia dizer que dormi tranquilamente durante toda a madrugada, mas acordei por duas vezes, culpa de pesadelos que mais pareciam visões de algo ruim se aproximando, sem mencionar a febre, que praticamente obrigou Jungkook a levantar para me medicar, Seokjin havia lhe ensinado perfeitamente a dose certa, por muitas das vez acreditei que fosse por conta dos hematomas que aparecem em seu corpo após voltar de uma noite nas suas aventuras.

     Quando acordei pela manhã, o mais velho ainda estava ali ao meu lado, dormindo feito um anjo, é assim que o imagino. Apesar do passado sombrio, e da vida duvidosa que muitas das vezes nem mesmo eu tenho conhecimento, Jungkook é sim um anjo em minha vida. Me aconcheguei em seu corpo, ouvindo uma risada baixa vinda de sua parte, e para não ficar para trás, meu namorado começou a deixar beijos em meu pescoço, tentando me animar um pouco mais.

     -Está melhor? -Sua voz saiu mais rouca que o normal.

     -Yah! Jungkookie, temos um hospede em casa, acho melhor nos levantarmos para o café. -Falei lhe chamando a atenção. -Me desculpe por sentir ciúmes de Taehyung.

     -Não precisa se desculpar, hum... É normal ter ciúmes, sim. -O mais velho de repente ficou ajoelhado sobre o colchão, aproveitando o equilíbrio para me encher de cócegas. -Eu te amo, Mochi!

     -Pare! Pare com isso! -Pedi em meio à crise de risos, tem em seguida meu abdômen coberto por seus beijinhos. -Eu também te amo, Hyung!

     Ainda ficamos enrolando sobre a cama, até decidirmos nos levantar. Tomamos banho juntos, e finalmente decidimos sair do quarto, sendo surpreendidos com a mesa de café já pronta, Taehyung pareceu levantar mais animado que nós dois juntos. O garoto parecia entender meu lado, até mesmo me deu alguns conselhos quanto a tentar levar tudo sem imaginar as conseqüências ruins que isso me causou. Conversando sobre castigo de pais, o mais velho disse que sabia do caso que seu pai tinha com a secretária, só não imaginava que ela fosse a minha mãe.

     Não, ele não tem raiva, afinal isso contribuiu para sua mãe se livrar do cretino, e hoje vive tranquila em algum lugar, é realmente uma pena que ela tenha tomado essa atitude sem imaginar que sue filho mais novo, o que sempre esteve ao seu lado, ficaria para sofrer as conseqüências. Taehyung se assemelha um pouco a mim, ficar pagando pelo erro dos outros, responder por um pecado que mal sabia da existência. É aí que percebo que realmente coisas ruins acontecem a pessoas boas.

     Depois do café, Jungkookie saiu nos deixando sozinhos ali. Apesar de estar realmente sem graça, e com medo da reação do mais velho, acreditando que talvez Taehyung fosse me confrontar por ainda sentir algo por meu namorado, o garoto se mostrou bem compreensivo. Ouvi-lo falar o quanto está feliz ao lado do novo namorado, me contando sobre como se conheceram e tudo o que MinHo representa em sua vida, realmente me deixou mais aliviado.

     Passamos boa parte do dia ali sozinhos, Jungkook não disse para onde foi nem mesmo que horas voltaria, então supus que foi resolver problemas de sua vida misteriosa, ao qual tenho absoluta certeza que Taehyung sabe do que se trata e resolveu manter descrição por algum motivo. Terminamos a tarde aprontando uma na cozinha, na verdade ele disse que iria me ensinar uma receita para bolo, mas acabamos com a cozinha e nossos corpos cobertos de farinha, entretanto os problemas foram realmente esquecidos por um momento. Bom, pelo menos até a campainha tocar.

     Foi atender a porta, antes tivesse ficado no meu canto. Ali em minha frente estava minha mãe, a raiva era nítida em seus olhos, pensei em mandar Taehyung se esconder para não ser visto, mas ao perceber minha inquietação veio direto para sala. Ver aquela mulher para ele era como ver seu pior inimigo, talvez por ela se parecer tanto com seu pai na forma de agir. Ela entrou sem ser convidada, se colocando no meio da sala observando cada canto do apartamento, naquele momento nem mesmo conseguia reagir, como se sua imagem fosse o bastante para me colocar medo, ou seja apenas por respeito, não sei dizer.

     -Vim buscar você, acabou essa palhaçada. -Ela disse séria, mas Taehyung logo se colocou a minha frente.

     -Seu filho é maior de idade e se não percebeu você entrou sem convite, deve saber que isso implica em invasão de propriedade. -O mais velho a rebateu. -Queira se retirar, por gentileza.

     -Não falo com você, lixo inútil. -A mais velha disparou, como se o respeito ao próximo nem mesmo existisse mais.

     Vai ver seja verdade, respeito ao próximo seja algo que nunca existiu para senhora Park, ou não teria mentido para tantas pessoas, se passando por uma carola tão devota. Imagino o porquê de escolher uma imagem religiosa, talvez para não levantar suspeitas, ou até mesmo por estar um por cento arrependida de seus erros. Mas em seus olhos, era impossível decifrar algum tipo de arrependimento, e eu não estava nem um pouco a fim de voltar para baixo de suas asas.

     -Eu não vou. Já tenho idade para fazer minhas escolhas. -Respondi convicto, pedindo também para Taehyung ficar fora da discussão, não é certo alguém ser ofendido por minha causa.

     -Vou falar mais uma vez. Vamos para casa, ou quem sofrerá ás conseqüências será o seu namoradinho. -Desta vez meu corpo inteiro se arrepiou, mas antes que eu pudesse dizer algo, uma pessoa entrou no apartamento.

     -Creio que a senhora não tem convite, se puder sair, eu vou agradecer, caso contrário os policiais irão acompanhá-la para umas férias adiantadas na delegacia. -Era Jungkook, mas nem me dispus a virar para encará-lo. -Deve ser você que enviou aqueles homens, certo? Da próxima envie alguém disposto a realmente me matar, não um bando de amadores.

     Então me virei para encará-lo, observando diversos hematomas em seu corpo, o sangue seco e a roupa suja de poeira. Minha mãe apenas ameaçou mais uma vez, dizendo que nada pararia por ali, antes de sair pela porta sem ao menos olhar para trás. Jungkook esperou que ela sumisse pelo corredor, só então caiu de joelhos, assustando Taehyung e eu. Corremos na direção do mesmo, o arrastando até o sofá.

     -Kookie! Amor, o que houve? -Meus olhos repletos de lágrimas, por vê-lo machucado mais uma vez. -Hyung!

     -Vou ficar bem, bebê! Não se preocupe. -Ele sorriu, mas em sua expressão continha a dor camuflada. -Só preciso de um banho e alguns remédios.

     -Por onde esteve, Hyung? -Perguntei vendo Taehyung limpar as feridas de seu rosto com um anticéptico.

     -Fui até a delegacia, mas fui cercado antes de chegar lá. Estava em um galpão fora da cidade até agora, mas consegui escapar. -Uma de suas mãos veio até minha bochecha. -Eu vou ficar bem, amor! Pare de chorar.

     -É tudo culpa minha. -Me aninhei em seu peito, deixando mais lágrimas escaparem enquanto Taehyung seguia até a cozinha, nos deixando ali sozinhos.

     Tenho certeza de que só teremos paz, quando nossos inimigos estiverem realmente presos.

 


Notas Finais


Beijos e até o próximo capítulo! <3


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